... y no se puede dejar de cantar
Rayando el sol
"As pessoas gastam energia vital e tempo. Por mais que comprem, não basta. Para não encarar sua ansiedade e solidão, elas são levadas a consumir ainda mais. Em troca de prazer momentâneo, perdem de vista a vida que deveriam viver e sofrem por isso".
(Os Pecados de Kujo, episódio 7)
"Se os sapatos apertarem, eu troco. Se o caminho não der certo, eu pego outro. Se a pessoa não funcionar, encontro alguém parecido. Não é nada demais".
(c-drama Love Between Lines - ep. 19)
Deixa pra lá. Com jogo ou sem jogo, cansei de te decifrar. Estou cansada de você brincando comigo, me afastar e depois me procurar. Meu humor gira em torno de você. Por que deveria?
O jogo acabou. Não me importo em ganhar ou perder. E não me importo mais com você".
"Eu sabia há muito tempo que mesmo se eu recuasse dez mil passos, eu daria qualquer volta pra chegar até você".
A primeira vez que fui demitida, logo após ter assinado o aviso prévio saí, sentei numa esquina de banco bem movimentada e chorei sem vergonha de quem passava. Alguns dias antes, ao ser informada da decisão, tinha tido uma crise de choro na minha mesa de trabalho. Chorei, chorei largada, enquanto minha chefe, muito maternal, dizia que entendia aquela convulsão.
Eu tinha 26 anos, já me achava adulta, mas hoje sei que era só uma criança, tanto que meu pai no meu último dia foi comigo ao trabalho com o pretexto de uma carona. Andando com ele pelos corredores, comentei: "E agora, painho, onde vou procurar emprego"? E ele, sempre buscando palavras positivas, respondeu: "Deus proverá".
Hoje é a frase que mais me vem a mente quando me sinto desesperada ou encurralada. É a frase que mais "escuto" hoje, exatamente no dia de hoje. Deus proverá. Choro em seguida porque gostaria de ouvir diretamente do portador, andando em qualquer corredor da vida. 20 anos depois ainda sou a mesma menina esperando carona do pai protetor.
Em 2006, uma propaganda de telefonia celular para o dia dos pais mostrou uma criança à noite com medo de um monstro que estava debaixo da cama. O menino chama o pai, que explica que monstros não existem, mas mesmo assim promete protegê-lo torcendo o pescoço de qualquer monstro que aparecesse. Em seguida o monstro sai do seu esconderijo, e com medo, pega o celular pra ligar para o seu próprio pai dizendo: "Pai, vem me buscar". Por anos usei essa frase como meme no trabalho quando a "coisa pegava". Ria com meus colegas e repetia em tom de brincadeira pra deixar tudo um pouco mais leve.
Hoje o "monstro pai" também sou eu com outros pequenos monstrinhos pedindo socorro. Demissão já tive muitas outras, sem choros convulsivos, talvez apenas algumas poucas lágrimas, ou somente uma, pra não dizer que não chorei.
Não importa agora se eu me ache ou tenha que ser o "bichão", às vezes dá vontade de somente sentar na calçada e chorar. Dá vontade de ligar pro pai usando o plano pré-pago ou o wifi emprestado pedindo pra ele vir me buscar. A vontade de ouvir somente "Deus proverá". Qualquer palavra de conforto que dê uma gana de continuar. Hoje eu quero chorar, vivendo enfim, mais uma "demissão". Amanhã eu levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima.
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(Gostinho de Amor, episódio 7) |
- Eu também sinto muito.
- Eu precisava do Murir. Achei que fosse o único jeito de ter você de volta depois de você desistir do seu sonho, da sua culinária por mim. Falei que me arrependi de deixar você ir e era verdade. Que eu não conseguiria sem você. Também era verdade.
- Eu sei. Mas eu não desisti. Meu sonho, minha culinária, como falei pro Chef Tatsuo... finalmente estou indo atrás do meu sonho. O tempo passou e você e eu estamos em fases diferentes agora. Assim como o Jungjae e o Murir são diferentes. Mas não me esquecerei da Mo Yeon-jo e do Jeon Min daquela época, me lembrarei dos dois... Cuide-se.
Um pausa longa.
- Cuide-se.