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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ela só queria acreditar

"Não, ela não era tola. Mas como quem não desiste de anjos, fadas, cegonhas com bebês, ilhas gregas e happy ends cinderelescos, ela queria acreditar".

--Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Saudade em várias línguas

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o quê..
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

(Clarice Lispector)

sábado, 11 de agosto de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

Seu apartamento é feliz?

Mais uma noite que rolo na cama e não consigo dormir. É de noite que consigo ver, ouvir e produzir as coisas mais interessantes e minha cabeça fervilha de ideias e curiosidades que me impedem de dormir. Desta vez encontro um texto de Martha Medeiros compartilhado pela minha amiga Livinha. Vou reproduzi-lo aqui, porque hoje, pra variar, estou de novo com saudade de coisas (além das pessoas). 

Escolhi cada milímetro quadrado do nosso apartamento. Ele foi todinho planejado por mim e por marido meu (antes disso, por Deus pra nós) e eu sinto falta até do brilho do piso em porcelanato, dos espelhos por todos os cantos, do vermelho da cerâmica da cozinha, dos bibelôs, objetos que se espalham pela casa e que ganhei de presente de amigos e parentes queridos, das minhas cristaleiras que vão do piso até o teto, dos cantos que ficaram por ser decorados, do vento que muitas vezes entra tão forte pela janela da varanda. Mas viver também é desapegar. E assim sigo, tentando fazer desse lugar que não é nosso lugar, um cantinho também feliz, com detalhes, cheiros e cores que são só nossos. 

Eis o texto. E a resposta é sim, meu apartamento é muito feliz. Ou melhor, nossos apartamentos, nossos lares são felizes. Assim desejo que seja sempre, mesmo que seja uma choupana ou uma casinha de sapé no lugar mais inóspito da face do planeta. 

"Dia desses fui acompanhar uma amiga que estava procurando um apartamento para comprar. Ela selecionou cinco imóveis para visitar, todos ainda ocupados por seus donos, e pediu que eu fosse com ela dar uma olhada. Minha amiga, claro, estava interessada em avaliar o tamanho das peças, o estado de conservação do prédio, a orientação solar, a vizinhança. Já eu, que estava ali de graça, fiquei observando o jeito que as pessoas moram.

Li em algum lugar que há uma regra de decoração que merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz. O referido é verdade e dou fé. Não existe um único objeto na minha casa que não me faça feliz, pelas mais variadas razões: ou porque esse objeto me lembra de uma viagem, ou porque foi um presente de uma pessoa bacana, ou porque está comigo desde muitos endereços atrás, ou porque me faz reviver o momento em que o comprei, ou simplesmente porque é algo divertido e descompromissado, sem qualquer função prática a não ser agradar aos olhos.



Essa regra não tem nada a ver com elitismo. Pessoas riquíssimas podem viver em palácios totalmente impessoais, aristocráticos e maçantes com suas torneiras de ouro, quadros soturnos que valem fortunas e enfeites arrematados em leilões. São locais classudos, sem dúvida, e que devem fazer seus monarcas felizes, mas eu não conseguiria morar num lugar em que eu não me sentisse à vontade para colocar os pés em cima da mesinha de centro.

A beleza de uma sala, de um quarto ou de uma cozinha não está no valor gasto para decorá-los, e sim na intenção do proprietário em dar a esses ambientes uma cara que traduza o espírito de quem ali vive. E é isso que me espantou nas várias visitas que fizemos: a total falta de espírito festivo daqueles moradores. Gente que se conforma em ter um sofá, duas poltronas, uma tevê e um arranjo medonho em cima da mesa, e não se fala mais nisso. Onde é que estão os objetos que os fazem felizes? Sei que a felicidade não exige isso, mas pra que ser tão franciscano? Um estímulo visual torna o ambiente mais vivo e aconchegante, e isso pode existir em cabanas no meio do mato e em casinhas de pescadores que, aliás, transpiram mais felicidade do que muito apê cinco estrelas. Mas grande parte das pessoas não está interessada em se informar e em investir na beleza das coisas simples. E quando tentam, erram feio, reproduzindo em suas casas aquele estilo showroom de megaloja que só vende móveis laqueados e forrados com produtos sintéticos, tudo metido a chique, o suprassumo da falta de gosto. Onde o toque da natureza? Madeira, plantas, flores, tecidos crus e, principalmente, onde o bom humor? Como ser feliz numa casa que se leva a sério?

Não me recrimine, estou apenas passando adiante o que li: pra onde quer que se olhe, é preciso alguma coisa que nos deixe feliz. Se você está na sua casa agora, consegue ter seu prazer despertado pelo que lhe cerca? Ou sua casa é um cativeiro com o conforto necessário e fim?

Minha amiga ainda não encontrou seu novo lar, mas segue procurando, só que agora está visitando, de preferência, imóveis já desabitados, vazios, onde ela possa avaliar não só o tamanho das peças, a orientação solar, o estado geral de conservação, mas também o potencial de alegria que os ex-moradores não souberam explorar". (Martha Medeiros)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Recomeçar

Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar". Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado. Chorou muito? Foi limpeza da alma. Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia. Sentiu-se só por diversas vezes? É por que fechaste a porta até para os outros. Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora. Pois é! Agora é hora de iniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego? Uma nova profissão? Um corte de cabelo arrojado, diferente? Um novo curso, ou aquele velho desejo de apender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa? Olha quanto desafio. Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Tá se sentindo sozinho? Besteira! Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos. Ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca ficar amarga. Recomeçar! Hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar? Ir alto. Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida. pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos. Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da Faxina Mental. Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Jogue tudo fora. Mas, principalmente, esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o "Amor".

-- Paulo Roberto Gaefke

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Não que pare de doer, mas cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser.

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Começar de Novo

‎"Para o que vale a pena, nada é muito tarde para ser quem você quer ser. Não há tempo limite. Você para quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você tire o melhor. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltada. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você acha que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para começar tudo de novo"

-- O Curioso Caso de Benjamin Button


Fiquei um tempão olhando o aviãozinho subindo. Até quando ele sumiu no céu escuro, por trás da lua cheia, eu ainda continuei olhando. O saguão ficou vazio e voltei para casa sozinha. Pensei que fosse chorar, engasgar, deprimir. Mas não. Nem feliz, nem triste, apreensiva talvez. Preocupada em encontrar logo uma nova casa para morar. Uma casa sem tantos confortos, mas mesmo assim, será nossa casa. Ou seria um ponto de apoio? Mais um entre tantos por onde passamos. Como poderia ser diferente? Eu o conheci assim. Viajando, mudando, começando sempre tudo de novo. 


sábado, 7 de janeiro de 2012

Escrevo e ponto.

Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.

A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Paulo Leminski

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Recomeço

Não te deixes destruir... 
Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha um poema.
E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede.
(Cora Coralina)

Estou eufórica com as mudanças que o novo ano trará para nós. Mal consigo raciocinar direito. Assustada, mas feliz. :)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tonha da Lua

Todos os dias, ou melhor todas as noite, eu falei to-das-as-noi-tes, eu fotografo a lua. Está quase chegando a lua-cheia e é tão bonitinho vê-la engordando a cada momento, a cada foto. Hoje encontrei em uma das redes sociais essas fotografias feitas com a lua, e diga-se de passagem, são fotos muito criativas. Pelo jeito não sou eu a única a ser fascinada por ela. 

Plantando e colhendo a lua.

De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-Ias voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória. 
(Henri Cartier-Bresson)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Luzes de natal

As nossas primeiras dez mil fotos sempre são as piores.
(Henri Cartier-Bresson)

Praça Fausto Cardoso - Aracaju -SE
 Esse é o meu segundo passeio fotográfico. Foi um pouco mais difícil porque muitas fotos tinham que ser feitas com tripé devido a velocidade muito baixa para captar as luzes. Um colega me emprestou um, mas sem estar familiarizada com ele não foi muito bom, fiquei "engessada". O jeito foi fazer as fotos com a câmera nas mãos e prendendo a respiração. O legal é que até as fotos "tremidas" ficaram com um efeito luminoso e colorido muito bonito.

A Ponte do Imperador feita em apnéia

A mesma foto, agora tremendo bastante a câmera
Fomos num grupo de 12 pessoas e, tenho que destacar, com um "guia" que encontramos próximo à Câmara de Vereadores. O cara cismou que nós éramos turistas e passou a nos dar dicas da cidade, mostrar os monumentos da praça, engradecendo sempre o lugar. Para tanto, começou a citar metade dos  bairros de Salvador, fazendo comparações que pudesse nos provar que Aracaju era uma cidade sossegada. Além disso, segundo ele, o povo é muito "alpistaleiro" (sic). Que ótimo! Turistas sergipanos em Aracaju com um guia baiano. Como disse uma das colegas: "Ironia pouca é bobagem"!  Pra finalizar ainda chamou o professor de "amor" e quando descobriu que não éramos turistas (portanto não conseguiria nos arrancar nenhum centavo), saiu xingando: "Essas miséra, mintino, falando que era turista... ó, paí, ó"! (sic).

É... fotografamos, não ganhamos nada com isso, mas bem que nos divertimos. E domingo que vem tem mais! 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

FDP

Estava vasculhando uns e-mails antigos à procura dos telefones da UFBA. Preciso entrar em contato e tentar resgatar meu diploma da pós-graduação (um dos, o outro já peguei) que fiz em 2008. Quão surpresa fiquei ao ver uns e-mails que o coordenador do curso trocou comigo e com outra colega. Tinha esquecido completamente que o cara era um tremendo Filho da Puta (me perdoem o baixo calão, mas é que a outra definição que tinha para ele é pior ainda). O cara era grosseiro, ignorante, sem nenhum bom senso, mal educado... sem contar que, certo dia, minha amiga entrou na sua sala e deu de cara com uma cena pornográfica em seu computador. Algo, tipo assim, bem aberto, escancarado, vergonhoso. Também era ridícula a forma que ele tratava bem certo(a)s colegas em detrimento de outros. Ao reler o e-mail, fiquei triste. Triste por lembrar de quanta gente ruim já apareceu na minha vida. Com quantos ZBs (não queira saber o que significa) fui obrigada a conviver, na faculdade, no trabalho, em cursos isolados, na vida. Sorte minha, por pouco período de tempo. Juro que não lembrava de nada disso, prova de que não sou de guardar rancor de ninguém, mas foi até bom relembrar. Agora já irei preparada, sei que ao solicitar meu diploma depois de tanto tempo, posso ouvir muitos impropérios. Só lamento. Mas é isso mesmo que gente pobre de espírito tem para oferecer. ¿Y que puedo hacer yo?

O homem, que, nesta terra miserável, mora entre feras,
sente inevitável necessidade de também ser fera.
(Augusto dos Anjos)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

1.001 Utilidades

Engenheira, Escritora, Fotógrafa, agora Modelo e Manequim. Rá! Além de tudo modesta. rs! Metida? Eu??? 'Maginaaaa.


















Uma das aulas do Curso Básico de Fotografia - como direcionar e fazer retratos. Fiz algumas fotos, mas gostei muito mais de ser fotografada. Ê, vaidade!

“De repente eu entendi que a fotografia poderia captar a eternidade instantaneamente.” 
(Henri Cartier-Bresson)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O diamante

"As mulheres sempre foram fascinadas por diamantes talvez por causa do processo, pois o carvão tem que aguentar uma pressão descomunal e, como se não bastasse, esperar milhões de anos para poder brilhar. Um diamante nada mais é que um pedaço de carvão com muita persistência, mas que é capaz de operar milagres em um coração machucado, isso é. Talvez por isso digam que eles são os melhores amigos das mulheres". 

(extraído da novela Aquele Beijo de Miguel Falabella)

domingo, 13 de novembro de 2011

Dúvidas

"Torturava-se com recriminações, mas terminou por se convencer de que, no fundo, era normal que não soubesse o que queria: nunca se pode saber aquilo que se deve querer, pois só se tem uma vida, e não se pode nem compará-la com as vidas anteriores, nem corrigi-la nas vidas posteriores. 
(...)
Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida"?
(A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera)
 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Não gosto de gente séria

"Tive assim, no correr da vida, muitos contatos com gente séria. Vivi muito no meio das pessoas grandes. Vi-as muito de perto. Isso não melhorou, de modo algum, a minha antiga opinião".
(Exupèry)
Eu sempre falei que tinha aversão ao gênero humano, sempre me considerei uma misantropa, mas sei que não é exatamente isso, minha aversão é a pessoas sérias, à gente grande que não sabe brincar, que leva tudo à ferro e fogo, ao pé da letra, que não tem senso de humor. É por isso que gosto mesmo é de gente boba, engraçada, espirituosa, gosto de gente idiota.

A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
(Arnaldo Jabor)

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. (Marcos Lara Rezende) Alguns eu penso que são inteiramente bobeira e esses são os mais divertidos. E Clarice Lispector até explicou e exemplificou as muitas vantagens de ser bobo, dizendo ela que há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas! 

Deve ter sido por causa dessa minha predileção que casei com um mineiro nada sério, divertido, engraçado, espirituoso e bobo. Aviso: não confundir bobos com burros. Porque se ele assim fosse, não teria casado comigo. Hehehe!!! 

domingo, 6 de novembro de 2011

Quero tudo ou um pouco mais

(O que há - Álvaro de Campos)
Nunca mais eu e minhas primas tínhamos feito isso. Juntas cozinhamos um macarrão saboroso ao sabor de muita fofoca, depois jogamos baralho ao sabor de um vinho gostoso, tudo isso regado a muita risada, gargalhadas, gritinhos e cantorias - até Padre Zezinho apareceu no meio da nossa tarde - não se sabe de onde. Amo essas malucas da minha vida. Precisamos fazer isso mais vezes. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Graxeirando

Não sou pra todos.
Gosto muito do meu mundinho.
Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas.
Às vezes tem um céu azul, outras tempestade.
Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos,
mas não cabe muita gente.
Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso.

São necessárias.

(Caio Fernando de Abreu)

Diazinho tão "so so" e tão cansativo. Minha diarista não pôde vir essa semana, então sobrou pra mim e sobrou muita coisa. Marido meu sempre me ajuda, mas essa semana, tadinho, tá trabalhando tanto, e com esse calor todo, chega em casa morto. Ai, ai, minha vida é um sucesso, mas nem sempre, e a pilha de roupas que passei não me traz nenhum glamour. Talvez essa seja a parte mais chata do casamento, mas pensando pelo lado "Jogo do Contente" cuidar das roupas do marido não é algo tão ruim ou tão machista assim (quem me viu, quem me vê), pelo menos o meu ficou feliz por ter uniforme limpinho para usar amanhã. E a vida segue. Sábado à noite tem festa-oba! Domingo tem passeio fotográfico-viva! 


p.s.: nesse site tem truques interessantes para passar uma roupa como ninguém. Vai que eu pego gosto, né? 

domingo, 23 de outubro de 2011

Niver da Sogrinha

‎"Tô querendo apenas o que me faça rir!
Tô me livrando de tudo que me dá bloqueio. Tô colorindo tudo a minha volta.
Estou ganhando a leveza dos dias. Coloquei a alma pra dançar tango!
Dei a mão pro vento..."


Minha sogra em nosso casamento quando ela me disse
que agora eu seria sua filha também. Linda! 
A despeito de todas as piadas de sogra, a minha sogrinha é uma pessoa maravilhosa. Não, não é porque ela mora longe de mim, mas é porque ela é mesmo uma pessoa boa, além de divertida, muito animada e carinhosa. Paparica demais o filho dela com quem me casei e a recíproca é verdadeira, ela também é muito mimada por ele. Hoje é seu aniversário e o mínimo que podemos desejar é que ela tenha muitos e muitos mais anos de vida, porque o máximo seria impossível, ela merece tudo e muito mais. Que Deus abençoe Dona Marina.

sábado, 22 de outubro de 2011

Cansada

E Macabéa, com medo de que o silêncio já significasse uma ruptura, 
disse ao recém-namorado:
- Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o senhor?

-- Clarice Lispector

Sem assunto de tão cansada. Passei o dia rodando os hospitais para resolver as pendências burocráticas relacionadas à cirurgia de painho. Eu e mainha, mainha e eu fomos duas vezes no Hospital São Lucas, duas vezes no Hospital Cirurgia, três vezes no escritório do plano de saúde, mais uma ida no escritório do outro plano, outra parada para receber os medicamentos, e estaciona aqui, estaciona acolá, faz baliza, desfaz, procura uma vaga, paga o flanelinha... Aff! Ufa! Para arrematar, supermercado, academia e receber as visitas em casa para painho. Minha vida é um sucesso, mas que horas é que eu paro para estudar para o próximo concurso? Sem comentários com relação ao último, fiquei na média. Mas para quem não sabia nem a diferença entre Constitucional e Administrativo eu fui muito bem. O importante é não desistir. E tenham uma boa noite.