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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Essas e Outras

É por causa dessas e de outras que eu não me admiro mais de nada, João.
Cachorro bento, cavalo bento, tudo isso eu já vi.

(Chicó em O Auto da Compadecida, obra de Ariano Suassuna)

Sim, nada mais me surpreende, porque será? Acredito que as pessoas só dão aquilo que tem e não espero nada além do que elas estão a oferecer. As pessoas são o que são.

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Meu pai internado e meu avó desaparecido. Worried. :(

quarta-feira, 19 de março de 2008

Fim de festa

"Eu tava tão quieta, sozinha, acostumada a meus devaneios e sonhos. Aí vem alguém,entra rapidinho,faz a maior festa e deixa a maior bagunça para eu arrumar sozinha de novo e ainda parte sem dizer adeus".

Fim de festa. Assim me sinto.
Ele chegou do nada, entrou na minha vida, me fez rir, me fez feliz, fez festa no meu viver, mas por tão pouco tempo... foi embora, nem se despediu e deixou uma bagunça enorme que não consigo terminar de arrumar nunca.

Hoje falo com ele e o desconheço completamente. Não sei quem ele é. Não é a pessoa que eu conheci. Queria ele idealizado de volta, mas ao mesmo tempo queria conhecer ele real com todos os defeitos e qualidades, mas sem mentiras, sem enganos. Queria que se tivesse que acabar, que fosse no fim, quando acabasse o sentimento, mas não queria essa coisa interrompida, partida, suspensa no ar, indefinida.

Pra falar a verdade, queria voltar a trabalhar com ele na mesma cidade, ficar perto, conhecê-lo mais, sem sofrimentos, sem esse aperto no peito que me deixa sem ar.

São tantos sonhos quebrados pela realidade. Mas a gente teima e segue dormindo e sonhando e querendo. Até quando, hein?

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Meros devaneios tolos

Triste é ter sono e não conseguir dormir. Nunca pensei que fosse sofrer de insônia, nunca tive problema pra dormir, "arrumei" isso quando cheguei aqui. Ê, ê, aí, hein?
Por isso escrevo posts longos que parece que ninguém lê. Tenho recebido pouquíssimos comentários, porém, valiosos. E vai mais um post longo de uma das minhas séries.

Meros devaneios tolos - Parte III


[Escrito em 3.12.05 12:30 AM]

É estranha a efemeridade dos momentos e situações. Parece que foi ontem que recebi uma ligação no meio do expediente de alguém bem longe de mim que voltava da praia com sua prancha e dizia: "Vi esse mar lindo azul e lembrei de você!"
Às vezes penso que o gostar é uma grande mentira. Todos fingem que amam e que querem ser amados, quando na verdade é apenas ilusão, uma confusão de reações químicas e joguetes da imaginação. Analisando friamente: Por que ele lembrou de mim quando viu o mar azul? Não tenho olhos azuis. Nunca estive com ele em frente de mar nenhum. A única coisa que existia era papo, conversas intermináveis, palavras apenas. Agora, se por algum motivo ele lembrou de mim... pra quê me dizer? Eu não estava pedindo pra saber. Meses depois não estava eu perto dele, perto desse mar? E nem por isso pensou em mim... sequer olhou direito pra mim. São essas coisas que não consigo entender...

"Falas de amor, e eu ouço tudo e calo
O amor na Humanidade é uma mentira.
E é por isto que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.

O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaíra,
De Messalina e de Sardanapalo?

Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado
— Alavanca desviada do seu fulcro —

E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulcro para o teu sepulcro"?!

(Idealismo - Augusto dos Anjos)
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Depois de tentar ver o pôr-do-sol e só conseguir chegar quando ele já se escondia no mar, nos sentamos num banco em frente ao farol. Enquanto ele cantava pra mim uma música que falava de despedida (acho que só pra me irritar), um grupo de pessoas se posicionou bem na nossa frente pra tirar uma foto do melhor ângulo do Farol da Barra. O fotógrafo dava as diretrizes para uma senhora e duas crianças, e então percebemos que também saíriamos na foto e saíriamos bem! Ele, como sempre divertido, encostado em mim, a minha frente, se ajeita no banco fazendo uma pose, põe um sorriso nos lábios e sem retirá-lo diz: "Bb, a gente vai sair na foto! Sorria pra foto, Bb, sorria pra foto"!!! Olhei pra ele e vi ainda o sorriso estático, típico dos que estão sendo fotografados, e pus no rosto o mesmo sorriso olhando fixamente para a câmera alheia.
O retratista notando nossa atitude, nos olha, baixa a câmera e fala para a senhora: "Aqui não dá, vamos mais pra frente". E saiu puxando a mulher com as duas crianças para um lugar onde ficaríamos completamente fora do foco, fazendo nosso sorriso murchar. Murchou, mas eu nunca ri tanto na minha vida! Lembrava da ousadia dele, eu seguindo seu conselho, do sorriso dele pra foto, e ria, ria do fotógrafo indo embora nos frustrando e ria muito. Ri como há muito tempo não tinha rido. Cheguei em casa e continuei rindo toda vez que lembrava. Ri até doer as costas. Ri deitada no chão sem me controlar. E ele só me olhava, incrédulo, e ria também com um sorriso lindo de dentes brancos, com um olhar lindo, como há muito tempo eu não tinha visto.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Só hoje deu pra escrever "sobre"

Apesar de hoje estar mais decepcionada com outras pessoas e fatos passados. Ainda bem que eu sempre consigo "cagar e andar" para aqueles que me decepcionam. Perdoem-me o termo, mas é "cagar e andar, pra não fazer monte grande" messsmo. Porque tem muita gente mesquinha e medíocre pelo mundo que não merece minhas lágrimas. Não merecem nenhum tipo de sentimento meu.

E...

Adeus, meu quase amor. Antes dia 15 era a data pra se comemorar, ultimamente os dias 19 de cada mês são sempre de despedidas. Pela enésima vez me despeço de você. Dessa vez de uma maneira horrível. Seria a última?
Adeus, meu sonho sem esperança. Ficam apenas as imagens, os meros devaneios tolos: você andando de mãos dadas comigo, você dançando comigo na sala da minha casa, você beijando meus lábios quando foi embora...

"We walked along a crowded street
You took my hand and danced with me
Images

And when you left you kissed my lips
You told me you'd never ever forget these images, no

I never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
I should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do

I cannot go to the ocean
I cannot drive the streets at night
I cannot wake up in the morning
Without you on my mind
So you're gone and I'm haunted
And I bet you are just fine
Did I make it that easy for you
To walk right in and out of my life?

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
I should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do".

(Almost Lover - A Fine Frenzy)

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Meros devaneios tolos


Bem certo que deleto pessoas... o problema é que ainda não aprendi a esvaziar a lixeira. Alguém aí pode me ensinar?


Meros devaneios tolos - Parte II

Sentada na cama apenas o via dando o seu sermão. Via, mas não conseguia ouvir. Ele, sentado no sofá... um metro e setenta e oito de sol em plena noite. Ele, que tanto falava fazendo com que eu o admirasse mais, apesar de estar detestando as palavras que ele dizia, incansavelmente, querendo me fazer entender o que eu já tinha entendido. Mas eu não ouvia. Apenas via aquela boca que há alguns minutos tinha acabado de beijar proferir palavras que na verdade eram repreensões. Senti-me envergonhada do papel que desempenhara até então. Fingia que não gostava. Fingia que não estava interessada. Fingia que era só amiga, quando na verdade queria tudo e muito mais. Queria ser a amada, a amante, a namorada. Queria mesmo sabendo que nunca teria, por isso fingia. Agora eu estava ali, tendo-o tão perto. Na minha frente. Falando as únicas coisas que eu não queria ouvir. Simplesmente porque eu tinha fingido demais.

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Eu deixei um recado no pára-brisa do carro dele. Depois ri de mim mesma, me achei ridícula, tipo aquelas menininhas de colégio. Acho que ele nem viu o bilhete. Ou viu e fez de conta que não. Não comentou nada depois. Na certa também achou ridículo. Indigno de comentários. Não sei porque fico procurando. Às vezes esqueço da minha situação. Esqueço que com ele sou apenas pra "de vez em quando", e que agora é a hora que sumimos um do outro de novo, mais uma vez, num grande círculo vicioso, até ele me ligar com sua voz grave dizendo: "Quer me ver?", e eu, claro, depois de relutar um pouco, sempre dizer "sim". De vez em quando. Talvez por muitos anos a mais. Ou não.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Meros devaneios tolos

Post antigo que nunca publiquei. Escrito num momento tepeêmico, está incompleto, mas vai assim mesmo agora. 



Meros devaneios tolos


Ainda lembro da forma com que ele me olhou no ônibus coletivo naquele fatídico dia de tarde azul. Era o mar na janela ao lado, e ele sentado no banco da frente virado pra mim. Seus olhos brilhavam muito com nossos planos comentados. Por um bom tempo acreditei que aquele olhar significava alguma coisa, pensei mesmo que pudesse ser real...

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Era Ano Novo, todo mundo fez a contagem dos segundos regressivamente aos berros, e assim que os fogos estouraram, ele me deu um abraço apertado e me suspendeu em seus braços. Saímos correndo na areia da praia até chegar bem perto do mar pra ver melhor o espetáculo colorido no céu. Ficamos 10 minutos abraçados que poderiam durar a eternidade. Foi tão pouco tempo de muita atenção, de silêncios durante a tarde, de mãos dadas, de companhia à beira-mar.

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De repente ele se abaixou e retirou os meus tênis, sem que eu pedisse, sem que eu esperasse. Eu estava suada, cansada, e fiquei sem graça com a reação, só pensei se tinha chulé, mas ele não pensou em nada, apenas fez, num gesto tão singelo que ainda não consegui esquecer. Pensei que meia hora pudesse significar alguma coisa, que talvez eu pudesse ter a companhia daquela pessoa só um pouco mais...

Mas que tola que sou!
Tsc!