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sábado, 17 de dezembro de 2011

Amigas para sempre

Eu lembro bem quando ela chegou. Já era noite, eu já estava deitada, mas levantei para abrir a porta para que ela entrasse. Ela estava vestida de astronauta - um casaco de frio pesado demais para o frio ameno do sul da Bahia. A primeira impressão que tive, era que ela parecia mais uma professora de primário do que uma técnica de segurança do trabalho. Muito educada, dizendo sempre boa noite, com licença, por favor, obrigada. Quase pisando em ovos. Como  as outras colegas de república não lhe foram muito receptivas, senti que eu deveria tratá-la melhor. Ofereci meu quarto para que ela não dormisse na sala, ofereci minhas panelas e pratos, e passamos a dividir as compras a partir daquele dia. As compras, as conversas, as risadas, as alegrias e até as lágrimas. Dividíamos até o Mah Jong no celular, após o almoço, e as revistinhas de palavras cruzadas que ela trazia sempre que voltava da folga. 

Era ela quem sempre me arranjava as caronas para o trabalho. Certa vez me esqueceu por lá, com fome e com raiva. Brigamos, uma das muitas brigas, mas era sempre ela quem dava o braço a torcer, ficava batendo na minha janela, me chamando de Erikazinha, pedindo pra que eu a deixasse entrar e pudesse conversar comigo. Sempre fazíamos as pazes. Dividimos muitas risadas. Muitos passeios. Comprávamos as mesmas sandálias, as mesmas roupas de praia. Tá certo que depois de uma semana, aquela pessoa polida, e educada, virou uma desbocada, cheia de palavrões na boca (risos!), uma louca durante a TPM. 

Costumávamos dizer que tínhamos um cabo USB ligando nossas mentes. Não era preciso que eu falasse nada, bastava olhar pra ela, para que tudo fosse entendido. Não era preciso explicar nada, a gente ria só do que imaginávamos.

Engraçado como uma pessoa do interior da Bahia tenha tido uma infância parecida com outra do interior do Rio de Janeiro. Como duas pessoas de regiões diferentes do Brasil tenham tantas semelhanças. Continuo a me surpreender com as amizades que o trecho me trouxe. Inesperadas e especiais. Dizem que é preciso morar com alguém para conhecê-la melhor, e que quase sempre os defeitos se tornam irritantes e insuportáveis com tamanha convivência. Agora, imagine comigo: trabalhar com essas pessoas, morar na mesma casa, passar os finais de semana com elas, fazer os mesmos passeios e programas, e apesar disso tudo, ainda tê-las em alta conta. Diga aí, são ou não são pessoas mais do que especiais? A última vez que vi Thata foi há quase 2 anos atrás, na rodoviária de Teixeira de Freitas. Ela indo de folga e eu indo embora, voltando pra casa. Ela chorando de um lado da grade e eu do outro. Naquele momento eu tive certeza que tínhamos nos tornado mais do que amigas. Irmãs.

Hoje conheci os sobrinhos dessa minha amiga, eles vieram do Rio passar férias com a família do pai, que é daqui de Aracaju. Agora entendo porque a tia babona falava o tempo todo neles, são crianças lindas e apaixonantes! 

Clara e Arthur aqui em Aracaju. 
Minha primeira foto com o papai noel, graças a Clara! rs!

Arthur é uma figurinha com seus 5 anos. 
 Amei conhecê-los. A família Drumond ficará guardada no meu coração pra sempre. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Gente boa demais!

É verdade. A gente pode até se topar com gente ruim pelo mundão afora, mas a possibilidade de encontrar gente legal também existe. Eu lembro claramente da primeira vez que conheci cada grande amiga minha (tenho poucos amigos homens). Uma delas estava vestida de astronauta (história para outro post), a outra tagarelava e conversava comigo como se me conhecesse há um trilhão de séculos, outras eram caladinhas e não se assustavam com minhas barbeiragens no trânsito. 

Esse ano conquistei boas amizades, uma delas conheci num cursinho para concurso. Não sabia que ela era também minha vizinha, e em breve será minha "afilhada", já que seremos padrinhos do seu casamento em 2013. Nesse último curso de fotografia, também não imaginei que fosse fazer amigos e fico muito feliz por ter encontrado gente bacana, meninas divertidas, engraçadas, pessoas das quais eu posso dizer: "Poxa, fulana é gente boa demais"!

Tenho amigas em cada canto do mundo e de vários lugares. Amigas da igreja, do trabalho, da academia, da faculdade, dos cursinhos... minhas amigas conterrâneas, cito aqui Flavinha, que "pescou" minha amizade em Aracaju, e nunca mais me largou. 

Dos meus amigos de trecho, já falei, morro de saudade. Destaque para meu best friend e único amigo homem, aquele que chamo de Anjinho, uma pessoa que trouxe luz, sons, cores, imagens, e até comida e bebida  para a minha vida. Quantas noites de filmes e pizza tivemos na República das 7 Mulheres, graças a ele! O trecho me trouxe pessoas que eu jamais iria conhecer, se não fosse dessa forma. 

Tenho orgulho também das minhas amigas mega-hiper-über-inteligentes, as que são doutoras de verdade, mas nem por isso vaidosas (eu que me envaideço por elas. rs!). São pessoas simples e com as quais tenho as conversas mais espirituosas. Pessoas que me tratam bem e me fazem sentir importantes em suas vidas, por isso me conquistam a cada dia. 

Eu e minha amiga Outra Carol trocando Dois Dedinhos de Prosa. 
Não posso deixar de falar das minhas primas-irmãs-amigas e da minha mãe-aquela-que-me pariu, minhas grandes e eternas amigas. Essas eu conheço desde que eu nasci (não faz tanto tempo assim, né?) e a gente tanto briga quanto se ama e não consegue ficar uma sem a outra. Tem também aquelas que, por mais que a gente tente, não consegue lembrar onde se conheceu, nem quando, nem como, são as que eu chamo de amigas de sempre.

 Sou muito feliz por ter conhecido cada uma de vocês. Amo todas.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Agradeço

EU QUE AGRADEÇO PELO SEU CARINHO, QUERIDA.  ;)
Fiquei emocionada ao receber esse mimo deixado na portaria do condomínio para mim. Ficará guardadinho na mesa de canto do meu sofá, fazendo companhia ao telefone, aos porta-retratos, às flores, ao abajur e aos pinos de boliche. Já nossa amizade ficará guardadinha no meu coração.