Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
(Vinícius de Moraes)
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Ternura
Ternura
(Vinicius de Moraes)
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
Bom dia, tristeza
Bom dia, tristeza
(Adoniran Barbosa e Vinícius de Moraes)
Bom dia tristeza
Que tarde tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando até meio triste
De estar tanto tempo longe de você
Se chegue tristeza
Se sente comigo
Aqui nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar
terça-feira, 17 de outubro de 2006
"(...)Tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque
em meu ser está tudo terminado.
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados "
(Ausência - Vinícius de Moraes)
Fé nos desesperados? Nossa, como Vinícius era exagerado...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
Pra lá de seqüelada - EU MEREÇO!
Mesmo com minha miopia, mesmo de longe, mesmo ele estando de costas, eu sabia que era ele. A outra pessoa a sua frente, eu também reconheci. Ela é o motivo dele não ter ficado comigo, mesmo ele querendo, mesmo eu querendo. Ou não. Existem outros motivos... mas talvez ela seja o principal.
Não sei se foi meu instinto competitivo feminino, ou se existia algum tipo de sentimento... só sei que me senti incomodada, me senti aflita, indefesa, perdedora. Não gosto de perder, mas como dizem, todo mundo se acostuma até com o que é ruim.
Quem me conhece, sabe, não consigo ficar calada quando abalada emocionalmente, imeditamente liguei pra ele, pouco me importando se ele ainda estava lá com ela ou não. Queria cobrar alguma coisa, alguma promessa, mas não havia nada, antes de tudo éramos amigos e as coisas foram muito bem esclarecidas. Apenas disse, com uma voz que de tão doce pode ter soado falsa: "Por que não volta pra ela?" (silêncio!) - repeti a pergunta, com o mesmo tom de voz.
"Não tenho essa intenção. Hoje é apenas o aniversário dela"
"Ah!"
"Vai ficar em casa a tarde toda?"
"Não sei"
(...)
E a bateria descarregou.
"Quem comigo não ajunta, espalha".
Eu sei, eu sei, as palavras são de Jesus, mas deixe-me fazê-las minhas.
Humpf! Comento minha indignação depois, agora estou no trabalho. Mas, pense numa raiva!
Dialética(Vinícius de Moraes - com adaptações)É claro que a vida é boaE a alegria, a única indizível emoçãoÉ claro que (sou) lindaEm ti bendigo o amor das coisas simplesÉ claro que te amoE tenho tudo para ser felizMas acontece que eu sou triste...
E assim sou eu.
Quanto tudo está dando certo, quando estou radiante de felicidade... aí eu penso: tem algo errado, algo de muito triste irá acontecer. E sempre tem alguém pra me ajudar na minha paranóia.
Eu estava muito feliz esses dias na casa dos meus pais. Feriado maravilhoso, apesar de toda a ociosidade, que apesar de me agradar, confesso, também me deixa meio agoniada. Aí foi só chegar pra acontecer algo de desagradável. O pior é que eu sempre espero o pior. Normal!
Eu tenho tudo pra ser feliz... mas acontece... sou triste.
Falei e Disse.
Dessa vez com a voz embargada de tanta emoção!
quinta-feira, 25 de dezembro de 2003
O filho do homem
(Vinícius de Moraes)
O mundo parou
A estrela morreu
No fundo da treva
O infante nasceu.
Nasceu num estábulo
Pequeno e singelo
Com boi e charrua
Com foice e martelo
Ao lado do infante
O homem e a mulher
Uma tal Maria
Um José qualquer.
A noite o fez negro
Fogo o avermelhou
A aurora nascente
Todo o amarelou.
O dia o fez branco
Branco como a luz
À falta de um nome
Chamou-se Jesus.
Jesus pequenino
Filho natural
Ergue-te, menino
É triste o Natal.

Depois das 11:30 da noite, até que o Natal não foi de todo ruim.
Kedmma e Iris passaram aqui em casa e a gente resolveu seqüestrar Jamille, onde quer que ela estivesse, para que nos juntássemos a Gislene, e então, as cinco abandonadas chorariam as mágoas até altas horas.
Só que, não sei se infelizmente, nossos planos foram por água abaixo e rimos a noite inteira até o dia amanhecer.
Encontramos Jamille na casa da tia e então aproveitamos para filar a ceia de Natal da família da amiga.
Atentei para um presépio com reis magos, vaquinhas e manjedora de gesso, tudo muito colorido, no canto da sala. De certa forma achei-o interessante.
De lá fomos à casa de Gislene. Tudo muito pop, muito people, ceiamos novamente junto com a família dela e em menos de 5 minutos, até Jamille, que nunca tinha visto a tia de Gis mais gorda, já estava íntima. Daí em diante foi só diversão!
O ponto alto dessa festa de Natal foi quando o vizinho de Gis, deficiente físico que tinha uma perna mecânica, pra lá de bêbado, puxou Jamille pra dançar forró. Não se contentou, puxou Kedmma quando estava rolando um pagode.
Eu não me controlava de tanto rir. Só quem não dançou foi eu e Iris, mas ele não gostou da gente ter negado e levantando a perna defeituosa quase encostou no rosto de Iris, em sinal de revolta.
Depois de muitas risadas e muita conversa, a gente decidiu que estava na hora de chorar um poquinho, e tentamos com a ajuda de Alanis Morisette, mas aí o dia nasceu e a gente acabou esquecendo.
E assim foi a minha noite de Natal.
O meu dia foi sonolento... é até bom porque vou dormir mais cedo.
Mas o melhor de tudo foi o telefonema dele ;-), me surpreendeu!
Comentando os comments
Zeni, claro que aquele Natal marcou, mas não tanto quanto imagina, porque você nos conhece e sabe o quanto somos bobas-alegres e até hoje eu e Kedmma rimos disso. Foi uma gafe... e costumamos rir de gafes, seja lá com quem for.
Mas isso não significa que gostamos menos de você, muito pelo contrário, eu te amo mesmo e por isso não consigo ter raiva nenhuma e nem existe motivo pra ter. Te amo, nêga!
Beijinhos!
O mundo parou
A estrela morreu
No fundo da treva
O infante nasceu.
Nasceu num estábulo
Pequeno e singelo
Com boi e charrua
Com foice e martelo
Ao lado do infante
O homem e a mulher
Uma tal Maria
Um José qualquer.
A noite o fez negro
Fogo o avermelhou
A aurora nascente
Todo o amarelou.
O dia o fez branco
Branco como a luz
À falta de um nome
Chamou-se Jesus.
Jesus pequenino
Filho natural
Ergue-te, menino
É triste o Natal.
Depois das 11:30 da noite, até que o Natal não foi de todo ruim.
Kedmma e Iris passaram aqui em casa e a gente resolveu seqüestrar Jamille, onde quer que ela estivesse, para que nos juntássemos a Gislene, e então, as cinco abandonadas chorariam as mágoas até altas horas.
Só que, não sei se infelizmente, nossos planos foram por água abaixo e rimos a noite inteira até o dia amanhecer.
Encontramos Jamille na casa da tia e então aproveitamos para filar a ceia de Natal da família da amiga.
Atentei para um presépio com reis magos, vaquinhas e manjedora de gesso, tudo muito colorido, no canto da sala. De certa forma achei-o interessante.
De lá fomos à casa de Gislene. Tudo muito pop, muito people, ceiamos novamente junto com a família dela e em menos de 5 minutos, até Jamille, que nunca tinha visto a tia de Gis mais gorda, já estava íntima. Daí em diante foi só diversão!
O ponto alto dessa festa de Natal foi quando o vizinho de Gis, deficiente físico que tinha uma perna mecânica, pra lá de bêbado, puxou Jamille pra dançar forró. Não se contentou, puxou Kedmma quando estava rolando um pagode.
Eu não me controlava de tanto rir. Só quem não dançou foi eu e Iris, mas ele não gostou da gente ter negado e levantando a perna defeituosa quase encostou no rosto de Iris, em sinal de revolta.
Depois de muitas risadas e muita conversa, a gente decidiu que estava na hora de chorar um poquinho, e tentamos com a ajuda de Alanis Morisette, mas aí o dia nasceu e a gente acabou esquecendo.
E assim foi a minha noite de Natal.
O meu dia foi sonolento... é até bom porque vou dormir mais cedo.
Mas o melhor de tudo foi o telefonema dele ;-), me surpreendeu!
Comentando os comments
Zeni, claro que aquele Natal marcou, mas não tanto quanto imagina, porque você nos conhece e sabe o quanto somos bobas-alegres e até hoje eu e Kedmma rimos disso. Foi uma gafe... e costumamos rir de gafes, seja lá com quem for.
Mas isso não significa que gostamos menos de você, muito pelo contrário, eu te amo mesmo e por isso não consigo ter raiva nenhuma e nem existe motivo pra ter. Te amo, nêga!
Beijinhos!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
"Passar uma tarde em Itapuã..."
Quem já ouviu essa música?
Tarde Em Itapuã
Vinicius de Moraes / Toquinho
Um velho calção de banho (no meu caso era um biquini colorido, semi-novo)
O dia pra vadiar (isso sim!)
Um mar que não tem tamanho (e lindo de morrer!)
E um arco-iris no ar
Depois na praia Caymmi
Sentir preguiça no corpo (pra não perder o costume de ser baiana)
E uma esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom (demais da conta, sô!)
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doura
Com uma cacha de rolha
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar
É bom
Passar uma tarde em Itapuã...
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
É o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom
Passar uma tarde em Itapuã...
Domingo de sol... mar azulzinho... em Itapuã, Salvador, Bahia.
Alex, marido da minha prima Zeni, conseguiu um barco pesqueiro e a gente foi dar um passeio, achando que estava num Cruzeiro, dando tchau para os banhistas.
Pensei que o passeio ia ser curtinho, mas vi o Farol de Itapuã se distanciando cada vez mais.
O sol estava causticante e eu logo arranjei um chapéu de palha ENORME com o pescador.
De vez em quando Thiago, Alex ou Ivan-Aspitcha jogava um balde de água gelada do mar na gente.
Eu gritava, fazendo de conta que não estava gostando... mas a água estava uma delícia de fria.
Pena que não tirei nenhuma foto...
Esse final de semana em Salvador, foi muuuuuito bom.
Ficar perto dos meus amigos, rir, conversar... é sempre bom.
Assim que cheguei em Salvador, liguei pra minha mãe, que já estava lá, e ela me disse que um irmão da igreja ia à rodoviária me pegar.
Esperei, esperei, esperei e, de repente, quem chega?
Marcos Aragão.
E depois?
Tito
E depois?
Dassaiev...
Eles me amam!
Eu
Sábado à noite, pra não perder o costume, esfiha do Habib´s no Jardim dos Namorados... lugarzinho bom pra se namorar...
A gente queria esticar mais um pouquinho, brincar, se divertir, mas o povo daqui de Aracaju queria ir pra o Shopping.
Pense! Até parece que aqui não tem shopping. E imagine, mais de 60 pessoas dentro do Iguatemi!!!
Eu desisti, e fiquei no Jardim dos Namorados esperando Zeni que também estava indo pra lá.
Eu e Cíntia em frente ao Habib´s na orla de Salvador.
Dassaiev, li o que escreveu nos comments.
Menino, não me comprometa. Ainda não te dei beijinhos... ainda não... apesar de te achar mó fofinho. Talvez daqui há 3 anos, quem sabe...
D. Isa, seu "genro" e sobrinha.
Marcos, Eu e Dassaiev
Eu e meus primos Thiago e Bruno, filhos de Zenice
E não poderia esquecer, o famoso Tito James e seus pupilos.
O paletó ficou lindo ao fundo.
COMENTANDO...
Markk - A lua aqui continua linda... aí também?
Beijos!!!!!
Tarde Em Itapuã
Vinicius de Moraes / Toquinho
Um velho calção de banho (no meu caso era um biquini colorido, semi-novo)
O dia pra vadiar (isso sim!)
Um mar que não tem tamanho (e lindo de morrer!)
E um arco-iris no ar
Depois na praia Caymmi
Sentir preguiça no corpo (pra não perder o costume de ser baiana)
E uma esteira de vime
Beber uma água de côco
É bom (demais da conta, sô!)
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doura
Com uma cacha de rolha
E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar
É bom
Passar uma tarde em Itapuã...
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
É o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom
Passar uma tarde em Itapuã...
Domingo de sol... mar azulzinho... em Itapuã, Salvador, Bahia.
Alex, marido da minha prima Zeni, conseguiu um barco pesqueiro e a gente foi dar um passeio, achando que estava num Cruzeiro, dando tchau para os banhistas.
Pensei que o passeio ia ser curtinho, mas vi o Farol de Itapuã se distanciando cada vez mais.
O sol estava causticante e eu logo arranjei um chapéu de palha ENORME com o pescador.
De vez em quando Thiago, Alex ou Ivan-Aspitcha jogava um balde de água gelada do mar na gente.
Eu gritava, fazendo de conta que não estava gostando... mas a água estava uma delícia de fria.
Pena que não tirei nenhuma foto...
Esse final de semana em Salvador, foi muuuuuito bom.
Ficar perto dos meus amigos, rir, conversar... é sempre bom.
Assim que cheguei em Salvador, liguei pra minha mãe, que já estava lá, e ela me disse que um irmão da igreja ia à rodoviária me pegar.
Esperei, esperei, esperei e, de repente, quem chega?
Marcos Aragão.
E depois?
Tito
E depois?
Dassaiev...
Eles me amam!
Eu
Sábado à noite, pra não perder o costume, esfiha do Habib´s no Jardim dos Namorados... lugarzinho bom pra se namorar...
A gente queria esticar mais um pouquinho, brincar, se divertir, mas o povo daqui de Aracaju queria ir pra o Shopping.
Pense! Até parece que aqui não tem shopping. E imagine, mais de 60 pessoas dentro do Iguatemi!!!
Eu desisti, e fiquei no Jardim dos Namorados esperando Zeni que também estava indo pra lá.
Eu e Cíntia em frente ao Habib´s na orla de Salvador.
Dassaiev, li o que escreveu nos comments.
Menino, não me comprometa. Ainda não te dei beijinhos... ainda não... apesar de te achar mó fofinho. Talvez daqui há 3 anos, quem sabe...
D. Isa, seu "genro" e sobrinha.
Marcos, Eu e Dassaiev
Eu e meus primos Thiago e Bruno, filhos de Zenice
E não poderia esquecer, o famoso Tito James e seus pupilos.
O paletó ficou lindo ao fundo.
COMENTANDO...
Markk - A lua aqui continua linda... aí também?
Beijos!!!!!
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