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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

"Eu não necessito de um motivo especial para ser feliz. Felicidade são pedacinhos de ternura que colho aqui e ali."

(Cecília Meireles)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

. A arte de ser feliz .

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. Cecília Meireles

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Discurso

E aqui estou, cantando.

Um poeta é sempre irmão do vento e da água:
deixa seu ritmo por onde passa.

Venho de longe e vou para longe:
mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho
e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes
andaram.

Também procurei no céu a indicação de uma trajetória,
mas houve sempre muitas nuvens.
E suicidaram-se os operários de Babel.

Pois aqui estou, cantando.

Se eu nem sei onde estou,
como posso esperar que algum ouvido me escute?

Ah! Se eu nem sei quem sou,
como posso esperar que venha alguém gostar de mim?

terça-feira, 6 de maio de 2014

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Epigrama n. 2

És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.

Felicidade, és coisa estranha e dolorosa:
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
Porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo despovoado e profundo, persiste

domingo, 4 de maio de 2014

A Última Cantiga

Tu, que foste a minha paixão,
virás a mim, pelo meu gosto,
e de muito além do meu rosto
meus olhos te percorrerão.

(...)
Ainda que sendo tarde e em vão,
perguntarei por que motivo
tudo quanto eu quis de mais vivo
tinha por cima escrito: «N ã o».
E ondas seguidas de saudade,
sempre na tua direção,
caminharão, caminharão,
sem nenhuma finalidade.

sábado, 3 de maio de 2014

Pus o meu sonho num navio

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito:
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Canção

Nunca eu tivera querido
Dizer palavra tão louca
Bateu-me um vento na boca
E depois no teu ouvido
Levou somente a palavra
Deixou ficar o sentido

O sentido está guardado
No rosto com que te miro
Nesse perdido suspiro
Que te segue alucinado
No meu sorriso suspenso
Como um beijo malogrado

Nunca ninguém viu ninguém
Que o amor pusesse tão triste
Esta tristeza não viste
E eu sei que ela se vê bem
Só se aquele mesmo vento
Fechou teus olhos também

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Murmúrio

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Criança

Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, 
que não pediu nada, 
 pelo medo de perder tudo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

3 meses

Quem pode ser verdadeiro sem que desagrade?”
(Cecília Meireles)

E hoje comemoramos 3 meses de muitas bençãos. Obrigada, Senhor!


segunda-feira, 14 de março de 2011

Ah, o amor... sempre o amor...

"O Amor...

É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"
(Dizem que o texto é de Cecília Meireles. Será mesmo?)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Consentimento

Marcha de Cecília Meireles.
Perfeito pra hoje.

"As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola de vento
quebram as formas do sono
com a idéia do movimento.

Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.

Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
- e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.

Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.

Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.

Nem aquilo que imagino
já me dá contentamento.

Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento...
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento".
Gosto de escrever, mas não consigo desenvolver minha monografia. Doida pra ter um pingo de disciplina, um pingo só. Mas sigo sem concentração, mesmo cheia de inspiração, porque o dom da escrita não é ter um coração partido, amiga?

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

En el muelle de San Blas

És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.

Felicidade, és coisa estranha e dolorosa:
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
Porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo despovoado e profundo, persiste.
(Epigrama n. 2- Cecília Meireles)

Antes eu conseguia rir da minha própria desgraça, hoje não mais.
Sei que tudo concorre para o bem dos que amam a Deus, mas quando uma coisa atrás da outra começa a dar errado, o riso murcha e mangar de mim mesma perde a graça. Difícil até levantar da cama por não ter forças.

Felicidade são as poucas horas em que posso sentir o seu leve respirar, tem um cheiro tão bom. Bom também é quando ele ri das besteiras que eu falo, e depois repete mil vezes como se fosse a coisa mais linda que já tenha ouvido. Lindo ouvi-lo repetir: "Gosto muito de você", mesmo que lá no fundo meu ceticismo grite que não é verdade. E lá vai ele pra tão longe. A única coisa muito boa que me aconteceu nesses últimos 4 meses vai se afastar de mim. Espero que volte, mas também não quero esperar feito a Louca do Cais*.

Pena que toda alegria seja assim: já venha embrulhada numa tristezinha de papel fino, como disse Millôr Fernandes. Fazer o quê?

*Texto escrito no falido blog Tops de Linha em 20 de março de 2004:

"Lembrei de uma música do Maná: `En el muelle de San Blas`, cuja tradução de `minha própria autoria` é: `A louca do cais`. Sinta o drama!

A mulher se despediu do amor. Ele partiu num barco do porto de San Blas. Ele jurou que voltava. Ela chorando feito uma condenada, jurou que esperava. Aí, já sabe, se eles não ligam no dia seguinte, imagine esse cara no meio do mar... bom, milhares de luas se passaram e a retardada sempre estava lá, no cais do porto esperando... com o mesmo vestido, que era pra ele não se confundir.
Os caranguejos mordiam a sua roupa, sua tristeza, sua ilusão (quase que eu sentia pena dela nessa hora)... e o tempo passou... e os seus olhos se encheram de amanheceres... e acabou apaixonada pelo mar, a ponto de criar raízes... sozinha... sozinha no esquecimento, com seu espírito, com seu amor, o mar, no cais de San Blas...
O doida ficou velha, o cabelo ficou branco, e lá, mas nenhum barco devolvia seu amor. Lá na cidadezinha passaram a chamá-la de A doida do cais (eu já chamo desde o início da história). A mulher virou atração no lugarejo, mas sempre tem alguém com bom senso pra acabar com a festa, e numa tarde de abril, tentaram levá-la para um manicômio. Você pensa que ela foi? É ruim, hein? Nínguém conseguiu arrancá-la de lá e do mar ela nunca mais se separou.
Sozinha... sozinha no esquecimento, com seu espírito, com seu amor, o mar, no cais de San Blas...
Sozinha no esquecimento...
Sozinha com seu espírito...
Sozinha com seu amor, o mar... a bichinha...
Jacaré apareceu? O amor dela também não. E é aí que o cantor canta gritando:

`Se quedo, se quedo, sola, sola
Se quedó, se quedó, con el sol y con el mar
Se quedo ahi, se quedo hasta el fin
Se quedo ahi, se quedo en el muelle de San Blas
Sola, sola se quedo`...

História triste... mas tem muita mulher por aí assim, meio louca do cais...

Falei e Disse".

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

"Aqui está minha vida - esta areia tão clara
com desenhos de andar dedicados ao vento.
Aqui está minha voz - esta concha vazia,
sombra de som curtindo o seu próprio lamento.
Aqui está minha dor - este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento. 

Aqui está minha herança - este mar solitário,
que de um lado era amor e, do outro, esquecimento".

(Aqui Está minha Vida- Cecília Meireles)


E meu coração dói hoje mais do ontem. Dói tanto que acho que vou ter um enfarte. Ou seria enfarto? Será que essa dor sará amanhã? Ou não sara nunca? Ruim ser apaixonada sempre e tão carente que sinto dó de mim mesma. Estou cansada, tão cansada de tudo, e só repito que queria sumir, puf, numa poeira de purpurina. Ou num raio laser bem chique.

quinta-feira, 22 de julho de 2004


"O tempo seca a saudade,
seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
vagando seco e vazio
como estas conchas das praias".


(Canção do Amor Perfeito - Cecília Meireles)

O que posso falar hoje?
Completa falta de inspiração.
Não sei se conto a história do gato...
O gato que me perseguiu na rua até minha casa e eu acabei convidando-o a entrar, dei leitinho e fui dormir. Acordei com o bichano dando massagens nas minhas costas. Depois se aninhou e dormiu, junto comigo, grungando o tempo todo.
Agora, entendam a minha cabeça: pegar um gatinho na rua, tá certo que ele era fofo e lindo, mas deixá-lo ficar na minha cama e ainda dormir em cima de mim, foi demais. Acho que comi cocô. Cada idéia que tenho.

Sim, mas não ia falar disso... sei lá do que ia falar.
Ia falar desse sentimento estranho que percorre todas as concavidades da minha alma. Ando pela cidade e parece que estou me despedindo de cada coisa. Percebo coisas diferentes, cores diferentes, lugares por onde passei tantas vezes e agora parecem ter outra luz e tento guardar na minha memória. Eu sinto mesmo que estou indo embora daqui. Será que vou morrer? Ou será mesmo que comi cocô?

Em busca de inspiração, entrei num blog que tenho aí, que não serve pra nada a não ser pra guardar coisinhas, e acabei encontrando esse comentário da minha prima. Leiam.

"Engraçado, pra não dizer frustante!
Estava essa noite pensando "k" com meus botões e você a de me dar razão à conclusão que cheguei: Quando Deus disse que a mulher iria sofrer de paixões pelo homem (Gn 3:16), Ele realmente não estava brincando! Quer ver só uma coisa?
Na nossa infância, com Rayate, Rambo, Van Damme, Super-Man... vivíamos suspirando feito umas bobonas. Cansei de inventar estorinhas com o Change Kriffon, com ele me arrancando daquelas bengalonas do Guiodae: "Andréa meu amor, estou indo". Eita, que a gente sofreu um bocado! Até aquele gurizinho do filme O Campeão arrancou algumas lagriminhas da gente! ("Acorda, campeão. Vamos pra casa").
Aí o tempo passou, chegamos à adolescência! Mudaram os personagens, a cena se fez real, mas o roteiro continua o mesmo. São C., E., N., R., D., Ewertons, Jeans, Isaías, Marcelos... Enfim (?), continuamos NÓIS NA FITA!
Tô meio deprê hoje, Acho que deu pra perceber, né? Chêro!"

Dreca | 06-07-2004 17:28:59


Nossa, essa mulher aí tem história de corações partidos pra mais de 7 blogs. E pra cada história uma trilha sonora, venderia até CDs. Vou acabar contando aqui algumas coisas, assim, como se fosse inventado, mas todo mundo sabe que é de verdade.
Ah, o amor! O que é isso???? Essa dor que dói no peito e etc, etc, etc...

Tô vazia mesmo hoje...
Mas do que era que eu queria falar?
Ah, já sei. É que são 14:30 da tarde, ainda não almocei, não tomei café-da-manhã e tenho que ir pra aula de piano às três. Como eu precisava vir de tarde pra terminar um trabalho, resolvi ficar pra não ter que voltar.
Moral da história (?) - tentei imprimir 20 orçamentos e a porcaria da impressora é tão lenta que já tem uma hora que está só fazendo isso e não terminou. Ainda me inventa de puxar duas folhas só pra tornar as coisas mais complicadas.
Era isso que eu queria contar pra vocês hoje!!!!

Hum...

Acho mesmo que comi cocô.

domingo, 28 de março de 2004

Historinhas


De repente escrever no blog deixou de ter graça. Sento aqui e fico pensando numa coisa interessante ou engraçada pra escrever, mas não me aparece nada, nenhuma história... quer dizer... até que têm histórias, mas parece que minha criatividade está se esgotando, não consigo fazê-las engraçadas.
Até pensei em também deletar esse blog, mas não vou ficar ameaçando, quando me der essa louca, venho aqui e deleto sem muita enrolação, como fez minha amiga Sarah com seu blog. Meus amigos não comentam mais como antes, apenas 1, 2 ou 3 comentários, não tenho mais tantos acessos, amigos sempre presentes estão sumindo... tô me sentindo abandonada!
E a dúvida persiste... será que estou apaixonada? Sim, sempre. Mas por quem estou apaixonada???? E haja especulações! Uns acreditam piamente que eu esteja apaixonada por algum outro amigo blogueiro... não, não... por que estaria? E por quem estaria?

Hoje alguém que já esteve bem presente nas entrelinhas desse meu blog apareceu, ou melhor, me ligou à noite... meu amore... pra quem eu deixava poesias e frases implícitas que só ele entendia.Mi amore... o tempo passou, ele apesar de ter ficado mais perto, acabou mais longe de mim... ninguém sabe por quê...

Epigrama nº2 (Cecília Meireles)

És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir, e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.


Felicidade, és coisa estranha e dolorosa.
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo, despovoado e profundo, persiste.

Estou me sentindo como se estivesse num teatro lotado assistindo algum peça de comédia. As pessoas riem de coisas banais e eu ali, indiferente. Usando uma dessas máscaras de alegria pra esconder o que realmente se passa.
Um amigo imaginário (ou não) olha pra mim e diz: "notei que você está triste, não gosto de ver você assim, fique bem!" - mas eu não estou triste... ou estou? Vazia talvez. Quem sabe ocupada demais. E ainda não encontrei que rumo dar a minha vida e a esse blog também.
Mais uma criste existencial? Talvez.
Mas como eu sei que é chato ficar lendo lamúrias de gente assim, aí vão umas historinhas que deveriam ser engraçadas. Se quiserem rir pra agradar a amiga, ótimo! Se não acharem graça (são histórias idiotas), façam como eu, assistam ao espetáculo indiferentes e apáticos.
La Cucaracha 2 - a missão

Entrei numa casa e encontrei um daqueles adesivos: "Caça-Baratas Detetização: Ambiente Imunizado" . Até aí tudo bem, se não fosse pela barata nojenta que descansava sossegadamente ao lado do adesivo.

The aligator 

Fui visitar umas estações de tratamento de esgoto com a turma da faculdade. Nunca vi tanto cocô, tanto dentro das lagoas e dos tanques de aeração, quanto fora deles, cocô de gente, de cavalo, de boi e até de jacaré. Isso sou eu que tô dizendo, deduzindo depois que me disseram que um jacaré morava naquelas lagoas, alimentando-se daquela nojeira toda. Eca! E pensar que eu amo essa área de Saneamento.

A Fantasma se diverte

Ontem à noite, lá pelas tantas da madrugada, acordei pra ir ao banheiro. Quando abria a porta sossegadamente, dei de cara com alguém que vinha caminhando pelo corredor em passos lentos, com uma camisola branca. Meu susto foi tão grande que senti todos os pêlos do meu corpo se arrepiarem. Dei um grito surdo - Uuuuuh! - e quando o fantasma começou a rir foi que percebi que era a minha mãe (vivinha, claro!). Que medo miserável! Eu míope de doer, no escuro, como ia perceber?
Hoje minha mãe ainda rindo, contou uma história de família (essas histórias passam de geração em geração): um primo dela saiu pra caçar cotia no mato com outro amigo. Assim que avistou um animal saindo correndo de dentro de uma moita, gritou para alertar o amigo: "Cotia!" - e logo em seguida, percebendo que era uma raposa, e não uma cotia como pensava, deu um grito horrendo de medo: "Rapoooosa!" - esse é que é um caçador valente!
Até hoje os primos riem dele com essa história. Uns dizem: "Cotia!" e outros respondem: "Rapooosa!"

Falei e Disse.
Contando histórias sem graça. Perdoem-me a falta do que dizer.
Beijinhos!

sexta-feira, 26 de março de 2004

Inscrição na Areia

Mais poesia de Cecília Meireles... e será mesmo que estou apaixonada? Logo eu que nunca fui chegada a amores platônicos... não, não..


O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!

Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?

O meu amor não tem
importância nenhuma.

(Inscrição na Areia-Cecília Meireles)

sábado, 20 de março de 2004




Epigrama Nº 8

(Cecília Meireles)

Encostei-me a ti, sabendo bem que eras somente onda.
Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti.

Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar, quando caí.
Show do Diante do Trono - Muito massa!!!
"Quero me apaixonar por Ti outra vez, quero me entregar a Ti mais e mais, Senhor... leva-me de volta ao meu primeiro amor..."


Cantei demais. Tirei um monte de fotos do show e com minhas amigas, mas infelizmente a minha câmera sumiu com o restante das fotos. Ah, sem falar que a minha câmera foi trocada na assistência técnica e me enviaram outra pior do que a minha. Eu mereço! Lá vou eu ter que me estressar com Procom.

sábado, 13 de março de 2004

Aceitação

\


É mais fácil pousar o ouvido nas nuvens
e sentir passar as estrelas
do que prendê-lo à terra e alcançar o rumor dos teus passos.

É mais fácil, também, debruçar os olhos nos oceanos
e assistir, lá no fundo, ao nascimento mudo das formas,
que desejar que apareças, criando com teu simples gesto
o sinal de uma eterna esperança

Não me interessam mais nem as estrelas, nem as formas do mar,
nem tu.

Desenrolei de dentro do tempo a minha canção:
não tenho inveja às cigarras: também vou morrer de cantar.

(Cecília Meireles)