quinta-feira, 18 de agosto de 2005

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

Tem gente reclamando que eu ando sumida.
Enjoei do msn, do blog e da internet, então sumi. Na verdade eu sou a única pessoa da face do planeta que ainda não tem internet banda larga, então entrar na internet pra mim é um saco, visto que tenho que ficar horas esperando uma página abrir.Na verdade são minutos, mas pra quem paga na moeda "impulso" viram horas de trabalho pra poder pagar.
Por essas e outras dei um tempo. Também pra ver se alguém sentia minha falta.
Depois de telefonemas, e-mails, cartas e telegramas de fãs ansiando o meu retorno triunfal, tentarei ser mais assídua (pelo menos durante essas duas semanas de curso em que tenho internet rapidez "di grátis")

Notícias de última hora:

Passei alguns dias na casa de mamãe e acabei descobrindo um lado meu que antes não conhecia: Sou materialista.
Fiquei arrasada com isso, logo eu que prego o desapego aos bens materiais!
Pois, passei 5 dias me Paulo Afonso e morri de saudades do meu carro cheirando a novo, da minha cama box king size-sabe-Deus-quando-vou-terminar-de-pagar, meu guarda-roupa novo, lindo e grandão, minha TV de 29 polegadas.... ah! Saudade...
Ah, sim, claro, saudade do meu amado de pernas grossas e boca fofinha, como não?

Ops,
Tocou a sirene, deixa eu voltar pra aula.

Falei e Disse.

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

Essa semana andei pelas ruas e achei todo mundo feio. A cidade em peso povoada por pessoas feias.
Um cara perto de mim com uma boca tão grande falando tantas besteiras que dava pra ouvir o barulho dos lábios batendo um no outro "plaft, plaft!". Fiquei enojada.
Um moleque estudante de Física que também falava alto sobre Eletromagnetismo, Física Quântica, Vetores, Geometria Analítica, Álgebra Linear, se gabava e eu me controlando pra não vomitar em cima dele.
Na aula de Matemática Financeira, aqueles estudantes caricatos que vão pra faculdade vestidos com o samba-canção que dormem de tarde, chinela e canelas magras e se acham amigão do professor, contam piadas que supõem engraçadas, ou soltam piadas com o professor em tom mais baixo, só pra os colegas ouvirem e pensarem que ele é o "corajosão", "o tira-onda"... bando de péla saco!
E pra completar um carinha atrás de mim corrigindo meu exercício: "Né isso não, mulher! É assim e assado!". Acabei acertando o "dever" e deu vontade de olhar pra ele e dizer: "Vem cá, te conheço? Eu, hein!"
Nesse dia só vi gente horrorosa e um maluco que pregava tapando a mão com a boca. Vai ver que era banguelo e me poupou de mais uma cena bizarra.
Pra não dizer que Aracaju toda tava enfeiada nesse dia, vi um cara que era a cara de Lineu, corôa até bonito, e um carinha que era a carinha de Marcus Paulo, mas quando ele andou percebi que tinha pernas de alicate.
Nada é perfeito.

Falei e Disse.

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Feliz Dia do Amigo...


Para todos os meus amigos!

Mas hoje queria falar de dois amigos em particular, não fiquem enciumados porque todos são especiais pra mim.
Quero falar de um amigo que conheci há pouco mais de 1 semana, uma dessas pessoas de quem você simpatiza logo de cara.
Tenho certeza que todo mundo já conheceu alguém nessa situação, mas imagine ir com a cara da pessoa e no minuto seguinte descobrir que ela tem muita coisa em comum com você, melhor ainda, com você e com seu (sua) namorado(a) e mais, perceber que ele acha engraçado as idiotices que você fala e ainda acrescenta com alguma tirada espirituosa. Tá fácil? Pois foi assim com Hermeson.

Fábio, eu, Damaris, Suellen, Ellen e Hermeson


Cantor renomado, carreira em todo o país, dois Cds gravados, voz abençoada, super simpático. Estava visitando a igreja a convite do pastor Davi e sua família e ficou durante os três dias de conferência. Cantou, orou e riu muito com a gente. Sei que vai ser muito difícil outro final de semana desses, será difícil até mesmo encontrá-lo novamente, já que ele mora em outra cidade e passa o ano viajando pelo país, mas também sei que ele nunca será esquecido e sempre ficará guardado naquele cantinho dos nossos corações reservado a pessoas especiais.Desejamos o melhor da vida a ele.

Também queria falar da minha queria amiga Mad Maria, antigamente conhecida por Gláucia.
Como alguns sabem, eu e Gláucia trabalhamos juntas na DESO, época boa de "urêa seca", a gente ganhava pouco, mas se divertia. Eu acabei saindo da DESO, abandonei minha amiga à própria sorte e no final das contas Gláucia também pediu as contas pra trabalhar na construção de uma ferrovia em Alagoinhas/BA.
Ah, fizemos uma festa de despedida tão linda! O namorido dela foi um anfitrião tão animado (apesar de nunca passar a palavra aos convidados), o vizinho quebrou dois bancos, tadinho, nem era tão gordo, comi farofa com pimenta, fiquei sabendo de apelidos interessantes dos familiares da minha amiga, teve champanhe caro no telhado e na cara das visitas (vai entender), tomamos licor de D. Maria (era pra vender, mas Nel, ousada, fez a mulher abrir pra ela poder provar), conheci Shakira (a cachorra)... tudo tão lindo!
Terminamos o dia com a entrada da noite. Deixamos nossa amiga com acenos de adeus, olhos marejados, muitas lágrimas e desejos de Boa Sorte e muita saudade precoce.
Hoje ela tá lá, tadinha, na construção da ferrovia no meio de num-sei-quantos-homens, trabalhando de domingo a domingo, de sol à sol, tomando bronca, lerê-lerê, sem a cantina pra matar o tempo, sem corredor pra olhar a vida do povo, sem internet pra dar nó no trabalho, sem o verde dos jardins do DESO, sem amigos, sem o amor... ai! Amiga, notei sua voz triste no telefone, só te digo pra ter bom ânimo, como disse Jesus aos discípulos, "no mundo tereis aflições", mas um dia isso tudo passa e sei que você vai voltar com uma grande experiência de vida.
Ah, e se você vir o Fábio Assunção, diz a ele que eu e Nel mandamos um beijo, viu?
O melhor da vida pra você.

O melhor da vida pra todos.
Êêêêêêêêê!!!!!!

sexta-feira, 8 de julho de 2005



Quase 4 da manhã e eu aqui com insônia, dor de cabeça, sem conseguir pregar o olho.
Estava tentando entender porque o blog não mais me atrai, como não mais me atrai tantas outras coisas.
Vasculhando minha vida de um ano atrás, percebi como isso aqui era infinitamente melhor apesar da melancolia e da solidão, e como hoje é tudo tão diferente.
Antes parecia que as coisas ruins nunca teriam fim, que eu não seria capaz, que a solidão estaria sempre comigo e as ilusões que me acompanhavam.
Hoje pareço não ter mais ilusões, vejo a vida mais claramente, mas nunca mais achei uma letra de música ou uma poesia bonita pra colocar aqui... nunca mais achei nada interessante na minha vida pra escrever. Mas isso não me incomoda, absolutamente, me traz uma certa paz... ou não?
Deve ser por essas e outras que hoje não consegui dormir. Muita coisa pra mim já não é mais como era antes, e apesar da inquietude, não estou triste.
Hoje não suportaria mais o salário que recebia há um ano atrás naquele emprego de 6 horas por dia e tardes ociososas;
hoje não suporto mais uma igreja com tradições, religiosidade exacerbada, hipocrisia, falso moralismo, normas, ritos e formas;
hoje não suporto mais ficar remoendo um amor não-correspondido ou uma rejeição.
Não que eu esteja curada de tudo que sentia há um ano atrás, mas parece que hoje, apesar do mesmo medo, pareço ter mais coragem.
Ou não.

Falei e Disse.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

A vida é a arte do encontro

Coisa boa é quando um amigo distante liga só pra dizer oi no meio da tarde.

Eu sempre fui muito boba pra gostar das pessoas. Gosto gratuitamente, apaixonadamente, mas a recíproca nem sempre é verdadeira.
A maioria dos meus amigos, aqueles de quem eu gosto mais, está distante de mim. Alguns me ligam de vez em quando, outros nunca mais eu falei. Nem vi. Nem sei por onde andam, mas continuo gostando deles mesmo assim.

Tenho um amigo que já namorou duas de minhas primas, era legal porque era como se ele fizesse um pouco parte da minha família, e quando a gente é da família, mesmo que esteja longe, nunca será esquecido, porque não se esquece uma parte da gente.
Agora ele inventou de ficar apaixonado por outra menina que não conheço, e é ruim porque parece que ele ficou mais longe, parece que não vamos mais poder sair como antigamente nas noites loucas, contar piadas até chorar, pular de casa em casa das amigas...

Também soube hoje que uma amiga vai trabalhar e morar numa cidade no interior da Bahia. Só de saber já fiquei com saudade, uma dorzinha chata no peito, triste, porque apesar de não vê-la todos os dias, sabia que no dia que a gente marcasse um encontro no shopping, na universidade ou na minha casa seria mais fácil do que agora em diante.

Mas é assim mesmo... é uma pena que haja tanto desencontro pela vida.

Falei e Disse.

domingo, 19 de junho de 2005

Rubinha Barrichello

Misericórdia, dirigir é complicado demais. Não sei se passo a marcha ou aperto a embreagem, se acelero ou seguro o volante, se olho pra frente ou pra o retrovisor, cruz credo. Dá uma tremedeira nas pernas, às vezes nem sei o que fazer, se desvio do cara da bicicleta que tá no meio da pista, ou passo por cima... fora isso, eu sou péssima em desviar de buracos na pista, caio em todos. Mas é assim mesmo, depois de 10 anos pode ser que eu venha a ser uma boa motorista, por enquanto tenho só 1 semana de experiência, acham muito, é?
E que carestia é essa da gasolina? Nossa, haja dinheiro! O povo ainda pensa que tô ganhando muito dinheiro porque comprei um carro, e ninguém sabe que tô ficando é mais pobre, é verdade. Mas é assim mesmo... luxo, né?

E parabéns pra mim e pra meu amor que hoje estamos completando 1 ano de namoro. O amor, como sempre, é muito lindo, só tô chateada porque ele deveria estar aqui ao meu lado agora, mas teve que ir ajudar a irmã numa mudança. Humpf!

Por hoje é só. Daqui há um ano eu retorno. Beijos a todos.

terça-feira, 31 de maio de 2005

Eis-me aqui.


Cheguei do trabalho e juro que me esforcei pra ficar acordada. Mas sabe aquele sono, que não é sono de preguiça, é um sono cansado que vem lá da alma, do fundo do cérebro e vai lhe entorpecendo, lhe deixando cega, mole, sem forças... sabe? Então, quando dei por mim estava deitada na minha cama-box-casal-tamanho-king-size-da- Ortobom-que-custou-os-olhos-da-cara-e-pagarei-em-12-meses (olha o merchand!) dormindo o sono dos justos. 
Mas, como prometi, e como vocês também prometeram torcer por mim (ouvi vozes no meu cérebro gritando com as mãos pra cima pra que eu acordasse como aquela propaganda de cerveja), eis-me aqui pra lhes contar sobre mais um dia da minha vida. 

Tcharámmmmm!!!! 
Contar o quê??? Tenho nada pra falar não. Nada novo. Trabalhei muuuuito hoje, tenho uma ruma de horas a pagar até o final do mês. Então fiquem com a mais nova novidade. Se tudo der certo até o final da semana muitos de vocês poderão me ver barberando, quer dizer, barbarizando pelas ruas de Aracaju nesse carro aí abaixo. É, estarei chiquemente motorizada com um carro popular mas que tem ar condicionado, viu, que é pra não derreter minha maquiagem com o calor. 

Falei e Disse.

domingo, 29 de maio de 2005

Sábado normal


Igreja. Povinho feio. Tarde com meus pais, minha ex-cunhada Nina e depois com Santinho, amiga da família. 
Chega uma certa idade em que as pessoas se encontram e só falam em doença. E haja Santinho falar pra meus pais que está com um pé na cova e outro fora, que o médico disse que ela tem que parar de fumar, parar de comer demais, deixar de ser sedentária e fazer academia. E haja reclamar que a academia deixa ela moída, sem ar e que agora ela só pode comer casca de pau, plástico e isopor porque nada disso tem açúcar, sal ou gordura. 
E eu Fábio, calados, ouvindo, só rindo. 
É... ontem foi um sábado bem normal.

sexta-feira, 27 de maio de 2005

DELIRIO

Não vou buscar
A esperança
Na linha do horizonte
Nem saciar
A sede do futuro
Da fonte do passado
Nada espero
E tudo quero
Sou quem toca
Sou quem dança
Quem na orquestra
Desafino
Quem delira
Sem ter febre
Sou o par
E o parceiro
Das verdades
A desconfiança


Secos e Molhados

De repente deu uma saudade doída do meu blog. Doeu mais ainda quando parei pra pensar e não vi nada o que escrever aqui. Lembro dos tempos de melancolia, dos dias alegres, das histórias engraçadas e de outras totalmente sem graça.
E hoje? Escreveria sobre o quê?
Sei lá.
Vou falar do meu trabalho o dia todo, do sono quando chego em casa, dos estudo preguiçosos de Matemática Financeira, do meu amado, nossas brigas e risadas, meu carro (me apaixonei por ele hoje, logo estará comigo), dos meus amigos loucos, das minhas primas sem juízo e de uma saudade que sabe-se lá por quê não some nunca.
Estava com saudade dos blogs incríveis que costumava a ler e que me serviam de inspiração, dos comentários inteligentes, dos desaforados e dos pouco inteligentes também.
Saudade das letras de música, dos sons, da poesia, dos sonhos, da ilusão.
Saudade dos amigos.
Saudade de você que ainda me procura por aqui.
Voltei.
Torça pra que o sono não me derrube durante toda a semana quando chego em casa e eu possa te contar um pouquinho de mim todo o dia. Ou quase todo dia. Uma vez por semana. De quinze em quinze dias. Um dia... qualquer dia. Mas torça, viu?

Falei e Disse.

sexta-feira, 15 de abril de 2005

Paulo Afonso

Estou aqui em PA na casa de mamãe. Aqui é bom, vocês não têm nem idéia.

Ontem eu encontrei uma colega de loooooongas datas. Sabe aquelas amigas que de tanto você andar com ela passa a falar as mesmas coisas com a mesma entonação na voz e até as manias passam ser as mesma. Então, com Werllinha era assim. Ela tinha uma mania de pegar um mecha do cabelo lavado e ficar cheirando. Veja só, e eu ia na mesma onda, a gente conversava e de instante em instante cheirava o próprio cabelo. Fora isso, a gente tinha uma mania de quando queria mangar de alguma coisa em vez de falar: "Boniiiito!", exclamava: "Bíííuriful!" (Beautiful). Era disso pra pior.
Ontem eu a encontrei. Engordou um pouquinho, casou e tem um filhinho de nome bem diferente -Iasek (não sei a grafia correta). Ela ficou paralisada quando me viu, pensei que não estivesse me reconhecendo, mas na verdade tinha ficado surpresa.
Foi muito bom vê-la e lembrei logo de tudo que a gente aprontava no tempo de escola. Tempos bons!

Eu cheguei aqui em PA terça-feira, mas fiquei trancada em casa até ontem. Dá vontade de sair de casa não. Será a idade? Só ontem deu vontade de sair com minha prima Dandinha, fomos ver um cantor cantar (claro!) na igreja Adventista. Foi mais ou menos, o cantor era mais ou menos, mas arranjei até paquera. Um negão também cantor com CD gravado e cheio das brincadeiras, mas só serviu pra gente rir mesmo.

Amanhã meu amado chega aqui. Não consegue viver longe de mim, e me liga três vezes ao dia, todos os dias desde que cheguei. Ei, péra aí, hoje de manhã ele não ligou ainda. O que será que aconteceu? Será que ele está aprontando alguma?

E só pra deixar registrado, pra quem não sabe direito, nem todo crente é como a Creuza da novela América, ok?

Também pra deixar registrado, hoje tive um sonho saudosista e de certa forma bom. Saudade, saudade...

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Anta Nordestina

Eu sou uma anta mesmo. Consegui acidentar-me a mim mesma.
Minha mãe recentemente também conseguiu a mesma proeza, queimou-se a si própria com uma bolsa de água quente, receita de minha vó pra curar uma dor teimosa no braço. Diz mainha que não sentiu nada na hora, absolutamente nada, não sei como, só notou o estrago quando as bolhas começaram a aparecer. Ficou na carne viva, uma coisa horrível. Pra completar, ela feito criança, estorou as bolhas. Argh! Aí foi pior, um líquido amarelado ficou escorrendo e ... credo! Que nojento! Só de lembrar me dá uma agonia acrescida de uma fraqueza nas pernas e nos braços.

Já um tio meu quase perdeu sua própria unha orando. Sim, orando. Estavam todos de joelhos na hora do culto e após o amém ele foi levantar-se e para isso apoiou uma das mãos no joelho que já tinha sido erguido. Não sei se foi castigo pela semelhança com a coreografia do "bota a mão no joelho, dá uma abaixadinha", se foi, o castigo veio à galope, porque ele espremeu o dedo polegar entre o joelho e a cadeira da frente. Outra coisa horrível: a unha ficou roxa do sangue pisado, fofa, nojenta mesmo...

Comigo aconteceu quase o mesmo.
Outro dia, ou melhor, outra noite faltou luz e o ventilador parou de rodar. Pela manhã constatando o retorno da energia e querendo ficar um pouco mais na minha cama morninha, fui ligar o ventilador. Nada. Tentei novamente e descobri que o bicho tinha pifado. Acocorada, mexi na tomada e praguejei. Levantei rapidamente ainda meio cega de sono e mais ainda da miopia e bati com toda força do mundo uma lado da minha bunda no puxador da gaveta.
Foi uma dor tão grande que toda a minha perna esquerda ficou paralisada imediatamente. Passei mais ou menos 10 minutos deitada no chão gemendo: Uuuuuhhh!!!
Resultado: uma "ronxa" do tamanho de uma laranja no meu glúteo, uma dor miserável e no outro dia piscina com um biquini tão grande que parecia um short (eu ia dizer bermuda, mas achei muito exagero) pra esconder o hematoma.

Uma coisa é certa, sou mesmo uma anta, e pior, uma anta nordestina.