terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Mulher no volante...


Sou uma péssima motorista. Confesso. Mea Culpa, mea culpa.
Comprei o carro em junho, mas há 5 anos eu tento ser uma motorista.
Já tinha habilitação com uma foto feia do caramba, que foi trocada por outra mais bonitinha e agora está uma horrorosa de novo. Quanta renovação e a motorista aqui nada de se aperfeiçoar.
Vai ver que eu sou perfeccionista, minha autocrítica seja exacerbada, algo assim.

Lembro que comecei a aprender a dirigir com 16 anos... isso foi há... há alguns anos atrás. Pouquíssimos anos, por sinal.
Meu pai que me ensinava e tinha uma paciência que Deus benza! Certa vez eu ia em velocidade de cruzeiro pelos jardins da CHESF quando meu pai começou a gritar desesperadamente: "Olha o pé do rapaz, olha o pé do rapaz, OLHA O PÉ DO RAPAZ!!!!!" E puxou o volante violentamente. Pé do rapaz? Que pé? Que rapaz?
Outra vez gritou comigo, sem motivos, claro, enquanto eu subia uma ladeirona.Era uma ladeirinha, mas era uma ladeira que me exigia uma certa concentração. Eu parei no meio e não consegui subir mais nem com reza braba. Até hoje tenho trauma de ladeira.

Na auto-escola em Paulo Afonso, aí sim, eu conseguia dirigir direitinho. O instrutor, marido de uma amiga da escola, tinha maior boa vontade comigo. Não reclamava nadinha quando eu passava por cima dos quebra-molas sem perceber. Era um doce!

Já aqui em Aracaju... sabe que a maioria dos homens sergipanos são cavalos? Cavalos batizados na ignorância. Eu tive a péssima sorte de pegar um que tinha acabado de ser corno e resolveu descontar as frustrações dele em cima de "moá".
Ele era uma delicadeza de pessoa em indicar a esquerda ou direita. Era assim: "POR ALI, MINHA FILHA! VÁ, CRIATURA! MAIS PRA LÁ, FIA DE DEUS".
Aí 'cabou! Larguei o carro no meio da rua, mandei ele pra casa da frecha, e ainda fiz a caveira dele pra o dono da auto-escola.

Mudei de instrutor. Mas dessa vez o carro era um chevette. Troquei de carro. Dessa vez o instrutor só fazia dar em cima de mim. Reprovei na prova do Detran. Uma, duas vezes. Mudei de auto-escola. E até que enfim consegui ser aprovada. Acho que tiveram pena de mim.

Lembro hoje que fui recebida por uma banda e inúmeros aplausos no trabalho. Exagero, claro, mas fizeram a festa perguntando por quanto eu tinha comprado a carteira. Pura maldade!

Aí, finalmente, depois de anos habilitada e sem dirigir, compro meu carro. Agora eu tinha que perder o medo e meter as caras. Pra frente, tudo bem, mas quando o negócio é dar ré e estacionar, aí o bicho pega.

Pra completar, na academia o estacionamento é num calçada bem, mas beeeem, inclinada. Meia-embreagem pra mim é o fim. Estacionar fazendo meia-embreagem, pior. Aí eu estacionava na calçada vizinha que era plana, até que o dono veio reclamar dizendo que a calçada dele tinha sido muito cara pra qualquer carro vir estacionar em cima.
Qualquer carro?! Qualquer carro??!! Arrasou comigo. Fiquei tão arrasada que não consegui dar ré na avenida e estacionar na super calçada inclinada.
Estacionaram pra mim. Thudjo bem! Mas e na hora de sair? Carro de um lado, carro do outro, carro bem atrás. Ô, drama! Toda vez era uma pessoa diferente que tirava o carro pra mim. Foi bom porque fiz algumas amizades que me deram altas dicas sobre a arte de dirigir bem.

Agora não, agora eu estou "cracona". Tiro e coloco o carro sozinha sem ajuda de ninguém. Moleza.
Dirijo "fortão" no meio dos carros na hora do rush. Não sem tremer de medo, né, mas dirijo.

Outro dia eu bati o retrovisor saindo da garagem de casa. Fábio me deu um grito tão grande que parecia que eu tinha era batido nele. Quebrou o espelho, mas... tá... besteira, pior ele já fez e ainda deixou todo esbagaçado o carro da mãe.
Eu não sou tão ruim assim... só não consigo entender porque ninguém tem paciência comigo!

Falei e Disse.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Pense numa pessoa perturbada é a minha mãe! (Frase tipicamente sergipana)
Na época da novela América (época? Faz teeempo, né?), minha mãe se injuriava com a cara de babaca do Glauco e todas as vezes que tinha uma cena dele com a Lurdinha Pires minha mãe imitava a cara dele. Mas era uma careta tão feia que eu pedia pra ela repetir mil vezes só pra me acabar de rir.
Minha mãe gosta de imitar a cara do povo. Ela é mangadeira. Acho que eu puxei a minha mãe.
Mas a gente não manga só da cara do povo, a gente manga da gente também.
Outro dia estava eu deitada na cama da minha mãe, conversando com ela, rindo, falando do apartamento, da decoração e lembramos da reforma que fizemos aqui. Trocamos piso, pintamos tudo, textura nas paredes que nunca ficava do jeito que eu queria, poeira em todo canto, bagunça, briga, contrariedades... fiquei estressada.
Já contei isso? Acho que não. Fiquei estressada mesmo, tive dores de cabeça horríveis, diarréia, vômito, insônia... Eu fiquei tão mal que de noite sonhava que debaixo do meu colchão tinha um monte de cerâmica. Uma noite eu sonhava correndo atrás da cerâmica, na noite seguinte era a cerâmica que corria atrás de mim.
Enquanto eu morria, minha mãe comia o juízo dos pedreiros e do pintor. Parecia uma mestre de obras.
Tudo era pra ser feito em 5 semanas, minha mãe conseguiu a proeza de fazê-los terminar os trabalhos em um pouco mais de duas semanas. Mas tinha que ser assim, senão eu ia endoidar. Na hora do almoço eu já estava pedindo pra passar o prato de cerâmica pra eu comer um pedaço.
Só sei que no meio da confusão baixei o pronto-socorro porque nenhum analgésico mais fazia efeito.
O doutor receitou um traqüilizante e um enfermeiro caolha veio aplicar o medicamento.
Rapaz, foi a pior parte. É sério. O cara tinha um olho cego, furou minha mão três vezes e não conseguiu aplicar o soro. Três vezes futucando a minha mão direita e torcendo a agulha pra ver se achava a minha veia. Pra você ter uma idéia saiu tanto sangue que sujou a mão dele no meio da futucação.
Eu já estava chorando de dor, Fábio dizendo: "É assim mesmo!", minha mãe reclamando, meu pai olhando com um olho feio (quem conhece o olho feio do meu pai sabe como é) e o enfermeiro caolha abusado brigando: "A senhora quer saber mais do que eu?". Até que outra enfermeira viu a bagunça e, pacientemente, conseguiu colocar o diabo da agulha direitinho logo de primeira na minha mão esquerda.
Bom, nem vou contar que o tranqüilizante me deixou grogue, né? Fiquei tonta, mas não dormi nem com a bexiga. Só fiquei boa mesmo quando tudo voltou ao normal. Minhas coisas em seus devidos lugares, casa limpa e arrumada. Ufa!
Mas até hoje quando a gente lembra minha mãe ri de mim. Imita a minha cara, a cara do meu pai, a cara do pedreiro, do enfermeiro, a cara de todo mundo e repete: "Que engenheira é essa? Se numa reforma ficou assim, se fosse construir um prédio, morria!"
Essa é a minha mãe!

Falei e Disse.

sábado, 19 de novembro de 2005



Eu nunca sei. Da primeira vez também foi assim. O pessoal foi entrando, me dando os parabéns e eu com cara de "num tô entendendo".
Da primeira vez eu fiquei tão emocionada (entendam, era um sonho secreto meu, tinha até inveja de outros blogs indicados, mas é que tenho síndrome de estrela, deixe!)
Eu até liguei de madrugada pra meu amado, eufórica. E ele... não deu a mínima. Ele não lê meu blog, não vê graça nisso e eu tive que explicar pra uma pessoa sonolenta quanto era importante esse tipo de indicação. Ele voltou a dormir ainda achando que era besteira.
Agora foi a segunda vez. Dizem que um é pouco, o dois é que é realmente bom. Três pra mim não será demais (Hehehe, tô ficando acostumadinha!)

E um dia eu chego no What´s Up! Ah, se chego!

Falei e Disse.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

A academia


Há uma semana eu estou gripada. 
Eu já estava quando fui visitar uma estação coletora de Petróleo (ver fotolog ao lado) e fiquei pior por causa da poeira, e do ar condicionado terrível da van. 
Por causa da gripe, não fui trabalhar e não fui pra academia, mas já estou morrendo de saudade. 
Estou viciada em malhar e tenho até saudade dos monstrinhos que malham lá. 
Já falei da minha academia? Loucademia, melhor dizendo. 
Suellen é minha companheira de malhação e no primeiro dia a gente ficou assustada com a quantidade de gente feia que tinha lá. 
Quando eu falo "gente feia", é com eufemismo, porque o pessoal é FEIO mesmo, assim com todas as letras maiúsculas. 

Tem uma lá que se acha a bala que matou John Lennon, a última cocada do tabuleiro, a própria Gisele Bünchen. Ela entra na academia no maior estilo SOS Malibu. Correndo, agitando, falando com um e com outro com a voz esganiçada, troca de roupa e vai pra aeróbica, sua às bicas e sempre se admirando no espelho. 
Mas a bicha é feia! Feia é apelido e o apelido dela é "Hum, hum, feôna!" 
Usa óculos fundo de garrafa, cabelo curto e armado, cara de buldogue. Enjoada. Olha pra gente de "rabissacada", com o canto do olho. Inveja. 

Outro a gente apelidou de "Boiolart", tem todas as ferramentas pra ser gay, cabelos com luzes, short super curto cortado dos lados e camisa pra dentro do short. Único "homem" da aula de aeróbica. 
E não é que boiolart resolveu dar em cima da gente?! O mais triste de ter todas as ferramentas é não usar, porque o cara deu pra aparecer nos lugares em que a gente está, sempre nos cumprimentando: "Gatiiiinhaaaaassss!"

A professora de ginástica. Cruz credo três vezes. Cabelo ruim pintado de loiro é o fim. Cara enrugada e manchada. Sem peito, sem bunda, mas se acha. 

O auxiliar do professor tem o cabelo grudadinho, sempre molhado, colado no couro. É branquelo e gagueja. Tem uma mão fria de rã, mas sempre está pegando no nosso braço dizendo: "Vamos lá, coração!" Esse a gente chama de Prigude. 

Tem um aluno altão que usa short curto pra mostrar as pernas longas e roliças que mais parecem de mulher! 
Ói, é cada um pior do que o outro, só vocês indo lá pra confirmar, porque contando ninguém acredita. 
O bom disso tudo é que nos tornamos as modelos da academia, as queridinhas. E não é que a gente já está se acostumando com a feiúra do povo, porque eles podem ser feinhos, mas são gente boa. Isso é o que conta, né? A tal da beleza interior... hehehe! 

Falei e Disse.

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Eloqüência

Parece que eu ouvi dizer
que um navio vinha num sei de onde,
carregado de num sei de quê,
indo num sei pra onde...
Homi, ói, eu vou dizer...
num sei não...
só sei dizer que a coisa tá é feia.

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Corrijam-me se eu estiver errada...

Mas eu nunca mais fui piegas aqui.

Pra não perder o costume, já que hoje está um dia triste e chuvoso e ontem foi ensolarado e alegre, queria deixar registrado que apesar dele, ele, aquele de quem eu sempre falava, meu sonho de consumo, não ter aparecido mais, não ter telefonado, mandado e-mails, nem sinais de fumaça, continua morando em mim dia e noite como uma silenciosa nostalgia.
E faz um ano que eu o vi. Eu lembrei. Foi no feriado de finados do ano passado. Finado. Finito. Findo. Mas o ruim disso tudo é que ainda o desejo, como se desejam todas as coisas perdidas para sempre.

domingo, 23 de outubro de 2005

Sessão melancolia

Ando com saudade dos meus amigos.
De todos eles.
Daqueles que não vejo há muito tempo e até daqueles que vi ontem.

Só queria saber se eles também sentem saudade de mim...

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

O Conquistador Barato


Mais uma da série:
Não me faça te pegar nojo

O Conquistador Barato.

Barato, praticamente de graça, mas quase que eu pago caro por causa dele.

Quem não conhece esses caras que pensam que são gatinhos e se acham no direito de sair cantando toda mulher que passa pela frente? Eu tive o desprazer de conhecer mais um desses seres bizarros e só não vomitei na cara dele porque eu o exterminei antes disso. Vou chamá-lo aqui de "Menininho".

Menininho é pequeno, baixinho, já está com uma cara de velho, mas não é feio. Logo que o conheci achei que ele fosse legal, simpático, comunicativo, sotaque baiano, fala fácil, mas já era cismada com ele porque, apesar de ser casado, pai de dois filhos pequenos, já andava a quase 3 anos enrolando uma amiga bem próxima com promessas de amor eterno.

Menininho certo dia pediu minha câmera digital emprestada e a partir desse dia passou a me ligar sempre pra tirar alguma dúvida sobre o manuseio da máquina. Quase sempre soltava uma brincadeira tipo: "Quer casar comigo?" - até então eu levava tudo na brincadeira, mas Menininho passou dos limites: mandou flores para o meu trabalho.

Flores cor-de-rosa com um cartão sem assinatura com os seguintes dizeres: "Que esta flor possa levar mais alegria neste dia e florescer o coração desta engenheira encantadora". Lindo, não? Profundo. Comovente. Eu fiquei nervosa e os colegas de trabalho tiraram a maior onda.

Menininho ficou empolgado e passou a me ligar de 10 em 10 minutos. Eu fugi. Ele reclamou. Reclamou com fala mansa e implorando: "Por favor, não fuja de mim, eu amo você (ele já estava me amando!), sua boca é linda, quero beijá-la, seu corpo é maravilhoso, você é linda demais!"

Menininho apelou, já estava baixando o nível, com perguntas indiscretas, e queria um encontro a dois, disse que eu precisava viver um relacionamento de verdade, querendo dizer que meu namoro era de fachada. Menininho se lenhou comigo. O que é isso? Ele queria manter seu casamento e ainda ter um caso com duas amigas ao mesmo tempo? Pra cima de "moá"?

Só uma observação: Eu sou gente ruim. Ruim, não, gente péssima. O sacana que der em cima de mim e quiser ficar comigo mentindo, escondendo a namorada, ou a esposa, ou que me trair covardemente, ou quiser trair alguma amiga minha comigo, se prepare, porque eu vou direto, certinho, na jugular, e ainda assisto até a última gota de sangue respingando, o cara estrebuchando, e tudo isso sem dó nem piedade. Conto pras respectivas traídas ou traidoras, abro o jogo. Vou na categoria, obviamente, porque sou Top, mas não sou idiota. E foi o que fiz. Analisei a situação e decidi que o melhor seria contar pra minha amiga. Esta ao saber, fechou com a peruca dele.

O que Conquistador Barato fez? Defendeu-se com lágrimas e expressões teatrais, disse que EU tinha alimentado esperanças, que ELE é quem estava arrependido desde o começo disso tudo, que não sabia o que fazer porque um clima tinha rolado entre a gente, mas não queria magoar ninguém, que minha amiga era a mulher dos sonhos dele, que ele queria ser feliz, mas não sabia como, que era incompleto, que seu casamento era um fiasco, e que só ela lhe completava e que eu... "Ah, ela foi tão ingênua a ponto de achar que eu queria alguma coisa com ela?"

É mole? Pelo menos eu não caí no conto do vigário, ou melhor, do palhaço. E quem quiser comprá-lo, que compre. Desse sim, eu peguei o maior nojo.

Capítulo anterior:30/09/05

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Não me faça te pegar nojo


Pela quantidade de comentários, dá pra se ver que ninguém entra mais aqui.
É... pelo menos agora eu posso falar a besteira que eu quiser, contar "causos" sem graça, porque não vou ter ninguém pra me criticar.
Mas dói lembrar o que era esse blog. Tsc, tsc, até indicação no BON já recebi. Meus 15 minutos de fama duraram apenas 15 segundos, mas é assim mesmo, pelo menos uma amiga fiel me escreve ainda. A única que comentou. A única que ainda lembra de mim. (e olha o drama!)
Mas é disso mesmo que quero falar. Falar pra quem? Falar pra mim mesma, falar por falar... ressuscitar mais uma da série:


Não me faça te pegar nojo

A revolta com a escassez de amigos de verdade.

Passei um bom tempo ligando pra uma amiga e convidando pra malhar na mesma academia. Fui até a sua casa, dei carona a ela, fomos analisar uma academia aqui perto e ainda fizemos um passeio antes de deixá-la em casa. Fiquei resolvida de entrar, assim que ela resolvesse, porque malhar acompanhada de uma amiga é bem mais estimulante, e ela concordou.
Resultado: ela entrou em outra academia e não me comunicou nada. Só fui saber por outra amiga em comum com quem ela tinha ido lá. Sobrei.

Outro dia essa mesma amiga me dá um toque (ela nunca tem crédito). Eu, besta, logo penso - ¿Que bom, lembrou de mim!¿ - e ligo de volta. Ela fala que o namorado vai completar ano, que talvez tenha uma festinha... (Oba! Vou sair no final de semana)... mas ainda não sabe direito o que vai ser... mas... "Será que eu posso comprar o presente dele no seu cartão de crédito?"
Thudo bem. Eu pago a ligação. Eu pago o presente (porque fama de não pagante só ela e outra pessoa), mas será que vai sobrar pelo menos um brigadeiro pra mim? Isso se eu tivesse sido convidada pra alguma coisa, né? Você foi? Nem eu.

Outro dia combinamos jamais nos separar no final de semana, que se não tivéssemos dinheiro pra sair, íamos pra casa de uma de nós e ficaríamos juntas como esses filmes americanos de amigas para sempre que passam na Sessão da Tarde.
Legal! O primeiro final de semana foi na minha casa. Comemos, bebemos, conversamos, rimos, brincamos... minhas compras da semana foram embora em dois dias e no bucho de 6 pessoas.
Resultado: Ninguém nunca mais falou em festinha na casa de ninguém. E eu fico só nos finais de semana.

Sábado eu fui à igreja com Fabinho. Depois do culto minha amiga se convida pra almoçar lá em casa e ainda leva o namorado e a mãe. Eu, como sempre, pensei: Oba! Pelo menos terei companhia na tarde desse maravilhooooso sábado!
Acorda, Alice! A amiga comeu. A mãe almoçou bem. O namorado idem. E 10 minutos depois à última garfada, foram embora com a barriguinha cheia que nem muriçoca, deixando pratos e panelas sujos na pia.

Por hoje chega tanta "latomia". Mas a culpada disso tudo só pode ser eu mesma. Devo ser tremendamente chata, ou minha companhia é insuportável. Se assim for, que puedo hacer yo?

Capítulo Anterior: 17/11/04

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

I don´t wanna see dead people.

Eu morro de medo de fantasmas.
Nunca vi "dead people", não quero ver e tenho medo de quem viu. Fico arrepiada com histórias de "cancarma", de "esprito", alma penada. Gosto de história de "labisone" e bicho-papão, mas morto que volta, isso eu não gosto não.
Com o conhecimento religioso que tenho, sei que essas armadas são coisas do maligno, então quero distância de mim certas qualidades de assombração.
Também morro de medo do fantasma do desemprego, mas isso é post pra outra hora, hoje eu vou-lhes contar sobre o homem que entrou no meu quarto. Vixe, só de lembrar fico arrepiada, e tô sozinha aqui... tomara que Felipe chegue logo...
Mas...
Outro dia, ou melhor, outra noite, estava eu contente da vida, quase cochilando deitada na minha cama box king-size-ô-bicha-grande-que-ainda-pago-e-sabe-Deus-até-quando, quando de repente, não mais que de repente, e sabe-se lá por quê, abri os olhos e dei de cara com uma figura horripilante:
Um homem alto, magro, esguio, em pé em cima de mim. Não pude ver seu rosto direito, porque além de estar escuro, eu sou míope, mas só sei soltei um berro mais horripilante que a cara do sujeito, e com a coragem que ainda me restava, levantei minhas duas pernas e com toda a força que pude dei um coice no dito cujo, que caiu de costas em cima do ventilador.
Fechei os olhos, fiquei encolhida na cama e então a luz se acendeu. Tudo clareou no quarto e uma mão me sacudiu: "Kinha, Kinha, o que foi? Você deu três gritos horríveis, pensei que alguém estivesse lhe matando!"
Minha mãe me acordou, tremendo mais que vara verde com meu grito. Meu coração aos pulos. Tivemos que tomar água com açúcar, contei o que aconteceu e ela perguntou se eu não tinha orado. Ela teve que dormir na minha cama e de vez em quando eu a acordava sobresaltada com qualquer barulho.
Foi um pesadelo. Só não entendi como o ventilador foi parar de verdade no chão, já que ele fica aos pés da minha cama box king-grande-como-num-sei-o-quê. Queria saber como minhas perninhas conseguiram chegar ao final dos 2 metros de comprimento da cama e ainda chutar o ventilador. . .
Mistérios da meia noite...