quinta-feira, 20 de abril de 2006

Rapadura é doce, mas não é mole não!

(www.stockphotos.com.br)

"Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar... sabe lá...."


Tô morta! Só o pó de cansada. Caminhei léguas pra fazer os exames admissionais (pra quem não sabe, estou mudando de emprego). Tomei chá de espera em 5 clínicas diferentes. Tô com medo de ser reprovada no exame psicológio e de fezes (kkkkk!!!!). Meu braço tá doendo da vacina difteria/tétano, além de ter que agüentar o bom humor dessas enfermeiras de posto de saúde público.
Porque esse povo que trabalha no estado ou na prefeitura, atendendo a população, é sempre "delicado e gentil"? É só comigo que isso acontece? Pensei que a mulher do posto fosse me bater porque eu não tinha o cartão do SUS. "Tem culpa eu" se nunca entregaram na minha casa? E daí se há dois anos atrás eu não tomei todas as doses da vacina? E ela queria meu cartão de vacinação de quando eu era criança! Faz tempo, hein, minha filha! Tomei bronca e ela ainda me deu uma piada. Cara de pau! E eu gentil: "Obrigada, querida!".

Ai, ai, vidinha mais ou menos! Blog sem graça, sem comentários, sem visitas, feriados e feriados e eu sempre em casa tentando estudar sem nenhum avanço. Ainda espero fortes e boas emoções... e nada. Saudade de rir. Saudade de "cliança minha". Acho que estou me sentindo meio sozinha...

É isso aí.

sexta-feira, 14 de abril de 2006

E eu ainda continuo querendo um amor desses de cinema
Onde não me faltasse carinho, plano ou assunto ao longo do dia.

Queria alguém que largasse tudo e fosse pro mundo comigo
Numa estrada onde só tivesse belas praias e cachoeiras.
Aonde o vento fosse brisa
Onde ninguém pudesse com a nossa felicidade
E brindaríamos a vida
Aonde o vento fosse brisa...
E o céu claro de estrelas

Talvez o que eu precise mesmo é tomar
um banho de chuva,
um banho de chuva...

Ai, ai.

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Não! Deixe-me!

Hoje estou triste.

Não, eu não quero tocar no assunto.

Melhor ficar aqui,

assim...

Sozinha.

terça-feira, 11 de abril de 2006

Loucas Horas

As loucas horas com você
eu vivo a sonhar.

Lembro de você
do seu cabelo ao vento
sua silhueta
ao fundo nascer do sol
Na nossa canção
nada cansava
Já não sei viver
nesse clima de suspense
quando vou te ver ?
e por quantas horas ?


Te quero,
o mundo
fica perfeito contigo
nas poucas,
...as loucas horas com você
que o sol queima a nossa face

Lembro de você quando estou longe de casa
rôo as unhas todas
e ando de lá pra cá
de lá pra cá e nada de te achar
fico sem dormir, quero sumir
morro de frio...


 (Guilherme Arantes)

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Virou festa!

 Tem graça ter a porta do carro arrombada direto? Agora é todo dia! Virou festa! Nem na frente da Casa do Senhor a gente tem mais sossego.
Pois, voltava eu do culto, quando cheguei perto do carro vi que a porta estava aberta. De novo, mais uma vez. Só que dessa vez não tinha nada pra ser roubado, o som já levaram antes, no porta-luvas só tinha papel velho, daí levaram um sacola de Fábio com a farda, sapato, crachá, um caderno e um celular velho caindo aos pedaços que nem o lixo tá querendo. Será que esse ladrão-safado-miserável-filho-da-mãe tava precisando de caderno pra estudar? E pra quê o crachá? Vai querer ser promotor da Claro? Poupe-me! Fiquei com o prejuízo da porta e a raiva porque antes de acontecer eu previ, pedi pra que colocassem as sacolas no porta-malas pra não chamar a atenção, mesmo assim Fábio e Adriana ainda deixaram as sacolas no banco de trás e eu nem lembrei de verificar.
Pense numa raiva!



E só pra deixar registrado:

"Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim".


Parece que foi mesmo.
Tá demais!

quarta-feira, 29 de março de 2006

A TODOS QUE NÃO FORAM E NÃO LIGARAM (Fernanda Young)


Bom, você não foi. E não ligou. A mim, só restou lamentar a sua falta de educação, imaginando motivos possíveis. Será que você não foi porque realmente não pôde ou simplesmente não quis? Será que não ligou pra não me magoar ou justamente o inverso disso?

Estou confusa, claro. Achava que você iria. Tanto que eu aguardei sua chegada por mais minutos do que deveria inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma. O trânsito, o horário, a meteorologia. Qualquer pneu furado serviria. E até o último instante, juro, achei que você chegaria a qualquer momento, pedindo perdão pelo terrível atraso. Perdão que você teria, junto com uma cara de quem está acostumada, e assim encerraríamos o assunto. Mas você não foi.

Esperei outro tanto pelo seu telefonema, com todas as esclarecedoras explicações. Para cada razão que houvesse, pensei numa excelente resposta. Para cada silêncio, num suspiro. Para cada sensatez de sua parte, numa loucura específica minha.

Se você tivesse ligado do celular, eu seria fria. Se tivesse ligado do trabalho, seria levemente avoada. Se a ligação caísse, eu manteria a calma.

Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.

Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.

Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma nesta vida, para ser sincera, no que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.

Não me responda, então, mesmo que o deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.

Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especias, não guardam?

Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?

P.S. Soberana: Uma homenagem póstuma a alguém que nunca conseguiu cumprir o que prometia.

segunda-feira, 27 de março de 2006

A Santa na Janela




Vocês devem lembrar do episódio da Santa na Janela que movimentou a comunidade católica no ano de 2002.

A primeira imagem apareceu na janela do quarto de uma dona de casa em São Paulo e atraiu dezenas de pessoas que se aglomeraram na frente da casa pra ver a suposta aparição da Virgem Maria.

Caravanas do Rio de Janeiro e da Bahia foram organizadas para a visitação, representantes da igreja Católica e cientistas foram ao local e cada um tinha uma teoria a respeito. No final das contas, o povo no Brasil inteiro passou a andar com a cara pra cima olhando tudo quanto era janela, aguardando mais uma nova aparição.

Certo dia estava eu com minha mãe tranquilamente em casa quando alguém interfona. Era um garoto afobabo que afirmava: "Dona Maria, Dona Maria! A Santa tá na sua janela!!!!"

Corremos até a janela da sala e não é que a Santa tava lá mesmo! Só que diferentemente da primeira santa de São Paulo (tô falando da cidade), a nossa santa poderia ser vista tanto de dentro quanto de fora do apartamento. Não se tratava portanto de um ilusão de ótica causada pelo reflexo do sol ou de outra fonte de luz sobre o vidro.

O guri que nos trouxe a notícia alarmou a vizinhança e logo algumas pessoas já estavam com a cara pra cima olhando pra nossa janela no terceiro andar. O assunto não causou frisson por muito tempo, pois a imprensa já estava divulgando que a imagem da santa não passava de problemas no vidro que teria sofrido uma variação de temperatura causando uma tensão mecânica interna no material.

Eu nem lembrava mais disso, até que conversando com minha mãe a gente relembrou. Fomos olhar a janela e a Santa ainda estava lá! Persistente ela, mesmo depois de 4 anos continua tentando converter ao catolicismo uma família inteira de evangélicos. Isso é que é perseverança!


O povo ainda fez piada. Misericórdia!
Já que estamos falando em fé e aparições, assisti uma reportagem em que algumas bolas de fogo (isso não tem nada a ver com aquela música de funk) caíram na Europa e também no interior da Bahia ocasionando algumas queimadas.

Ao analisar o evento, cientistas afirmaram que se tratava de meteoritos, no entanto nenhum vestígio deles foi encontrado, logo não se sabe ainda o que causou o fenômeno.

Aí eu volto a esfera da fé e aos conhecimentos bíblicos. Lá no Apocalipse está escrito que a Terra será destruída com fogo na ocasião da segunda volta de Cristo. Não seria esses sinais da iminência do retorno do Redentor?

Eitcha! Que o negócio vai ser quente!
"Quando essa terra for pegar fogo, aonde é que tu vais morar?
Quando essa terra for pegar fogo, aonde é que tu vais morar?
Eu vou, eu vou, eu vou com Jesus morar...
Eu vou, eu voOU, eu vou com Jesus moraaaaar!"

terça-feira, 21 de março de 2006

Pedacinhos de Amizades

"Amizades são feitas de pedacinhos.
Pedacinhos de tempo que vivemos com cada pessoa.
Não importa a quantidade de tempo que passamos com cada amigo,
mas a qualidade do tempo que vivemos com cada pessoa.
Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro.
Assim, há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados;
outras de escola; outras de saídas, cinemas, diversões;
há ainda aquelas que nascem a gente nem sabe de quê, mas que estão presentes.
Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos,
ou de simpatia mútua sem explicação".

Recebi umas fotos por e-mail que me deixaram horrorizada.

Tenho verdadeiro pavor a esses vídeos bizarros de violência, pornografia e outras cenas chocantes, mas as fotos que recebi muita gente tem por normal e outros até achariam lindas, mas eu fiquei angustiada e impactada. Eram fotos de um parto normal, onde um mulher completamente nua era assistida por três homens que tentavam ajudá-la a ter seu bebê em casa.

Nossa, uma cena brutal! E ainda dizem que é "normal"??? A pessoa em tempo de morrer de dor sendo forçada a tirar um pedaço dela mesma de dentro de si?!
Acho que se um dia eu ficar grávida, vou orar durante os 9 meses pra Jesus Cristo Nosso Senhor me dar um parto rápido e indolor. Quem sabe até apelo a N. Sra. do Bom Parto mesmo não sendo católica, porque se ter uma cólica é horrível, dizem que parir é 1.000.0000.000.000 de vezes pior.

Minha prima conta que quando foi dar a luz se viu em densas trevas. Depois de horas gemendo e rangendo dentes, a médica, muito delicada disse: "Oh, filhinha, tenha um pouquinho mais de paciência. Saiu só o bracinho da neném e a gente vai ter que colocar de novo pra poder achar a cabecinha, viu?"

Ui! E pensar que a culpada disso tudo foi Eva. Ah, se eu pego essa mulher!

E Cliança Minha foi embora.
Quando eu consegui ficar ela decidiu ir.
Deixou-me sozinha.
Agora a vida tem menos graça.
Será como sempre foi.
Saudade.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Ontem eu sentadinha com mainha assistindo futebol na TV (eu estava bordando e só ela assistia, reclamando que não saía gol nenhum), conversávamos sobre a vida, contando "causos" e relembrando histórias.

Conversa vai, conversa vem, lembrei que quando eu era criança pequena lá em Paulo Afonso, no caminho pra escola a gente passava pelo hospital e por um lugar chamado "A Pedra" que ficava um pouco antes da "Ponte". Imagine o ambiente: "A Pedra" era uma casinha, tipo uma capela com apenas uma pedra de mármore no centro e onde se colocavam as pessoas que morriam antes da funerária ou dos parentes virem buscar. "A Pedra" ficava numa rua deserta, nos fundos do Hospital, em frente a um riozinho cheio de mato e árvores que quase sempre estavam secas. Já "A Ponte" era um lugar famoso por ser o reduto de tarados e maníacos sexuais, e onde menina nenhuma passava sozinha sem se tremer ou correr, a hora que fosse do dia.

Os guris quando iam pra escola, antes de chegar na Ponte, sempre queriam passar na Pedra e ver se tinha algum defunto -"Vamo lá ver o morto!" - e eu nunca tive coragem de ir. Fiquei com isso na cabeça a minha vida inteira e posso fechar os olhos e ver todo local sem nunca ter pisado os pés lá. Seria isso um caso pra análise?

Cometava isso com minha mãe que me aconselhou: "Ah, minha filha, você precisa pegar num defunto ou no pezinho de um anjinho no caixão pra perder esse medo!"
Repare se isso é conselho pra uma mãe dar. Se eu não gosto nem de ver, quanto mais de pegar! E ela ainda acrescentou: "Quando eu soube que mataram Dimas (um cara conhecido que já tinha sido jurado de morte há tempos) eu fui correndo na Pedra pra ver. Ele estava todo ensangüentado, peguei no braço dele e ainda estava quentinho!".

º º
O

Quase desmaiei só de ouvir! Será que vai ser preciso tanto sacrifício pra não se ter mais agonia em ver pessoas mortas? Sei não, viu. Pegar em pé de morto? Uuuuuhhhhhh!!!!!

quinta-feira, 9 de março de 2006

Da novela: Algemas da Paixão

"Parte do grupo que assaltou o Banco do Brasil em Socorro foi preso ontem na Bahia pelo grupo de elite da polícia sergipana".
(Jornal da Cidade)

Nunca mais eu ouvi falar dele. Mas continuo a tê-lo em mim.
É uma pena que o único meio de saber alguma coisa seja através da página policial do jornal local.
Amor bandido... tanto tempo já passou... só eu não lhe esqueci.

terça-feira, 7 de março de 2006

"Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos".


Será que fazer 56,5 pontos numa prova com valor total de 100 é um pequeno ou grande começo?
Acho que eu chego lá um dia, ao meu sonho de não ter mais um trabalho e sim um emprego.
Só falta eu criar vergonha na cara e estudar direitinho, afinal de contas, estudar sempre foi meu passatempo.
Assim era antes de eu me tornar essa pessoa fútil que sou agora, que só pensa em roupa, corpo e cor de cabelo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Pisei em rastro de corno.

Eu pensava que o mês do meu aniversário fosse o meu mês. Mês de sorte, prosperidade, felicidade... mas o meu mês, esse ano, foi de qualquer um outro, menos meu.
No dia do meu aniversário, logo pela manhã, estava eu feliz da vida por ter recebido do meu amor uma mensagem fonada e uma cesta de queijos e vinhos.
Detalhe: foi ele mesmo quem comprou tudo, escolheu as flores e pediu pra montar a cesta. Lindo não?

Estava tudo azul, eram 8 horas de uma bela manhã, estava indo pro trabalho com meu amor ao lado, ouvindo Diante do Trono, quando alguns cavalos, com crise de identidade, se atreveram a competir com os carros numa avenida movimentada.
Detalhe: resolveram passear na contra-mão. Uma moça em outro carro tentou desviar e bateu na porta traseira do lado direito do meu carro. O meu carro! Meu lindo carro!

Mas foi "muito legal" porque, como estava chovendo, depois de bater no meu carro, ela rodou na pista, deu uma "rabada" num motoqueiro que vinha atrás de mim e com a frente do carro bateu num táxi.
Detalhe: o pneu traseiro esquerdo do meu carro bateu no canteiro e o eixo ficou empenado. O carro, coitado, não obedecia mais à dona só queria dançar de um lado pra outro na pista. A porta? Só outra.

Isso foi na sexta-feira, dia 03 de fevereiro. No dia 07, uma bela terça-feira, fui literalmente despachada pra Salvador.
Detalhe: Fui, crendo que ia apenas pra fazer um trabalho urgente, e na verdade já era pra ficar de vez. Como assim, Bial? E meu carro batido, minhas coisas, minha casa, minha família, meu namorado, minha vida? Tá certo que eu tinha sido comunicada da minha transferência, só não sabia que ia ser assim do nada, sem negociação.
A única pessoa de quem me despedi foi Suellinha. Mico geral a gente chorando no meio da rua. Choramos a noite toda.

Fiquei apenas quatro dias em Salvador. A única coisa boa foi o tratamento que recebi lá. Viagens de avião pagas pela empresa, hotel novo e chique, motorista pra me pegar e levar no trabalho, tava me sentindo uma executiva. Nunca fui tão importante.
Os amigos me pegavam na porta pra passear, nem soube o que é andar de ônibus em Salvador. Apesar de estar angustiada foi muito bom ver a minha prima Zeni e sua família, dei boas risadas e me diverti muito.
A pior coisa: O triste pôr-do-sol que assistia da mesa onde estava trabalhando. Ui, que ele me doía a alma! Não suporto o pôr-do-sol e a idéia de que o dia estava acabando e eu estava longe das pessoas de quem eu gosto, do meu cantinho, minha casa, meu refúgio, meu amor, me torturava o coração.

Sei que eu dei a louca e convenci o gerente que eu precisava resolver a minha vida pra eu poder voltar de vez pra Salvador. Agora eu tô aqui, rezando a Deus, pra que ele me deixe quieta no meu canto e me esqueça.

Até aí estava tudo bem. Consegui voltar pra Aracaju temporariamente na sexta-feira, peguei meu carro que já tinha sido consertado e no sábado fui pra formatura de Nayanne. Lá arrombaram a porta do meu carro, detonaram a luz interna e roubaram meu som e uma sandália novinha que eu tinha comprado em Salvador. Meu som, meu lindo som! Com apenas dois meses de uso. E minha linda sandália baiana? Oh, céus!

Definitivamente pisei em rastro de corno.
Não vou nem falar que a igreja de repente virou um pedaço do inferno. Perdoem-me a expressão, mas essa foi a única que encontrei. Fui tão julgada e condenada que Maria Madalena antes da conversão seria a Virgem Maria perto de mim. Não só eu, mas outras pessoas também foram julgadas. Religiosidade, tradição, formas, ritos, dogmas, tudo isso foi defendido a unhas e dentes por alguns da igreja e no final das contas ficamos com os danos emocionais e espirituais. Não vou nem falar nos morais, porque esses dá até cadeia e imagine um irmão condenando outro por isso. Em que ponto quase chegamos!

Mas disso tudo o que mais me consome é esse lance de mudar sem ter escolha.
É irônico, pois passei 10 anos aqui em Aracaju desejando ir embora desse lugar. Achava tudo ruim. De repente o sol brilhou, consegui ter tudo que sonhava e agora vou ter que abrir mão e viver longe novamente, sofrer, sentir solidão, passar por tudo que passei.

Tudo o que era lindo ficou cinza. A igreja, o trabalho, minha vida. A minha casa, o meu refúgio, lugar que tanto procurei, tenho que abandonar. As coisas que conquistei aqui terei que largar. Quando pensei que era feliz, veio a vida e levou tudo embora. Agora volto a estaca zero, aos dias intermináveis e ao desejo de voltar pra casa.

Sabe quando tudo te cansa e você nem consegue mais chorar e só tem vontade de sentar no chão, ficar olhando pro horizonte, catatônica, estática, alheia a tudo?
Sei que tenho que trabalhar e seguir, resignada ao saber que na vida um dia tudo que é bom se acaba. Fica apenas o vazio e a saudade.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
Tem gente reclamando que sumi.
Verdade. É que a vida anda meio doida, mas tenho zilhões de coisas pra contar.
Ah, meu aniversário! Ninguém quis me parabenizar aqui. Ninguém lembrou. Tem problema não, pior seria se pior fosse.
Fora isso, minha vida está prestes a mudar, infelizmente tudo contrário dos meus desejos.
Tenho que tomar decisões e resolver problemões que parece vieram junto com mais um ano de idade.
Vixe como é ruim crescer!
Tô no trabalho, aqui tá vazio e minha vontade é ir pra casa e dormir. Dormir e só acordar quando a vida for azul novamente.

Beijos a todos e volto logo (espero!).