terça-feira, 4 de julho de 2006



Olha o que eu achei! Tinha que ser coisa de Kedma.
Essa escrevia bilhetinhos até em papel higiênico.
Nesse tempo ainda aceitava seu nome esdrúxulo com dois m´s.
Isso há 11 anos, do túúúúúúúúnel do teeeeeeemmmmpoooooo!!!!!!
E há 11 anos nasceu a coisa linda de Titia: Milena.
A cada dia que passa fica mais gostosa. Eu não sei como uma criança tendo uma mãe doida, um pai demente e tias malucas pode ser tão centrada. Tenho certeza que quando ela crescer vai ser uma moça fina e educada, verdadeira Top de Linha.
Parabéns, Mimi, sua tia-madrinha te ama muitão!!!!!!!

terça-feira, 27 de junho de 2006

Ai de mim que sou romântica



Uma nova série:
Ai de mim que sou romântica

É estranho encontrar uma agenda do ano 2000, ler coisas de um tempo passado e ver todo o meu presente ali escrito.
É como se nada tivesse mudado, como se eu tivesse parado no tempo, congelado. São as mesmas histórias com coadjuvantes diferentes, mas as mesmas lágrimas, os mesmos sonhos e desilusões, o mesmo romantismo ridículo.
Mudou nada não. O pior é pensar que talvez não mude nunca e eu tenha que morrer desiludida, velha, seca e sozinha.
Em 28 anos de vida (abafa o caso!) tive muitos amores. TER não é o verbo correto, mas ao conjugá-lo tento manter, mesmo que em vão, a ilusão que a mim persegue por tanto tempo.
Amei... isso é verdade, ou talvez não, mas não vamos entrar em detalhes... gostei,pode ser, de Ricardo, Douglas, Nailton, Elvo, Ronald, Fábio, Beto, Anselmo, Carlos... ah, Carlos... amei-os, mas não necessariamente nessa ordem. Mas quantos deles me amaram?

Ele era lindo como um deus grego. Destacava-se na multidão. Destacava-se no meu colégio, na minha cidade, na minha casa, meu sofá. Tinha sotaque engraçado de matuto do interior de Pernambuco, mas nem por isso perdia seu charme. Lembro bem da primeira vez que o vi.

Lembro do sábado à tarde com meu soninho costumeiro sendo interrompido pelo meu irmão que gritava: "Erika, Erika, um cara que é a cara do cara do Papa-Tudo está aí na sala!"
Nessa época eu era louca por Brandon Walsh e Dylan McKay do Barrados no Baile (Beverly Hills 90210) e pelo César Filho, quando este ainda era namorado da Angélica e apresentava uma loteria eletrônica na Globo chamada Papa-Tudo.
Por causa desse papa-tudo fui despertada pelo meu irmão alardeando o ilustre visitante. Levantei imediatamente com os cabelos em desalinho e limpando as remelas dos olhos, quando dei de cara com um rapaz lindo sentado na mesa da minha cozinha de paredes verdes pintadas à óleo.

Se eu fechar os olhos hoje posso ver toda a cena em câmera lenta e fundo musical romântico (algum sucesso da época) e o vejo olhando pra mim lentamente, sem dizer uma palavra. Vejo ele baixar os olhos e nem sequer tocar mais no lanche que minha mãe tinha feito pra ele.
Ele estava ali na minha casa porque sua tia, alguma parente distante da minha mãe, tinha falecido no hospital de Paulo Afonso. Ele era sobrinho-neto da minha avó. Ou seja meu primo em terceiro grau (ou seria quarto?) e que primo! O cara que era a cara do cara do Papa-Tudo - ao meu dispor!

Faz tempo que isso aconteceu, eu tinha exatos 16 anos e acho que foi quando amei pela primeira vez. Se não foi, fica sendo, mas me lembro muito bem.
Lembro do primeiro olhar, ele indo embora e sorrindo pra mim pelo vidro traseiro do carro. Lembro da camisa branca de malha e mangas compridas cheirando a limpa. Lembro da sua mão segurando a minha no escuro do carro do meu pai. Lembro dos beijos no sofá numa tarde luminosa, das suas visitas a minha escola, do riso fácil, da alegria, da inveja que fazia as outras meninas, dele segurando minha mochila na saída da escola, da primeira caixa de bombons, dos desenhos que fazia pra mim, das mãos entrelaçadas, dos beijos ao virar a esquina... do cartão que ele escreveu pra namorada.

Foi aí que surgiu a dúvida que às vezes ainda me atormenta no dias atuais: eu era a outra? A outra é que era a outra?
Essa foi a primeira de muitas desilusões. Nem quando fui traída pelo meu namorado e minha prima num beijo furtivo no sofá da sala de tia Marinalva doeu (eu dei o troco depois). Mas um cartão que ele fez no computador da minha casa pra uma namorada da cidade em que morava doeu muito mais. Essa foi minha primeira desilusão e a primeira importante decisão: aceitar a situação ou dolorosamente dizer não? (ou viver a vida inteira fazendo rimas pobres como essas?)

Ah, disso eu também me lembro bem. Era Natal e ele cruelmente foi me visitar na casa dos meus avós com a namorada à tira-colo. Senti-me mortalmente ofendida e vestindo então o tubinho justo e vermelho de amante ressentida contei toda a nossa história pra ela.
Lembro bem, como se fosse hoje, também em câmera lenta e com fundo musical romântico (ainda algum hit da época), ele olhou pra mim e nada disse. Virou as costas, foi embora e nunca mais voltou a falar comigo.

O cara que era a cara do cara do Papa-Tudo partiu meu coração numa noite de Natal e me deixou chorando só e baixinho, calada, enquanto ao longe se ouvia uma música triste ecoando na noite.
Eu tinha apenas 16 anos, há 12 anos, do túnel do tempo e descobri pela primeira vez como dói ficar sem a pessoa que a gente gosta.

Ele acabou se casando com essa mesma garota tempos depois, tiveram uma filha e até hoje vivem juntos, felizes para sempre.
Pelo menos pra alguém essa história tinha que ter Happy End.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

O primeiro jogo do Brasil ontem foi cômico


Não estou falando do jogo em si, estou falando da platéia, do local e dos comentários de um bando de mulheres. Dá pra imaginar? Vamos então à análise do resultado:

Os homens que lá estavam assistiram todo o jogo sentados na beira da cadeira e com um copo de cerveja do lado. Quando acontecia um lance a gol todos se levantavam como se tivessem treinado a coreografia num pinote seguido por braços levantados. Se o gol não saía, xingavam um palavrão, passavam a mão na cabeça e em seguida sentavam novamente na beirada da cadeira, espigados, prontos para o próximo lance.
Mulher já é diferente. Eu estou falando "mulher" se referindo as que estavam comigo na casa de Gis no jogo de ontem, porque se fossem mulheres como a minha mãe, que entende de futebol mais do que o próprio treinador, aí sim, os comentários e as reações seriam outras.
Mas normalmente mulher senta de perninha cruzada e fazendo cara de que sabe pelo menos pra que lado os jogadores devem correr. Quando acontece um lance e o gol não sai, grita: "Eeeeeeiiiiitaaaa!!!!" - com um voz estridente, pra em seguida perguntar: "O que foi que aconteceu?". Conversa o tempo inteiro e perde os melhores lances, mesmo assim grita mais um "eita" sem nem entender nada.

Ah, mas quando o gol acontece a reação de homens e mulheres é a mesma: gritaria, pula-pula, abraça-abraça, corre-corre. A única diferença é que quando o gol é feito por alguém como Kaká sempre tem uma mulher pra gritar: "Meu marido! Meu marido! Aaaaaahhhhh!!!!!". Outra se empolga com as pernas do Adriano e exclama: "E esse é meu!!!!! Aaaaaaahhhh!!!!". E riem muito.

No jogo de ontem eu nem vi o primeiro gol porque Iris estava me contando sobre o baiano que conheceu no msn. Antes disso a gente estava até concentrada, mas fazia tempo que a gente não se falava, e sabe como é, ela precisava me contar os ba-ba-dos.

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Estou querendo selecionar alguns posts e gostaria da colaboração dos meus leitores (dois no total).
Gostaria que deixassem nos comentários quais posts acharam mais engraçados ou mais interessantes, qual história foi mais divertida ou mais bem descrita.
Sua colaboração será para mim de grande proveito.
Em breve grande novidades.

Beijos a todos!

p.s.: Feliz Aniversário para Davi (foi ontem, mas nunca é tarde para parabenizar alguém por mais um ano de vida).

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Agora a minha vida se resume a:

Sentir frio, fome e sono o dia inteiro no trabalho, louca de vonta de ir pra casa...
e chegar em casa, dormir sem nem conseguir levantar pra trocar a roupa do dia inteiro.
Somente.
Não consigo mais ir pra academia, não consigo estudar piano (detalhe: meu teclado não funciona mais direito. Não sei por quê. O bichinho só tem 20 anos), não consigo estudar mais nada, nem ficar na internet até dar um dor na munheca eu fico mais.
Eu não sei de onde vem tanto sono. É sério! Eu tento abrir os olhos, tento levantar, mas não consigo. É como se eu tivesse desmaiada. Horrível! Acho que estou doente.
Agora esse negócio de acordar de madrugada pra trabalhar, sinceramente, eu sempre disse que é coisa pra peão. Eu estudei pra caramba e agora estou nessa de novo.
Quando era no DESO pelo menos eram apenas 6 horas corridas, mas nem vou lembrar desse tempo, porque, ô horinhas da tarde desperdiçadas! Eu dormia a tarde inteirinha, não fazia mais nada, ficava no computador até meia-noite, 1 hora da manhã, e no dia seguinte era sempre a mesma coisa.
Credo!
Pior que nesse trabalho novo, longe pra caramba, não tem nem como dar uma escapulida no horário do almoço. Não tem nem como ir de ônibus. Contra-mão do caramba. Como já disse, me sinto presa. E pior, sozinha. Não consigo me acostumar com o pessoal. Sei lá.

Quero minha vida de volta.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Do you remember?

At MSN


- Nossa, foi você quem escreveu aquilo?!

- Foi. Eu adoro escrever.

- Eu também, mas só escrevo melhor quando estou apaixonada.

- Se apaixona por mim, que eu me apaixono por você e a gente escreve um pra o outro.

- ...

So cute!!!!!

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Enquanto convivia com a tristeza,
Na noite negra duma solidão,
Já conformado com a atroz certeza,
Que minha luz era a escuridão.

Quando a saudade vinha com franqueza
Transformar lindo sonho em ilusão,
Quando o sorriso não tinha beleza
Nem a esperança uma solução.

Você surgiu e me beijou sorrindo
Como fazia, com sorriso lindo,
Despertando minh'alma entorpecida.

Acordei do torpor em que vivia
E notei que de novo renascia,
Pois você, só você é minha vida.


p.s:(Não é bem assim não, mas é quase como se fosse)

domingo, 23 de abril de 2006

"Ah, se eu pudesse, tardezinha pobre,
Eu pintava 300 arco-íris
Nesse tristonho céu que nos encobre".
(Mário Quintana)

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Rapadura é doce, mas não é mole não!

(www.stockphotos.com.br)

"Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar... sabe lá...."


Tô morta! Só o pó de cansada. Caminhei léguas pra fazer os exames admissionais (pra quem não sabe, estou mudando de emprego). Tomei chá de espera em 5 clínicas diferentes. Tô com medo de ser reprovada no exame psicológio e de fezes (kkkkk!!!!). Meu braço tá doendo da vacina difteria/tétano, além de ter que agüentar o bom humor dessas enfermeiras de posto de saúde público.
Porque esse povo que trabalha no estado ou na prefeitura, atendendo a população, é sempre "delicado e gentil"? É só comigo que isso acontece? Pensei que a mulher do posto fosse me bater porque eu não tinha o cartão do SUS. "Tem culpa eu" se nunca entregaram na minha casa? E daí se há dois anos atrás eu não tomei todas as doses da vacina? E ela queria meu cartão de vacinação de quando eu era criança! Faz tempo, hein, minha filha! Tomei bronca e ela ainda me deu uma piada. Cara de pau! E eu gentil: "Obrigada, querida!".

Ai, ai, vidinha mais ou menos! Blog sem graça, sem comentários, sem visitas, feriados e feriados e eu sempre em casa tentando estudar sem nenhum avanço. Ainda espero fortes e boas emoções... e nada. Saudade de rir. Saudade de "cliança minha". Acho que estou me sentindo meio sozinha...

É isso aí.

sexta-feira, 14 de abril de 2006

E eu ainda continuo querendo um amor desses de cinema
Onde não me faltasse carinho, plano ou assunto ao longo do dia.

Queria alguém que largasse tudo e fosse pro mundo comigo
Numa estrada onde só tivesse belas praias e cachoeiras.
Aonde o vento fosse brisa
Onde ninguém pudesse com a nossa felicidade
E brindaríamos a vida
Aonde o vento fosse brisa...
E o céu claro de estrelas

Talvez o que eu precise mesmo é tomar
um banho de chuva,
um banho de chuva...

Ai, ai.

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Não! Deixe-me!

Hoje estou triste.

Não, eu não quero tocar no assunto.

Melhor ficar aqui,

assim...

Sozinha.

terça-feira, 11 de abril de 2006

Loucas Horas

As loucas horas com você
eu vivo a sonhar.

Lembro de você
do seu cabelo ao vento
sua silhueta
ao fundo nascer do sol
Na nossa canção
nada cansava
Já não sei viver
nesse clima de suspense
quando vou te ver ?
e por quantas horas ?


Te quero,
o mundo
fica perfeito contigo
nas poucas,
...as loucas horas com você
que o sol queima a nossa face

Lembro de você quando estou longe de casa
rôo as unhas todas
e ando de lá pra cá
de lá pra cá e nada de te achar
fico sem dormir, quero sumir
morro de frio...


 (Guilherme Arantes)

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Virou festa!

 Tem graça ter a porta do carro arrombada direto? Agora é todo dia! Virou festa! Nem na frente da Casa do Senhor a gente tem mais sossego.
Pois, voltava eu do culto, quando cheguei perto do carro vi que a porta estava aberta. De novo, mais uma vez. Só que dessa vez não tinha nada pra ser roubado, o som já levaram antes, no porta-luvas só tinha papel velho, daí levaram um sacola de Fábio com a farda, sapato, crachá, um caderno e um celular velho caindo aos pedaços que nem o lixo tá querendo. Será que esse ladrão-safado-miserável-filho-da-mãe tava precisando de caderno pra estudar? E pra quê o crachá? Vai querer ser promotor da Claro? Poupe-me! Fiquei com o prejuízo da porta e a raiva porque antes de acontecer eu previ, pedi pra que colocassem as sacolas no porta-malas pra não chamar a atenção, mesmo assim Fábio e Adriana ainda deixaram as sacolas no banco de trás e eu nem lembrei de verificar.
Pense numa raiva!



E só pra deixar registrado:

"Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim".


Parece que foi mesmo.
Tá demais!