quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Espinhos



“Por teu amor, eu pude entender
Que minha dor, me ajuda a procurar você
A tua graça me basta
Não preciso de mais nada
Os espinhos já não causam pavor
Eu agradeço por me fazer
Depender de ti Senhor”.


(Espinhos – Felipe Valente e Rafaela Pinho)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009!!!



Eu que o diga. Depois de 26 dias internada e por ter passado por momentos inenarráveis, posso dizer que "em todas as coisas sou muito mais que vencedora, por aquele que me amou". (Rm 8.37)
Agradeço a oração de todos, os cuidados dos médicos, enfermeiros e técnicos, não poderia ser melhor tratada.
Agradeço também aos amigos que me visitaram e sempre tinham palavras de conforto, principalmente a Cínthia, que esteve presente desde o início.
Agradecimento especial e eterno a minha mãe que esteve comigo todo o tempo suportando tudo;
ao meu pai, sem ele não estaria tão bem agora;
ao meu amor, Ivanir, pelos 10 dias ao meu lado procurando me animar e me suportando nos meus choros, "enjoamento" e chatices, e a sua família (que já é minha também) pela atenção e orações;
Agradeçp também as minhas primas-irmãs Drica, Kedma, Iris e a Zene pelo alto astral e pela luz que me era trazida diariamente.

E aqui estou, fazendo minha lista de tudo que tenho que mudar e tudo que desejo alcançar.
Meus planos de final de ano não foram exatamente realizados, mas já era sabido que "o coraçao do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR". (Pv 16:1)
Que bom que a partir de amanhã temos mais 12 meses pra sonhar e realizar e que seja profetizada em minha vida:


Um Janeiro de Provisão...

Um Fevereiro de Restituição...

Um Março de Milagres...

Um Abril de Restauração...

Um Maio de Portas Abertas...

Um Junho de Vitórias Certas...

Um Julho de Maravilhas Incontáveis...

Um Agosto de Surpresas Inigualáveis...

Um Setembro de Muita Glória...

Um Outubro de Muita Vitória...

Um Novembro de Sonhos Realizados...

Um Dezembro de Desejos CONCRETIZADOS...


O que não consegui neste Ano de 2008 é porque o Senhor ainda está gerando: Minha benção chegará em 2009!!!


FELIZ ANO NOVO!!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Os cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza. Então invoquei o nome do SENHOR, dizendo: O SENHOR, livra a minha alma.
Salmos 116:3,4

E Ele livrou. Glorias por isso.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Guarde um sonho bom pra mim...


"Não faz disso esse drama, essa dor
Que a sorte é preciso tirar pra ter"...

(Primeiro Andar - Los Hermanos)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Tem muito mundo no mundo...

...e eu não quero ficar aqui.

De novo essa velha sensação de estar só trabalhando, dormindo e esperando a morte chegar. Saudade de escrever. Tem um monte de coisa pra contar, mas falta-me silêncio e paz pra isso.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Tudo muda o tempo todo no Mundo

Olhava sempre o mapa, somava os quilômetros, media a distância.
Uma vez voando nas nuvens, pediu a Deus pra ficar mais perto, pediu uma segunda chance. Repetiu a mesma frase até cansar, cansá-lo de ouvir, incansável em pedir.

Olhando o sol ir embora pela janela do terceiro andar, desejou mais uma vez, com tanta força que o aperto doeu o coração.

Procurou estrelas cadentes no céu estrelado, deitada na cama grande e vazia.

Acordou certa manhã sozinha e decidida, uma luz se acendeu, de um pulo correu até o computador, era a cartada final, redigiu, enviou, e muito pouco esperou. A resposta veio 5 minutos depois, 10 minutos de conversa, tudo certo, combinado, confirmado, 1.600 km de distância reduzidos a 106. Deus é fiel. E Ele me ama!

domingo, 14 de setembro de 2008

Então, vem...

"Vem, antes que eu me vá, antes que seja tarde demais.
Vem, que eu não tenho ninguém e te quero junto a mim.
Vem, que eu te ensinarei a voar."
[Caio Fernando de Abreu]

domingo, 7 de setembro de 2008

Festa no outro apartamento


Anos atrás a cantora Marina compôs com o irmão dela, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia: "eu espero/acontecimentos/só que quando anoitece/é festa no outro apartamento". Passei minha adolescência inteira com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar, porém eu não havia sido convidada.

Até aí, nada de novo. Não há um único ser humano que já não tenha se sentido deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. O problema está em como a gente reage a isso. A grande maioria que espera "acontecimentos" fica ligada demais na festa do vizinho, se perguntando: como fazer para ser percebido? A resposta deveria ser: percebendo-se a si mesmo. Mas é o contrário que acontece: a gente passa a se vestir como todo mundo, falar como todo mundo, pensar como todo mundo. Só então consegue passe livre: ok, agora você é um dos nossos, a casa é sua.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação tão infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias de jornal. As pessoas alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

É preciso amadurecer para descobrir que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro não costumam ser revelados. Pra consumo externo, todos são belos, lúcidos, íntegros, perfeitos. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada/todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa sacando que nada é o que parece ser.

Sua solidão, sua busca por paz interior, seus poucos e leais amigos, seus livros, suas músicas, fantasias, de desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na sua biografia, e pode ser mais divertido que uma balada em algum lugar distante. Pegar carona na alegria dos outros é preguiça, e quase sempre é furada. Quer festa? Promova-a dentro do seu apartamento.
(Martha Medeiros)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Coração Blindado


Fácil falar
Fazer previsões depois que aconteceu
Fácil pintar o quadro geral
Da janela de um arranha-céu
Sem ter que sujar as mãos
Sem ter nada a perder
Sem o risco de pagar pelos erros que cometeu
Fácil achar o caminho a seguir
Num mapa com lápis de cor
Moleza mandar a tropa atacar
Da tela do computador
Sem o cheiro
Sem o som
Sem ter nunca estado lá
Sem ter que voltar pra ver o que restou
Com a coragem que a distância dá
Em outro tempo em outro lugar
Fica mais fácil
Fácil demais
Fazer previsões depois que aconteceu
Fácil sonhar condições ideais
Que nunca existirão
Sempre a distância
Sem noção
O que rola pelo chão
Não são as peças de um jogo de xadrez
Com a coragem que a distância dá
Em outro tempo em outro lugar
Tudo é tão fácil
(Engenheiros do Hawaii)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Sozinha

No fundo sou sozinha. Há verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves. Por favor me poupe. Estou tão só. Eu e meus rituais. O telefone não toca. Dói. Mas é Deus que me poupa.
Clarice Lispector

sábado, 9 de agosto de 2008

Passado

Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções.
Martha Medeiros

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

E também quero mais tempo livre ... e mais abraços.


Era uma festa familiar, destas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro.

Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui?

De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia.

"Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"

Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais./ Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?

Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais!!!

Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável.

A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino.

Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo.

Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez.

Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa.

Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor.

Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo.

Me permitir ser um pouco insignificante.

E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir.

O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores.

E também quero mais tempo livre ... e mais abraços.
(Martha Medeiros)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Eu sinto falta de querer fazer amigos em qualquer festa, só pra conhecer gente estranha e te contar depois. Agora, eu fico pelos cantos das festas. Voltei a achar todo mundo feio e bobo e sem nada a dizer. Porque eu acho que estava gostando mais das pessoas só porque te via em tudo. Agora as pessoas voltaram a me irritar. E eu voltei a ter que fazer muita força pra sair de casa.

(Tati Bernardi)