
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Bem eu mesmo.
Sonhei uma vez que o gerente de produção jogava terra em cima de mim, me enterrando dentro da vala.
Outra noite abri a janela do meu quarto achando que tava no canteiro de noite e tentava pular pra ir embora. Dei de cara com a grade.
Outra vez me vi na frente de trabalho, no final de um morro, próximo a um córrego, de noite, no escuro : tinham me esquecido lá! Gritei, gritei por socorro, em vão. Decidi ligar o celular pra enxergar alguma coisa e reconheci então meu quarto.
Outro dia o gerente chinês, no meu sonho, subia a escada arrastando um saco cheio de trabalho e me dava.
Com isso tudo falo horrores a noite toda e acorda morta de cansada. No meio do caminho do canteiro pras fases, durmo, e muito.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A solidão é um equívoco
A solidão é um equívoco, a vida não deveria permitir isso.
Foi a última a se casar. Um casamento arranjado com um rapaz que sofria do mal da timidez, que atrapalha a vida e com Gentil Tristão não era diferente. Sempre cabisbaixo. Nem o exército lhe dava forças para olhar para frente. Faustina nasceu em 1º de março de 1930, eleição de Júlio Prestes para presidência, mas seus pais não sabiam de quem se tratava. E depois, acabou por não tomar posse, mas isso é outra história. Faustina sofria de asma e mau humor crônico. Depois de dez anos casada e com duas filhas, enviuvou. Gentil faleceu em um bordel vítima de um mal entendido. Foi confundido com um caixeiro viajante que possuía três famílias. Faustina seguiu sua vida. Rabugenta que era, implicava com toda vizinhança: os gatos de Dona Maricota que derrubavam seu lixo, o cachorro de seu Augusto, a solteirona do final da rua. Organizava festas, convidava todo mundo e de repente sem mais nem porque expulsava os convidado a toque. Assim ficou conhecida, os anos passaram e as filhas mudaram-se, as visitas ficaram raras e só lhe restaram as plantas, com quem conversava, ligava o rádio para elas, que respondiam esplendorosas sempre floridas em abundância. No seu aniversário de oitenta anos acordou e pensou que merecia um presente. Arrumou-se toda e também uma pequena mala, mas deixou-a sobre o sofá levando apenas a bolsa de mão com seus pertences. Fechou a casa e saiu em direção à rodoviária. Destino: praia do Rio de Janeiro. Sua cidade ficava a mais de dez horas de viagem e tudo era novidade. Faustina nunca tinha ido tão longe, mas não sentiu medo, só curiosidade. Olhava tudo que passava rapidamente pela janela com muita atenção. Depois de algumas horas de viagem sentiu-se mal e foi Jorge, seu vizinho de poltrona, que a socorreu. Bebeu um pouco de água e virou-se para dormir. A praia estava vazia e o mar calmo. Tirou as sandálias e molhou os pés. Provou da água e viu o sol se pôr. Dormiu.
Foi a última a se casar. Um casamento arranjado com um rapaz que sofria do mal da timidez, que atrapalha a vida e com Gentil Tristão não era diferente. Sempre cabisbaixo. Nem o exército lhe dava forças para olhar para frente. Faustina nasceu em 1º de março de 1930, eleição de Júlio Prestes para presidência, mas seus pais não sabiam de quem se tratava. E depois, acabou por não tomar posse, mas isso é outra história. Faustina sofria de asma e mau humor crônico. Depois de dez anos casada e com duas filhas, enviuvou. Gentil faleceu em um bordel vítima de um mal entendido. Foi confundido com um caixeiro viajante que possuía três famílias. Faustina seguiu sua vida. Rabugenta que era, implicava com toda vizinhança: os gatos de Dona Maricota que derrubavam seu lixo, o cachorro de seu Augusto, a solteirona do final da rua. Organizava festas, convidava todo mundo e de repente sem mais nem porque expulsava os convidado a toque. Assim ficou conhecida, os anos passaram e as filhas mudaram-se, as visitas ficaram raras e só lhe restaram as plantas, com quem conversava, ligava o rádio para elas, que respondiam esplendorosas sempre floridas em abundância. No seu aniversário de oitenta anos acordou e pensou que merecia um presente. Arrumou-se toda e também uma pequena mala, mas deixou-a sobre o sofá levando apenas a bolsa de mão com seus pertences. Fechou a casa e saiu em direção à rodoviária. Destino: praia do Rio de Janeiro. Sua cidade ficava a mais de dez horas de viagem e tudo era novidade. Faustina nunca tinha ido tão longe, mas não sentiu medo, só curiosidade. Olhava tudo que passava rapidamente pela janela com muita atenção. Depois de algumas horas de viagem sentiu-se mal e foi Jorge, seu vizinho de poltrona, que a socorreu. Bebeu um pouco de água e virou-se para dormir. A praia estava vazia e o mar calmo. Tirou as sandálias e molhou os pés. Provou da água e viu o sol se pôr. Dormiu.
(Paulo Canarim)
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Manhãs
"Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver"...
Cora Coralina
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Viciado
"Mas de uma coisa eu sabia: cada segundo que eu passava com ela só iria aumentar a dor que eu sentiria depois. Como um viciado com seu suprimento limitado, o dia de ajuste de contas estava chegando. Quanto mais doses eu tomasse agora, mais difícil seria quando meu estoque acabasse"...
(Jacob Black)
Porque os meus post somem aqui? Eu, hein? Já é a segunda vez que escrevo isso aqui e de repente, simplesmente desaparece. Que coisa!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
"com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante"...
(Amor pra Recomeçar - Frejat)
Recebi um e-mail interessante que contava uma fábula sobre o Porco Espinho. Nele mostrava-se porque esses bichos espinhentos aprenderam a lidar e aceitar os espinhos uns dos outros... para não morrer de frio. Oh! Achei lindo e fofo(?) a foto do pequeno porquinho-espinho e pensei - Por que não tentar pôr em prática na minha vida e ter dias mais leves e mais felizes?
Acordei determinada a isso. Ser mansa, paciente e tolerante. Logo de manhã um colega me trata com um pouco de falta de educação comigo. Arranca algo das minhas mãos, justifica-se às pressas e manda eu me virar pra arranjar outro objeto igual. Respirei, tentei dialogar, não surtindo efeito, me calei.
Mais pelo meio da tarde, um outro colega faz pequenos comentários fundamentados em informações desencontradas a meu respeito. Contei até mil, procurei esclarecer e lamentei (em pensamento) pelas "limitações" (para não dizer burrice) que ele possuía.
Pelo meio-dia, algumas cobranças sem sentidos e reclamações infundadas. Pensei na sessão de Pilates de mais tarde, do clima harmonioso... inspira, expira, inspira, expira...
À tarde, exploração a ponto de me fazer pensar se a Lei Áurea tenha sido revogada. Os glúteos doloridos de tanto subir e descer morro de mais de 30º de inclinação. Os pés pesados da lama que se agarrava as botas.
Mais no finalzinho do dia, questionamentos sobre meu trabalho como "o que você fez o dia inteiro"?; e sobre a minha competência: o croqui não está com a linha tão perfeita quanto o fiscal julgou que deveria estar.
Lembrei da mensagem e do pequeno porquinho... pensei que precisava suportar aqueles pequenos espinhos pois o calor humano é necessário para não morrer de frio na solidão. Meditei um pouco mais e analisei qual das duas opções faria com que me sentisse melhor naquele momento: engolir o sapo calada ou mandar o fdp tomar no c*?
Fiquei com a segunda opção.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Campanha
"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia".
bicão no wedding de vcs,naaaaaaaaao,,,,entao vamos todos juntos nesta marcha lutar pelos nossos ideiais srrsrs Diga NÃO aos BICÃO!!!!
♥♥♥
Hehehe!!! Nova campanha lançada pela minha "sobrinha-internacional": ♥♥Aiesha♥♥. Adorei e apoio. Alguém mais?
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