domingo, 11 de dezembro de 2016

O resto amanhã

Mas os poços da fantasia acabam sempre por secar e o contador de histórias, cansado, tentou escapar como podia: o resto amanhã... Já é amanhã.

Lewis Carroll

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O hoje é a única chance que temos

"Já me refiz tantas vezes... a alma já está vacinada e o coração já sabe sacudir a poeira quando as decepções acertam. Cicatrizes tenho, não nego. Também tenho essas pontadas no peito, vez ou outra e as borboletas no estomago quando arrisco demais. Mas para quê deixar a oportunidade passar se o hoje pode ser a única chance que temos?"

(Michelle Trevisani - Il. Johanna Wright)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O último prazer terreno

Morrer deve ser assim: por algum motivo estar-se tão cansado que só o sono da morte compensa. Morrer às vezes parece um egoísmo. Mas quem morre às vezes precisa muito. Será que morrer é o último prazer terreno?

Clarice Lispector

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Eleicões Municipais.

Começou a compra e venda de votos. Ideologias político-partidárias em último lugar. Se é que conseguem ocupar algum lugar em meio a tanta demagogia, para não falar nojeira e hipocrisia. 
Os políticos não exigem a compra de votos, são os eleitores que forçam e imploram pela venda. Ah, só voto se ele erguer o muro da minha casa. Ah, aqui em casa fulano-candidato-de-tal só ganha se construir um novo banheiro. E vá falar alguma coisa contra! E vá você tentar expor suas ideias de que essas atitudes só alimentam a corrupção que tanta gente clama para exterminar. Um câncer em metástase,espalhando-se por todo corpo do Brasil. É deprimente. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016


"É, e na hora que eu te beijei 
Foi melhor do que eu imaginei
Se eu soubesse tinha feito antes
No fundo sempre fomos bons amantes"...



quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Ali

ali
só
ali
se

se alice
ali se visse
quanto alice viu
e não disse

se ali
ali se dissesse
quanta palavra
veio e não desce

ali
bem ali
dentro da alice
só alice
com alice
ali se parece


Paulo Leminski

domingo, 7 de agosto de 2016

"...e as semanas passam de maneira assustadora. Os domingos se precipitam mal começam as noites de sábado, as segundas retornam com veemência gritando - "outra semana!" e as quartas já tem um gosto de sexta, e o abril de de-já-hoje é mudado em agosto"...

(Rubem Braga)

sábado, 6 de agosto de 2016

A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida


"A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida".

Tati Bernardi

terça-feira, 19 de julho de 2016



É tanta lembrança... meu pai contando as gaiatices dele numa rodinha de homens no aniversário de 1 ano de Heitor. Há 1 ano atrás. A gente nem imaginava que esse ano ele não estaria mais presente.

sábado, 16 de julho de 2016



Hoje completou 1 mês que ele foi embora... 
parece uma eternidade e ao mesmo tempo parece que foi ontem. 
Saudade.

quarta-feira, 6 de julho de 2016


É um misto de incredulidade, raiva, vazio, saudade e mais incredulidade... Uma mistura de lembranças boas e ruins. O caixão, o velório, o enterro, o cemitério, as lágrimas, a lente embaçada de tanto chorar. Gente, muita gente, conhecido e desconhecidos. Gente com muitas lembranças boas a repetir. Amigos e parentes a lembrar da sua risada, piadas, histórias, das manias, do espirro "chiquinha", do "me compre um jumento", do doce roubado no casamento, da unha grande passada na perna só para perturbar e tantas outras coisas que nem me lembrava mais. Meu pai, um homem irascível, destemperado, passional, emotivo. Foi embora da noite para o dia, sem se despedir, sem "avisar". Que feiúra, hein? Sair de fininho, ir embora assim sem nada a declarar. É o que sempre ouvimos: "não deixe para amanhã, fale agora que ama, grite, repita à exaustão". Amanhã pode ser tarde demais. Com o meu pai nada nos faltou, sempre fez de tudo nessa vida por a gente. Meu pai que sempre se despediu com "eu te amo", nem isso ficou a ser dito. Foi embora calado porque já tinha dito tudo. Não houve amanhã porque viveu o presente. Tchau, beijos, te amo. Também te amo, meu pai... te amo... te amo... te amo... te amo... te amo... te amo... te amo... te amo... te amo... te amo... te amo... te amo...