quinta-feira, 28 de março de 2024

Niall Horan - This Town (Official Lyric Video)


Acordo para te beijar e não tem ninguém

O cheiro do seu perfume ainda está no ar

É difícil


Ontem, eu achei que tinha visto

A sua sombra por aí

É engraçado como as coisas nunca mudam

Nesta velha cidade

Tão longe das estrelas


E eu quero te falar tudo

As palavras que nunca consegui dizer

Da primeira vez

E eu lembro de tudo

De quando éramos crianças

Brincando neste parque de diversões

Gostaria de estar lá com você agora


Se o mundo todo estivesse assistindo

Eu ainda dançaria com você

Dirigiria por estradas e vias só para estar lá com você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


Vi que você seguiu em frente com outra pessoa

No pub em que nos conhecemos

Ele está com o braço nos seus ombros

É tão difícil

Tão difícil


E eu quero te falar tudo

As palavras que nunca consegui dizer

Da primeira vez

E eu lembro de tudo

De quando éramos crianças

Brincando neste parque de diversões

Gostaria de estar lá com você agora


Pois se o mundo todo estivesse assistindo

Eu ainda dançaria com você

Dirigiria por estradas e vias só para estar lá com você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


Você ainda me deixa nervoso

Quando entra na sala

As borboletas, elas ganham vida

Quando estou perto de você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


E eu sei que é errado

Que não consigo te superar,|

Mas tem algo sobre você


Se o mundo todo estivesse assistindo

Eu ainda dançaria com você

Dirigiria por estradas e vias só para estar lá com você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


Você ainda me deixa nervoso

Quando entra na sala

As borboletas, elas ganham vida

Quando estou perto de você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


terça-feira, 26 de março de 2024

Como os doramas explodiram a minha mente - Prefácio

Eu me recusava a entrar nessa modinha. Amigas comentavam e eu bem por fora, desinteressada. A netflix sugeria e eu pulava para os documentários de true crimes. Mas, porém, contudo, entretanto, certo dia estava eu no médico esperando uma consulta e rolando o feed do instagram num puro tédio, quando caí num vídeo de um pastor condenando quem assistia doramas por ser um "culto a androginia". Acendeu-se uma luzinha de curiosidade, como assim dorama = androginia, ninguém nunca me falou isso! Curiosidade, aquela que matou o gato, foi o grande mal. Fui fuçar os comentários da postagem e muitos falavam sobre o k-drama Pousando no Amor e criticando o "nada a ver" do pastor. Corri, então, para o app da netflix no celular, busquei Pousando no Amor, e foi assim que tudo começou. Um caminho sem volta. Todos avisaram. Foi como se eu estivesse cega e de repente começasse a enxergar. A ME enxergar. 

Isso foi no finalzinho de janeiro e no início de fevereiro é o meu aniversário, sempre junto com ele vem  muitas reflexões e crise existencial, lascou que com os doramas formou-se um pacotão que me fez girar num looping de recordações de tantas coisas da minha vida que eu nem lembrava mais. Ou achava que não lembrava. Lembrei de quando trabalhava na engenharia e do quanto eu era determinada com o meu sucesso profissional, do quanto já me iludi em relacionamentos, do quanto já escrevi aqui sobre, lembrei de mim, focada em ter "um corpão e um cabelão" e, sendo rata de academia com uma amiga muito querida, me diverti horrores inventando várias histórias com os personagens que lá apareciam. Lembrei do quando eu era espirituosa e divertida, lembrei dos frios na barriga, das borboletas no estômago, de como eu era vaidosa, sempre no salto e descendo dele no trabalho (literalmente porque usava somente bota de segurança e também de forma figurada por ser muito briguenta). Sim, senti saudades. Saudade de mim. 

Pra quem tá caindo aqui de paraquedas, não estou me propondo a ser mais um blog de resenha sobre doramas, longe disso, pode até ter alguns spoilers aleatórios, mas o que quero mesmo é voltar a fazer o que mais gostava que é escrever, ressuscitando este "querido diário", que já teve no seu layout tantas capas de anime (uma forma de mídia originária de um país também asiático). Sempre gostei. Sempre gostei de conhecer outras pessoas, outras culturas, e lembrei de quando eu dizia que era uma pessoa cosmopolita. Quando todos os meus colegas estavam estudando pra concurso, eu me recusava porque sabia que "tinha muito mundo no mundo e eu não queria ficar aqui". Eu queria viajar o mundo e aprender várias línguas. Estudei inglês até ser fluente (acho que nem sou mais), fiz todo o curso de espanhol (mas até hoje acho super difícil falar) e até estudei alemão. Viajei pra Grécia, Espanha e Portugal. E foi tão bom. Mas foi só. Hoje não consigo ir na minha cidade natal, não consigo viajar nem mesmo dentro do nordeste para os encontros de família. Como cheguei nesse ponto?

Sim, eu sei que quando se decide ter filho, ainda mais um filho atrás do outro, por um bom tempo fica difícil ter dinheiro, viajar, de se cuidar e mais um tanto de outras coisas mais, mas o que não entendo é: como eu me esqueci de mim? Como esqueci dos meus sonhos, como fiquei uma pessoa tão medrosa, quase uma covarde, que evita conflitos, quem tem medo até de sair de casa sozinha? Eu não era assim! O dorama foi o gatilho talvez por eu ter trabalhado em empresas asiáticas, mas sabe que quando uma caixinha é aberta várias outras também são? Um dorama me abriu a caixa de Pandora e vi o meu passado passar por mim. Vi também uma parte do meu futuro que não alcancei e que não me conformo em não alcançar, porque também sinto "saudade" dele. Traumas, sonhos desfeitos, sentimentos bons e outros nem tanto também vieram junto. Veio tudo num furação e numa onda de ansiedade sem fim que não me permite mais ficar calada. Eu preciso falar=escrever antes que o Alzheimer chegue (doença hereditária da minha família materna) e eu me esqueça completamente. 

Sei que não tenho mais leitores, então talvez seja mais fácil escrever. Porque eu comecei a ser dorameira no início de fevereiro, estamos no final de março e acho que já assisti mais de 20 doramas (k-dramas, j-dramas, c-dramas e afins), preciso relacionar todos e contar o que cada um me trouxe de lembrança, de mais um cadinho de ilusão e algumas reflexões. Desocupada eu? Não, sedenta do que fui e do que eu possa ainda vir a ser. Mais uma iludida? Ora, já dizia o sábio Salomão "tudo é ilusão"! Mas tá sendo bom lembrar que eu supostamente devo ter nascido na época do Romantismo. Então, vai, me segue, que no caminho eu te conto. 






quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Apaixonando Lentamente


 



Não te conheço
Mas eu te quero
Ainda mais, por isso
As palavras me escapam
E sempre me enganam
E fico sem reação

E jogos que nunca levam
A nada mais do que seu propósito
Irão se encerrar sozinhos

Suba neste barco naufragante e guie-o pra casa
Nós ainda temos tempo
Eleve sua voz esperançosa, você tem escolha
Você fez a sua agora

Se apaixonando aos poucos, olhos que me conhecem
E eu não posso voltar atrás
Estados de espírito que me pegam e me destroem
E me deixam deprimido

Você já sofreu bastante
E guerreou consigo mesmo
Está na hora da sua vitória

Suba neste barco naufragante e guie-o pra casa
Ainda temos tempo
Eleve sua voz esperançosa, você tem escolha
Você fez a sua agora

Suba neste barco naufragante e guie-o pra casa
Ainda temos tempo
Eleve sua voz esperançosa, você tem escolha
Você fez a sua agora
Se apaixonando aos poucos, cante sua canção
Que te acompanharei

Se apaixonando aos poucos
Cante sua canção
Que a cantarei agora

domingo, 28 de novembro de 2021

Ser mãe

 

Algumas mulheres são mães por conveniência da sociedade. 
Tá namorando. Casa quando?
Casou. Tem filho quando?
Tem um filho. É bom ter outro. 
Dois filhos. Ah, seria bom se fosse um casalzinho. 
E se comemora se consegue ter esse casalzinho. Para-se por ali. Três é demais. 
Maternidade contada como se fosse um exercício de lógica matemática. 
Não pela milagre de gerar, de receber um novo ser, presente de Deus. Mas pela obrigatoriedade de ser ter uma família para ser considerado uma pessoa de sucesso. 
E filhos não gerados, aqueles que recebemos já prontos por uma escolha do coração?
Ah, esses continuam sendo considerados de segunda categoria, um ato de caridade, alguém que se pegou pra criar, "mas não é dela, a mãe de verdade deu".
Mãe de verdade, quem é este ser? 
Aquela que gera ou aquela que ama tanto a ponto de dar sua alma, sua vida, seu tempo, seu suor, suas noites mal dormidas, toda sua preocupação, todos seus pensamentos?

Algumas mulheres não nasceram pra ser mães, mas são. 
Mesmo que tenham abandonados seus filhos, os gerados no ventre. Mesmo que tenham preferência mais por um do que por outro. 
Uma mãe que tem 10 filhos, será que cataloga, "esses amo mais, esses amo menos"?
Uma mãe que adota um filho, ama mais os "de sangue" do que os "de criação"?
Uma mãe de verdade faz tanta distinção? Ou simplesmente ama incondicionalmente, indistintamente, indefinidamente?

Algumas mulheres são mães, mas nem deveriam ter sido. 

Peço a Deus para que meus filhos nunca se sintam preteridos, nem a filha biológica, nem o filho por adoção, nem aquele que haverá de vir pela via que tiver que ser.

Ser mãe sempre foi meu sonho, sempre foi meu desejo, por anos vivi com esse objetivo, hoje vivo por eles. Vivo o maior milagre, o maior amor que uma mulher pode ter. Vivo a benção. Obrigada, Senhor!


segunda-feira, 15 de novembro de 2021

sábado, 13 de novembro de 2021




"Nós mantemos este amor numa fotografia
Nós fizemos estas memórias para nós mesmos
Onde nossos olhos nunca fecham
Nossos corações nunca estiveram partidos
E o tempo está congelado para sempre".

(Ed Sheeran - Photograph)

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Deller

 Parece nome de gente, mas é um medicamento.

Succinato de Desvenlafaxina. Demorei um pouco pra aprender este bendito nome, mas os efeitos de sua abstinência foram mais rápidos e mais intensos. Basta 1 dia sem tomar e já aparece uma tontura. 2 dias e a tristeza vem. 3 dias e uma depressão de morte, pior do que aquela que me levou a tomar este medicamento. 

No meu caso, vejo este tarja vermelha pior que o tarja preta que tomei durante muitos anos, uma década pra ser mais exata. O alprazolan, mesmo que me digam seus efeitos colaterais, nunca os senti na alma. O único problema que sentia em sua abstinência era a insônia, o fato de não conseguir dormir me irritava, mas não a ponto de me entristecer profundamente. Digo que seu uso traz uma sensação de "I wanna love you"! (Is this Love de Bob Marley) , sensação de sol brilhante e feliz no dia seguinte... mas meu querido psiquiatra o retirou completamente. Em seu lugar, este bendito remédio com nome de homem. Terei que informá-lo que coração partido não faz mais parte dos meus relacionamentos, deixei no passado. Hoje, mãe de família, não tenho tempo pra chorar o fim de um amor não correspondido. Fralda pra trocar e mamadeiras pra lavar não me permitem mais. 

... 

E era sobre remédios que sempre conversava com minha prima Adriana. Ela já tinha tomado vários e eu um tanto quanto ela. Mas, graças a Deus, ela teve alta e não usa mais. Fiquei sem minha companheira neste assunto, mas feliz por ela e esperançosa de ver a minha vez também chegar.  





 "Eu acredito no mecanismo do infinito. O dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato".

Caio Fernando Abreu

domingo, 17 de outubro de 2021

"Há dias que vivo de raiva de viver. Porque a raiva me envivece toda: nunca me senti tão alerta".

Clarice Lispector


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

A falta que você me faz



 


Meu amigo, meu gordinho. Hoje completaram-se 4 meses da sua partida. A certeza de que nunca vou me acostumar com sua ausência permanece. Junto com você se foi todo o carinho, todo o amor que você tinha por mim. Fique aqui só com meus sentimentos. A raiva desse vírus, aquele vontade de ter lhe visto uma vez mais depois de todos esses anos, a certeza excruciante de que a vida passa tão rápido e que a gente tá sempre correndo, correndo, sem nem atentar para as coisas que verdadeiramente importam. 

Hoje estou mais triste do que de costume. Mas não mais triste do que o dia que soube do seu falecimento. A sua presença, mesmo que distante, era tão viva e tão confortadora. Precisava dela hoje. Precisava de você.  

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Wall-e...

 

 Wall-E? Wall-EEE...

Só você saberia responder. Mas você não está mais aqui. 

3 meses de ausência. 

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

QUANDO A CASA DOS AVÓS SE FECHA

 QUANDO A CASA DOS AVÓS SE FECHA


Acho que um dos momentos mais tristes das nossas vidas é quando a porta da casa dos avós se fecha para sempre, ou seja, quando essa porta se fecha, encerramos os encontros com todos os membros da família que, em ocasiões especiais, quando se reúnem, exaltam os sobrenomes como se fossem uma família real e eles (os avós) são culpados e cúmplices de tudo.


Quando fechamos a casa dos avós também terminamos as tardes felizes com tios, primos, netos, sobrinhos, pais, irmãos e até recém-casados que se apaixonam pelo ambiente que ali se respira. Não precisa nem sair de casa, estar na casa dos avós é o que toda família precisa para ser feliz.


As reuniões de Natal, regadas com o cheiro da tinta fresca, que a cada ano que chegam pensamos “...e se essa for a última vez”? É difícil aceitar que isso tenha um prazo, que um dia tudo ficará coberto de poeira e o riso será uma lembrança longínqua de tempos melhores.


O ano passa enquanto você espera por esses momentos e, sem perceber, passamos de crianças abrindo presentes, a sentarmos ao lado dos adultos na mesma mesa, brincando do almoço, e do aperitivo para o jantar, porque o tempo da família não passa e o aperitivo é sagrado.


A casa dos avós está sempre cheia de cadeiras, nunca se sabe se um primo vai trazer namorada, porque aqui todos são bem-vindos.Sempre haverá uma garrafa térmica com café, ou alguém disposto a fazê-lo. Você cumprimenta as pessoas que passam pela porta, mesmo que sejam estranhas, porque as pessoas na rua dos seus avós são o seu povo, eles são a sua cidade.


Fechar a casa dos avós é dizer adeus às canções com a avó e aos conselhos do avô, ao dinheiro que te dão secretamente dos teus pais como se fosse uma ilegalidade, chorar de rir por qualquer bobagem, ou chorar a dor daqueles que partiram cedo demais. É dizer adeus à emoção de chegar à cozinha e descobrir as panelas.


Aproveite bem a casa dos avós, aproveite cada segundo. Pois chegará um tempo em que, na solidão de suas paredes e recantos, se fechar os olhos e se concentrar, você poderá ouvir talvez o eco de um sorriso ou de um grito, preso no tempo. 

Posso dizer que ao abri-los, a saudade vai pegar você, e você vai se perguntar: por que tudo foi tão rápido? E vai ser doloroso descobrir que o tempo não foi embora... Nós o deixamos ir!