segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

"Olhe nos olhos, quero ver o que você faz..."

Aconteceu domingo passado.
Não... deve ter sido no outro... sei lá, foi num domingo desses aí em que fomos à praia no carro novo de Kedma: eu, Iris, Gis, Bianca, e os guris Nicole, Vinícius e Mateus. Sair com esse povo é sempre uma aventura.
Kedma já contou essa história no blog dela, mas eu tenho que contar a minha versão, porque ela é muito exagerada e eu sempre conto de forma mais verdadeira.

Kedma ia dirigindo e conversando e contando causos e falando mal do povo e todo mundo tagarelando e eu com o coração na mão. Em uma das esquinas ela pensou em parar pra ver se vinha carro à esquerda pois ia entrar à direita. PENSOU, porque na verdade ela não parou, seguiu distraída, olhando demoradamente pra esquerda, enquanto o carro foi, foi... Pei, pum, plá! Foi subindo numa calçada altona e tirando o maior fino numa placa de sinalização. Eu gritei, obviamente todo mundo gritou, Bianca bateu a cabeça e no final todo mundo riu.
Thuuuudo bem!
Na volta ela deu o carro a Iris e ia tudo correndo muito bem quando fomos paradas por uma blitz. O guarda notou logo a multidão no banco de trás.

- Habilitação e documento do carro, por favor.
- Pois não.- Iris responde educadamente.
O guarda vai lá atrás, confere placa e volta.
- Dona Iris?
- Sim?
- A senhora será autuada por excesso de passageiros.
Silêncio geral.
- Três adultos, três crianças. A senhora deve saber que pelas leis de trânsito só é possível três passageiros atrás, blá, blá, blá...
Iris ouvia atentamente. Quando acabou o discurso, ela apelou:
- Mas você não vai fazer isso comigo e com as minhas amigas, né? Olha, vai chover, estamos com crianças, só vamos até ali pertinho, libera a gente, vai?
- Não, senhora, não será possível.
- Ah, mas eu estou vendo que você é bonzinho. Tenho certeza que você não quer fazer isso.
- Senhora... blá, blá, blá... (mais outro discurso)
- Ei, ei... (Iris interrompe o discurso) Porque você não olha pra mim quando fala comigo? Olhe pra os meus olhos!
O guarda começa a ficar ruborizado.
- Ei... olhe para os meus olhos! Eu sei que você vai ser bonzinho comigo.
O guarda começa a gaguejar, provavelmente já se apaixonando.
- Eu, eu, eu vou chamar meu amigo pra preencher a multa porque eu não sei... quer dizer... eu sei, mas ele tá mais acostumado que eu.
- Vá, pode chamar que eu sei que seu amigo também é bonzinho.

O outro pobre guarda se aproxima, joga mais um discurso, Iris joga novamente seus lindos olhos azuis, ele começa a rir e acaba nos liberando.
Pra completar, Pingo de Ouro, essa, coloca sua pequena mãozinha pela janela do carro e ainda dá tchau para os guardas, o tchau mais lindo do mundo, olhando com seus enormes olhos azuis. Filha de peixe, hein? Com três anos já tá assim, imagine!
E a gente seguiu, comparando Iris com Nazaré e rindo pra se acabar. Ir à praia com essas meninas é uma onda.

Falei e Disse.

sábado, 19 de fevereiro de 2005

Coisa boa é fazer aniversário.

O telefone não pára, o celular grita desesperado a todo momento, mensagens, torpedos, e-mails, cartões, presentes...

Mas falar do meu aniversário nessa altura do campeonato não tem mais nem graça.
Eita, mas eu andei foi sumida! Também, pudera, aqui em casa o computador está virulento e pra abrir uma página na Internet é preciso mais ou menos um mês e meio. Misericórdia!
Não vou falar mais do meu niver, porque já passou e faz tempo, mas se eu fosse falar ia contar que ganhei uma blusa linda, maravilhosa, da minha Jamille, e graças a ela não saí com roupa repetida pra comemorar meu niver.
Ia também contar que meu amigo Raul, europeu, italiano, chique demais, disse que dava azar comemorar sem bolo e levou pra pizzaria um bolo lindo, delicioso, de presente pra mim.
Também contaria que pela primeira vez na vida, aos 27 do campeonato, ganhei uma cesta de café-da-manhã, de quem?! De quem? Quem?! Ele - o próprio - meu lindo!
Nem vou contar que meu amigo Marcus me deu um presente belíssimo, chique, que eu amei, assim como todas os outros presentes.
Mas o melhor de tudo foi a companhia de todos os meus amigos. Risadas, risadas e risadas, porque meus amigos são todos e inteiramente bobeira e gostamos de ser assim.
Ah, seu eu fosse falar do meu aniversário, contaria que primeiro Ellen e Suellen se perderam ao caminho da pizzaria e eu acabei encontrando-as na esquina do Hospital São Lucas indo em direção totalmente contrária.
Depois foi a vez da gente se perder, porque Fábio entendeu Marcus dizer que a pizzaria era perto da Escola Parque e na verdade era perto do Colégio Águia, agora me diga se tem alguma coisa a ver! Só sei que no meio de tanta perdição, encontramos Kedma, Iris e minha amiga Gláucia de carona, também perdidas ao caminho da pizzaria.
Então você pode perguntar: onde que diabos era essa pizzaria?
Oras, não sei te explicar, só sei que a gente perguntou a Deus e o mundo e em um dos lugares que Fábio parou pra se informar, esqueceu que Iris vinha atrás, deu ré sem olhar e bateu no carro novinho de Kedmma que ela tinha acabado de comprar.
Pronto! Deu logo uma dor nas minhas pernas, comecei a reclamar com Fábio, as meninas riam como hienas, mas a sorte foi que nada aconteceu. Mesmo assim Kedmma ameaçou chamar a Justiça Volante, mas Fábio esse, rapidamente, deu a volta e sumiu na poeira. Só fomos nos encontrar na porta da pizzaria, todos às gargalhadas.
E mais gargalhadas, porque Fábio estacionou o carro colado a um monte de areia de construção e Suellen, que saiu por último e não tinha fechado a porta do carro direito, foi dar aquela "bundada" pra porta fechar, se desequilibrou e caiu com um dos braços no barro.
Ai, ai! Isso tudo eu contaria se fosse falar do meu aniversário hoje, então vocês vão ficar sem saber que eu ganhei do gerente da pizzaria um pudim lindo, maravilhoso, com morangos em cima e até velinha, e todos os garçons bateram palmas, apagaram as luzes e quando eu fui tirar o primeiro pedaço e dar pra pessoa que eu mais amava naquela mesa (esta pessoa já estava com o pratinho estirado pro meu lado, lambendo os beiços) descobri que o pudim era de "enfeitcho".
Isso tudo vocês ficariam sabendo, mas eu não vou contar, porque meu niver já passou e faz tempo.

Falei e Disse.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005

Meu Niver


Eu e o pudim falso que ganhei no dia do meu aniversário. Pobre de Fábio, já estava com água na boca desejando. Sobrada!





 


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

É amanhã!

Quem quiser comemorar comigo ligue pra mim pra eu dizer onde fica a pizzaria. Mas nem pense que vou permitir cantoria de parabéns ou bolinhas de assopro, chapéuzinho ou língua de sogra. Poupem-me do ridículo! Mas aceito de bom grado os parabéns de todos.
Beijinhos!!!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2005

Notícias! Notícias!




Estou bem, obrigada.
Dentinho devidamente extraído. Nenhuma dor. Foi rapidinho.
Sobre a demissão, foi uma demissão em massa. Mais de 200 pessoas. O contrato acabou então todo mundo foi pra rua, inclusive eu. Logo eu, que nunca fiquei desempregada!
Mas ainda não estou sentindo falta do trabalho. Nem um pingo. A única coisa de que sinto falta é do ar condicionado e da internet rápida.
Estou me sentindo de férias e já estou começando a estudar para os concursos e provas que virão.
E a vida segue...

Ah, sabe aquela minha prima que contou a história da "morróia" e o creme que vazou? Então, veio me contar hoje do maior mico que pagou em toda sua vida.

Voltando pra minha casa, ela viu um casal se agarrando na porta do prédio e pensou:"Rapaz, não acredito que Erika tá fazendo isso com Fábio! Se agarrando com Dió! Logo aqui na porta de casa!"
Se aproximou pra ver melhor, e quando chegou bem perto deu uns tapinhas nas costas da garota - tap, tap - e disse: "Bonito!"; só quando a menina virou foi que ela viu que não era eu. Pediu desculpas e saiu toda dura, pensando: "Ô, pôxa! Que fora!"

Eu agüento uma pessoa dessa? Ri tanto que quase os pontos saem da boca. Completamente non sense.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2005

Duas notícias

Tenho duas notícias pra dar.
Uma boa e outra ruim, qual vocês querem primeiro?
A boa?
A boa é que não precisarei mais acodar de madrugada, pegar dois ônibus lotados, caminhar 4 quadras e ainda dar bom dia sorrindo.
A ruim...
A  ruim é que eu estou desempregada.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

E o dente ainda dói

Ontem o dente parou de doer por alguns instantes, então passei a conjecturar com o restante dos meus dentes:
"Dente também é gente e esse só quer crescer e brincar junto com os seus irmãozinhos, por que seria eu a responsável pela interrupção dessa vida que clama?"

À noite, eu sem conseguir dormir de dor:

"Vai, desgraça, amanhã eu te acerto!"

p.s.: Desculpem o post sem graça, é que eu não consigo pensar.
Vem cá, porque ninguém comenta as minhas fotos? Será que ninguém as vê?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

Pedaço de Mim


"Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim"

Está decidido.
Sexta-feira eu 'rranco esse dente que me incomoda.
O dente do juízo, ciso, queiro, como se chama... 3º molar? Sei lá, só sei que ele irá sumir da minha linda boquinha porque não o agüento mais me maltratando.
Pior é que ninguém se compadece de mim: sete dias e sete noites em cima de uma cama e nem um copo d´água me trazem.
gora, confesso, estou tremendo de medo. Já implantaram em mim o terror. Uns dizem que dói demais, que serra o osso, que desloca a mandíbula, que os ossos da face ficam doloridos, que depois infecciona, fica inchado.... Aaaaaah!
Alguém que já tenha passado por essa experiência poderia me tranqüilizar?

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Hemorróida

Esse é um daqueles posts de quem não tem o que falar.
E é um post exatamente sobre isso, sobre não ter o que falar.
E se você é uma dessas pessoas que sempre esperam que os outros tenham o que falar, que só escrevam em seus blogs coisas interessantes e se escandalizam com posts sem conteúdo, então não continue a leitura deste.

Sábado à noite.
Ou seria domingo pela manhã?
Sei lá, era a mesma coisa, mesma falta do que fazer.
Eu, Mille e Drica. Já tínhamos jogado Can Can trilhões de vezes, contado todas as fofocas de todas as pessoas conhecidas e agora estávamos sentadas na cama e algumas vezes no chão olhando para o teto, pensando na morte da bezerra.
De repente alguém, num surto de imaginação, pergunta:
- Como será dor de hemorróida?
Eu continuo, perturbando:
- Sei não. Diga aí, Drica, como é, vc que tem.
Ela completa:
- Eu não tenho, mas pergunte a Fulano que ele tem.

Fulano é uma pessoa bem conhecida na igreja, um desses personagens caricatos com nome estranho que logo ficam famosos em qualquer comunidade. Então veio a surpresa:

- Como você sabe que ele tem????
- Ah, eu soube. Ouvi por aí. Depois que eu soube só sentava atrás dele na igreja pra observar alguma mudança de comportamento. Tinha curiosidade pra saber como ele se sentava, como se levantava, se era de bandinha... um dia eu olhei tanto pra o fundo das calças dele até que notei uma manchinha amarela, aí eu pensei: "Ali foi o creme que vazou".

Agora imaginem a nossa cara de paisagem ao final dessa história.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Cabo de Guerra

É um cabo de guerra.

Eu de um lado, ele no meio, sua família do outro.
Guerrazinha injusta e estúpida.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

Amanhã não se sabe


Meu coração hoje tá apertadinho, apertadinho. Não sei por quê.
Fazem 6 meses, quase 7, que ele vive assim. Apertadinho, apertadinho... por quê?
Aí a menina De Perna Curta escreve (e ela escreve bem demais) e eu começo a entender, ou pelo menos perceber o por quê.

Eu estou de coração apertadinho por achar que meu amor não me ama do jeito que eu sou. Às vezes ele se irrita fácil comigo, talvez por eu ser chata, mas ele não deveria me amar mesmo eu sendo chata? Não, ele não tem obrigação disso, mas eu o amo, mesmo quando ele fala errado, mesmo sabendo que ele não tem obrigação de falar certo. Ou tenha. Sei lá.

Meu coração ta apertadinho porque o telefone tocou hoje mil vezes e nenhuma das vezes foi pra mim.
E eu não posso ligar pra pessoa que eu gosto porque ele é o bebê da família e todos morrem de ciúmes. E minha cunhada se intromete e fala mal de mim pra ele. Mas eu li por aí que a sogra de uma menina faz cafuné nela, e eu choro de inveja pois minha sogra até já me chamou de doente. Talvez eu seja doente mesmo por morrer de ciúmes do filho dela, mas isso não lhe dá o direito de me dizer.

Tá apertadinho porque vejo que as pessoas são superficiais e quando alguém não é igual a todo mundo é discriminado.
Eu não sou igual a todo mundo. Eu não uso jóias, não tenho pernas grossas, não usa saias e shorts curtos, não tenho cabelão, sou míope e não gosto de pagode. Tenho 26 anos, quase 27, com cara de 16. Aceitei uma religião diferente das outras religiões ditas evangélicas que têm por aí. Sou engenheira mas não tenho carro. Morro de medo de dirigir e inveja de quem dirige, e de quem já foi à Europa, mas minha mãe não acredita que eu vá dirigir um dia por aí , nem que eu vá um dia sozinha à Europa, porque eu não gosto de ser sozinha. Eu tenho pavor de viver sozinha.

Eu não sou igual a todo mundo porque sou a única entre as minhas amigas que tem coragem de namorar um cara que não seja bancado ou que não tenha nível superior, e amá-lo mesmo assim. Mesmo se ele for feio de doer. Mesmo que ele não saiba sorrir. Não que meu amor seja feio, ele é lindo e sabe sorrir, mas algumas pessoas me discriminam e dizem: "Eu que não namoro pé-rapado!"; e perguntam: "Ele tem carro? Que carro?"
Eu não ligo pra essas coisas. Meu amor tem um carro bem velho caindo aos pedaços que nem é dele, é da mãe, e meu amor não tem nível superior e ganha menos do que eu. Mas às vezes parece que meu amor lamenta por eu não ser igual a todas as outras meninas, por não vestir saias e shorts curtos, por não usar jóias... não queria que meu amor fosse superficial, mas eu o amo mesmo se ele for.

Meu coração também tá apertadinho por ver namoros e casamentos desfeitos. Pessoas que mentem para os amados e traem os amantes. Enganam, maltratam, quase me levam a desacreditar no amor.
Mas tem sempre alguém por aí pra renovar as minhas esperanças, alguém que escreve lindas declarações de amor pra sua menina.
Pessoas abençoadas são aquelas que amam e são amadas e eu sigo otimista, quem sabe um dia eu também não recebo essa benção.

"Me abraça, me aceita
me aceita assim, meu amor
me abraça, me beija
me aceita assim como eu sou
e deixa ser o que for..."

(Amanhã Não Se Sabe - LS Jack)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

"Metade da população do mundo fala dormindo. A outra metade, ronca" - Parte II

Um dia qualquer da semana à noite. Eu e minha mãe assistindo TV enquanto meu pai de pernas cruzadas ronca de barriga pra cima. Antes de deitar, pediu a minha mãe para acordá-lo quando o Jornal começasse.
Tudo bem. Jornal começando e minha mãe tentando acordá-lo:
"Preto, preto, tá começando".
Um minuto depois.
"Preto, você não disse que queria assistir!"
Mais um minuto:
"Preto! Depois reclama que eu não chamei".
Novamente:
"Ô, Preto!!!"
Injuriado, meu pai reclama: "Me deixe, Isaura, já paguei a todo mundo. Num tô devendo nada a ninguém. " Vira pra o outro lado e continua dormindo.

Outro dia qualquer da semana. Eu, tagarelando com Fábio no sofá. Ele, de olhos fechados, ouvia atentamente (?) a tudo.
- Blá-blá-blá, blá-blá-blá... né, Fabinho?
- É, só não sei pra quê tanto alface.
- Quê?
Ele abre os olhos assustado:
- Eita, tava sonhando com um monte de alface.
E cai na risada.

Coisa de doido.

E ontem a família Buscapé foi para a Fazenda-Boa-Luz-Parque-Resort. Eu e Fábio, Iriscleide e Tito, Mainha e Painho.
Rapaz, parecíamos crianças. Alugamos uma bóia e ficamos revezando descendo um de cada vez no toboágua. Só não entrou na brincadeira Mainha e painho, porque não pegava muito bem uma senhora e um senhor de cabelos brancos gritando em cima de uma bóia amarela enquanto descia com toda velocidade e caía na água juntamente com um bando de guris.
O mais empolgado de todos era Fábio (aguardem as fotos), que mantinha um sorriso de lado a lado enquanto descia em cima da bóia, depois subia a ladeira correndo com a bóia em cima dele pra descer mais uma vez.
Ainda me fez andar de caiaque, eu, com meus bracinhos finos, remando contra o vento, e ele, no início com os pernões tremendo com medo do caiaque virar (ele não sabe nadar), e no final todo empolgado querendo apostar corrida comigo.
Depois de todo o esforço, tiramos foto abraçados com uma jibóia. Eu, gritando de pavor, ele, estrangulando a cobra (olha a maldade!) com mais um sorriso de lado a lado.
Resultado: pele vermelho-pimentão e dores musculares.

Coisa de doido mesmo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

Fraquiiiiinha.... foi se deitar.

Diz Fabinho que em 6 meses de namoro eu só comi 1 pão inteiro, juntando todos os pedacinhos que ele me viu comer.
Minha mãe também reclama que eu nunca como e repete a fala de uma historinha que ela ouvia quando criança: "Fraquiiiiinha.... foi se deitar".
Kedmma tenta me alertar dizendo que eu vou ficar fraca, esquálida, amarela, raquítica, franzina, fissss!!!! (som de bufa)
Tá, até aí eu não estava nem aí, já que nesses últimos anos eu engordei 8 quilos, perdi 3, e apesar de magra, sou gostosa (hehehe!). Só não esperava que fosse passar mal de verdade por causa dessa minha mania de sempre deixar a alimentação em último plano.

Estava eu na academia me achando a sarada, quando no último aparelho comecei a ver pontinhos pretos pulando nas minhas vistas. Os pontinhos pretos começaram a ficar meio brilhantes e se proliferaram numa velocidade estupenda. Fui ficando amarela e um torpor me subiu dos pés à cabeça.
Uma amiga se aproximando ao ver minha amarelitude perguntou se eu estava bem, e respondi:
- Nããão... to passando mal....
- Chega, Fulano, que ela vai desmaiar! - chama o gostosão do instrutor e a última coisa de que me lembro é do braço forte me amparando.

Acordei quando já estava deitada no chão, ouvindo uma voz dizendo: "Respire... respire... abra os olhos" - pensei que se tratava de um sonho, porque no desmaio sonhei uma ruma de coisas das quais eu não me lembro.
Fui respirando, respirando, abrindo os olhos... quando estava melhorzinha, dei um sorriso amarelo e me levantei sem graça.

Rapaz, nunca tinha me acontecido isso. E agora estou com uma vergonha miserável de voltar lá. Que mico! Espero que sirva pra pelo menos me abrir o apetite, porque esse negócio de desmaiar é ruim pra caramba, depois dá uma vontade de vomitar... e ainda tive que ouvir a gozação da minha amiga dizendo que eu me aproveitei do instrutor me aninhando em seus braços com a cabeça encostada no seu peito.
Ui! Que braços! E que peito!