quarta-feira, 29 de março de 2006

A TODOS QUE NÃO FORAM E NÃO LIGARAM (Fernanda Young)


Bom, você não foi. E não ligou. A mim, só restou lamentar a sua falta de educação, imaginando motivos possíveis. Será que você não foi porque realmente não pôde ou simplesmente não quis? Será que não ligou pra não me magoar ou justamente o inverso disso?

Estou confusa, claro. Achava que você iria. Tanto que eu aguardei sua chegada por mais minutos do que deveria inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma. O trânsito, o horário, a meteorologia. Qualquer pneu furado serviria. E até o último instante, juro, achei que você chegaria a qualquer momento, pedindo perdão pelo terrível atraso. Perdão que você teria, junto com uma cara de quem está acostumada, e assim encerraríamos o assunto. Mas você não foi.

Esperei outro tanto pelo seu telefonema, com todas as esclarecedoras explicações. Para cada razão que houvesse, pensei numa excelente resposta. Para cada silêncio, num suspiro. Para cada sensatez de sua parte, numa loucura específica minha.

Se você tivesse ligado do celular, eu seria fria. Se tivesse ligado do trabalho, seria levemente avoada. Se a ligação caísse, eu manteria a calma.

Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.

Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.

Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma nesta vida, para ser sincera, no que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.

Não me responda, então, mesmo que o deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.

Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especias, não guardam?

Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?

P.S. Soberana: Uma homenagem póstuma a alguém que nunca conseguiu cumprir o que prometia.

segunda-feira, 27 de março de 2006

A Santa na Janela




Vocês devem lembrar do episódio da Santa na Janela que movimentou a comunidade católica no ano de 2002.

A primeira imagem apareceu na janela do quarto de uma dona de casa em São Paulo e atraiu dezenas de pessoas que se aglomeraram na frente da casa pra ver a suposta aparição da Virgem Maria.

Caravanas do Rio de Janeiro e da Bahia foram organizadas para a visitação, representantes da igreja Católica e cientistas foram ao local e cada um tinha uma teoria a respeito. No final das contas, o povo no Brasil inteiro passou a andar com a cara pra cima olhando tudo quanto era janela, aguardando mais uma nova aparição.

Certo dia estava eu com minha mãe tranquilamente em casa quando alguém interfona. Era um garoto afobabo que afirmava: "Dona Maria, Dona Maria! A Santa tá na sua janela!!!!"

Corremos até a janela da sala e não é que a Santa tava lá mesmo! Só que diferentemente da primeira santa de São Paulo (tô falando da cidade), a nossa santa poderia ser vista tanto de dentro quanto de fora do apartamento. Não se tratava portanto de um ilusão de ótica causada pelo reflexo do sol ou de outra fonte de luz sobre o vidro.

O guri que nos trouxe a notícia alarmou a vizinhança e logo algumas pessoas já estavam com a cara pra cima olhando pra nossa janela no terceiro andar. O assunto não causou frisson por muito tempo, pois a imprensa já estava divulgando que a imagem da santa não passava de problemas no vidro que teria sofrido uma variação de temperatura causando uma tensão mecânica interna no material.

Eu nem lembrava mais disso, até que conversando com minha mãe a gente relembrou. Fomos olhar a janela e a Santa ainda estava lá! Persistente ela, mesmo depois de 4 anos continua tentando converter ao catolicismo uma família inteira de evangélicos. Isso é que é perseverança!


O povo ainda fez piada. Misericórdia!
Já que estamos falando em fé e aparições, assisti uma reportagem em que algumas bolas de fogo (isso não tem nada a ver com aquela música de funk) caíram na Europa e também no interior da Bahia ocasionando algumas queimadas.

Ao analisar o evento, cientistas afirmaram que se tratava de meteoritos, no entanto nenhum vestígio deles foi encontrado, logo não se sabe ainda o que causou o fenômeno.

Aí eu volto a esfera da fé e aos conhecimentos bíblicos. Lá no Apocalipse está escrito que a Terra será destruída com fogo na ocasião da segunda volta de Cristo. Não seria esses sinais da iminência do retorno do Redentor?

Eitcha! Que o negócio vai ser quente!
"Quando essa terra for pegar fogo, aonde é que tu vais morar?
Quando essa terra for pegar fogo, aonde é que tu vais morar?
Eu vou, eu vou, eu vou com Jesus morar...
Eu vou, eu voOU, eu vou com Jesus moraaaaar!"

terça-feira, 21 de março de 2006

Pedacinhos de Amizades

"Amizades são feitas de pedacinhos.
Pedacinhos de tempo que vivemos com cada pessoa.
Não importa a quantidade de tempo que passamos com cada amigo,
mas a qualidade do tempo que vivemos com cada pessoa.
Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro.
Assim, há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados;
outras de escola; outras de saídas, cinemas, diversões;
há ainda aquelas que nascem a gente nem sabe de quê, mas que estão presentes.
Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos,
ou de simpatia mútua sem explicação".

Recebi umas fotos por e-mail que me deixaram horrorizada.

Tenho verdadeiro pavor a esses vídeos bizarros de violência, pornografia e outras cenas chocantes, mas as fotos que recebi muita gente tem por normal e outros até achariam lindas, mas eu fiquei angustiada e impactada. Eram fotos de um parto normal, onde um mulher completamente nua era assistida por três homens que tentavam ajudá-la a ter seu bebê em casa.

Nossa, uma cena brutal! E ainda dizem que é "normal"??? A pessoa em tempo de morrer de dor sendo forçada a tirar um pedaço dela mesma de dentro de si?!
Acho que se um dia eu ficar grávida, vou orar durante os 9 meses pra Jesus Cristo Nosso Senhor me dar um parto rápido e indolor. Quem sabe até apelo a N. Sra. do Bom Parto mesmo não sendo católica, porque se ter uma cólica é horrível, dizem que parir é 1.000.0000.000.000 de vezes pior.

Minha prima conta que quando foi dar a luz se viu em densas trevas. Depois de horas gemendo e rangendo dentes, a médica, muito delicada disse: "Oh, filhinha, tenha um pouquinho mais de paciência. Saiu só o bracinho da neném e a gente vai ter que colocar de novo pra poder achar a cabecinha, viu?"

Ui! E pensar que a culpada disso tudo foi Eva. Ah, se eu pego essa mulher!

E Cliança Minha foi embora.
Quando eu consegui ficar ela decidiu ir.
Deixou-me sozinha.
Agora a vida tem menos graça.
Será como sempre foi.
Saudade.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Ontem eu sentadinha com mainha assistindo futebol na TV (eu estava bordando e só ela assistia, reclamando que não saía gol nenhum), conversávamos sobre a vida, contando "causos" e relembrando histórias.

Conversa vai, conversa vem, lembrei que quando eu era criança pequena lá em Paulo Afonso, no caminho pra escola a gente passava pelo hospital e por um lugar chamado "A Pedra" que ficava um pouco antes da "Ponte". Imagine o ambiente: "A Pedra" era uma casinha, tipo uma capela com apenas uma pedra de mármore no centro e onde se colocavam as pessoas que morriam antes da funerária ou dos parentes virem buscar. "A Pedra" ficava numa rua deserta, nos fundos do Hospital, em frente a um riozinho cheio de mato e árvores que quase sempre estavam secas. Já "A Ponte" era um lugar famoso por ser o reduto de tarados e maníacos sexuais, e onde menina nenhuma passava sozinha sem se tremer ou correr, a hora que fosse do dia.

Os guris quando iam pra escola, antes de chegar na Ponte, sempre queriam passar na Pedra e ver se tinha algum defunto -"Vamo lá ver o morto!" - e eu nunca tive coragem de ir. Fiquei com isso na cabeça a minha vida inteira e posso fechar os olhos e ver todo local sem nunca ter pisado os pés lá. Seria isso um caso pra análise?

Cometava isso com minha mãe que me aconselhou: "Ah, minha filha, você precisa pegar num defunto ou no pezinho de um anjinho no caixão pra perder esse medo!"
Repare se isso é conselho pra uma mãe dar. Se eu não gosto nem de ver, quanto mais de pegar! E ela ainda acrescentou: "Quando eu soube que mataram Dimas (um cara conhecido que já tinha sido jurado de morte há tempos) eu fui correndo na Pedra pra ver. Ele estava todo ensangüentado, peguei no braço dele e ainda estava quentinho!".

º º
O

Quase desmaiei só de ouvir! Será que vai ser preciso tanto sacrifício pra não se ter mais agonia em ver pessoas mortas? Sei não, viu. Pegar em pé de morto? Uuuuuhhhhhh!!!!!

quinta-feira, 9 de março de 2006

Da novela: Algemas da Paixão

"Parte do grupo que assaltou o Banco do Brasil em Socorro foi preso ontem na Bahia pelo grupo de elite da polícia sergipana".
(Jornal da Cidade)

Nunca mais eu ouvi falar dele. Mas continuo a tê-lo em mim.
É uma pena que o único meio de saber alguma coisa seja através da página policial do jornal local.
Amor bandido... tanto tempo já passou... só eu não lhe esqueci.

terça-feira, 7 de março de 2006

"Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos".


Será que fazer 56,5 pontos numa prova com valor total de 100 é um pequeno ou grande começo?
Acho que eu chego lá um dia, ao meu sonho de não ter mais um trabalho e sim um emprego.
Só falta eu criar vergonha na cara e estudar direitinho, afinal de contas, estudar sempre foi meu passatempo.
Assim era antes de eu me tornar essa pessoa fútil que sou agora, que só pensa em roupa, corpo e cor de cabelo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Pisei em rastro de corno.

Eu pensava que o mês do meu aniversário fosse o meu mês. Mês de sorte, prosperidade, felicidade... mas o meu mês, esse ano, foi de qualquer um outro, menos meu.
No dia do meu aniversário, logo pela manhã, estava eu feliz da vida por ter recebido do meu amor uma mensagem fonada e uma cesta de queijos e vinhos.
Detalhe: foi ele mesmo quem comprou tudo, escolheu as flores e pediu pra montar a cesta. Lindo não?

Estava tudo azul, eram 8 horas de uma bela manhã, estava indo pro trabalho com meu amor ao lado, ouvindo Diante do Trono, quando alguns cavalos, com crise de identidade, se atreveram a competir com os carros numa avenida movimentada.
Detalhe: resolveram passear na contra-mão. Uma moça em outro carro tentou desviar e bateu na porta traseira do lado direito do meu carro. O meu carro! Meu lindo carro!

Mas foi "muito legal" porque, como estava chovendo, depois de bater no meu carro, ela rodou na pista, deu uma "rabada" num motoqueiro que vinha atrás de mim e com a frente do carro bateu num táxi.
Detalhe: o pneu traseiro esquerdo do meu carro bateu no canteiro e o eixo ficou empenado. O carro, coitado, não obedecia mais à dona só queria dançar de um lado pra outro na pista. A porta? Só outra.

Isso foi na sexta-feira, dia 03 de fevereiro. No dia 07, uma bela terça-feira, fui literalmente despachada pra Salvador.
Detalhe: Fui, crendo que ia apenas pra fazer um trabalho urgente, e na verdade já era pra ficar de vez. Como assim, Bial? E meu carro batido, minhas coisas, minha casa, minha família, meu namorado, minha vida? Tá certo que eu tinha sido comunicada da minha transferência, só não sabia que ia ser assim do nada, sem negociação.
A única pessoa de quem me despedi foi Suellinha. Mico geral a gente chorando no meio da rua. Choramos a noite toda.

Fiquei apenas quatro dias em Salvador. A única coisa boa foi o tratamento que recebi lá. Viagens de avião pagas pela empresa, hotel novo e chique, motorista pra me pegar e levar no trabalho, tava me sentindo uma executiva. Nunca fui tão importante.
Os amigos me pegavam na porta pra passear, nem soube o que é andar de ônibus em Salvador. Apesar de estar angustiada foi muito bom ver a minha prima Zeni e sua família, dei boas risadas e me diverti muito.
A pior coisa: O triste pôr-do-sol que assistia da mesa onde estava trabalhando. Ui, que ele me doía a alma! Não suporto o pôr-do-sol e a idéia de que o dia estava acabando e eu estava longe das pessoas de quem eu gosto, do meu cantinho, minha casa, meu refúgio, meu amor, me torturava o coração.

Sei que eu dei a louca e convenci o gerente que eu precisava resolver a minha vida pra eu poder voltar de vez pra Salvador. Agora eu tô aqui, rezando a Deus, pra que ele me deixe quieta no meu canto e me esqueça.

Até aí estava tudo bem. Consegui voltar pra Aracaju temporariamente na sexta-feira, peguei meu carro que já tinha sido consertado e no sábado fui pra formatura de Nayanne. Lá arrombaram a porta do meu carro, detonaram a luz interna e roubaram meu som e uma sandália novinha que eu tinha comprado em Salvador. Meu som, meu lindo som! Com apenas dois meses de uso. E minha linda sandália baiana? Oh, céus!

Definitivamente pisei em rastro de corno.
Não vou nem falar que a igreja de repente virou um pedaço do inferno. Perdoem-me a expressão, mas essa foi a única que encontrei. Fui tão julgada e condenada que Maria Madalena antes da conversão seria a Virgem Maria perto de mim. Não só eu, mas outras pessoas também foram julgadas. Religiosidade, tradição, formas, ritos, dogmas, tudo isso foi defendido a unhas e dentes por alguns da igreja e no final das contas ficamos com os danos emocionais e espirituais. Não vou nem falar nos morais, porque esses dá até cadeia e imagine um irmão condenando outro por isso. Em que ponto quase chegamos!

Mas disso tudo o que mais me consome é esse lance de mudar sem ter escolha.
É irônico, pois passei 10 anos aqui em Aracaju desejando ir embora desse lugar. Achava tudo ruim. De repente o sol brilhou, consegui ter tudo que sonhava e agora vou ter que abrir mão e viver longe novamente, sofrer, sentir solidão, passar por tudo que passei.

Tudo o que era lindo ficou cinza. A igreja, o trabalho, minha vida. A minha casa, o meu refúgio, lugar que tanto procurei, tenho que abandonar. As coisas que conquistei aqui terei que largar. Quando pensei que era feliz, veio a vida e levou tudo embora. Agora volto a estaca zero, aos dias intermináveis e ao desejo de voltar pra casa.

Sabe quando tudo te cansa e você nem consegue mais chorar e só tem vontade de sentar no chão, ficar olhando pro horizonte, catatônica, estática, alheia a tudo?
Sei que tenho que trabalhar e seguir, resignada ao saber que na vida um dia tudo que é bom se acaba. Fica apenas o vazio e a saudade.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
Tem gente reclamando que sumi.
Verdade. É que a vida anda meio doida, mas tenho zilhões de coisas pra contar.
Ah, meu aniversário! Ninguém quis me parabenizar aqui. Ninguém lembrou. Tem problema não, pior seria se pior fosse.
Fora isso, minha vida está prestes a mudar, infelizmente tudo contrário dos meus desejos.
Tenho que tomar decisões e resolver problemões que parece vieram junto com mais um ano de idade.
Vixe como é ruim crescer!
Tô no trabalho, aqui tá vazio e minha vontade é ir pra casa e dormir. Dormir e só acordar quando a vida for azul novamente.

Beijos a todos e volto logo (espero!).

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

O Buraco do Seu Priquito


"Eu tô perdido
Sem pai nem mãe
Bem na porta da tua casa
Eu tô pedindo
A tua mão
E um pouquinho do braço

Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos me interessam
Pequenas porções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam... "

(Cazuza - Maior Abandonado)
Antes de mais nada, quero deixar bem claro aos puritanos que costumam frequentar meu recinto que eu fui forçada a postar essas fotos.
Antes de postar, quero que entendam e deixem de ser maliciosos. Essas fotos foram tiradas em Coqueiro Seco, Alagoas, pertinho de onde meu tio mora.



Deixa eu explicar: nesse lugar tem umas bicas onde as pessoas tomam banho dentro de uns buracos feitos no solo. Seu Priquito, que Deus o tenha, era o dono dessas terras, então... ficou esse nome.
É claro que quando meu tio chamou a gente pro Buraco do Seu Priquito, todo mundo caiu na risada e ninguém quis ir. Mas é verdade, sem sacanagem. Deve até ser bom lá. Eu vi, mas não fui.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Querido, pela mãe do guarda, não me faça te pegar nojo!

"vc cospe no prato que um dia comeu
o sabor da comida vai ver que esqueceu
e reclama do vinho, carinho que te embriagou
(...)
Ah! meu amor! Se voltar, vai encontrar minha porta fechada,
mudei de endereço, mas só pra vc!"
(Alcione - Quero ver amanhã)
Não me faça te pegar nojo
Querido, pela mãe do guarda, não me faça te pegar nojo!

Ainda tem coragem de me ligar, todo formal, e dizer: "Estou ficando noivo. Não ligue mais pra mim".
Deu vontade de esquecer quem sou e mandar ele praquele lugar.
Há séculos que não falo com a criatura que mora longe de mim léguas, não tenho notícias, não reclamo atenção, tinha apenas uma consideração como amigo, e agora vem com essa de me ligar em pleno horário comercial, me atrapalhar durante o trabalho pra pedir um idiotice dessas!
A última vez que falei com a pessoa, há dois meses atrás, nem namorando estava mais, e agora já vai ficar noivo, dando uma de monogâmico, correto e fiel? Pra cima de "moá"? Poupe-me!
Agora, claro que atenderei o pedido, quem sou eu pra atrapalhar o casamento de alguém? Mas farei melhor, quando encontrar faço de conta que não conheço, se cruzar na rua mudo de calçada, porque a partir de hoje apagarei qualquer sentimento ou recordação de amizade que um dia tive.
E seja bem feliz!

Mas o que eu podia esperar de uma pessoa que aos 27 anos de idade ainda continua sendo chamando pelo apelido de infância?
Definitivamente, peguei nojo!

Capítulo Anterior: 17/10/05

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Liberdade de Expressão

Não é mangação não, mas eu tinha que postar essas fotos interessantíssimas aqui.
A irmã em Cristo foi comunicada e não cobrou cachê e os demais da outra foto ficaram até felizes em aparecer no meu blog. Reparem bem nessas figuras.

Domingo de sol, mar, praia, céu claro e todos reunidos para mais um batismo na praia de Atalaia. Consagração, concentração e muita coragem pra agüentar um calor de 40º com essas roupas.

A irmã Glória Aleluia Amém é um exemplo de reforma de saúde, vestuário e mantém a tradição da igreja de séculos atrás. Olhe a saia na norma meio-de-canela. Blusa de mangas compridas (é manga comprida sim, só porque ela dobrou um pouco não significa que esteja fora da norma). A sandália, tá certo, tem um salto plataforma, mas entenda, irmão, é reta e não cansa as pernas nem prejudica a coluna, o máximo que pode acontecer é uma torção no tornozelo, mas isso é muito difícil. Cabelo presos, dividos ao meio no maior estilo irmã "Elena Uáite", muito discreta e sem despertar o desejo dos homens, porque mulher oferecida de corpão e cabelão o destino é queimar no mármore do inferno.E esses livros? São os últimos de uma coleção de mais de 1.000 testemunhos que ela vem lendo desde a sua conversão. É isso aí, pés na terra e olhos no céu!


Esta segunda foto é típica e característa da igreja. Por que eu nunca vi gente gostar mais de parir do que crente da Reforma. Quando não podia assistir televisão e não existia internet, eu até entendia. Hoje em dia liberou um pouco mais, mas a prole continua aumentando. Que bom! Só assim a igreja cresce.

Ô, glória!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

"Ai que saudade do céu, do sal, do sol de Maceió..."



Foram apenas dois dias, mas valeram à pena.
Comtemplei um marzão azul, em alguns momentos verde, mas tão lindo que me encheu os olhos. Águas mornas e claras. Ah, as Alagoas! Bom demais.
Ficamos em Cruz das Almas, passeamos na Praia da Sereia, Paripueira, Sonho Verde e Tabuba. Jatiúca, Pajuçara, Ponta Verde... banho de piscina em Coqueiro Seco na casa do meu tio que fica bem na beira do rio. Que maravilha!

Eu, Fábio, Mainha e Painho, todo mundo tão feliz que por tão pouco ria muito.
Na praia de Tabuba (que a gente encontrou por acaso meio perdido na imensidão azul) um cara tentava andar de caiaque. Eu e mainha só observando ele se matando com o remo, remando contra as ondas só pra se exercitar.
Quando percebeu que perdeu o rumo e vinha na nossa direção, desceu do caiaque, saiu arrastando o "mardito" e com uma cara sem graça e um sotaque carregado exclamou: "Negócio sem futuro da pêga"!
Nem preciso contar que tivemos uma crise de riso incontrolável com uma fraqueza em seguida nas pernas que quase nos leva ao afogamento de tanto rir.

Ah, foi muito bom!
Mas agora deixa eu voltar à realidade do frio ar condicionado do trabalho.
E pensar que meus pais ainda estão por lá... ai que morro de vontade!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Nada tem fim

"A idade aponta na falha dos cabelos
Outro mês aponta na folha do calendário
As senhoras vão trocando o vestuário
As meninas viram a página do diário
O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce
E o início, deixa de ser início, e vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim...
Nada tem fim..."
Demorei a voltar aqui não porque não tivesse nada pra falar, muito pelo contrário, tenho inúmeras histórias a relatar.

O ano é novo, mas a vida continua a de sempre. Estou trabalhando, que ótimo, ganhando ricos dinheiros, tentando ser uma pessoa menos consumista e economizar um pouco.
Do meu dia-a-dia o melhor continua sendo a academia.
Se passo o dia me achando uma baranga, vou pra academia e volto com a estima nas alturas.
Mas ontem aquilo lá tava uma zona! Gente que só a murrinha, o povo conversando adoidado, paqueras, fofocas, a gente falando das piriguetes, as piriguetes falando da gente, uma verdadeira festa!
Malhar? O que é isso? Ainda bem que eu cheguei cedo, fiz as minhas séries e quando acabei a academia estava lotada então aproveitei pra atrapalhar os outros e ficar conversando.
Já disse que a gente lá é modelo, né? Vocês não fazem nem idéia.
Ontem mesmo dois caras diferentes vieram perguntar por minha amiga Gis. Um fortão que a gente apelidou de Urêudo, mas Suellinha teima em chamá-lo de Boca Adentrada e o outro, irmão de Boiolart, que a gente não conseguiu um apelido pra ele. Os caras queriam o telefone de Gis, saber onde morava, mandaram bilhetes e recados.

Gis é magrinha, um pouco menos do que eu, mas tem umas pernas! Se juntasse a minha bunda com as pernas dela, pense no mulherão que ficava. As Sheillas perderiam feio! E os caras da academia ficam loucos, misericórdia, nunca vi uma coisa daquela.

Prigude, o assistente do professor, é o único que não liga mais pra gente. Ficou de mal. Mas fora os taradões, tem também os bons amigos. Amigas a gente não fez nenhuma ainda... é que mulher é sempre invejosa mesmo.

E assim a vida segue.

Vou ver se posto com mais frequência, agora vê se comentam porque escrever pra ninguém lê não tem a menor graça.