domingo, 23 de julho de 2006


" (...) cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquela fato sem explicação que iguala tudo que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo que é vivo, morre (...)"
Ariano Suassuna - O Auto da Compadecida.


Acordei pra ir direto ao enterro de uma tia de Fábio, uma senhora de sessenta anos que morreu da noite pra o dia.
Em dois anos, desde que comecei a namorar Fábio, esse é o terceiro velório que vou com ele. Coisa triste.
Depois da sexta-feira de opressão em que meu chefe teima em me tratar com uma débil mental, um sábado que só foi divertido à noite, e um domingo estranhíssimo, estou agora me sentindo justamente do jeito que sempre odeio me sentir.

Dia frio, escuro e chuvoso.
Aquela chuvinha fina que não pára de cair.
Uma tristeza aqui dentro.
A indecisão e a incerteza de sempre.
A opressão de agora.
De repente as coisas ficaram sem graça novamente.
Tento sorrir, mas é em vão.
Parece que na vida estou sempre buscando fugir da depressão,
mas ela está sempre dentro de mim,
meio escondidinha entre um sorriso fugidio e alegrias voláteis.
E a saudade de tudo que ainda não vi e nem consegui,
e talvez nunca consiga.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Em boca fechada não entra mosquito



Mais uma história que poderia ser da série "Não me faça te pegar nojo".



Em boca fechada não entra mosquito
Eu sou uma pessoa com um senso de humor que muitos estranham. Muitos que não me conhecem. Eu sei que sou assim, como já me disseram: "Não é o que você fala, mas COMO você fala". Isso pra mim é desculpa de pessoa recalcada e complexada que não agüenta ouvir nada. Ou talvez meu humor seja negro, sei lá.
Só sei que por saber que sou assim, eu prefiro muitas vezes ficar caladinha quando estou num ambiente onde ninguém me conhece ainda. Mas ninguém agüenta ficar calada a vida inteira, então de vez em quando, ou quase sempre, eu falo e acabo dando uns forões por conta disso.


Já aconteceu aqui no blog. Chamei a mim mesma e as minhas primas de "vacas" - forma carinhosa de nos comunicar, e um babaca da igreja se doeu e resolveu que, por ser obreiro da Reforma, deveria me dar uma lição de moral, mesmo que anonimamente e com infantilidades. Acabou que a baixaria foi grande. Enfim, o blog é meu, as primas são minhas, e eu falo o que eu quero, como eu quero e quando eu quero. Ninguém tem nada a ver com isso.


No trabalho eu entrei e fui logo oprimida pelo meu feitor. Fizeram me passar pelo teste do ar-condicionado, ou melhor dizendo, teste do frigorífico, e eu não podia me levantar pra fugir do vento gélido, tinha que ficar grudada na cadeira, "produzindo", como uma máquina. Sendo assim, eu era uma pessoa calada, taciturna, quieta, triste. Algumas pessoas acharam que eu era assim mesmo, e quando me viram rindo e brincando estranharam. Fui chamada de "engraçadinha", dê dinheiro, mas não dê ousadia, recebi algumas lições de moral e a vida seguiu.


Eis a conversa que se deu por e-mail, quase na íntegra.


Alguém manda e-mail pras colegas na hora do almoço: "Atenção, atenção, tá quase na hora do almoço. E ponto final".
Outra responde: "Parágrafo: o que acham de 12:15?"
Eu digo: "(vírgula e travessão) Acaba sendo12:30 mesmo pq Fulana sempre se atrasa (hehehe!!!)"
Fulana responde: "Mas olha a audácia da outra... Há um mês atrás nem abria a boca pra falar nada, agora já está querendo dar uma de engraçadinha... É como dizem, dê dinheiro, mas não dê ousadia..."
E eu: "Piu!" (calei a boquinha)


Até aí tudo bem. Outro dia foi melhor.
Uma amiga conta que saiu da academia e foi jantar com o marido. Esqueceu os tênis e acabou indo com a bota do trabalho e a malha da academia, uma coisa linda. Eu, claro, rindo e achando tudo engraçado, brinco na hora do almoço:


"Ainda bem que não foi almoçoar comigo de malha de academia no meio da canela e essa bota de segurança linda!
Porque se fosse assim eu preferia almoçar sozinha".



E a pessoa responde:
"Obrigado pela consideração mas mesmo assim não to nem ai, porque aparência de roupa não quer dizer nada, meus valores não estão na vestimenta muito menos em um par de bota, (quando se gosta da pessoa e reconhece seus valores isso não tem importância ) a não ser que eu estivesse nua.
Quem poderia se incomodar nem ligou, foi o meu maridinho, comi e paguei do mesmo jeito que se estivesse com sapato de ouro."



Eu, de novo, "piu".


E teve mais:
Reclamei que estava fazendo um trabalho chato e o meu colega disse: "Chato é o meu, que tenho que refazer a mesma coisa trilhões de vezes".
Eu respondi: "Colega, está desmerecendo a chatice do meu trabalho?"
Outro colega, se mete na conversa e vem dar lição de moral: "Ele não está dizendo isso. Não deturpe as palavras dele. Eu entendi exatamente o que ele disse e blá-blá-blá".
Ô, colega, se mete não na conversa alheia que não lhe diz respeito!


Mas será que as pessoas ao meu redor são estressadas ou sou eu que não estou entendendo o senso de humor dos outros?


Piu.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Vazio


"Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais mas sabe menos do que eu
porque a vida só se dá pra quem se deu
pra quem chorou, pra quem amou, pra quem sofreu.
"

(Vinicius e Toquinho)


Eu ando vazia.
Nem amando, nem odiando.
Nem triste, nem alegre.
Vazia.
O sorriso é sem graça, a pele macia arranha, os beijos não têm gosto, abraços não acolhem
O verde não me encanta, os olhos não brilham pra mim.
Estou sem alma...
Talvez seja melhor assim.
Talvez.
Mas hoje uma esperança entrou voando pela minha janela.
Veio junto com o vento frio.
Entrou e se apoiou na minha parede cor de canela.
Corri achando que fosse algum inseto asqueroso.
Fugi da Esperança, como se fosse um bicho horroroso. 

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Copa do Mundo 2006

(comentários tardios)

É, acabou cedo.
Eu nem vou comentar aqui de quem foi a culpa da derrota do Brasil. Se foi culpa do Parreira, da Palmeira ou do Coqueiro. Se foi culpa do estrelismo dos nosso jogadores-estrelas, a mim não importa, perdeu, tá perdido. Mas perdeu feio, hein?
Eu só lamento que quando eu estava começando a xingar durante um jogo com um verdadeiro torcedor-homem, aí acabou.
Eu e as meninas começamos como "eita" - interjeição feita quando algum gol era perdido, no segundo jogo já saiu um "eita, bexiga!" e até o "eita, c@&@lh$!" ainda tinha mais alguns jogos.
Minhas primas ainda estavam tentando entender a diferença entre escanteio e tiro de meta, enquanto eu ainda tentava explicar a elas. Infelizmente vamos ter que esperar pra próxima Copa.
Fora isso, diante de tantas pernas torneadas, homens fortes e italianos bonitos, eu já estava pensando em deixar de ser engenheira pra virar Maria-Chuteira, fico só imaginando a PJ que receberia de um desses, mas acho que não tenho vocação.

Mudando de assunto,
Depois do post "Magrinha-Rabudinha", recebi vários telefonemas com amigas me contando as presepadas que os paqueras, namorados ou maridos já falaram pra ela. Eu só queria entender porque existe homem assim.
Que qualidade de homem mandaria um torpedo pra uma paquera, dizendo: "Beijo na Xota!"? Será que ele acha que assim vai conquistar de vez? Só de escrever já me bate uma vergonha, agora imagine a garota toda feliz: "Ah, recebi um torpedo do meu amor" - e de repente lê isso?
Que tipo de marido falaria "Pula, pula, macaquinha!" bem na hora do "vamo ver"? Rapaz! Macaquinha? Foi demais!

ISSO É QUALIDADE???!!!!

quinta-feira, 6 de julho de 2006


"A vida não é quantas vezes você respirou, mas os momentos que tiraram o seu fôlego".
Como uma mulher deve se portar se lhe contam que um cara lhe chamou de "magrinha rabudinha"?

a) fica lisonjeada, enfim, foi apenas um comentário sobre um de seus "atributos".
b) morre de vergonha, porque que qualidade de homem falaria uma coisa dessas?
c) morre de raiva, porque ninguém lhe admira por ser inteligente e sim por aspectos físicos menos relevantes.
d) não dá a mínima, porque isso é comentário de homem sergipano machista e superficial que só merece ser tratado com indiferença.
e) nenhuma das anteriores.

Enfim, existem comentários piores.

terça-feira, 4 de julho de 2006



Olha o que eu achei! Tinha que ser coisa de Kedma.
Essa escrevia bilhetinhos até em papel higiênico.
Nesse tempo ainda aceitava seu nome esdrúxulo com dois m´s.
Isso há 11 anos, do túúúúúúúúnel do teeeeeeemmmmpoooooo!!!!!!
E há 11 anos nasceu a coisa linda de Titia: Milena.
A cada dia que passa fica mais gostosa. Eu não sei como uma criança tendo uma mãe doida, um pai demente e tias malucas pode ser tão centrada. Tenho certeza que quando ela crescer vai ser uma moça fina e educada, verdadeira Top de Linha.
Parabéns, Mimi, sua tia-madrinha te ama muitão!!!!!!!

terça-feira, 27 de junho de 2006

Ai de mim que sou romântica



Uma nova série:
Ai de mim que sou romântica

É estranho encontrar uma agenda do ano 2000, ler coisas de um tempo passado e ver todo o meu presente ali escrito.
É como se nada tivesse mudado, como se eu tivesse parado no tempo, congelado. São as mesmas histórias com coadjuvantes diferentes, mas as mesmas lágrimas, os mesmos sonhos e desilusões, o mesmo romantismo ridículo.
Mudou nada não. O pior é pensar que talvez não mude nunca e eu tenha que morrer desiludida, velha, seca e sozinha.
Em 28 anos de vida (abafa o caso!) tive muitos amores. TER não é o verbo correto, mas ao conjugá-lo tento manter, mesmo que em vão, a ilusão que a mim persegue por tanto tempo.
Amei... isso é verdade, ou talvez não, mas não vamos entrar em detalhes... gostei,pode ser, de Ricardo, Douglas, Nailton, Elvo, Ronald, Fábio, Beto, Anselmo, Carlos... ah, Carlos... amei-os, mas não necessariamente nessa ordem. Mas quantos deles me amaram?

Ele era lindo como um deus grego. Destacava-se na multidão. Destacava-se no meu colégio, na minha cidade, na minha casa, meu sofá. Tinha sotaque engraçado de matuto do interior de Pernambuco, mas nem por isso perdia seu charme. Lembro bem da primeira vez que o vi.

Lembro do sábado à tarde com meu soninho costumeiro sendo interrompido pelo meu irmão que gritava: "Erika, Erika, um cara que é a cara do cara do Papa-Tudo está aí na sala!"
Nessa época eu era louca por Brandon Walsh e Dylan McKay do Barrados no Baile (Beverly Hills 90210) e pelo César Filho, quando este ainda era namorado da Angélica e apresentava uma loteria eletrônica na Globo chamada Papa-Tudo.
Por causa desse papa-tudo fui despertada pelo meu irmão alardeando o ilustre visitante. Levantei imediatamente com os cabelos em desalinho e limpando as remelas dos olhos, quando dei de cara com um rapaz lindo sentado na mesa da minha cozinha de paredes verdes pintadas à óleo.

Se eu fechar os olhos hoje posso ver toda a cena em câmera lenta e fundo musical romântico (algum sucesso da época) e o vejo olhando pra mim lentamente, sem dizer uma palavra. Vejo ele baixar os olhos e nem sequer tocar mais no lanche que minha mãe tinha feito pra ele.
Ele estava ali na minha casa porque sua tia, alguma parente distante da minha mãe, tinha falecido no hospital de Paulo Afonso. Ele era sobrinho-neto da minha avó. Ou seja meu primo em terceiro grau (ou seria quarto?) e que primo! O cara que era a cara do cara do Papa-Tudo - ao meu dispor!

Faz tempo que isso aconteceu, eu tinha exatos 16 anos e acho que foi quando amei pela primeira vez. Se não foi, fica sendo, mas me lembro muito bem.
Lembro do primeiro olhar, ele indo embora e sorrindo pra mim pelo vidro traseiro do carro. Lembro da camisa branca de malha e mangas compridas cheirando a limpa. Lembro da sua mão segurando a minha no escuro do carro do meu pai. Lembro dos beijos no sofá numa tarde luminosa, das suas visitas a minha escola, do riso fácil, da alegria, da inveja que fazia as outras meninas, dele segurando minha mochila na saída da escola, da primeira caixa de bombons, dos desenhos que fazia pra mim, das mãos entrelaçadas, dos beijos ao virar a esquina... do cartão que ele escreveu pra namorada.

Foi aí que surgiu a dúvida que às vezes ainda me atormenta no dias atuais: eu era a outra? A outra é que era a outra?
Essa foi a primeira de muitas desilusões. Nem quando fui traída pelo meu namorado e minha prima num beijo furtivo no sofá da sala de tia Marinalva doeu (eu dei o troco depois). Mas um cartão que ele fez no computador da minha casa pra uma namorada da cidade em que morava doeu muito mais. Essa foi minha primeira desilusão e a primeira importante decisão: aceitar a situação ou dolorosamente dizer não? (ou viver a vida inteira fazendo rimas pobres como essas?)

Ah, disso eu também me lembro bem. Era Natal e ele cruelmente foi me visitar na casa dos meus avós com a namorada à tira-colo. Senti-me mortalmente ofendida e vestindo então o tubinho justo e vermelho de amante ressentida contei toda a nossa história pra ela.
Lembro bem, como se fosse hoje, também em câmera lenta e com fundo musical romântico (ainda algum hit da época), ele olhou pra mim e nada disse. Virou as costas, foi embora e nunca mais voltou a falar comigo.

O cara que era a cara do cara do Papa-Tudo partiu meu coração numa noite de Natal e me deixou chorando só e baixinho, calada, enquanto ao longe se ouvia uma música triste ecoando na noite.
Eu tinha apenas 16 anos, há 12 anos, do túnel do tempo e descobri pela primeira vez como dói ficar sem a pessoa que a gente gosta.

Ele acabou se casando com essa mesma garota tempos depois, tiveram uma filha e até hoje vivem juntos, felizes para sempre.
Pelo menos pra alguém essa história tinha que ter Happy End.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

O primeiro jogo do Brasil ontem foi cômico


Não estou falando do jogo em si, estou falando da platéia, do local e dos comentários de um bando de mulheres. Dá pra imaginar? Vamos então à análise do resultado:

Os homens que lá estavam assistiram todo o jogo sentados na beira da cadeira e com um copo de cerveja do lado. Quando acontecia um lance a gol todos se levantavam como se tivessem treinado a coreografia num pinote seguido por braços levantados. Se o gol não saía, xingavam um palavrão, passavam a mão na cabeça e em seguida sentavam novamente na beirada da cadeira, espigados, prontos para o próximo lance.
Mulher já é diferente. Eu estou falando "mulher" se referindo as que estavam comigo na casa de Gis no jogo de ontem, porque se fossem mulheres como a minha mãe, que entende de futebol mais do que o próprio treinador, aí sim, os comentários e as reações seriam outras.
Mas normalmente mulher senta de perninha cruzada e fazendo cara de que sabe pelo menos pra que lado os jogadores devem correr. Quando acontece um lance e o gol não sai, grita: "Eeeeeeiiiiitaaaa!!!!" - com um voz estridente, pra em seguida perguntar: "O que foi que aconteceu?". Conversa o tempo inteiro e perde os melhores lances, mesmo assim grita mais um "eita" sem nem entender nada.

Ah, mas quando o gol acontece a reação de homens e mulheres é a mesma: gritaria, pula-pula, abraça-abraça, corre-corre. A única diferença é que quando o gol é feito por alguém como Kaká sempre tem uma mulher pra gritar: "Meu marido! Meu marido! Aaaaaahhhhh!!!!!". Outra se empolga com as pernas do Adriano e exclama: "E esse é meu!!!!! Aaaaaaahhhh!!!!". E riem muito.

No jogo de ontem eu nem vi o primeiro gol porque Iris estava me contando sobre o baiano que conheceu no msn. Antes disso a gente estava até concentrada, mas fazia tempo que a gente não se falava, e sabe como é, ela precisava me contar os ba-ba-dos.

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Estou querendo selecionar alguns posts e gostaria da colaboração dos meus leitores (dois no total).
Gostaria que deixassem nos comentários quais posts acharam mais engraçados ou mais interessantes, qual história foi mais divertida ou mais bem descrita.
Sua colaboração será para mim de grande proveito.
Em breve grande novidades.

Beijos a todos!

p.s.: Feliz Aniversário para Davi (foi ontem, mas nunca é tarde para parabenizar alguém por mais um ano de vida).

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Agora a minha vida se resume a:

Sentir frio, fome e sono o dia inteiro no trabalho, louca de vonta de ir pra casa...
e chegar em casa, dormir sem nem conseguir levantar pra trocar a roupa do dia inteiro.
Somente.
Não consigo mais ir pra academia, não consigo estudar piano (detalhe: meu teclado não funciona mais direito. Não sei por quê. O bichinho só tem 20 anos), não consigo estudar mais nada, nem ficar na internet até dar um dor na munheca eu fico mais.
Eu não sei de onde vem tanto sono. É sério! Eu tento abrir os olhos, tento levantar, mas não consigo. É como se eu tivesse desmaiada. Horrível! Acho que estou doente.
Agora esse negócio de acordar de madrugada pra trabalhar, sinceramente, eu sempre disse que é coisa pra peão. Eu estudei pra caramba e agora estou nessa de novo.
Quando era no DESO pelo menos eram apenas 6 horas corridas, mas nem vou lembrar desse tempo, porque, ô horinhas da tarde desperdiçadas! Eu dormia a tarde inteirinha, não fazia mais nada, ficava no computador até meia-noite, 1 hora da manhã, e no dia seguinte era sempre a mesma coisa.
Credo!
Pior que nesse trabalho novo, longe pra caramba, não tem nem como dar uma escapulida no horário do almoço. Não tem nem como ir de ônibus. Contra-mão do caramba. Como já disse, me sinto presa. E pior, sozinha. Não consigo me acostumar com o pessoal. Sei lá.

Quero minha vida de volta.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Do you remember?

At MSN


- Nossa, foi você quem escreveu aquilo?!

- Foi. Eu adoro escrever.

- Eu também, mas só escrevo melhor quando estou apaixonada.

- Se apaixona por mim, que eu me apaixono por você e a gente escreve um pra o outro.

- ...

So cute!!!!!

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Enquanto convivia com a tristeza,
Na noite negra duma solidão,
Já conformado com a atroz certeza,
Que minha luz era a escuridão.

Quando a saudade vinha com franqueza
Transformar lindo sonho em ilusão,
Quando o sorriso não tinha beleza
Nem a esperança uma solução.

Você surgiu e me beijou sorrindo
Como fazia, com sorriso lindo,
Despertando minh'alma entorpecida.

Acordei do torpor em que vivia
E notei que de novo renascia,
Pois você, só você é minha vida.


p.s:(Não é bem assim não, mas é quase como se fosse)

domingo, 23 de abril de 2006

"Ah, se eu pudesse, tardezinha pobre,
Eu pintava 300 arco-íris
Nesse tristonho céu que nos encobre".
(Mário Quintana)