segunda-feira, 13 de setembro de 2010

É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão.

Cesare Pavese

A mistura de Vou de Táxi com A Lagoa Azul. Do túnel do tempo esse clip espantou traças e levantou um fedozinho de mofo, mas apesar de tosco, o gostinho da minha adolescência até que é bom.



Angélica canta 'Vou de Táxi'. Clipe foi exibido no Fantástico de 12/03/1989.

domingo, 12 de setembro de 2010


Mas os meus escritos são as minhas horas de felicidade. Mesmo naquilo que eles tiverem de cruel. Preciso escrever assim como preciso de respirar, porque o corpo me exige.
Albert Camus

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Êta, zorra!!!


Descrição: Descrição: http://pt.dreamstime.com/noivo-dos-desenhos-animados-thumb9441824.jpg
 
POEMA ESCRITO POR ELE:

Que feliz sou eu, meu amor!
Já, já estaremos casados,
O café da manhã na cama,
Um bom suco e um pão torrado

Com ovos bem mexidinhos
Tudo pronto bem cedinho
Depois irei para o trabalho
E você para o mercado
 
Daí você corre pra casa
Rapidinho arruma tudo
E corre pro seu trabalho
Para começar o seu turno

Você sabe que de noite
Gosto de jantar bem cedo
De ver você bem bonita
Alegre e sorridente
 
Pela noite minisséries
Cineminha bem barato
Nada, nada de shoppings
Nem de restaurantes caros

Você vai cozinhar pra mim
Comidinhas bem caseiras
Pois não sou dessas pessoas
Que gosta de comer besteiras....

Você não acha, querida
Que esses dias serão gloriosos?
Não se esqueça, meu amor
Que logo seremos esposos!


Descrição: Descrição: http://pt.dreamstime.com/noiva-dos-desenhos-animados-thumb9441821.jpg*POEMA ESCRITO POR ELA*
Que sincero meu amor!
Que oportunas tuas palavras!
Esperas tanto de mim
Que me sinto intimidada

Não sei fazer ovo mexido
Como sua mãe adorada,
Meu pão torrado se queima
De cozinha não sei nada!
Gosto muito de dormir
Até tarde, relaxada
Ir ao shopping fazer compras
Com o Visa tarja dourada

Sair com minhas amigas,
Comprar só roupa de marca
Sapatos só exclusivos
E as langeries mais caras

Pense bem, que ainda há tempo
A igreja não está paga
Eu devolvo meu vestido
E você seu terno de gala

E domingo bem cedinho
Prá começar a semana,
Ponha aviso num jornal
Com letras bem destacadas:

HOMEM JOVEM E BONITO
PROCURA ESCRAVA BEM LERDA
PORQUE SUA EX-FUTURA ESPOSA
MANDOU ELE IR À MERDA!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Amo como ama o amor...



"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo"?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Religioso com efeito civil

Hoje fomos ao cartório e demos entrada nos papéis para o casamento.

Depois de andarmos em alguns cartórios, descobrimos que de um pra outro as exigências com relação a documentação a ser apresentada muda muito e é inversamente proporcional ao valor cobrado.

No cartório gratuito é necessário apresentar cópias autenticadas de todos os documentos dos noivos, dos seus pais, mães,  cachorros, papagaios, periquitos, bem como comprovante de residência de todos esses, duas testemunhas com sua documentação completa em mãos e além disso se você não acordar cedo para poder pegar senha antes das 7 horas, esqueça.

Bom, como eu odeio burocracia e papelada (e acordar cedo também!), corremos para o cartório pago mesmo. Entregamos nossas certidões de nascimento apenas, informamos endereço e dados dos nossos pais, pagamos a taxa e ponto final. Daqui a um mês recebemos o restante da documentação e entregamos na igreja. 

Dia 18 de dezembro seremos CASADOS e nasce então a família LEITE GUIMARÃES. Que Deus nos abençoe!!!

(quer saber mais? leia aqui www.casamentobrasil.com.br)

sábado, 4 de setembro de 2010

Análise

Todos somos responsáveis por tudo, perante todos. Dostoievski

Hoje em dia raramente um filme me surpreende, sempre costumo adivinhar o final antes que ele acabe. Com as pessoas acontece o mesmo. Nem sempre foi assim, mas penso que ter escrito por tantos anos sobre as pessoas, sobre mim, sobre os acontecimentos e sentimentos, faz com que hoje, ao reler, eu possa compreender e decifrar as pessoas antes que elas falem, antes que elas se expressem, antes do final, antes mesmo de acontecer.
Continuo curiosa em relação às pessoas. Gosto de observá-las, observar suas reações... todas tao previsíveis Continuo observando ela. Não a conheço, nunca a vi, mas como pode mesmo assim ser tão transparente, tão óbvia? Ela reage a cada provocação minha, faço tudo propositalmente e ela corresponde a cada provocação tentando fingir descaso, tentando fingir que é superior. Ah, sim, foi assim que ela se definiu de uma forma tão pueril que cheguei a ficar comovida: " sou sim muito mais muito superior a você e agradeço ao Senhor por isso..."  Eu sei que você é, gata, eu sei.


Ela responde as minhas comunidades no orkut, ela bloqueia as suas fotos para em seguida fazer uma montagem com todas elas e me mostrar, ela cria vídeos pra me mostrar com está a sua vida, implora para que os amigos em comum me excluam das suas páginas de relacionamento Ela se mostra, ela me mostra. Ela faz tudo pensando em mim. Ela lembra de todas as nossas conversas e as transforma em imagens. E como me é interessante observar! Como me diverte ver o esfoço que ela faz pra dizer que me odeia, que quer distância, o esforço em me hostilizar, agredir, expulsar. Isso tudo em páginas e páginas, em milhares de letras e palavras. O esforço que ela faz pra acreditar que eu a odeio. Absolutamente. Nao há motivos para odiá-la. Nenhum. Mas se pensar o contrário a faz se sentir melhor, então permito, de certa forma até alimento. Meu lema: "Mais feliz vendo o outro ser feliz".


Mas enquanto ela se preocupa, eu me divirto observando. Acho que mais uma vez estou na profissão errada, eu deveria ser psicóloga, sou muito boa nisso. Nisso e em um tanto de outras coisas mais. 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Apesar de

“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra pra frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.” 
(Clarice Lispector)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Culpamos as pessoas das quais não gostamos pelas gentilezas que nos demonstram. 
Friedrich Nietzsche

Interesssante como as pessoas estã tão acostumadas a serem maltratadas que repudiam qualquer demonstração de carinho. Mais um aspecto a se analisar...  talvez hoje não haja compreensão por completo de todo a situação. Hoje não. Mas talvez daqui a anos e anos, relendo esse blog eu, você, nós, possamos entender, e talvez possamos nos desculpar pelas palavras de agressão. Talvez voce possa me entender, ou menos que isso, apenas ver, enxergar e poder dizer "obrigada". Ou talvez não. Whatever.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Aos exibicionistas

“Diga-me do que te gabas que eu te direi o que te falta”. 
 A frase inteligente e bem-humorada de Mira y Lopes fala de um velho conhecido nosso: o basofo, o esparolado, vulgo gabola. Quem não conhece um homem ou uma mulher para quem somente coisas esplendorosas acontecem? E aquele tipo que fala o tempo todo na primeira pessoa do singular e é um verdadeiro prodígio quando se trata de “ajudar”? É o primeiro a dizer o que os outros deveriam fazer. Usa e abusa do jargão “mas eu sabia!” ou, pior ainda: “eu avisei!”.
Por trás da gabolice está uma vaidade extremada, fruto de um ego inflamado, diametralmente oposto ao distanciamento vinculado à autocrítica - expressão, aliás, que passa longe do vocabulário do ególatra. Ingenuamente confundida com amor próprio e autoestima, a insuflação do ego aparenta segurança. Mas basta um olhar mais atento para se perceber que tudo não passa de aparência, de camuflagem. Por baixo da camada do “eu sou o máximo”, encontra-se um ser frágil, com baixíssimo amor próprio. São aqueles homens e mulheres que se julgam acima de qualquer outro ser, merecedores de aplausos e manifestações de admiração constantes. Precisam, desesperadamente, de reconhecimento. Estão sempre “bem” com todos, não pelo que são - já que isso escondem até de si mesmos, mas porque manipulam habilmente as armas da bajulação, sob uma inofensiva e estudada causalidade...
Todo gabola tem uma visão distorcida e maximizada de si e, numa sociedade enfeitiçada pela fixação no ego, não é de se admirar que pessoas psicologicamente fracas sucumbam com tanta ênfase à idolatria de si mesmas. Veem-se como “os grandes conquistadores”, engajam-se em muitos relacionamentos, pela simples e veemente necessidade da conquista e do domínio. Precisam sentir-se no comando das pessoas e dos acontecimentos para que se sintam aceitos e amados. Prometem mundos e não cumprem nada. Divertem-se jogando charme vazio para uma plateia que acaba por se cansar de tanto esforço vão. Sem a estampa, sem a maquiagem, sem a indumentária e as prováveis afetações, sentem-se vazios. E este é o seu maior pavor. Para não encará-lo, desdobram-se enganando a si mesmos e aos que vagueiam distraídos.
Exibicionistas, não se envolvem de verdade com alguém ou alguma causa. Talvez nem saibam o que seja isto. De vez em quando, caem em exaustão pelo dispêndio excessivo de energia em representações, sobrevindo uma profunda melancolia. Nestes casos, a culpa “é sempre dos outros”. Constroem sua imagem em alicerces vagos, fugidios e irreais que esfarelam na primeira confrontação. Trabalham duro para manter a fachada que produz fascínio – temporário –, diga-se de passagem. Em última análise, não o fazem para si, mas para alimentar a figura que criaram e da qual dependem. Nutrem-se de elogios e dos olhares que teimam dizer que sempre são em sua direção. Bem no fundo, mas não admitindo, sabem que, sem os artifícios, são desprovidos de graça. E, para que isso não aconteça, lançam mão de qualquer aparato que os faça parecer melhor do que os outros e que esconda muito bem seus inconfessáveis defeitos.
Falam o que querem e quando querem, mas detestam ser contrariados. Provedores atentos de soluções estereotipadas para os outros, entoam, como um mantra, o conhecido “ah, se fosse comigo!”. Palpite é com eles; quase sempre iniciado com um surrado “não tenho nada a ver com isso, mas...”, seguido de um rosário de conselhos e sugestões. Adoram um fuxico e a oportunidade de destilar veneno e, com isto, autopromover sua imagem. Empenham-se tanto neste mister que nem percebem o quanto são ridículos e invasivos. Georges Elliot escreveu de forma simplesmente genial:
“abençoado o homem que, não tendo nada a dizer, se abstém de demonstrá-lo em palavras”. 
Abraham Lincoln foi mais fundo: 
“é melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida”.

(retirado do Jornal de Canela/RS - AnoXXV - edição 1304)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Reunião de Condomínio


Em mais de 10 anos que moro no mesmo condomínio acho que só participei de 2 reuniões, já nesse novo, meu futuro lar de mulher casada, antes mesmo de receber as chaves, já estou participando da terceira reunião em pouco mais de 1 mês.

Fico impressionada como tanta gente aparentemente inteligente se reune pra discutir tanta babaquice, quando apenas o bom senso e a educação resolveriam. Item por item da convenção foram sendo discutidos. Mais de meia hora foi gasta só para se discutir o item de proibição de bichos dentro das unidades autônomas. Pode ou não pode criar bicho dentro do apartamento? A mulher do meu lado esquerdo me confessa que veio do interior só pra saber isso, pois tem um cachorrinho e não larga ele por nada. 

Meia hora se passou e chegou-se ao consenso: Pode criar bicho dentro de apartamento. Mas aí alguém grita do fundão: "E cobra, pode?". Outro se empolga e comenta: "Então aranha também, não é?" Uma criança pergunta: "E meu rato branco"? Volta-se toda a discussão e muda-se o item, dessa vez proibindo a criação de animais exóticos, peçonhentos e silvestres. Pensa que acabou? Não. Dessa vez a mulher do meu lado direito reclama: "Então não posso trazer meu papagaio"? Outro questiona: "Tem licença do IBAMA"? E segue-se mais uma discussão interminável sobre leis ambientais e definições sobre o que é ou que não é um bicho exótico. 

O item seguinte era sobre quanto o síndico poderia gastar. Discute-se, discute-se. Já não basta a confusão, ainda aparece o vizinho advogado com sua prepotência inata (acho que prepotência deve ser uma cadeira da faculdade de Direito) que se levanta para dizer: 
"Incluso data venia, esse texto é de fácil redação, basta apenas retirar o parágrafo da alínea do inciso do item tal e escrever Ad referendum".
Que porra é ad referendum? O texto ficou mais confuso, mas o tal advogado falou com tanta propriedade que todos se calaram. Apenas a mulher do meu lado esquerdo foi honesta a me dizer: "Mulher, desculpe, eu sou burrinha, mas isso tem a ver com meu cachorro"? Eu ri e disse que sim, induzindo ela a levantar a mão para votar, em quê ela não sabe, e eu só sei que quando senti minha bunda ficar quadrada no banco duro do jardim, levantei e fui embora, pois naquele momento minha bunda era mais importante que a aranha da vizinha.

Falei e disse.

domingo, 29 de agosto de 2010

“Se me observa, diga-me. Porque quero entender essa sua obsessão, e comparar com a minha.”

sábado, 28 de agosto de 2010

Ele faz tudo ficar mais feliz

Só olhar para ele, sentar ao lado, ouvir a voz, faz tudo ficar mais feliz. 
Algumas pessoas simplesmente valem a pena.
Tati Bernardi