Muita coisa valeu a pena. Esse ano de 2011 foi atípico, diferente. Foi o primeiro ano de convivência com marido meu. Ano de decorar casinha nova. Ano de muitos passeios, viagens, festas. Ano em que fiz tudo que tinha vontade de fazer. Escrevi muito, estudei bastante (mas não o suficiente), fiz novos amigos, curti minha família. Ano da recuperação da saúde de meu pai, depois do medo terrível de perde-lo. Esse também foi o ano da minha "crise de identidade profissional", da certeza do que escolhi pra mim e de tudo que ainda posso ser. Ano de algumas lutas e muitas provações. Mas com certeza um dos anos mais felizes da minha vida.
sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Casa Grande e Senzala
Definitivamente Ouro Preto não é uma cidade que se possa conhecer de uma vez só, tamanha sua riqueza cultural e histórica. Já é a quarta vez que vou à cidade e sempre há mais coisas interessantes para se conhecer. Cá estou com os pés e pernas doendo de andar e subir ladeiras.
Dessa vez visitei também a Casa dos Contos e saí impressionada daquele casarão imponente. Reza a história que sua construção levou cinco anos (1782-1797), com o propósito de servir de residência para apenas um morador, o administrador de impostos da capitania de Minas, e seus quarenta escravos. Ele era responsável por arrecadar o "quinto" e enviar para a Coroa Portuguesa. A Casa dos Contos também serviu como carcere e em uma das celas o poeta e inconfidente Cláudio Manuel da Costa foi encontrado morto. Não se sabe se ele cometeu suicídio ou foi assassinado.
Caminhando por todos os aposentos da casa, em um dos andares me chamou a atenção uma privada de madeira. Achei rústica e de certa forma interessante. Dois buracos feitos numa tábua de madeira e elevados do chão. Olhei, por curiosidade, para dentro da privada e vi que o buraco era "sem fim". Profundo e escuro. "Será que o povo de antigamente defecava tanto assim, a ponto de ser necessário um buraco dessa profundidade"? Pensei e esqueci.
Dessa vez visitei também a Casa dos Contos e saí impressionada daquele casarão imponente. Reza a história que sua construção levou cinco anos (1782-1797), com o propósito de servir de residência para apenas um morador, o administrador de impostos da capitania de Minas, e seus quarenta escravos. Ele era responsável por arrecadar o "quinto" e enviar para a Coroa Portuguesa. A Casa dos Contos também serviu como carcere e em uma das celas o poeta e inconfidente Cláudio Manuel da Costa foi encontrado morto. Não se sabe se ele cometeu suicídio ou foi assassinado.
| Lateral da Casa dos Contos |
| Essas ultimas janelas são da senzala |
Sobe e desce, entra e sai de todos os ambientes, olha daqui e de lá, saimos da Casa Grande e chegamos no subsolo, a Senzala. Um Lugar tétrico. Escuro. Úmido. Fiquei imaginando 40 negros vivendo naquele ambiente. Deprimidos e maltratados. Feridos e humilhados. Empilhados naquele chão de pedra irregular, em condições subumanas. Não é a toa que eles morriam de banzo. Morriam de tanta tristeza.
Também estão lá expostas as ferramentas com as quais eles eram torturados e presos. Jornais antigos com recompensas para quem encontrasse negro fugitivos. Agora adivinhem onde era o final daquele buraco negro que os brancos usavam como privada? Exatamente. O final, a "fossa", acaba na entrada da senzala. A merda cagada 3 andares acima pelo homem branco, "educado", "polido", "inteligente", cai na casa do negro. É revoltante! Lá os escravos limpavam os excrementos e jogavam no rio. Aquilo que chamavam de cozinha dos negros também 'e um buraco esquisito com um forno de pedra em um dos cantos.
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| Não é permitido tirar fotos da senzala. Essa encontrei numa pesquisa pela internet. |
| Cozinha dos escravos |
O que mais me revolta é saber que, mesmo passados 3 séculos, ainda tem muita gente com esse mesmo pensamento.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Vem ni mim, 2012!
"Para sonhar um ANO NOVO que mereça este nome, você, meu caro, tem de
merecê-lo, tem de fazê-lo novo. Eu sei que não é fácil, mas tente,
experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e
espera desde sempre."
(Carlos Drummond de Andrade)
Uma agenda novinha em folha. Ansiosa para inaugurá-la. Já estou até pensando em novo template para o blog. Ano novo, vida nova!!! Novos projetos, novos propósitos, novos sonhos. Sonhos antigos realizados em 2011. Curtimos bastante nossa casinha e nosso primeiro ano de casados, agora tá na hora de sair da zona de conforto. A luta continua, companheiro! O trecho nos espera. Pedra que não rola cria limo, e eu detesto a cor verde. Vem ni mim, 2012!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Coiffeur Day
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Hoje foi dia de tratar dos cabelos. Corte, tintura, hidratação. Usando um novo produto chamado de Botox, esse é para os cabelos, e o tal do óleo de Argan. Uma maravilha! Agora mais loira e com franja. Ha-ha-ha! Coisa boa é ter cabeleireira particular - minha cunhadinha querida. Pena que more tão longe de mim...
De resto, chuvinha e friozinho. E sigo "escrevendo poesias para quem não sabe ler", tentando vencer a barreira inicial das 10 mil piores fotos. Essas fazem parte da série: Bucólicas.
p.s.: até a sogra entrou no projeto 10 mil fotos. Faz questão de ser modelo para as minhas fotos e ainda comenta: "O que deixa a gente feia é máquina ruim. Olha como fiquei bonita com essa sua". rsrsrs!!! Minha sogra é muito divertida, gente!
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Ouro de Minas
A garrafinha só me lembrou a música Sina de Djavan. E saí cantando a música rua afora. Água para hidratar, sorriso no rosto e alegria na alma.
Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, jazz
Tocarei seu nome pra poder falar de amor
Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, jazz
A luz de um grande prazer é irremediável neon
Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon
O luar, estrela do mar
O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria
Desse front virá lapidar o sonho
Até gerar o som
Como querer caetanear o que há de bom
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Por aqui, por acolá
Shopping em BH, Pizza em Ouro Branco, comprinhas em Lafaiete, fotografias em Ouro Preto. Um pouco de chuva e muito descanso em Santa Rita de Ouro Preto. Sossego. Minas Gerais é bom demais, sô!
domingo, 25 de dezembro de 2011
Natal em Minas
Nunca gostei muito desta data comemorativa. Sempre achei o dia triste e por alguns anos passei o dia sozinha, longe da minha família. No entanto, os últimos natais foram muito divertidos. A reunião com familiares, a ceia, as conversas e risadas tornam o dia especial. O natal desse ano foi assim também. Culto, jantar e muitas risadas. Apesar de estar longe dos meus pais, do meu irmão e das minhas primas, ver marido meu feliz, ao lado daqueles que lhes são especiais, me faz feliz também. Não tem presente melhor. Feliz Natal!
sábado, 24 de dezembro de 2011
Now Boarding Gate
Malas marcadas como Prioridade. Somos chiques demais! A viagem foi tão rápida e tão tranquila que não deu tempo de ler nem um capítulo do meu livro. Com 2 horinhas de vôo já estávamos em Belo Horizonte. Na esteira de bagagens uma moça me pediu "licençe"... e eu pensei, estou mesmo em Minas.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Preparativos para viagem
No que se refere a arrumar malas, não consigo ser virtuosa ou conseguir
excelência com a prática. Por mais que eu faça, ainda demoro e perco um
tempo terrível com elas. Aff! Mas, enfim, está quase tudo pronto. Mala cheia e... cadê espaço para os meus "bebês???
Amo viajar e para as Minas Gerais, mais ainda, fugir desse calor sufocante de Aracaju é uma delícia! A temperatura mínima aqui é a máxima de lá, 25 graus, podendo chegar a 15 graus à noite. Muito gostoso e elegante, vou poder usar minhas botas e meias. Sou dessas! Porque aqui, usar meias e botas só se quiser enchê-las com o suor que escorre pelas pernas. rs! No conditions!
E daqui há pouco... "Atenção tripulação para decolagem"...
E daqui há pouco... "Atenção tripulação para decolagem"...
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Presentinhos de natal
Bom, que toda mulher é louca por bolsa e sapatos, isso todo mundo sabe. Eu, claro, além de ser apaixonada por bolsas e sapatos, nutro uma obsessão quase doentia por filmes e livros. A-mo! Agora pense, ganhar isso tudo num pacote só, um big presente de natal, diga aí, é bom demais da conta, sô!
| Eita, papais nóeis bons! (Meu painho e marido meu que me presentearam!!!) |
- Ganhei bolsa grande para o dia-a-dia. A que eu mais gosto de usar estava horrorosa;
- Scarpin azul para minha coleção de sapatos coloridos;
- Filme Diário de uma Paixão, para minha coleção de filmes baseados nos livros de Nicholas Sparks (já tenho Um Amor para Recordar, Noites de Tormenta e Meu Querido John), além do livro A Última Música.
- 4 livros (são 2 em 1) das escritoras Danielle Steel (gosto muito) e Nora Roberts. Nunca li nenhum livro dessa escritora, estes serão os primeiros, vamos ver se são bons mesmo. Agora, somando estes, tenho só 10 livros na minha cabeceira para ler até o final de 2012. Um livro por mês será a minha meta. Ainda preciso de mais 2 para completar os 12. Alguma sugestão?
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Recomeço
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Cora Coralina)
Estou eufórica com as mudanças que o novo ano trará para nós. Mal consigo raciocinar direito. Assustada, mas feliz. :)
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Certeza
"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas a gente se sente sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza."
(Ana Jácomo)
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