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quarta-feira, 20 de julho de 2005

Feliz Dia do Amigo...


Para todos os meus amigos!

Mas hoje queria falar de dois amigos em particular, não fiquem enciumados porque todos são especiais pra mim.
Quero falar de um amigo que conheci há pouco mais de 1 semana, uma dessas pessoas de quem você simpatiza logo de cara.
Tenho certeza que todo mundo já conheceu alguém nessa situação, mas imagine ir com a cara da pessoa e no minuto seguinte descobrir que ela tem muita coisa em comum com você, melhor ainda, com você e com seu (sua) namorado(a) e mais, perceber que ele acha engraçado as idiotices que você fala e ainda acrescenta com alguma tirada espirituosa. Tá fácil? Pois foi assim com Hermeson.

Fábio, eu, Damaris, Suellen, Ellen e Hermeson


Cantor renomado, carreira em todo o país, dois Cds gravados, voz abençoada, super simpático. Estava visitando a igreja a convite do pastor Davi e sua família e ficou durante os três dias de conferência. Cantou, orou e riu muito com a gente. Sei que vai ser muito difícil outro final de semana desses, será difícil até mesmo encontrá-lo novamente, já que ele mora em outra cidade e passa o ano viajando pelo país, mas também sei que ele nunca será esquecido e sempre ficará guardado naquele cantinho dos nossos corações reservado a pessoas especiais.Desejamos o melhor da vida a ele.

Também queria falar da minha queria amiga Mad Maria, antigamente conhecida por Gláucia.
Como alguns sabem, eu e Gláucia trabalhamos juntas na DESO, época boa de "urêa seca", a gente ganhava pouco, mas se divertia. Eu acabei saindo da DESO, abandonei minha amiga à própria sorte e no final das contas Gláucia também pediu as contas pra trabalhar na construção de uma ferrovia em Alagoinhas/BA.
Ah, fizemos uma festa de despedida tão linda! O namorido dela foi um anfitrião tão animado (apesar de nunca passar a palavra aos convidados), o vizinho quebrou dois bancos, tadinho, nem era tão gordo, comi farofa com pimenta, fiquei sabendo de apelidos interessantes dos familiares da minha amiga, teve champanhe caro no telhado e na cara das visitas (vai entender), tomamos licor de D. Maria (era pra vender, mas Nel, ousada, fez a mulher abrir pra ela poder provar), conheci Shakira (a cachorra)... tudo tão lindo!
Terminamos o dia com a entrada da noite. Deixamos nossa amiga com acenos de adeus, olhos marejados, muitas lágrimas e desejos de Boa Sorte e muita saudade precoce.
Hoje ela tá lá, tadinha, na construção da ferrovia no meio de num-sei-quantos-homens, trabalhando de domingo a domingo, de sol à sol, tomando bronca, lerê-lerê, sem a cantina pra matar o tempo, sem corredor pra olhar a vida do povo, sem internet pra dar nó no trabalho, sem o verde dos jardins do DESO, sem amigos, sem o amor... ai! Amiga, notei sua voz triste no telefone, só te digo pra ter bom ânimo, como disse Jesus aos discípulos, "no mundo tereis aflições", mas um dia isso tudo passa e sei que você vai voltar com uma grande experiência de vida.
Ah, e se você vir o Fábio Assunção, diz a ele que eu e Nel mandamos um beijo, viu?
O melhor da vida pra você.

O melhor da vida pra todos.
Êêêêêêêêê!!!!!!

sexta-feira, 8 de julho de 2005



Quase 4 da manhã e eu aqui com insônia, dor de cabeça, sem conseguir pregar o olho.
Estava tentando entender porque o blog não mais me atrai, como não mais me atrai tantas outras coisas.
Vasculhando minha vida de um ano atrás, percebi como isso aqui era infinitamente melhor apesar da melancolia e da solidão, e como hoje é tudo tão diferente.
Antes parecia que as coisas ruins nunca teriam fim, que eu não seria capaz, que a solidão estaria sempre comigo e as ilusões que me acompanhavam.
Hoje pareço não ter mais ilusões, vejo a vida mais claramente, mas nunca mais achei uma letra de música ou uma poesia bonita pra colocar aqui... nunca mais achei nada interessante na minha vida pra escrever. Mas isso não me incomoda, absolutamente, me traz uma certa paz... ou não?
Deve ser por essas e outras que hoje não consegui dormir. Muita coisa pra mim já não é mais como era antes, e apesar da inquietude, não estou triste.
Hoje não suportaria mais o salário que recebia há um ano atrás naquele emprego de 6 horas por dia e tardes ociososas;
hoje não suporto mais uma igreja com tradições, religiosidade exacerbada, hipocrisia, falso moralismo, normas, ritos e formas;
hoje não suporto mais ficar remoendo um amor não-correspondido ou uma rejeição.
Não que eu esteja curada de tudo que sentia há um ano atrás, mas parece que hoje, apesar do mesmo medo, pareço ter mais coragem.
Ou não.

Falei e Disse.