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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

PERENE 

do Lat. perenne 
adj. 2 gén., 

que dura muitos anos; 
permanente; 
que não acaba; 
incessante; 
ininterrupto; 
contínuo; 
eterno; 

Por que pra mim tudo é tão efêmero? Isso é bom ou ruim?

terça-feira, 28 de agosto de 2007

CONDICIONAL (Los Hermanos)

Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo céu
Fiz de tudo cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios
E quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel é de cortar

Eu sei, é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu muito bem

Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés
Ondas pra levar
Deixo desvendar
Todos os mistérios

Sei, tanto te soltei
Que você me quis
Em todo o lugar
Li em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso

Eu sei, é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu...

O que eu queria,
O que eu fazia,
O que mais?
E alguma coisa a gente tem que amar
Mas o que, não sei mais

Os dias que eu me vejo só
São dias que eu me encontro mais
E mesmo assim
Eu sei também
Existe alguém pra me libertar.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Segunda-feira. Meio dia. Eu, enrolada dos pés à cabeça, dormia tranqüilamente o sono dos justos e sem peso na consciência, quando no meu celular toca a música estridente de Rocky Balboa (Pã-pã-pãããã...Pã-pã-pãããã...) 

- Alô... - atendo, com uma voz de preguiça. 
- Tá comendo azeitona, Número 4? 
- Tô dormindo... 
- E vai viver de quê, Número 4? 
- Tô procurando um homem rico pra me sustentar. 
- Vou começar a jogar na Loto agora!!! 

Rsrsrsrs!!! Aaaaamo gente espirituosa!!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Nada Sei(Apnéia) 
Kid Abelha 

Nada sei dessa vida 
Vivo sem saber 
Nunca soube, nada saberei 
Sigo sem saber... 

Que lugar me pertence
Que eu possa abandonar
Que lugar me contém
Que possa me parar...
 

Sou errada, sou errante 
Sempre na estrada 
Sempre distante 
Vou errando 
Enquanto tempo me deixar 
Errando 
Enquanto o tempo me deixar... 

Nada sei desse mar 
Nado sem saber 
De seus peixes, suas perdas 
De seu não respirar... 

Nesse mar, os segundos
Insistem em naufragar
Esse mar me seduz
Mas é só prá me afogar...
 

Sou errada, sou errante 
Sempre na estrada 
Sempre distante 
Vou errando 
Enquanto o tempo me deixar 
Errando 
Enquanto o tempo me deixar...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Consolando-me

Não sublimei o seu amor apenas renunciei.
Pois você disse uma vez: foi muito bom o que aconteceu;
sendo assim houve descaso,
você conformou,
não lutou e foi-se consolando.
Aprendi também a me consolar.

(Machado de Assis)

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Por acaso, bem por acaso, passeando pelo google, encontrei dois posts meus postados em outro blog. Dêem uma olhada... 

Karla Spader 06/2007 

Karla Spader 05/2007 

Só achei estranho porque acho que não sei quem é Karla Spader... fico feliz que tenha gostado dos meus posts, que leia meu blog, que copie dando os devidos créditos, mas eu jamais iria adivinhar que posts meus estariam sendo republicados... ah, por que não se apresentou a mim???

quinta-feira, 9 de agosto de 2007


Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei

(20 anos Blues - Elis Regina)

domingo, 5 de agosto de 2007

São mais de 5 hs. Já tomei banho e já vesti a roupa certa. Espero sentada... já me disseram que de pé cansa. 
Confesso que estou me sentindo ridícula, ou "rindícula", como diria uma amiga em comum. Eu bem sabia que no final dessa história só eu ia me dar muito mal, mas tanto ceticismo não me ajudou em nada. 
O que me mata é o silêncio e uma vontade de chorar sem ter direito, pois garotas grandes não choram.
Como diria Cecília Meirelles: 

"Encostei-me a ti, sabendo bem que eras somente onda.
Sabendo que eras nuvem, depus a minha vida em ti.
Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar quando caí...”
 

:( Fazer o quê, né? Acho que "tá na hora de morfar". De novo. 
Acabou. Boa sorte. 
Amo vc, viu?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

A Distância Entre Nós (Thrity Umrigar)

"Pensou que tinha se acostumado com a solidão da própria vida, que tinha aceitado aquele ponto anestesiado em seu coração, como se um médico lhe tivesse aplicado éter. (...) Talvez o tempo não cure as feridas de jeito nenhum, talvez essa seja a maior mentira de todas. Em vez disso, o que acontece é cada ferida penetra mais e mais fundo no corpo até que um dia você descobre que a própria geografia dos ossos – os traços do seu rosto, a forma dos seus quadris, o ângulo dos seus ombros, e também o brilho dos seus olhos, a textura da sua pele, a franqueza do seu sorriso – sucumbiu sob o peso das mágoas".
(pág. 65)

"Sabe, acho que ele poderia ter me ajudado... a enfrentar o que estava por vir na minha vida. Ele conhecia o segredo, sabe? O segredo da solidão. Como viver com ela, como enrolá-la no próprio corpo e ainda assim ser capaz de fazer coisas bonitas e coloridas como aqueles balões. E podia ter me ensinado, se eu tivesse pedido". (pág. 137)

"E, depois desse segundo funeral, depois que Pooja se transformar em cinzas diante dos meus malditos olhos, depois que eu tiver testemunhado o horror da minha própria filha morrendo diante de mim, vou querer derreter como gelo, vou querer desmoronar como um castelo de areia, vou querer me dissolver como açúcar num copo d´água. Vou querer parar de existir, entende? (...)
Uma mãe sem filhos, não é mãe de jeito nenhum. E, se não sou mãe, então não sou nada. Nada. Sou como o açúcar dissolvido num copo d´água. Ou como o sal que desaparece quando cozinhamos. Sou como o sal. Sem meus filhos, deixo de existir". (pág. 153)

"Para onde iam todas as lágrimas derramadas do mundo? (...) Se pudessem ser coletadas, poderiam irrigar os campos secos e esturricados da aldeia de Gopal, e outros tantos. Com isso, talvez essas lágrimas tivessem algum valor e todo esse sofrimento tivesse algum significado. Caso contrário, era tudo um desperdício, apenas um ciclo infindável de nascimento e morte, de amor e perda". (pág. 159)

"Ele não era exatamente o tipo de homem de quem se sente pena. Na verdade, olhando seus olhos tristes e delicados, o que se sentia era uma tristeza profunda, o tipo de melancolia que sentimos quando estamos num lugar bonito e o sol está se pondo". (pág. 204)

"O meu povo tem um ditado – principiou ele. – Os Deuses da Inveja percebem quando uma coisa é bonita demais. E aí­ têm que destruí­-la. Mesmo que seja sua própria criação, essa beleza desperta a sua inveja, e eles ficam com medo de que aquilo venha a ofuscá-los. E então destroem os próprios templos que construí­ram". (pág. 206)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Eu Quero Sempre Mais


Composição: Edgar Scandurra

A minha vida, eu preciso mudar todo dia
Pra escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos
Dos meus sonhos eu procuro acordar e perseguir meus sonhos
Mas a realidade que vem depois não é bem aquela que planejei

Eu quero sempre mais
Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais de ti

Por isso hoje estou tão triste
Porque querer está tão longe de poder
E quem eu quero está tão longe, longe de mim

Longe de mim
Longe de mim
Longe de mim