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sexta-feira, 28 de julho de 2006





"Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando por ali
Por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem".

(Onde Ir - Vanessa da Mata)




 


quarta-feira, 26 de julho de 2006



Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem


(Sophia de M. B. A.)

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Expert em micos


 
Tem gente que parece que é expert em pagar micos. Parece que tem prazer nisso e faz até questão de pagar, porque o mico é tão micado que só um especialista no assunto pra alcançar tal situação.

Minha cunhada, outra noite, foi jantar num restaurante chique com meu irmão. Ficou toda empolgada, fazendo pose de quem anda sempre em lugares daquele nível, e não sei como, não sei se foi a emoção, só sei que ela, estabanada, quando estava entrando no restaurante derrubou a bolsa.

Na queda a pobre bolsa se abriu e as coisas que estava dentro se espalharam no meio do salão. Um pacote de absorventes que ela tinha acabado de comprar escorregou pra longe. O que ela podia fazer? Toda envergonhadinha, só podia se abaixar e catar de volta o pacotaço e enfiar de novo na bolsa. Morta!

Outro dia eu saía do banheiro e o cara-mais-lindo-da-empresa estava saindo do banheiro masculino. Notei que tinha algo estranho naquela rapaz de cabelos negros e lisos que anda sempre arrumadinho. O que seria aquele ONI pregado na sua roupa?

Olhei bem e vi um pedação de papel-higiênico pendurado no cós da sua calça. O mais engraçado foi vê-lo andando todo formoso, ensacadinho, sem perceber a tira de papel comprida, parecendo um rabo, presa na calça, a balançar no ritmo do seu passo.

Meu colega que também ia saindo do banheiro quando viu aquilo franziu o cenho, olhou direito, olhou pra mim, olhou pra o rapaz e caiu na risada. Saiu correndo pra espalhar para os colegas. Gente ruim!

Não acompanhei o desenrolar dos acontecimentos, daí não posso contar se alguém tirou o rabo dele, se ele mesmo percebeu, ou foi pra casa assim mesmo, todo concho.

Sorte dele que o papel estava limpo. Agora como é que aquele negócio foi parar lá? Não quero nem imaginar onde estava um das pontas do papel.

Tem gente que sabe mesmo como pagar um belo mico.

domingo, 23 de julho de 2006


" (...) cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquela fato sem explicação que iguala tudo que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo que é vivo, morre (...)"
Ariano Suassuna - O Auto da Compadecida.


Acordei pra ir direto ao enterro de uma tia de Fábio, uma senhora de sessenta anos que morreu da noite pra o dia.
Em dois anos, desde que comecei a namorar Fábio, esse é o terceiro velório que vou com ele. Coisa triste.
Depois da sexta-feira de opressão em que meu chefe teima em me tratar com uma débil mental, um sábado que só foi divertido à noite, e um domingo estranhíssimo, estou agora me sentindo justamente do jeito que sempre odeio me sentir.

Dia frio, escuro e chuvoso.
Aquela chuvinha fina que não pára de cair.
Uma tristeza aqui dentro.
A indecisão e a incerteza de sempre.
A opressão de agora.
De repente as coisas ficaram sem graça novamente.
Tento sorrir, mas é em vão.
Parece que na vida estou sempre buscando fugir da depressão,
mas ela está sempre dentro de mim,
meio escondidinha entre um sorriso fugidio e alegrias voláteis.
E a saudade de tudo que ainda não vi e nem consegui,
e talvez nunca consiga.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Em boca fechada não entra mosquito



Mais uma história que poderia ser da série "Não me faça te pegar nojo".



Em boca fechada não entra mosquito
Eu sou uma pessoa com um senso de humor que muitos estranham. Muitos que não me conhecem. Eu sei que sou assim, como já me disseram: "Não é o que você fala, mas COMO você fala". Isso pra mim é desculpa de pessoa recalcada e complexada que não agüenta ouvir nada. Ou talvez meu humor seja negro, sei lá.
Só sei que por saber que sou assim, eu prefiro muitas vezes ficar caladinha quando estou num ambiente onde ninguém me conhece ainda. Mas ninguém agüenta ficar calada a vida inteira, então de vez em quando, ou quase sempre, eu falo e acabo dando uns forões por conta disso.


Já aconteceu aqui no blog. Chamei a mim mesma e as minhas primas de "vacas" - forma carinhosa de nos comunicar, e um babaca da igreja se doeu e resolveu que, por ser obreiro da Reforma, deveria me dar uma lição de moral, mesmo que anonimamente e com infantilidades. Acabou que a baixaria foi grande. Enfim, o blog é meu, as primas são minhas, e eu falo o que eu quero, como eu quero e quando eu quero. Ninguém tem nada a ver com isso.


No trabalho eu entrei e fui logo oprimida pelo meu feitor. Fizeram me passar pelo teste do ar-condicionado, ou melhor dizendo, teste do frigorífico, e eu não podia me levantar pra fugir do vento gélido, tinha que ficar grudada na cadeira, "produzindo", como uma máquina. Sendo assim, eu era uma pessoa calada, taciturna, quieta, triste. Algumas pessoas acharam que eu era assim mesmo, e quando me viram rindo e brincando estranharam. Fui chamada de "engraçadinha", dê dinheiro, mas não dê ousadia, recebi algumas lições de moral e a vida seguiu.


Eis a conversa que se deu por e-mail, quase na íntegra.


Alguém manda e-mail pras colegas na hora do almoço: "Atenção, atenção, tá quase na hora do almoço. E ponto final".
Outra responde: "Parágrafo: o que acham de 12:15?"
Eu digo: "(vírgula e travessão) Acaba sendo12:30 mesmo pq Fulana sempre se atrasa (hehehe!!!)"
Fulana responde: "Mas olha a audácia da outra... Há um mês atrás nem abria a boca pra falar nada, agora já está querendo dar uma de engraçadinha... É como dizem, dê dinheiro, mas não dê ousadia..."
E eu: "Piu!" (calei a boquinha)


Até aí tudo bem. Outro dia foi melhor.
Uma amiga conta que saiu da academia e foi jantar com o marido. Esqueceu os tênis e acabou indo com a bota do trabalho e a malha da academia, uma coisa linda. Eu, claro, rindo e achando tudo engraçado, brinco na hora do almoço:


"Ainda bem que não foi almoçoar comigo de malha de academia no meio da canela e essa bota de segurança linda!
Porque se fosse assim eu preferia almoçar sozinha".



E a pessoa responde:
"Obrigado pela consideração mas mesmo assim não to nem ai, porque aparência de roupa não quer dizer nada, meus valores não estão na vestimenta muito menos em um par de bota, (quando se gosta da pessoa e reconhece seus valores isso não tem importância ) a não ser que eu estivesse nua.
Quem poderia se incomodar nem ligou, foi o meu maridinho, comi e paguei do mesmo jeito que se estivesse com sapato de ouro."



Eu, de novo, "piu".


E teve mais:
Reclamei que estava fazendo um trabalho chato e o meu colega disse: "Chato é o meu, que tenho que refazer a mesma coisa trilhões de vezes".
Eu respondi: "Colega, está desmerecendo a chatice do meu trabalho?"
Outro colega, se mete na conversa e vem dar lição de moral: "Ele não está dizendo isso. Não deturpe as palavras dele. Eu entendi exatamente o que ele disse e blá-blá-blá".
Ô, colega, se mete não na conversa alheia que não lhe diz respeito!


Mas será que as pessoas ao meu redor são estressadas ou sou eu que não estou entendendo o senso de humor dos outros?


Piu.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Vazio


"Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais mas sabe menos do que eu
porque a vida só se dá pra quem se deu
pra quem chorou, pra quem amou, pra quem sofreu.
"

(Vinicius e Toquinho)


Eu ando vazia.
Nem amando, nem odiando.
Nem triste, nem alegre.
Vazia.
O sorriso é sem graça, a pele macia arranha, os beijos não têm gosto, abraços não acolhem
O verde não me encanta, os olhos não brilham pra mim.
Estou sem alma...
Talvez seja melhor assim.
Talvez.
Mas hoje uma esperança entrou voando pela minha janela.
Veio junto com o vento frio.
Entrou e se apoiou na minha parede cor de canela.
Corri achando que fosse algum inseto asqueroso.
Fugi da Esperança, como se fosse um bicho horroroso. 

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Copa do Mundo 2006

(comentários tardios)

É, acabou cedo.
Eu nem vou comentar aqui de quem foi a culpa da derrota do Brasil. Se foi culpa do Parreira, da Palmeira ou do Coqueiro. Se foi culpa do estrelismo dos nosso jogadores-estrelas, a mim não importa, perdeu, tá perdido. Mas perdeu feio, hein?
Eu só lamento que quando eu estava começando a xingar durante um jogo com um verdadeiro torcedor-homem, aí acabou.
Eu e as meninas começamos como "eita" - interjeição feita quando algum gol era perdido, no segundo jogo já saiu um "eita, bexiga!" e até o "eita, c@&@lh$!" ainda tinha mais alguns jogos.
Minhas primas ainda estavam tentando entender a diferença entre escanteio e tiro de meta, enquanto eu ainda tentava explicar a elas. Infelizmente vamos ter que esperar pra próxima Copa.
Fora isso, diante de tantas pernas torneadas, homens fortes e italianos bonitos, eu já estava pensando em deixar de ser engenheira pra virar Maria-Chuteira, fico só imaginando a PJ que receberia de um desses, mas acho que não tenho vocação.

Mudando de assunto,
Depois do post "Magrinha-Rabudinha", recebi vários telefonemas com amigas me contando as presepadas que os paqueras, namorados ou maridos já falaram pra ela. Eu só queria entender porque existe homem assim.
Que qualidade de homem mandaria um torpedo pra uma paquera, dizendo: "Beijo na Xota!"? Será que ele acha que assim vai conquistar de vez? Só de escrever já me bate uma vergonha, agora imagine a garota toda feliz: "Ah, recebi um torpedo do meu amor" - e de repente lê isso?
Que tipo de marido falaria "Pula, pula, macaquinha!" bem na hora do "vamo ver"? Rapaz! Macaquinha? Foi demais!

ISSO É QUALIDADE???!!!!

quinta-feira, 6 de julho de 2006


"A vida não é quantas vezes você respirou, mas os momentos que tiraram o seu fôlego".
Como uma mulher deve se portar se lhe contam que um cara lhe chamou de "magrinha rabudinha"?

a) fica lisonjeada, enfim, foi apenas um comentário sobre um de seus "atributos".
b) morre de vergonha, porque que qualidade de homem falaria uma coisa dessas?
c) morre de raiva, porque ninguém lhe admira por ser inteligente e sim por aspectos físicos menos relevantes.
d) não dá a mínima, porque isso é comentário de homem sergipano machista e superficial que só merece ser tratado com indiferença.
e) nenhuma das anteriores.

Enfim, existem comentários piores.

terça-feira, 4 de julho de 2006



Olha o que eu achei! Tinha que ser coisa de Kedma.
Essa escrevia bilhetinhos até em papel higiênico.
Nesse tempo ainda aceitava seu nome esdrúxulo com dois m´s.
Isso há 11 anos, do túúúúúúúúnel do teeeeeeemmmmpoooooo!!!!!!
E há 11 anos nasceu a coisa linda de Titia: Milena.
A cada dia que passa fica mais gostosa. Eu não sei como uma criança tendo uma mãe doida, um pai demente e tias malucas pode ser tão centrada. Tenho certeza que quando ela crescer vai ser uma moça fina e educada, verdadeira Top de Linha.
Parabéns, Mimi, sua tia-madrinha te ama muitão!!!!!!!