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quarta-feira, 31 de março de 2004

Cair na escada é comigo mesmo. Já estou até acostumada.
Outro dia, subindo as escadas conversando com meu irmão, do nada, escorreguei e caí. Ele nem percebeu logo, continuou subindo, conversando comigo, depois silenciou, parou, olhou pra trás, olhou pra baixo, só me viu já sacudindo a poeira e dando a volta por cima, e exclama: "Oxe?!"
Outra vez, já atrasada pra o trabalho, descendo as escadas na maior correria, bolsa pendurada num braço, pasta numa mão e celular na outra. Tinha que desmarcar a minha aula de piano antes que esquecesse. Resultado: escorreguei num degrau, caí sentada e ainda desci uns quatro degraus quicando com uma bola. Terminei sentada no último, com tudo nos seus devidos lugares, bolsa no braço, pasta numa mão e celular na outra. Minha vizinha, que no exato momento estava saindo de casa, corre pra me socorrer: "Menina, cuidado! Se machucou?" - e eu, categoricamente chique e envergonhada: "Não, não. Sentei aqui só pra telefonar".

Por falar em cair, lembrei logo da Espalhafatosa - a menina que quando era um bebê, a mãe derrubou dentro de um ônibus, deixou rolando de um lado pra outro e nem viu, só quando o cobrador a acordou pra perguntar se a criança no chão era dela.
Pois, a Espalhafatosa é cômica, mas de vez em quando baixa um santo meio sério nela.
Eu e a dita cuja no shopping Rio Mar num domingo desses. Compramos um refrigerante cada e a mulher dá o troco em moedinha novas, lindas, brilhosas e reluzentes, tanto pra mim quanto pra ela Eu, bobinha, falo: "Ói, Manu, que lindas!" - e ela acrescenta: "Também achei, mas pensei que ficava ridículo comentar."
Silêncio. Eu, olho pra ela, ainda com as moedinhas reluzentes na mão, com cara de quem diz: "Como assim, Bial?"
E ela me olha, com um cara cínica de quem diz: "Ih, foi mal!"

Falei e Disse.

Não acreditando que Melele me chamou de ridícula! Bruuuta!

terça-feira, 30 de março de 2004

(Des)aventuras

Gruta azul, linda, mas cheia de abelhas na Chapada Diamantina/ BA
Quando me falta a criatividade sobre o que escrever, sabe onde me inspiro? Nos blogs dos outros, claro! É verdade que até no mundo blogueiro, nada se cria, tudo se copia.
Hoje a inspiração veio de dois: o blog do casal apaixonado Heider e Laine e o blog da Bella Barborg. O post inspirado nesse último foi para o Tops de Linha. Vão lá conferir!
Estava olhando as fotos de um dos passeios do casal ao Rio de Janeiro, a aventura de subir o morro da Gávea e fiquei babando, doida pra estar ali também. Até brinquei com uma colega dizendo que o máximo que podia fazer aqui era subir a Serra de Itabaiana, mas já me disseram que lá também é muito massa.
Eu tenho um espírito aventureiro, ecoturismo é comigo mesmo, sou a própria Indiana Jones! Dinheiro não, mas ousadia pra essas coisas eu tenho demais. No entanto, sou medrooooosa, mole e reclamona. Morro de medo de altura, de cobra, de abelha, maribondo, sapo, de me machucar... e é o que mais acontece, e só acontece comigo.
Uma vez fiz um passeio à Chapada Diamantina. Tinha uma tal de Gruta Azul, com águas límpidas e de coloração azulada onde todo mundo tinha que ficar calado pra que as abelhas, habitantes do local em sua grande maioria, não atacassem. Agora eu pergunto: quem foi a única pessoa a ser picada? Vocês acham que jacaré foi picado? Não, mas eu fui.

Outra vez em Paulo Afonso. Eu queria por que queria ir para o tal do Paraíso. Realmente um lugar paradisíaco no fundo do Canyon do São Francisco. Insisti com minhas primas que decidiram me levar pra um dos paraísos mais próximos e menos difícil de se chegar. Bom, descemos um paredão de cascalho escorregando mais que tudo, uma altura que me deixou meio tonta e já no final, já vendo as águas verdinhas do São Francisco me convidando para um mergulho, ao passar por baixo de uma cascata, quem foi a única pessoa que escorregou no limo, caiu, se arranhou toda e ainda tomou um murro na cara de quem tentou ajuda-la frustradamente?
 
Canyon do São Francisco em Paulo Afonso. Ao fundo a Furna do Morcego que servia de esconderijo ao cangaceiro Lampião.
Sem falar no carnaval, que fui para o sítio, para o Brejinho da Serra com meu pais. Toda de salto plataforma... imagine! Nem preciso dizer que não conseguia me equilibrar, virei o pé várias vezes e quando decidi trocar a sandália, meti a testa nos galhos do umbuzeiro. Calculei mal a distância!
Também teve programa de índio, literalmente falando. Inventaram de subir a serra pra ver o local da casa da minha bisavó. Todo mundo fascinado e saudosista e eu reclamando porque tinha pisado nuns espinhos, sem falar que por duas vezes me livrei de me queimar nas faveleiras. Reclamona! Quando chegamos em cima, minha prima Dandinha, super consagrada, cantava hinos com o olhar perdido no horizonte e eu perguntei esbaforida: "Me diga uma coisa... (pausa pra respirar)... porque é que você gosta tanto de mato?" -e ela me responde: "Porque assim posso ver melhor as obras das mãos de Deus!". Tive que me calar e aproveitar a vista, que, diga-se de passagem, era realmente divina.

Falei e Disse.
E continue votando em mim. Aqui, ó! E ainda não sei qual é o prêmio...

segunda-feira, 29 de março de 2004

Concurso Miss Scone



Hoje eu vou implorar a atenção e o voto de vocês para o Miss Scone.
Acesse o blog do Scone e votem em mim!!!!! Pliiiiisss!
Eu nem sei quais são os critérios nem muito menos qual é o prêmio, sei que não é eliminação do Big Brother, então os R$500.000 não estão em jogo, mas espero pelo menos ganhar a coroa pra derreter, vender o ouro e comprar um carro, pois estou como o Cidadão de Zé Ramalho, pra trabalhar "pego quatro condução, duas pra ir, duas pra voltar". Fora isso só em receber o buquê de rosas pela primeira vez na minha vida já é grande emoção.
Então, eu imploro, acessem o blog e VOTEM EM MIM! Basta clicar aqui, aqui ou aqui.
Já sou Soberana, Top de Linha, já li o Pequeno Príncipe e pra ser Miss só preciso do empurrãozinho de meus amigos... faço qualquer coisa pelo voto de vocês, lavar penicos, dar banho em cachorro, ser escrava por uns dias... o que for.
Sei que poderei contar com ajuda de vocês.
Falei e Disse.
Já treinando aquele tchauzinho característico e o sorrisinho discreto. Lágrimas nos olhos também, claro!

domingo, 28 de março de 2004

Historinhas


De repente escrever no blog deixou de ter graça. Sento aqui e fico pensando numa coisa interessante ou engraçada pra escrever, mas não me aparece nada, nenhuma história... quer dizer... até que têm histórias, mas parece que minha criatividade está se esgotando, não consigo fazê-las engraçadas.
Até pensei em também deletar esse blog, mas não vou ficar ameaçando, quando me der essa louca, venho aqui e deleto sem muita enrolação, como fez minha amiga Sarah com seu blog. Meus amigos não comentam mais como antes, apenas 1, 2 ou 3 comentários, não tenho mais tantos acessos, amigos sempre presentes estão sumindo... tô me sentindo abandonada!
E a dúvida persiste... será que estou apaixonada? Sim, sempre. Mas por quem estou apaixonada???? E haja especulações! Uns acreditam piamente que eu esteja apaixonada por algum outro amigo blogueiro... não, não... por que estaria? E por quem estaria?

Hoje alguém que já esteve bem presente nas entrelinhas desse meu blog apareceu, ou melhor, me ligou à noite... meu amore... pra quem eu deixava poesias e frases implícitas que só ele entendia.Mi amore... o tempo passou, ele apesar de ter ficado mais perto, acabou mais longe de mim... ninguém sabe por quê...

Epigrama nº2 (Cecília Meireles)

És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir, e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.


Felicidade, és coisa estranha e dolorosa.
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo, despovoado e profundo, persiste.

Estou me sentindo como se estivesse num teatro lotado assistindo algum peça de comédia. As pessoas riem de coisas banais e eu ali, indiferente. Usando uma dessas máscaras de alegria pra esconder o que realmente se passa.
Um amigo imaginário (ou não) olha pra mim e diz: "notei que você está triste, não gosto de ver você assim, fique bem!" - mas eu não estou triste... ou estou? Vazia talvez. Quem sabe ocupada demais. E ainda não encontrei que rumo dar a minha vida e a esse blog também.
Mais uma criste existencial? Talvez.
Mas como eu sei que é chato ficar lendo lamúrias de gente assim, aí vão umas historinhas que deveriam ser engraçadas. Se quiserem rir pra agradar a amiga, ótimo! Se não acharem graça (são histórias idiotas), façam como eu, assistam ao espetáculo indiferentes e apáticos.
La Cucaracha 2 - a missão

Entrei numa casa e encontrei um daqueles adesivos: "Caça-Baratas Detetização: Ambiente Imunizado" . Até aí tudo bem, se não fosse pela barata nojenta que descansava sossegadamente ao lado do adesivo.

The aligator 

Fui visitar umas estações de tratamento de esgoto com a turma da faculdade. Nunca vi tanto cocô, tanto dentro das lagoas e dos tanques de aeração, quanto fora deles, cocô de gente, de cavalo, de boi e até de jacaré. Isso sou eu que tô dizendo, deduzindo depois que me disseram que um jacaré morava naquelas lagoas, alimentando-se daquela nojeira toda. Eca! E pensar que eu amo essa área de Saneamento.

A Fantasma se diverte

Ontem à noite, lá pelas tantas da madrugada, acordei pra ir ao banheiro. Quando abria a porta sossegadamente, dei de cara com alguém que vinha caminhando pelo corredor em passos lentos, com uma camisola branca. Meu susto foi tão grande que senti todos os pêlos do meu corpo se arrepiarem. Dei um grito surdo - Uuuuuh! - e quando o fantasma começou a rir foi que percebi que era a minha mãe (vivinha, claro!). Que medo miserável! Eu míope de doer, no escuro, como ia perceber?
Hoje minha mãe ainda rindo, contou uma história de família (essas histórias passam de geração em geração): um primo dela saiu pra caçar cotia no mato com outro amigo. Assim que avistou um animal saindo correndo de dentro de uma moita, gritou para alertar o amigo: "Cotia!" - e logo em seguida, percebendo que era uma raposa, e não uma cotia como pensava, deu um grito horrendo de medo: "Rapoooosa!" - esse é que é um caçador valente!
Até hoje os primos riem dele com essa história. Uns dizem: "Cotia!" e outros respondem: "Rapooosa!"

Falei e Disse.
Contando histórias sem graça. Perdoem-me a falta do que dizer.
Beijinhos!

sexta-feira, 26 de março de 2004

Inscrição na Areia

Mais poesia de Cecília Meireles... e será mesmo que estou apaixonada? Logo eu que nunca fui chegada a amores platônicos... não, não..


O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!

Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?

O meu amor não tem
importância nenhuma.

(Inscrição na Areia-Cecília Meireles)

terça-feira, 23 de março de 2004

A história do Taj Mahal




Acho que vou começar mais uma série:


Homens...
eles também amam ou será mais uma de suas mentiras?

Vou começar contando a história de Shah Jahan (ou Shahab-u-Din ou Príncipe Kuran) que era um metido a gostosão lá da Índia. Ele governava um vasto império muçulmano e se acha o tal, tinha um harém com 300 mulheres. Imagine! Nem sei como ele dava conta de tanta mulher, mas isso não vem ao caso, o interessante é que com 21 anos de idade se apaixonou perdidamente por uma mulher (dizem que era uma das mulheres do Harém) chamada Arjumand Begum, parou de galinhar (ou não?) e acabou casando-se com ela e tiveram muitos filhos.
Eles passaram 17 anos juntos, e Arjumand sempre foi companheira e amiga em todos os momentos. Estava sempre com ele no palácio, no campo de batalha e até no exílio, ao seu lado, por oito anos. Ele a amava tanto que passou a chamá-la de Muntaz Mahal, ou seja, a Escolhida do Palácio.
No entanto nessa história de amor eles não foram felizes para sempre, porque Arjumand morreu ao ter seu 14º filho. Jahan ficou tão triste, mas tão triste, que dizem que em poucos meses seus cabelos ficaram completamente brancos (que nem a Doida do Cais). Ele ficou amargamente arrasado, ficou praticamente louco e resolveu então perpetuar a lembrança da amada.
Contratou um arquiteto persa e fera, um tal de Ustad Isa, e botou pra lá, mandou-o fazer um túmulo, ou melhor, um mausoléu (nome chique!) todo em mármore, com cúpulas brancas translúcidas, minaretes graciosos, pedras preciosas... tudo muito lindo. Ele disse ao arquiteto que queria algo tão belo quanto sua amada era linda, tão delicado quanto ela era, imagem e alma de sua beleza. E foi assim que o Taj Mahal (Coroa de Mahal) surgiu, mais tarde sendo declarado uma das 7 maravilhas do mundo.
Esse mausoléu foi construído em 22 anos (de 1632 a 1653), e imagino que o amor de Jahan não tenha diminuído com o passar desses anos, tanto que ao término ele queria construir outro, dessa vez em mármore preto para que fosse o seu túmulo, mas seu filho Aurangzeb o impediu, internando-o no forte de Agra de onde contemplava o Taj-Mahal, a sua lembrança de amor.
Que história linda, né? E até hoje os restos mortais de Jahan e Arjumand estão no Taj Mahal, um ao lado do outro.
O poeta Rabidranath Tagore chama o Taj Mahal de "uma lágrima na face da eternidade" - que lindo! Quase verti uma lágrima também!

Fico imaginando... o que tornou essa mulher tão especial?
O que fez com que ela se destacasse no meio de tantas outras?
Qual foi a fórmula que ela usou pra fazer com que coração do príncipe mulherengo fosse só dela?
Alguém tem uma explicação pra isso?
Quem souber me diga.




E leiam e comentem o Tops de Linha, ok?
Falei e Disse.
Louca pra sabe qual é o diferencial!!!!!

segunda-feira, 22 de março de 2004

Sem inspiração.

Pra não perderem a viagem, leiam-me em Tops de Linha

sábado, 20 de março de 2004




Epigrama Nº 8

(Cecília Meireles)

Encostei-me a ti, sabendo bem que eras somente onda.
Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti.

Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar, quando caí.
Show do Diante do Trono - Muito massa!!!
"Quero me apaixonar por Ti outra vez, quero me entregar a Ti mais e mais, Senhor... leva-me de volta ao meu primeiro amor..."


Cantei demais. Tirei um monte de fotos do show e com minhas amigas, mas infelizmente a minha câmera sumiu com o restante das fotos. Ah, sem falar que a minha câmera foi trocada na assistência técnica e me enviaram outra pior do que a minha. Eu mereço! Lá vou eu ter que me estressar com Procom.

quinta-feira, 18 de março de 2004

Ê, meu amigo Charlie Brown





Meu amigo Gil.

É, vou falar desse que escreveu os textos dos posts passados.
Eu poderia reclamar, dizer que ele deeeemorooooou demais pra sair do virtual pra o real, mas não vou dizer isso, vou preferir lembrar de que tudo acontece no tempo determinado, e agora que "você veeeeeio!", mesmo que se vá pra longe, vai estar sempre comigo.
Costumo dizer que as pessoas de quem eu gosto sempre vão embora. Meu amigo Marcus foi pra longe, agora meu amigo Gil, é sempre assim... mas nem por isso deixa de ser tão bom.

Ah! Meus presentes!
Já fui gostando de cara do embrulho. Sou criança mesmo!
Como meu amigo é culto e podre de chique, me deu um livro e três, sim, três Cds. Músicas com poesia. Ou seriam poesias musicadas? Sei que amei, amei, amei... e mais um amei pelo livro. Fiquei emocionada, sem saber o que dizer, não esperava tanto. Vou sentir muita saudade das nossas conversas no msn , das músicas que me mandava (mas pelo menos tenho 3 Cds pra ouvir até enjoar, ou não, como diria Caetano) e... é tão bom saber que ainda existem pessoas com coração tão bom e tão puro. Eu sei que você volta em um mês pra depois ir embora de vez, mas vou sentir falta mesmo assim, deixe!

Historinhas da vida real

Dois amigos conversando sentados num banco embaixo de um poste. A luz de repente se apaga e o rapaz fala:
-Ih, rolou um clima!
-Já pensou se a gente começasse a se agarrar aqui? - ela insinua na brincadeira
-...não... (silêncio)
-(mais silêncio) ...Não? Por quê? - ela olha indignada - Não me acha atraente?
-Não, não é isso.
-Ah, bom.
(silêncio)

Pra quem acha que não existe amizade entre homem e mulher. Existe, sim, viu?

Falei e Disse.
Querendo já chorar de saudade. É que sou chorona mesmo.

"Lembrar é o nosso final feliz
você vai lembrar...vai lembrar...sim...
você vai lembrar de mim"

(Nenhum de Nós)

quarta-feira, 17 de março de 2004

Como dizem por aí: "quem não tem amigos, passa maaaaal!!!!"

Você acha que minhas amigas me deixaram curtir um final de semana solitário e deprê?
Você acha que elas me deixaram chorar sozinha, trancada no meu "apertamento", sem ninguém ao meu redor ou mesmo na net? Você acha?
Uma liga e me chama pra ir a uma formatura: Vamos! Vamos! E eu dou minhas desculpas: tô sem dinheiro, meu cabelo tá um porcaria, não tô com espírito pra festa. E ela diz: É? Vou ligar pra Kedmma. E Kedmma me liga: Vamos! Vamos! E eu continuo repetindo: Tô sem dinheiro - eu te empresto! Meu cabelo tá uma porcaria - a gente dá um jeito! Não tenho nenhuma roupa de festa - Tem sim, e traz aquele vestido pra mim! E lá fui eu. Ficamos até às 4 da manhã. E foi cômico, apesar da gente ter até chorado. Só sei que passei maaaaal, precisei merrrrrmo de um médico... que estava lá, lindo, de terno, com uma loira ao lado. Judiação!
Cômico foram os rapazes (mon Dieu, bregas de doer!) se aproximando da gente e Manu dispensando:
-Posso conhecer vocês?
-Não. - Assim, curta e grossa. Bruuuuta!
Outro se aproxima, me chamando pra dançar. E Manu :
-Sai, sai. Chispa. Não tá vendo que ela não quer? - Esse estava bêbado de cair.
Kedmma ficou consolando outro, mais bêbado ainda, que tinha terminado o namoro. E a namorada estava lá, adulando o pobre, fazendo carinho, dançando pra seduzi-lo. Uma menina com corpo mal feito. E Kedmma, aproveitando o som alto, gritava: Sai, Prosdócimo! Nem pra Brastemp você serve.
Trágico foi o tio de Manu ir falar palavras bonitas, de carinho, pra ela. A gente começou a lembrar da época em que saímos de nossa cidadezinha, deixamos nossas vidinhas de filhinhas de papai e fomos nos aventurar na "Cidade Grande" - leia-se aqui Aracaju. Ah, quase esquecia: Parabéns, Aracaju, pelos seus 149 anos (acho que é isso!). Eu te xingo, mas você sabe que eu te amo!.
Lembrando disso tudo, e misturando as recordações ruins dos dias de solidão... as choronhas, eu e Manu, vertemos algumas lágrimas, enquanto ríamos sem parar: "Você tá rindo ou chorando?" - foi o que ela me perguntou. É que meu riso é tão fácil, que até triste, ele teima em aparecer.
No outro dia, você acha que minhas primas me deixaram ir pra casar? Que nada! Vamos pra praia? Vamos! E lá fui eu. Mar maravilhoso, sol, areia, e só ouvindo as lamúrias das meninas super mal-amadas. Ninguém merece!
Cheguei em casa à noite. Morta de cansaço e fui dormir. É assim sempre: "às vezes eu quero chorar... mas o dia nasce e eu esqueço."

E desde antes de ontem que meu dentinho dói. É o dente do juízo e não sabia que doía pra ficar adulta.
Sou manhosa mesmo, e daí? Tava até suportável quando o pescoço começou a doer e ficou tudo escuro cheio de luzes pequeninas brilhando na minha frente. É assim, quando sinto uma dor forte, passo mal mesmo. Como na vez quem que tive um torcicolo e não podia deitar, nem sentar, nem levantar sem a ajuda de alguém. Tudo ficou escuro, fiquei vendo por alguns minutos o teto abobadado do Moviecom, que é preto e cheio de luzes brilhantes. Outra vez, no trabalho, senti uma cólica tão grande e tudo ficou como o teto do Moviecom. Seria mais emocionante se eu desmaiasse, né? Mas, como disse Manu, pelo menos é romântico, o teto do cinema do shopping Rio Mar é tão bonito...
Bom, só sei que doeu (e ainda dói) e eu corri primeiro pra mainha. Depois lembrei do meu amigo dentista que me passou um remédio. Manu, me liga, me lembra: "esqueceu que aqui é casa de médico?" e me manda o remédio e mais outro pelo motoboy. E agora tô melhor.
Sou adepta do ditado: "uma mão lava a outra", "é dando que se recebe", e mais: "o importante não é saber, é ter o telefone de quem sabe". E enquanto eu tiver amigos assim, chiques, tops de linha, não vou passar mal merrrrrmo!

Falei e Disse.
Esperando meu amigo Gil que disse que tem presentes pra mim. Oba!

terça-feira, 16 de março de 2004







"A melhor forma de encontrar um amor é não procurá-lo; basta deixar-se de alma aberta, com o corpo à deriva no mar da vida".


Aí vai o final do texto do meu amigo.
Sem comentários hoje porque uma dor de dente, misturada com uma íngua que se alojou no meu pescoço não me permite pensar.

"Por incrível que pareça tem sido assim... vejam como funciona: o homem diz: ' vamo pro motel??' e aí vem a cabeça da mulher: 'se eu disser que quero ele pode me achar fácil... mas se eu disser que não ele pode me achar difícil...o que faço meu Deus?!?!'... e a mente do cara fica maquinando 'se ela for, é do tipo guerreira... se não for, tá fazendo doce!!!'. E aí?? Qual a saída??? Ir ou não ir, no caso das mulheres??? Fazer ou não fazer um convite desses, no caso do homem??? Definitivamente, não sei qual a resposta. Acho que tem que haver um meio-termo... se a mulher tem confiança no cara que vá na 1ª vez... e se o cara realmente tiver a fim de algo mais que sexo, ter no 1º, 2º ou 3º encontro pouco importa... mas nada impede de ter no 1º.
Uma coisa ao menos eu sei: ninguém tá conseguindo remar contra a maré e desafinar no coro dos contentes. O negócio é ser putão ou piriguete.
Homem que não se vangloria de histórias de muitos amores e não é pegador é frouxo... mulher que não anda curtindo a vida adoidado também tá sendo considerada anormal... careta, talvez.
Em verdade, as mulheres pintam o cara perfeito como sendo educado, calmo, bonito... mas se ele não tiver uma certa dose (generosa, por sinal) de cafajestagem, já era.
Isso vale para nós cuecas tb!!! Pintamos de ouro a mulher amada, mas muitas vezes queremos mesmo é uma de caráter duvidoso. Mas há uma diferença: a mulher, muitas vezes, mesmo sabendo que o cara não vale nada, ainda paga pra ver no que vai dar... coisa do tipo sair com o cara mesmo sabendo que ele não vai procurá-la depois... elas saem... e o pior vem depois: acabam namorando!!!! Com homem já é outra história... tem que ser duas... a santinha pra namorada e a guerreira pra amante... e sem um pingo de pudor, homem faz questão que todo mundo saiba disso.

A única coisa que sei é não consigo ser assim. Talvez por isso esteja só desde 99... namoro sério que é bom, nada!!!! E não faltaram tentativas... mas, infelizmente, não conheci uma pessoinha sequer interessada em ter um relacionamento mais sério. Antes, um cara que quisesse agradar uma mulher deveria respeitá-la, ser gentil... hoje em dia tá tudo mudado... como dizia Cássia Eller 'O mundo está ao contrário e ninguém reparou...'. E isso vale para as mulheres também (infelizmente, pois sempre achei que vocês iriam salvar a todos, pois competência para isso vocês têm!!!!).
Atualmente de pouco adianta elogiar a pessoa supostamente amada e tentar passar a imagem de estar tudo bem... acredito que nisso tá tudo igual... as atitudes é que mudaram... exemplo: De que adianta tecer elogios do tipo chamar de 'Pérola Negra', 'Tesouro' e congêneres se muitas vezes o tratamento é dado como se a pessoa fosse uma mera bijuteria?
Roda e vira vejo isso... e que meu 'siri na lata' não tome isso como ofensa e que não pense que estou falando em tom pejorativo (eu sei que ODEIA quando eu falo isso... noto pelo comportamento de seus lindos olhinhos castanhos que nessas horas parece que vão saltar pra cima de mim...rsrsrs).
Em termos, acho que o que está faltando para as pessoas, no geral, é um pouco mais de amor próprio, comprometimento nos relacionamentos, sinceridade e respeito, dentre outros tantos elementos que estão em falta ultimamente.

Bom, deixei o meu recado... agora vou parar por aqui pois tenho mala pra arrumar... dentro de alguns dias tô indo pra BSB...quem sabe lá as coisas não dão certo??? É torcer pra isso... apesar de eu estar articulando minha volta para cá em breve... viu TESOURO???? Talvez nem coloque os meus pés naquela terra inóspita pra onde fui mandado... fui!!!!!!"

segunda-feira, 15 de março de 2004




"À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz".
(Salmos 55:17)

Já disse. Esse blog é para os amigos e dos meus amigos.
Ele me pediu pra escrever aqui, e eu deixei. Abaixo está um texto, chamo de desabafo, escrito pelo meu amigo Gil. Ele se empolgou e escreveu muito, mas eu sei que havia muito mais a se dizer. Resolvemos dividir o texto em dois, já que eu sei que tem muita gente que entra com preguiça de ler (que crime!), então, vai um pedacinho hoje e outro amanhã.
Faço minhas as palavras escritas por ele. Bagunçaram o amor, banalizaram os sentimentos... Passei o sábado à noite e o domingo inteiro ouvindo histórias de amores mal-resolvidos... mulheres que querem ser amadas, mas acho que nem sabem direito o que seja isso. Cansei dessas histórias. Quero só ouvir coisas boas... quero sonhar sem ter que acordar... também quero achar alguém que um dia possa me dizer: QUERO FICAR SÓ COM VOCÊ.
Aproveitem o texto.


"Quem inventou o amor, me explica por favor... enquanto a vida vai e vem, você procura achar alguém, que um dia possa lhe dizer, QUERO FICAR SÓ COM VOCÊ..."

(Legião Urbana - Antes das seis)

Ontem conversando por telefone resolvi pedir um pequeno espaço no seu blog para postar alguma coisa... e ela me concedeu (êêêêêêêêêêêêêêêêêê)... então vamo aproveitá!!!!!!

Depois de uma saída na sexta à noite, que merece ser esquecida rapidamente, me peguei aqui em casa, conversando cá com meus botões, querendo saber o por quê de existir tanta gente sozinha e mal-amada (inclusive eu). Daí comecei a ouvir a música que citei um trechinho no início do texto. Inevitável não lembrar de coisas passadas... de uma época que ficávamos eu e meus amigos "articulando" para ver quem namorava quem... que tinha todo um "planejamento estratégico" e eu, como sempre o mais feinho, ficava com a parte pensante da coisa... tinha que compensar falta de beleza com alguma coisa... ainda bem que foi com inteligência.
Essa era uma época em que eu achava que todo mundo queria um amor... alguém pra ficar por perto todo o tempo... pra rir junto... chorar junto... pra namorar no cinema... enfim, alguém pra ter aquela coisa da cumplicidade escancarada, capaz de fazer com que um soubesse exatamente o que o outro tava pensando só em olhar nos olhos!!!!!
Ao que parece, hoje, o mais importante é "jogar o jogo"... ou melhor... saber jogá-lo. Explico sobre o "jogo": as pessoas hoje fazem questão de não ter mais vínculos umas com as outras... o negócio é ser Tribalista (ser de ninguém, de todo mundo e todo mundo lhe querer bem)!!!. Que fique claro que esse "jogo" não atinge todo mundo... há exceções. O pior, em meu entender, não é que exista o "jogo" e sim as desculpas esfarrapadas que são dadas como justificativa pra ele, tipo "enquanto não encontro a pessoa certa vou me divertindo com as erradas" ou, também, "já que ninguém quer nada sério comigo vou querendo nada sério com ninguém". Perguntinha: será que é isso mesmo??? Será que as pessoas realmente não querem envolvimento ou é tudo culpa do "jogo"??? Será que não está faltando um pouco de atitude?? Acho que sim...
Vejam que caso interessante, que seria muito engraçado se não fosse trágico!!!! Um amigo tava saindo com uma menina e disse a ela que TINHA NAMORADA... sintam só o drama... essa ficante, por sua vez, se fez de rogada e continuou curtindo a "onda". Qual não foi a surpresa quando flagro um quebra-pau aos gritos de "você me enrolou, você me enrolou...(isso quem dizia era ela)...", e tudo por que ele não queria mais vê-la... dá pra entender??? Dá nada.
Como essa menina tem várias por aí... e como esse meu amigo... sem comentários. Ter duas ou três namoradas (ou namorados) virou coisa tão normal que ninguém mais se assusta quando sabe de casos desse tipo. Antigamente a coisa era mais "trabalhada"... tinha que ser bom no "approach"... cativar... aproximar-se com cautela para não dizer nada de errado... mas hoje em dia duas ou três palavras bastam... seguidas de um "vamos pra um motel"...

(continua no próximo capítulo)
Faz um tempinho que eu conheci a minha amiga Soberana... fala pausada e riso fácil, consegue encantar a todos que a conhecem. Lembro de sua recepção quando nos conhecemos pessoalmente (passamos um século apenas teclando)... olhou pra mim e disse com aqueles olhinhos brilhantes "você veio!!!!!". Confesso que esse foi um dos fatos mais marcantes dos últimos tempos e do qual não esquecerei facilmente.

sábado, 13 de março de 2004

Aceitação

\


É mais fácil pousar o ouvido nas nuvens
e sentir passar as estrelas
do que prendê-lo à terra e alcançar o rumor dos teus passos.

É mais fácil, também, debruçar os olhos nos oceanos
e assistir, lá no fundo, ao nascimento mudo das formas,
que desejar que apareças, criando com teu simples gesto
o sinal de uma eterna esperança

Não me interessam mais nem as estrelas, nem as formas do mar,
nem tu.

Desenrolei de dentro do tempo a minha canção:
não tenho inveja às cigarras: também vou morrer de cantar.

(Cecília Meireles)

sexta-feira, 12 de março de 2004





"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados;
perplexos, mas não desesperados;
perseguidos, mas não desamparados;
abatidos, mas não destruídos".
(2º Coríntios 4:8 e 9)

Eu tenho que me lembrar sempre disso.

Tá aí uma coisa que eu odeio: a mentira.

Vou dar um exemplo: se eu não conheço o céu, e alguém tenta descrevê-lo pra mim dizendo que ele é verde, eu vou acreditar, mas quando conhecer, vou ver que não era verde e sim, azul. A pessoa sabe que é azul, no entanto, por gostar da cor verde, me faz acreditar que assim seja. As cores são parecidas, mas isso pra mim é mentira. Não importa se a mentira é grande ou pequena, se é só uma brincadeira... uma coisa assim faz com que a pessoa perca 80% da sua credibilidade. Infelizmente, a partir da primeira mentira descoberta não acreditarei mais em nenhuma palavra que ela me diga. Fico triste por isso... porque sempre tem alguém brincando com a minha credulidade, me fazendo acreditar naquilo que não é verdade. Tsk!



Hoje eu estou revoltadíssima com meu cabelo, como nunca estive antes. Ele está como a Terra antes de ser habitada: sem forma e vazio. Irritadiço, leve, flutuante, fuá mesmo. Hoje ele não quer acordo comigo. Revoltou-se também!

Tsk!
Não vou falar, nem dizer mais nada.
Revoltei-me!

quinta-feira, 11 de março de 2004

"Não tinha aparência nem formosura; olhamo-Lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dEle não fizemos caso". (Isaías 53:2 e 3)

Com demasiada freqüência julgamos as pessoas por sua aparência.
Mozart estava noivo de um moça que se sentiu infeliz com sua escolha e rompeu o noivado. Mais tarde, quando o mundo começou a reconhecer o seu gênio musical, ela comentou: "Eu nada sabia da grandeza do seu gênio. Via só um homem pequeno".
(Meditações Diárias - Boas Novas para Você)

Estava eu revoltada, escrevendo mais uma da série "Não me faça te pegar nojo", quando abri esse livro e li o texto acima. Verdade mais verdadeira não existe, a vinda de Jesus até a terra foi mais que perfeita. Em tudo Ele foi tentado e provado. Não há nenhuma aflição humana que ele não tenha sofrido, logo Ele conhece todos os nossos sentimentos de experiência própria. Até a dor da paixão não correspondida Ele sentiu, não pelo sexo oposto, claro, mas pela humanidade inteira, a qual Ele amou com toda a sua alma e no entanto O rejeitou.
Ele veio a terra da forma mais humilde que existe. Não era bonito, não fisicamente, digamos que Ele não era um Brad Pitt ou um Tom Cruise, "não havia nenhuma beleza que nos agradasse", não era rico, não tinha carro do ano, nem roupa de marca. O que as pessoas veriam Nele? Um homem bonzinho (ninguém gosta de pessoas boazinhas), que de vez em quando estava proferindo palavras de fogo, duras ao ouvido, deixando todo mundo sem graça, com a carinha mexendo. Ao mesmo tempo era um homem de poder, fazia milagres, falava palavras bonitas, amava os que não eram amados por serem considerados demasiadamente pecadores.
Se Ele voltasse hoje, penso que seria a mesma coisa. Se Ele viesse hoje como um homem humilde, não com grande poder e glória nas nuvens dos céus, seria novamente crucificado. Não só pelo mundo, mas também pela igreja. Vejo que depois de tanto sacrifício pouca coisa ou nada mudou. É uma pena! "Jesus chorou" e deve ainda chorar por isso.


E aí vai: Não me faça te pegar nojo!


Por que o povo só sabe julgar pela aparência.

Cheguei num salão de beleza e não fui bem tratada. Fizeram um "trabalho seboso", como diz meu pai, e eu reclamei, claro.
No outro dia fiquei sabendo: não me atenderam bem porque eu não parecia ter dinheiro. Porque entrei lá vestida de saia jeans e blusa, e de "a pés", ou seja, não estava motorizada de forma nenhuma.
Como eu soube? Uma das cabelereiras, comentou com outra cliente, que é minha colega de trabalho, que me contou (Aracaju é pequena, gente, e o povo esquece disso!). Ela disse que quando eu reclamei, elas se retiraram porque não se aguentavam de tanto rir.
Vocês devem imaginar a minha revolta. Mais revoltada fiquei quando ouvi minha colega dizer: "da próxima vez vá mais arrumadinha, mostre que você é uma engenheira!".
Ah, você acha que eu vou? Vou. Vou com meu vestido longo de R$300,00, minha bolsa de R$200,00 e meu sapato de R$100,00. Ainda vou escrever uma faixa pra colocar na minha testa: Sou Engenheira Civil, tenho um título, me chame de Doutora e me tratem bem, porque tenho dinheiro o suficiente pra pagar o trabalho de vocês. A faixa é grande? Minha testa também. Assim como a minha revolta.
Sinceramente! Até quando as pessoas vão rotular outras pelas aparências? Até quando vão tratar uns aos outros por apelidos como "negrinho", "gordinho","baixinho", "aleijadinho", "mudinho", "ceguinho"? Até quando vão pensar que pra tratar alguém com educação e bons modos é preciso que essa pessoa tenha uma boa casa e um bom carro? Se pra isso eu preciso ostentar o que tenho, prefiro ser maltratada.

Ah, fiquei tão enojada dessa vez que preciso sair pra vomitar.

Falei e...

Capítulo Anterior: 06/03/04

quarta-feira, 10 de março de 2004

Pra não dizer que não falei das flores...

Bem lembrado. Já recebi flores. Duas vezes. Mas nunca rosas, repito, nunca um buquê de rosas. Nunca pude ter em meus braços um buquê recebido de algum amado ou amante. Já segurei buquês recebido por outras, com um certo olhar de inveja, ficando secretamente feliz ao vê-las murchando no dia seguinte.
Rosas, nunca, mas flores, sim. Uma vez na obra. Os pedreiros e carpinteiros batendo palmas e rindo alto de cima da laje. Eu, sonsa, querendo chegar logo no escritório pra olhar com carinho e cuidado as flores e a caixa de chocolate.
Outra vez eu abri a porta e alguém estava lá, cansado, suado, trêmulo, com um vaso de flores numa mão e uma caixa de bombons na outra. Mas não eram rosas...
Alguém. Preciso falar desse alguém. Vou chamá-lo aqui de Bill Gates. Até hoje eu tento descobrir o mistério que o envolvia, chego já à conclusão de que ele era um anjo.
Nunca comia: "Bill, vamos almoçar!" - "Não, obrigado"; "Bill, vamos jantar!" - "Não, obrigado"; "Bill, você não se alimenta?" - "Não, obrigado". Vivia a me olhar com um olho comprido e cara de paisagem. Nunca alterou o tom de voz comigo. Garoto inteligente, sempre carinhoso, sempre atencioso, sempre amigo. Eu era a sua gotinha de mel, adorada, venerada, idolatrada. Enviava-me cartas e e-mails magníficos. Bem escritos, inteligentes, me mostravam um mundo lindo, perfeito, cheio de sonhos. Um mistério. Até hoje um mistério.
Sentia-me a Meg Ryan e o via como o Nicolas Cages, em Cidade dos Anjos. De verdade. Foi um romance digno de filme até eu dar de cara com uma carreta carregada de troncos de árvores, enquanto descia a ladeira de bicicleta, braços abertos, cabelos ao vento, rosto sob o sol da manhã.
Estranho... Comecei reparar no fato dele não estudar, não trabalhar, não fazer absolutamente nada. Ficava em casa o dia todo. De vez em quando ia a praia, mas eu nunca ouvi ele citar o nome de um só amigo. Nunca me falava da sua família. Se dizia músico, mas nunca o vi tocando nada, a não ser algumas notas no teclado junto comigo. Se dizia amante de línguas estrangeiras, mas nunca o vi falar nenhuma delas, além do português. Acho mesmo que ele era algum tipo de anjo. Chegou de repente, do nada, em minha vida e sumiu da mesma forma. E acho que parti o seu coração. Mas não foi porque eu quis. É, não somente eu fui magoada durante a minha vidinha, também parti alguns corações, deve ser por isso que pago até hoje.
Um dia ele chegou na minha porta com flores e bombons. Não esqueço do seu olhar de medo, medo de um dia tudo acabar. E acabou. Nem eu sei por que, ou talvez saiba.
Às vezes eu penso: se fossem rosas, o final dessa história seria diferente?

"Pra quem não sabe amar, fica esperando alguém que caiba nos seus sonhos"

Desisto. Vou mudar de profissão. Não, não desisto de ser engenheira, desisto de ser cupido. Se eu não consigo flechar alguém pra mim, como poderei flechar pra outros? Eu sei, casa de ferreiro espeto de pau, mas está acontecendo com os pares que tentei formar o que acontece comigo: atraio, mas não conquisto. As pessoas são muito complicadas. Cansei.

E a história se repete, só que dessa vez não era aniversário dela. Por que os homens estão sempre tentando enganar as mulheres? Tsk!

Falei e Disse.
Não é possível! Ninguém gosta de ninguém hoje em dia?

terça-feira, 9 de março de 2004

Eu dei uma patada numa amiga porque ela tinha dado uma em mim. Não que fosse vingança, é que não sei dar pérolas aos porcos, não que ela seja uma porca, mas quero dizer que a trato da forma como sou tratada. Fiquei mal, mas acho que é isso que querem receber de mim.

Outra reclamou que eu nunca tinha dito "eu te amo" ou mandado bilhetinhos como fazia com minhas outras amigas. Era verdade e eu fiquei mal com isso também. Mas encontrei uma agenda antiga... um diário... da época em que ainda não existia blog, e vi que tinha também inúmeros recadinhos, inúmeras declarações de amor, de amigas, de várias, mas nenhum era dela. Lá também estava escrito que a Soberana aqui, quando era menininha, chorou de saudade sentada no sofá e ela não teve coragem de lhe oferecer um punhado de pipoca pra alegrar. Então... como eu podia dizer, apesar de amar, se dela nunca tinha ouvido?

Sei que fui chata. Eu sou chata. Sou briguenta, explosiva, barulhenta. Fui assim com ela... e agora minha outra amiga é assim comigo... vive a me dar foras, mesmo quando eu não tenho culpa. Fiquei mal com isso mais uma vez. Mas acho que ela é como eu sou... dá o que recebe...

É... ninguém está pronto pra um feedback.

A vida é um eco, se você não gosta do que esta recebendo, preste atenção no que esta emitindo...

"Tantos sonhos morrem em poucas palavras..."

Viver como as flores



Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas e ainda sofro com as que caluniam.

Pois viva como as flores, advertiu o mestre.

Como é viver como as flores? - Perguntou o discípulo.

Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.

É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo o mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.

Autor Desconhecido

segunda-feira, 8 de março de 2004

Dia Internacional da Mulher


Tá aí! Homem não tem um dia internacional. Por quê será?

Estou hoje no Dose Dupla comemorando o dia Internacional da Mulher. Já que não recebi nem uma rosinha, o jeito é ficar na companhia de minha prima que a risada é certa. Visitem-nos! E comentem, porque não aguento mais olhar pra aquele zero irritante e irônico dos comentários.

Ah, só esclarecendo: as histórias que conto aqui ou lá podem ou não ter acontecido comigo. Então, não adianta me questionar pessoalmente ou por telefone querendo saber os detalhes. Morro sem dizer a verdade.

Por falar em rosinha... tenho um grande trauma: nunca ganhei um buquê de rosas. Nunca ganhei um café-da-manhã. Snif! Alá, que sorte triste essa minha! Logo eu que sou tão romântica...

Ah, e continuo incansável com o meu trabalho de cupido. Juntei mais um casal. No entanto, eu quero deixar bem claro: até agora estou acertando, agora se depois o casal não consegue manter a magia que eu proporciono, o problema não é meu. Os meninos são simpáticos, gentis, educados, de nível superior, de "cathiguria", de futuro e querem sempre namoro sério, nada de ficar e nada de galinhagem, quase pra casar (o casamento sou eu que invento, pois esse é o meu segundo objetivo no ramo da cupidagem), então, meu amigo, minha amiga, se você tem um amor secreto e tem vergonha de se aproximar, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail soberana_rubia@hotmail.com que um de nossos atendentes anotará o seu pedido. Favor enviar e-mail do(a) pretendente, ou nick no Paltalk e se possível msn. Somos profissionais. Atendimento personalizado.

Falei e Disse.

Torcendo pra que o novo casal dê certo.
Alguém aqui vai ter que desencalhar.

domingo, 7 de março de 2004

Dia vazio




Acordei às 10. Esqueci de comer. Tomei um copo de leite. Fiz alguma coisa e entrei na Internet. Nada. Deitei de novo e dormi até às 3. Sonhei com filhotes de gatos e de passarinhos. Não almocei. Tomei 3 copos de sorvete de que sabor eu não sei, só sei da cobertura de chocolate. Entrei na Internet. Algumas conversas. Pouca coisa. Assisti o começo de um filme de amor. E um pedaço de uma novela mexicana. Dormi. Acordei com o telefonema de alguém. Não lembro quem. Fiquei na cama até às 7, ouvindo músicas que nada me diziam e olhando pra um céu nem azul, nem laranja, pela minha janela. Nenhum sentimento, nem tristeza, nem alegria. Vazio. Tentei ligar pra um amigo, mas não o encontrei. Outro me ligou pra me provar que sou um péssimo cupido. Outro me liga pra dizer que eu o abandonei. Quem? Não sei de ninguém. Agora começa a chover. Cheiro de terra molhada. Uma música antiga passa no rádio. Pouco importa se a chuva entrar e molhar meu sofá. Hoje nada importa.

sábado, 6 de março de 2004



Dizem que quem é sabido é cachorro. Júnior Correia parece ser mais do que sabido, eu não sei como é a carinha dele, mas na minha imaginação ele pode ser parecido com esse cachorrinho aí... veja o que ele me ensinou em mais um dos seus comentários:

"Amigo de meu amigo é meu amigo,
inimigo do meu amigo é meu inimigo,
amigo do meu inimigo é meu inimigo,
inimigo do meu inimigo meu amigo"

junior correia 06-03-2004 09:24:28

Só que nem todo mundo sabe ainda a regrinha dos sinais: mais com mais é mais, mais com menos é menos, menos com menos é mais. Quem comigo não ajunta, espalha. Quem não é por mim, é contra mim.
Vamos deixar claro: na história do empréstimo do livro, não fiquei enojada pelo fato da pessoa não querer me emprestar. Fiquei com vontade de vomitar, sim, pela piada seguinte e pelo não mal-educado. Pela defesa da minha colega, querendo mostrar o certo no que estava errado. Antes tivesse me dito que não gostava de emprestar. Antes a outra não tivesse defendido. Simples assim. Mas, tudo bem. Acontece. Aconteceu com Flávia, logo ela, que realmente, empresta e dá livros pelo correio. Também sou assim, empresto e até me esqueço: livros, Cds, revistas, roupas, calçados... Mas como minha mãe diz: nessa vida, não é dando que se recebe. Contraditório, mas verdadeiro.



 E vamos mais uma da série: Não me faça te pegar nojo!


Por incrível que pareça, os personagens são os mesmos do cápítulo anterior, e mais alguns. As colegas da colega de trabalho.

A colega de trabalho me chamou pra ir assistir um filme. Oba! - pensei, só não sabia que ela ia com duas outras colegas da faculdade. Mas até aí, tudo bem. Sempre saí com minhas primas (que são as irmãs que eu não tenho) e suas colegas e isso só me acrescentava.
Chegando no cinema, na gaiatice, ficamos num kíkíkí-kákáká antes do filme começar. Eu, a colega de trabalho e a colega da colega que também é minha ex-professora de inglês trocamos de lugar algumas vezes, procurando a melhor posição entre os demais. Ficamos falando espanhol, rindo, comendo pipoca. Vi meu colega Max e gritei pra ele vir pra perto da gente. Mais uma troca de lugares, mais risadas, mais conversas, mais espanhol, mais pipoca. O filme não começava e todo mundo estava se divertindo, até que a outra colega da colega de trabalho (sem ser a minha ex-professora) deu um PITÍ. Levantou da poltrona e bradou: "Se vão ficar assim o tempo todo eu vou embora! Não vim aqui pra conversar!" - todo mundo se assustou e as amigas correram pra segurá-la que já se virava pra ir embora. Aí começou a babação, só não vomitei pra não perder o dinheiro da pipoca, quando elas passaram a abraçar, alisar o braço, fazer carinho, agradando a tal do pití. Mais uma troca de lugares porque as duas queriam ficar pertinho dela. Minha colega, insatisfeita, vira pra mim e diz: "A culpa é sua que ficou trocando de lugar o tempo todo!". Eu murchei na hora. Fiquei quietinha, me sentindo o ser mais injustiçado do planeta.
No final do filme, eles se juntaram e foram embora juntos, eles prum lado e eu pra o outro, porque ia de ônibus. Jacaré me deu tchau? Eles também não. Minha colega se despediu, como se não tivesse dito nada e eles só foram me notar quando eu já estava longe, viraram e disseram: "ah, tchau!". Eu mereço.

Falei e Disse.
Dessas aí eu peguei nojo.

Capítulo Anterior: 04/03/2004

quinta-feira, 4 de março de 2004

Começa hoje a série:

Não me faça te pegar nojo!

Porque não existe ninguém na face do planeta mais sangue doce pra ser injustiçada do que eu. Ninguém merece.

Mas eu mereço. Devo ser uma reencarnação de Judas. Devo ter salgado o pão da Santa Ceia, confeccionado a coroa de espinhos, atirado pedra na cruz, devo ter ficado com um pedaço do manto de Cristo na hora em que repartiram, devo ter feito xixi na sopa primordial ou qualquer dessas heresias que dizem por aí. Só pode!
Hoje eu já acordei com o pé esquerdo. Com os dois eu acho. Cheguei super atrasada no trabalho. Por quê? Celular de jacaré despertou? O meu também não. Irmão de jacaré tava lá pra acordá-lo? O meu também não. Dormi que foi uma beleza até 8:10. Detalhe: eu trabalho às 7. Cheguei lá às 9. Bonito! - foi o que meu chefe disse. E eu digo: Lindo! - e não entendo. Como é que uma pessoa trabalha há tanto tempo acordando no mesmo horário e até hoje não se acostumou. Só pode ser eu mesma. Doente.
Pra completar, fiquei irritadíssima com a colega de minha colega de trabalho. Isso é pra eu aprender que colegas de colegas não são meus colegas, ainda mais se tratando de sergipanos. Aí, você pensa... ela é preconceituosa, mas quem vem de fora percebe: a educação não é o forte desse povo. E se alguém (que não seja um sergipano) achar o contrário, que me diga.
Tudo começou ontem quando minha colega de trabalho estava comentado sobre um livro que leu e me dizendo que eu iria gostar. Perguntei se era dela, que me disse que era de Fulana, minha ex-professora de inglês que faz faculdade com minha colega, então pedi pra perguntar se me emprestaria. Coincidência ou não, ontem eu e Fulana estávamos na DESO e quando minha colega perguntou, Fulana olhou pra minha cara, disse um NÃO seco e voltou a fazer o que estava fazendo.
Tremendamente mal-educada, mas.. normal... Até aí tudo bem, se não fosse o comentário que ela fez depois: "Não empresto porque ela não tem cuidado com as coisas".
Pensei comigo e com o fogo que me subia pela alma: "Esse ser bizarro por acaso me conhece?". Senti vontade de mandar ela transformar seu livro num objeto cilíndrico e ir dançar a música do canudinho ou da garrafa, caso gostasse mais. Mas lembrei: minha cota diária de palavras torpes já estava se esgotando.
Ainda estava desabafando a minha indignação na cantina, ainda mais porque minha colega tratava de defender sua amiga, quando Gláucia faz o favor de derrubar um vidro de café solúvel no meu dedão. Ela nem percebeu. Ouvi, em meio às estrelinhas, quando ela disse: "Olha, que sorte, nem quebrou" - e eu: "Cla...aaa...ro! Ca...iu... no meu... de....do!"
Ah, ninguém merece!

Falei e Disse
E o dia ainda nem terminou.


"Tudo bem, quando termina bem, e os seus olhos, seus olhos estão rasos d´água...
mas eu sei q no coração ficaram muitas palavras,um vocabulário inteiro de ilusão.
Tudo q viceja também pode agonizar e perder o seu brilho em poucas semanas..."


segunda-feira, 1 de março de 2004

Fada Madrinha

"Bom dia,Dinda,Fada madrinha ou o que preferir!Minha filha,esses dias tu andou foi triste,hein!Mas lindas mulheres sempre soberanas têm que se manter out sempre. Eu,por culpa,idéia genial e abençoada ou invenção sua estou atualmente perplexa de tta felicidade.Acho q a ficha não caiu ainda,embora seja a conexão perfeita!!!Mais uma vez,obrigada por tudo."
Flávia
01-03-2004 11:04:37

Tenho que comentar: UMA me liga e diz: "Tu não sabe o presente que você me deu!" (era aniversário dela). OUTRO escreve pra mim no seu blog: "Você não sabe o bem que você me fez!" - tô podendo!!!! Fada Madrinha virtual com leves traços de cupido. E eu nem tinha intenção... quer dizer... tinha... mas se fosse pra ser, seria... senão fosse... seria mais um amigo, já que minha amiga é a pessoa mais aberta a novas amizades que eu conheço.
Mas, pra não ficar aqui me gabando que sou a mais nova casamenteira (espero!) e a mais linda também, posso usar uma palavra daquela novela: MAKTUB. E já vou pensando no meu vestido longo, super chique, pro casamento que só pode ser lá "nas Bahia"... se prepare, oh, querido Lepárido.

p.s.: Flavinha, amiga, só um lembrete, tops de linha como nós, não usam mais orelhões de ficha, então não diga: "A ficha ainda não caiu" e sim: "O celular ainda está fora da área de cobertura" - é comprido, mas funciona.

E essa sou eu (risos!) - segundo meu amigo Gil (esse eu também tô querendo juntar com alguém... mas a menina tá se fazendo de difícil)



A briga por uma vaga

Fui a quinta classificada no concurso da Prefeitura de Aracaju. Ãh? Quê? Quantas vagas? Ah, sim... uma. É isso mesmo, apenas uma vaguinha. Mas hoje eu soube: o primeiro colocado passou no concurso da DESO e me disseram que o segundo e o terceiro não estavam interessados, só restou o quarto, que por coincidência trabalha no mesmo lugar que eu. Hoje eu encontrei com ela e fiquei tentando persuadi-la a desistir da vaga, tentei de tudo, mas ela continua irredutível. Acho que vou ter que apelar para a tortura. Dizem que jogar ácido no corpo da vítima provoca dores alucinantes, será que assim ela desiste???

Falei e Disse.
Maquiavelicamente pensando no que fazer.

Ah, esqueci de dizer. Como esse negócio agora dos 10 Mb de limite, não vou pôr mais nenhuma foto aqui. Infelizmente, quem só entrava aqui pra ver foto, não vai mais ter esse prazer, no entanto, eu já criei mais um desses fotologs narcisistas que existem por aí... eis o link.