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quinta-feira, 29 de abril de 2004

"Muitas vezes as pessoas lhe tratam como ninguém e você acaba acreditando que é verdade"




ó uma perguntinha... o que fazem quando estão tristes???
Eu simplesmente durmo. Durmo o dia todo. O tempo todo, quando possível. A vida toda, se der.

Numa só semana meu humor mudou de melancólica para enraivecida, passando por amarga e chegando ao nojo total. Sim, estou enojada.
Enojada com coisas que vi, que ouvi, que li e outras que percebi. A superficialidade das pessoas, a falta de respeito dos homens pelas mulheres, a vulgaridade, a banalidade do sexo e até do amor.
Sim, como disse meu amigo Gil, a onda é ser putão e piriguete e hoje em dia ninguém mede as palavras. Se o cara tá afim de pegar a menina, ele chega pra ela e diz, com todas as palavras. Pegar significa levar pra um motelzinho, pra sua casa, pra dentro do carro, pra qualquer lugar onde possam ficar sozinhos. No outro dia... ah, no outro dia ele vai estar com a namoradinha oficial, com a esposa, seja lá quem for, distribuindo carinhos e palavras amorosas.
Ninguém mede as palavras mesmo. Namorou uma semana, o cara logo encosta na parede pra dizer:"E aí? Quando você vai me dar? Porque qualquer hora mais cedo ou mais tarde isso vai ter que acontecer". Assim, na maior, sem muitos arrodeios.
Pelo menos de uma coisa não se pode reclamar: se assim como beijo na boca e fidelidade são coisas do passado, pelo menos a sinceridade anda com o ibope lá em cima, porque nunca se fez um jogo tão aberto entre homens e mulheres que se julgam modernos e liberais. Disso ninguém pode reclamar, porque eles são até capazes de avisar: "Olhe, hoje vai ser rapidinho, porque já vim de outra e ela me sugou todas as energias". Assim, com toda sinceridade e naturalidade do mundo.
Como disse meu amigo Augusto dos Anjos no poema Idealismo:

"O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaíra,
De Messalina e de Sardanapalo?!"


E por isso fico enojada.

Falei e Disse.
Cansada de tanta podridão.
 

quarta-feira, 28 de abril de 2004

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada...

Do Túnel do Tempo

Acho que pode até ser mais uma série, com o título: 
A domadora de cabelos

Primeira cena:
A vítima: Eu, revoltada, indago: "Não sei mais o que fazer com o meu cabelo!"
O vilão: Meu cabelo. Parece com nada. Nem liso, nem crespo, nem cacheado, nem ondulado. Rebelde sem causa.
A Super-Cocaína: (cocaína, não, Heroína! Vi isso no blog da Flor do Dia e amei! *rs!) Gláucia - que pára o seu trabalho pra me dizer, de cima da sua sabedoria: "Você tem que domar ele!"

Domar? Como assim, Bial????
Não se fala isso pra uma pessoa com tamanha fertilidade imaginativa. Logo me vi de chicote em punho, roupa de couro incrivelmente colada no corpo, botas de cano longo e salto alto, domando meu cabelo com bobs e touca. (Esqueci que nesse caso é dominadora e não domadora, mas dá no mesmo! Até onde essa minha imaginação vai me levar!)
Tem gente que chama de nero ou joãozinho, mas dá no mesmo. Aí eu lembrei de uma história que aconteceu com uma prima minha.
Domadora de cabelos há um bom tempo, estava em casa, tranquilamente, de touca. Sim, pra quem não sabe, touca é aquilo que as mulheres fazem no cabelo, enrolando-os ao redor da cabeça e prendendo com grampos e que os homens acham horrível!
Mas ela estava lá, na cozinha, quando alguém bate à porta. Era o seu namorado (atual marido. Ou seria ex-marido?) que resolveu sabe-se lá porque, aparecer em horário incomum.
Ela, sentiu-se acuada, sem poder correr da cozinha para o quarto pois passaria pela sala onde ele estava. Decidiu então se esconder debaixo da mesa, tirar a touca e sair de lá linda.
Seu pai, no entanto, ao atender a porta, saiu logo a procura da garota na cozinha e procurou até encontrá-la, levantando a toalha da mesa e alarmando: "Aqui, Jorge, pode vir. Ela está aqui!"
Até hoje o marido tira onda com essa história. É...mas se ele casou com ela, essa touca deve ter algo de bonito...
Em outra situação, essa mesma prima estava de touca em casa quando o namorado da amiga Liliu chega. Assim que ele viu, logo comentou: "Vixe que coisa feia! Não quero que minha mulher faça isso no cabelo não". Liliu, domadora anônima de cabelos apenas na calada da noite, ficou imóvel. Mal respirava. Temia enormemente ser desmacarada pela outra.

Então, meninos, quando virem uma garota com cabelos impecáveis... não se iludam... ela pode ser apenas mais uma domadora. Então nada de visitinhas inesperadas, ok?

Falei e Disse.

O post era maior e menos idiota, mas eu perdi tudo.

terça-feira, 27 de abril de 2004

Quando uma mulher não ama um homem

Às vezes penso que existe uma proporção inversa entre o quanto você gosta de uma pessoa e o quanto essa pessoa te dá atenção. Deve haver uma explicação matemática pra isso, uma fórmula mesmo que empírica: gostar = 1/atenção.
Eu sei que não acontece só comigo, mas acho que comigo é sempre com maior freqüência, que neste caso também é o inverso do período, fisicamente falando, que é o tempo para se completar um ciclo. No nosso caso, pode ser o ciclo da vida, ou não. Contrariando a fórmula, quanto maior a freqüência da ocorrência desse fato, maior será o tempo para que eu consiga atingir todas as etapas do meu ciclo de vida, que no meu caso, é namorar, noivar, casar, ter filhos, netos e se der, bisnetos. Se der, porque acho que vou ser uma velha muito chata. Ou não.
Tá, vou falar uma linguagem menos matemática, e partir diretamente para o ilógico, surreal e por quê não dizer, anormal. Porque pra mim, o certo seria gostar de quem gosta de mim, ou fazer com que goste de mim aquele de quem eu gosto, namorar sem stress, noivar numa festinha familiar, e casar num mega evento. Assim. Facilmente. Com alguém que seja semelhante a mim.
Mas, não. Vai a física novamente e diz que opostos se atraem. Já me atraí por tantos opostos sem que desse certo que acabei criando um campo ao meu redor, repelindo todo e qualquer elemento que não seja da mesma natureza e composição que a minha. Uma reação minha com qualquer um deles teria um resultado bombástico.
Mas não sei o que acontece... alguma brecha na camada de "ozônio", talvez, e lá estão aqueles raios cancerígenos ao meu redor tentando um contato maior. Querem me destruir! E é aí que entra a minha teoria onde tento provar matematicamente: por mais que eu tente repeli-los, por mais que eu seja clara nos meus objetivos (que se resume a não corresponder), por mais que eu diga não, mais eles me perseguem e me desejam, incansavelmente. São como bactérias que se tornam mais resistentes com o uso de antibióticos. E antes que eu fale mais besteiras, deixa eu contar logo a minha história:

Ele me liga de 10 em 10 minutos. Quer dizer, ligar mesmo pra falar de 30 em 30 minutos. No intervalo dessa meia hora ele dá toques no meu celular. E quando liga nem tem mais o que falar: "E aí? Conte-me uma história" - é só o que me diz, depois, claro de perguntar onde estou e como estou.
Ontem extrapolou. Deu toques no meu celular de 5 em 5 minutos. À noite me ligou dizendo que queria me ver. Eu nem tinha chegado em casa e disse: "Ta, quando eu chegar, eu ligo". Mas ele não esperou. Ligou dizendo que estava por perto e que ia passar pra me ver. Eu, mais uma vez, com toda paciência do mundo: "Tá, quando chegar, basta dar um toque que eu sei que é você". Jacaré deu um toque. Ele deu mil. Ligou 3 vezes pro meu celular e duas a cobrar para o meu telefone fixo. Quando atendi, disse: "Estou aqui embaixo".
Dã! Meu amigo, eu disse UM TOQUE. UM É DIFERENTE DE MIL, APESAR DO ZERO SER UM NÚMERO NULO, EM MIL TEM 2*, O QUE O TORNA COMPLETAMENTE DIFERENTE DE 1. EU DISSE UM TOQUE. MAS ACHO QUE VOCÊ NÃO ENTENDEU PÓRQUE NÃO TINHA UM DESENHO, NÉ?
Quando eu desço (ou eu sou muito boazinha ou muito burra), ele me fala: "Como você é bronqueira!" e completa "vou te sequestrar!"
Como assim, Bial? Seqüestrar?????!!!!!
"É, é que vou viajar amanhã e depois de amanhã, então não vou poder lhe ver".
Ufa!
"Então, hoje eu quero ficar com você o tempo que puder".
Aí, inteligente como sou, soltei: "Ah, que pena! Não vai dar. É que hoje a Maria Clara vai dar um surra na Laura e eu não posso perder. Fica pra próxima, ta?"
E ele ainda tenta: "Mas, amanhã? Você promete me ver?"
Detalhe: eu não namoro esse cara, nunca namorei e nem pretendo. Mas ele não desiste.

Falei e Disse.
Raciocinando: quem eu quero que me ligue, não me liga, né? A vida é injusta.

*Sorry! Claro que 1000 tem 3 zeros. Como disse, foi um lápis... lápis, não... lapso. Na hora da raiva nem contei.

segunda-feira, 26 de abril de 2004

Volta a melancolia...

E ganho poesia por e-mail de um amigo... está aí, no final do post... será que escreveram pra mim?
Não estou gostando mais da cor do meu cabelo, acho que quero ser morena, morena de olhos verdes... é... seria uma mudança radical...
Acho que preciso viajar... antes que enlouqueça...
Ou preciso enlouquecer pra poder viajar...
Ainda estou obcecada pelo meu sonho de pular de pára-quedas...
"Obcecada" se escreve assim?
É que "Obsessão" se escreve assado... sim, com esse monte de esses mesmo...
OBS-SES-SÃO... é assim sua divisão silábica?
Acho que vou assassinar o português só uma vezinha pra sentir como é...


Perder sem se Perder


Foram-se os amores que tive
ou me tiveram:
partiram num cortejo silencioso e iluminado.

O tempo me ensinou
a não acreditar demais na morte
nem desistir da vida:
cultivo alegrias num jardim
onde estamos eu, os sonhos idos,
os velhos amores e seus segredos.

E a esperança - que rebrilha
como pedrinhas de cor entre as raízes.


(Lya Luft - Extraído do livro "Secreta Mirada", 1997)

sábado, 24 de abril de 2004

Eu sempre fico emocionada em casamentos. Acho que chorei mesmo em uns dois... mas sempre fico com os olhos cheios d´água, acho tudo lindo, e imagino como os noivos conseguiram chegar até ali. É, porque casamento mesmo está em extinção. Hoje em dia, morar junto é o que está valendo, é mais fácil, gasta-se menos com festas e se um dos dois, ou os dois enjoarem da cara um do outro, cada um vai pra sua casa e fica tudo bem.
Hoje à noite, no casamento de um colega, das 4 meninas que estavam comigo, 3 não estão nem aí pra casamento, só querem um companheiro e apenas eu e Iris, que já casou e descasou, declaramos o nosso sonho de casar na igreja, tudo direitinho. Por enquanto é só um sonho mesmo... porque eu só imagino o dia em que eu estarei no altar (oh!), parecendo um bolo, cantando e ouvindo meu amado cantar pra mim... pense! Vou chorar pouco! E quem viver, verá!


Mas, hoje... "hoje eu não quero mais me machucar..."

A não ser você
(Marina Lima)

Eu vim aqui sem medo
Querendo me render
Dizer que mesmo longe
Eu estava com você
Perdão
Mas não vá trazer
De volta
O que sofri

E aí só
Nos resta inventar
A lua e o mar
Pra nos refletir
E seguir

Hoje eu não quero mais me machucar
Hoje eu não quero me perder
Hoje eu não deixo mais nada importar
A não ser você


Eu não nasci sabendo
Como me arrepender
Eu aprendi vivendo
Amando até doer

Então
Se não vingar
O tempo irá nos redimir
E seguir

Pois hoje eu não quero mais me machucar
Hoje eu não quero me perder
Hoje eu não deixo mais nada importar
A não ser
Você

Perdão
Mas se não vingar
O tempo irá nos redimir
E seguir
Pois hoje eu não quero mais me machucar
Hoje eu não quero me perder
Hoje eu não deixo mais nada importar
A não ser
Você
Hoje eu não quero mais

quinta-feira, 22 de abril de 2004

Atención, tá na hora de matar a fomê... tá na mesa, pessoal!!!!!

Os funcionários da empresa em que trabalho estão em estado de greve. Quer dizer, é uma greve meio estranha, porque eles vão para o trabalho, ficam na praça até as 10 da manhã e depois voltam para as suas salas. Nesse intervalo em que eles estão fazendo greve, rola um lanche patrocinado pelo sindicato, é o momento mais legal do movimento, porque não só os funcionários, mas também os contratados, fazem uma grevizinha, nem que seja de fome até as 10 e depois vão lá filar a bóia.
Isso já vem acontecendo há alguns dias, mas hoje o rango foi decente. Tinha de tudo. Macaxeira, carne, farofa, frutas, bolos, frios, pão... e é, claro, eu e meus coleguinhas, resolvendo economizar a grana que gastaríamos na cantina, aproveitamos a comida de graça.
A expectativa e o ronco na barriga foram grandes até chegar a hora, mas quando vimos a fila se formando, resolvemos engrossar as fileiras na busca por um salário mais digno!
Estava tudo calmo, até que disseram: "Podem se servir!" - aí começou uma guerra por comida nunca vista em toda a história da empresa. O povo se debruçava por cima da comida, pisavam na "mesa" que improvisaram na calçada, e eu, tentando manter a educação, lutava por um espaço entre o povo pra pegar queijo e pão. Na hora que eu consegui alguma coisa, as últimas fatias de requeijão, uma mulher veio por trás de mim, dizendo: "Também quero!" - e espetou seu garfo no queijo que já estava no meu prato. Gentem, eu não acreditei! O pior foi que ela ficou espetando várias vezes sem conseguir agarrar o queijo, até que eu, calmamente, peguei o meu garfo e ajudei. Ela saiu tão feliz que nem disse obrigada, pois já estava de olho no último pedaço de melancia que alguém tentava pegar.
Sem mentira nenhuma, fiquei tão sem graça que fui saindo de fininho, quando encontrei minhas amigas, no mesmo desespero dos outros: uma com o prato cheio de bolo e pão, a outra com macaxeira e carne. Foram logo distribuindo: me deram bolo e macaxeira e saíram atrás do refrigerante. E eu, pasma! Pretérita!
No final das contas, foi divertido. Comi até quase passar mal e ficamos combinando: amanhã eu serei responsável pra pegar as frutas, Nel a macaxeira, Gláucia os frios e Isaías, pão e derivados, depois a gente divide tudo.
E espero que essa greve continue por loooongos dias.

Falei e Disse.
Já pensando no lanche de amanhã.

P.S.: De tarde, saindo do trabalho, lembrava desse episódio e ria sozinha. Um garoto passou por mim e disse: "Óia, como tá feliz!" - e eu ri mais ainda, sem conseguir me controlar, quase gargalhando alto. Cara, foi cômico demais!

Inverno
(Adriana Calcanhoto)

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial
Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei ?
Lá mesmo esqueci
Que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar

Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu
Reuniu-se a terra um instante por nós dois
Pouco antes do ocidente se assombrar

quarta-feira, 21 de abril de 2004

Não foi comigo, mas e se fosse?

Mais uma da série:Não me faça te pegar nojo!
Não foi comigo, mas e se fosse?

Ontem à noite fui para um culto na casa de uma irmã em agradecimento pelo aniversário de sua filha. Tava todo mundo alegre, rindo, cantando, numa boa, até uma mulher cismar, do nada, da cara de um rapaz e soltar uma bomba. Na hora que ela levantou pra falar alguma coisa para a aniversariante, virou pra ele e soltou: "Tá rindo por quê? Ria não, isso é feio, viu?"
NInguém entendeu nada, muito menos ele. Eu fiquei com vontade de rir, porque ele ria mais ainda e fazia gestos movimentando o dedo indicador em círculos ao redor da orelha, mas me controlei porque senão ia ter confusão.
Acho que ela percebeu alguma coisa, pois quando ele saiu, foi atrás, dizer mais barbaridades porque achava que ele estivesse rindo dela.
No final das contas, outro garoto, que conversava com o amigo e ria, olhou sem querer rapidamente pra ela que perguntou novamente: "Que foi? Tá rindo também? Venha aqui que a gente se acerta!" - e o menino, coitado, com uma grande interrogação pergunta: "Senhora?" e ela fala: "É isso mesmo, me respeite!".
Ninguém fez nada com a mulher, ninguém estava rindo ou falando dela, e ela solta uma dessas. Ah, ainda bem que não foi comigo, porque se fosse... ia dar briga. Triste dar de cara com gente complexada. Os dois rapazes saíram da festa injuriados.
Misericórdia. Tem cada maluco nesse mundo. O pior é que andam por aí disfarçados de gente normal.

Falei e Disse.

Capítulo Anterior: 11/03/2004

terça-feira, 20 de abril de 2004

Gentem! Olha o que eu descobri!

Tem uma menina aí que pega os meus posts e coloca no blog dela como se ela tivesse escrito.
Num tô entendendo!
Será que ela pensa que meu blog é um sucesso e quer fazer do dela o mesmo copiando tudo o que escrevo? Ou ela pensou que minhas maluquices são poesia e resolveu colecionar no blog?
Eu não sabia que minha fama estava tanta ao ponto de ser plagiada!
Vejam vocês mesmos a prova do crime. Aqui, onde ela copiou os posts dos dias 31/03 e 23/03, este com o comecinho do post do dia 13/04.
E você, queridinha, compareça à delegacia com seu advogado e uma boa desculpa para o roubo dos meus posts. Você sabe que cometeu um crime, não faça essa cara de inocente. E isto é uma intimação.
Oxe!

segunda-feira, 19 de abril de 2004

Super Mulher

Sabe aquelas mulheres irresistíveis que têm o corpo perfeito, o rosto maravilhoso, cabelos longos de comercial de xampu, pernas bem torneadas, 90 de busto, 60 de cintura, 90 de quadril, magras com curvas, arrebatadoras, avassaladoras, um olhar quente, fulminante, mãos delicadas, elegantes, misteriosas... sabe? Conhece alguma? Pois, é assim que me sinto.
Calma, deixe-me explicar. É que todo vez que encontro a namorada daquele meu amigo que um dia ia ser mais do que isso e não foi, ela me fuzila com um olhar que até parece que eu sou uma dessas mulheres que conquistam os homens só com o jeito de andar.
Ela me odeia. Isso eu vejo e sei, só não sei o por quê. Por que será, né? E não tem jeito, moramos no mesmo condomínio e acabo encontrando quando saio pra trabalhar. No ponto de ônibus. Sensação desconfortável. Só é bom o sentimento de soberania. Mas ele é dela. E acaba aqui.

Falei e Disse. 

Falta do que falar... olhando minhas fotos, lembrei dessa, que eu acho liiiinda. Eu e meus priminhos, ou melhor, filhos dos meus primos no casamento da Cafuçu em janeiro de 2003.
Da esquerda para direita, de cima para baixo, como sempre: Tatá, Eu, Ilka, Mi e Gabriel. 
Eu e meus primos: Helder, Zeni, Mano, Kedma, Eu e Jailson - no mesmo evento.


Pôxa, saudade dos meus primos e toda bagunça que a gente é acostumado a fazer.
Saudade de ficar de madrugada deitado na calçada (com travesseiro e tudo), vendo o mundo rodar.
Saudade de rir porque Jailson (que completou ano sábado) vestiu uma calça por cima da que já estava vestido enquanto dormia e todos os meninos lhe perturbaram dizendo que ele estava com medo de nós, meninas (até parece!).
Saudade de ser paparicada...
Saudade...


domingo, 18 de abril de 2004

"Sorrir quando a dor te torturar... e a saudade atormentar..."

Sorrir...
sábado à tarde com as palhaçadas de Thiago Cabral, que pegou um vassoura e colocou uma almofada na altura da cabeça e outra maior na altura das nádegas pra me imitar.
A cena: eu, chorando, no final da Conferência Geral por causa de uma confusão no ônibus que nos levaria de volta pra Aracaju. Chorando, e os meninos super poderosos de Salvador - Tito, Marcos e Dassaiev - tentando me acalmar. Realmente cômico! E me imaginar na vassoura, mais ainda. Aí, haja lembrar de histórias cômicas, apesar de extremamente bobas.
O fim de semana do casamento da Cafuçu. A gente ia de Aracaju pra Paulo Afonso, quando o carro do meu pai quebrou num povoadozinho de Sergipe. Enquanto esperávamos o seguro, eu, Drica e Thiago resolvemos passear pela "cidade".
A cidade parecia mais a fazendinha feliz, a arca de Noé, sei lá o quê. Duas ruazinhas e o que a gente encontrou de bicho! Primeiro um cabrito, manso todo. Thiago alisava o pêlo dele e ele se inclinava todo para o lado, se escorando na perna dele. Um cachorrinho que latia sem parar. Vinha pra cima da gente, e quando a gente se aproximava se tremia todo. Mais na frente encontramos, vacas, bois, gatos, patos, marrecos, galinhas e pintinhos. Thiago pegou um pintinho na mão e descobriu que no pezinho dele tinha um monte de cabelo enrolado, aí ficou o tempo todo, dizendo: "Judiação!" e tirando o cabelo do pé do pinto, enquanto o pinto piava desesperadamente. Drica ainda resolve fazer um carinho pra acalmar o pinto, mas um carinho tão grosseiro na cabeça do pinto que só fazia o coitado piar mais forte. E o povo da rua olhando e Thiago só sossegou quando tirou todos os cabelos do pé do pinto. Ridículo!

Sorrir...
sábado de noite com Mille lembrando do dia em que fez o namorado ir encontrá-lo num interior daqui, por engano.
Eu liguei pra ela, convidando-a pra ir à Casa Aracaju, amostra de decoração. Ela me perguntou onde era e eu disse: "rua de Estância". A doida entendeu que era em Estância, interior de Sergipe, e fez o cara ir pra lá esperar ela, no lugar que ele supôs ser o evento.
Mais tarde ele liga e só então é que ela explica que é em Aracaju mesmo, na rua Estância e não no interior. Mas aí já era tarde demais. O coitado pegou um carro emprestado e ficou lá esperando... um tempão, sem nem conseguir encontrá-la no celular. Agora... esse cara deve ser apaixonado demais, porque se fosse outro não ficaria depois mais de 1 hora conversando com ela no celular. A menina nem viu mais nada da exposição, só namorando no celular. Ela aqui, em Aracaju e ele lá, em Estância. Só Milinha, mesmo!

Sorrir...
Com as nossas encenações. Imaginando se a gente tivesse um marido hoje.
Sábado de noite. A pia cheia de pratos. Os vasos de água na geladeira vazios. Eu fiz um suco, com toda a minha atrapalhação. Comecei a imaginar o marido reclamando, e fiquei fazendo teatrinho, fazendo dois papéis, o meu e o dele. Mille ria o tempo todo, se contorcendo no banquinho e perguntava, entre as risadas: "Mulher, vc já casou alguma vez? Pq é assim mesmo!" - imagine um homem enjoado, reclamando com a mulher porque ela passou o dia todo com a amiga em cima do sofá conversando besteira e repetindo: "Amiga, você não tem idéia!" - "Amiga, você não tá entendendo!" - "Amiga, amiiiiigaaa!". Deixou tudo bagunçado e meia-noite é que decide lavar a pilha de pratos. Ainda bem que ainda não sou casada e posso deixar a bagunça para o outro dia sem ninguém pra me encher a paciência... quer dizer... acho que até preferia lavar duas pilhas de pratos, encher todas as garrafas em meio a reclamações, fazer jarras de suco... só pra dormir esse sábado no colinho de um amor...

Falei e Disse.

sábado, 17 de abril de 2004

Simples Carinho

Amar e sofrer, eu vou te dizer
Mas vou duvidar
Querendo ou não
O meu coração já quer se entregar
Não falta lembrança, aviso, cobrança
Você vai por mim
Mas feito criança
Lá vou na esperança
Eu sou mesmo assim
Quem sabe até meu destino
Amor sem espinhos
Sou mel da sua boca, calor dos abraços
E tantos beijinhos
Se o sonho acabou, não sei meu amor
Nem quero saber
Só sei que ontem à noite
Sorrindo acordada
Sonhei com você

Às vezes até na vida é melhor
Ficar bem sozinho
Pra gente sentir qual é o valor
De um simples carinho
Te sinto no ar, na brisa do mar
Eu quero te ver
Pois ontem à noite
Sonhando acordada
Dormi com você


(Angela Rô Rô)  

sexta-feira, 16 de abril de 2004

"Tolice é viver a vida assim, sem aventura"

Um pouquinho de mitologia grega...

"Segundo Platão, no início da criação, os homens e mulheres não eram como são hoje; havia apenas um ser, quer era baixo, com um corpo e um pescoço, mas sua cabeça tinha duas faces, cada uma olhando para uma direção. Era como se duas criaturas existissem grudadas pelas costas, com dois sexos opostos, quatro pernas, quatro braços.
Os deuses gregos, porém eram ciumentos, e viram que uma criatura que tinha quatro braços trabalhava mais, duas faces opostas estavam sempre vigilantes e não podia ser atacada por traição, quatro pernas não exigiam tanto esforço para ficar de pé ou andar pro longos períodos. E, o que era mais perigoso: tal criatura tinha dois sexos diferentes, não precisavam de ninguém mais para continuar se reproduzindo na terra.
Então disse Zeus, o supremo senhor do Olimpo: 'Tenho um plano para fazer com que estes mortais percam sua força´.
E, com um raio, cortou a criatura em dois, criando o homem e a mulher. Isso aumentou muito a população do mundo, e ao mesmo tempo desorientou e enfraqueceu os que nele habitavam - porque agora tinham que buscar de novo sua parte perdida, abraçá-la de novo, e nesse abraço recuperar a força antiga, a capacidade de evitar a traição, a resistência para andar longos períodos e agüentar o trabalho cansativo".
(Paulo Coelho - Onze minutos)

Quem achar minha metade por aí, favor dizer que eu estou a sua procura.


Sete Cidades (Legião Urbana)

Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar, me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade
Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu

Meu coração
é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda
Os caminhos do mundo

Quando não estas aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu

Vem depressa pra mim que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
Já me acostumei com a tua voz, quando estou contigo estou em paz

Quando não estás aqui
Meu espírito se perde
Voa longe, longe, longe

quinta-feira, 15 de abril de 2004

Ele olhou pra mim e disse: "Você é tão corajosa, tão decidida, tão forte, não tem medo de nada. Acho que nunca chora!"
Hum! Queria mesmo ser forte, mas tudo me abala. Eu mantenho a pose de mulher fatal. Mulher, o quê? Tadinha. E assim vou fingindo, fingindo que não tô nem aí. Mas, vem, vem falar dos seus problemas que eu quero te ouvir.
E por causa de uma frase, minha mente voa e eu penso em um milhão de besteiras. Lembro do filme Dirty Dancing que já assisti milhões de vezes.
Patrick Lindo Swayze, revoltado, conversa com a mocinha sem graça que ele ensinou a dançar: "Você não tem medo de nada. Olha o mundo e quer melhorá-lo!". E a mocinha desengonçada diz: "Eu? Eu tenho medo de tudo. Tenho medo do que fiz, do que vi, e mais do que tudo, tenho medo de sair daqui e nunca mais sentir pelo resto da minha vida o que sinto quando estou com você!".
Pô, tem que ser corajosa mesmo pra dizer isso pra o Patrick Gostoso Swayze. Se ela pudesse avançar um pouquinho a fita, veria que no dia seguinte a essa noite, em que ela dorme com ele, o gostosão a esnoba e nem olha na sua cara. Mas, eu queria ter essa coragem. Queria... mas, não, não posso. Tenho que fingir. 


quarta-feira, 14 de abril de 2004

Não fui trabalhar. Febre. O dia todo na cama. Apesar de doente, estava me sentindo sexy. Deitada de bruços, cabelo no rosto. Ninguém pra tirar, ninguém pra me olhar.
Tarde toda na cama. Acordei deprimida de tanto dormir. Levantei, olhei o céu que escurecia, fiz uma prece. Não queria comer, mas comi. Só um pouquinho. Tomei banho e resolvi me arrumar. É, arrumar mesmo. Passar maquiagem. Risos. Ajeitei o cabelo que fôra tratado no dia anterior no salão caro do Shopping (sou extravagante quase sempre), passei rímel, pra ver como ficam os meus cílios. Pó pra esconder as olheiras. Nada de batom. Um pouco de brilho. Ajeitei os cabelos novamente e coloquei o perfume que só uso pra sair. Fiquei biíta! Pena que minha câmera está sem flash e vocês não vou poder ver como fiquei linda. Linda pra ninguém. Fazer o quê. Nada é perfeito.

terça-feira, 13 de abril de 2004

Já entrei aqui hoje inúmeras vezes tentando postar alguma coisa. Escrevi três posts, mas achei todos três falsos demais para o meu humor hoje. Durante as minhas tentativas, acabou saindo uma carta pra minha amiga Jade, cujo início diz o seguinte:
"Entrei no blog e tentei postar alguma coisa. Tentei postar um sorriso, mas não tinha nenhum. Tentei postar uma história engraçada, mas nem eu mesma consegui rir dela... queria postar sobre mim... mas não posso, tenho que fingir...". O restante do conteúdo não vou poder colocar aqui, obviamente, mesmo com muita vontade. O problema é que se eu escrevesse estaria jogando todas as minhas cartas, correndo o maior risco de perder, simplesmente pelo fato de nunca ter tido a sorte de ganhar alguma coisa. Mas deixa isso pra lá.
O que posso contar é isso: acordei com uma baita gripe. Quer dizer, gripada já estava, mas hoje acordei pior. Aí, já sabe, o humor vai para baixo, bem pra baixo. O corpo mole, vontade de ter um colinho pra encostar a cabeça. Dor de cabeça. Ninguém pra cuidar de mim. Estou só e fiquei me sentindo mais sozinha ainda.
A tarde toda de cama, com febre. Acordei quando o dia já estava escurecendo, meu irmão trouxe um chá pra mim e me senti melhor. Não tive mais febre.
Aí é um bolar na cama sem fim. Vontade de nada fazer. Liguei para os meus amigos, para os meus pais. Minha amiga Mille fez com que eu me sentisse mais feliz com aquela voz doce que só ela tem (é verdade, nunca ouvi ninguém mais meiga, até brigando ela é calma). Contou-me várias histórias, fez-me rir. Disse-me eu te amo. A dor passou um pouco. A dor no corpo. O vazio por dentro e a solidão ficaram menores, mesmo que por pouco tempo.
Liguei pra outros amigos. Anotei idéias para a próxima reunião de Jovens da igreja (não queria o cargo de diretora, mas agora estou num empolgação só). Cantei. Chorei. Encostei a cabeça na parede e fiquei olhando o nada. Meu irmão chegou com o violão pra cantar: "No, woman, no cry..." e depois fiquei na janela olhando as estrelas.

Agora são quase 11 horas. Meu nariz está entupido. Vou tentar dormir, porque sei que amanhã o sol vai estar lindo e talvez minha alma não esteja tão gripada quanto hoje.

Falei e Disse.

P.S.: Feliz Aniversário pra meu amigo Savinho. E uma fotinha meio embaçada da minha amiga Jamille e eu. Não se esqueçam de mim no Tops de Linha. Façam-me uma visita.


Você existe, eu sei

Há tanto tempo venho procurando
Venho te chamando
Você existe, eu sei

Em algum lugar do mundo você vive
Vive como eu
Onde eu ainda não fui

Como é o seu rosto
Qual é o gosto que eu nunca senti
Qual é o seu telefone
Qual é o nome que eu nunca chamei

Se eu esbarrei na rua com você
E não te vi, meu amor,
Como poderia saber

Tanta gente que eu conheci
Não me encontrei, só me perdi
Amo o que eu não sei de você

Como é o seu rosto
Qual é o gosto que eu nunca senti
Qual é o seu telefone
Qual é o nome que eu nunca chamei

Sei que você pode estar me ouvindo
Ou pode até estar dormindo
Do acaso eu não sei
Talvez veja o futuro em seus olhos
Pelo seu jeito de me olhar
Vou me reconhecer em você.

segunda-feira, 12 de abril de 2004

"A crueldade de que se é capaz, deixar pra trás os corações partidos..."
 

sábado, 10 de abril de 2004

Com emoção ou sem emoção?

É certo: quem não chora não mama. Depois do meu post de quarta-feira, meu amigo Gil, fiel amigo leitor do meu blog, comovido com a minha lamentação de ser a última nos seus planos, largou o almoço especial de sexta-feira santa com a família pra ir passear com as amigas. Mas qual o homem que ia preferir comer peixe a sair com quatro mulheres? Como meu amigo é O TAL, O BONITÃO, ele não poderia dizer não ao meu pedido tão doce e delicado. Claro que eu sei que ele só me atendeu porque "siri-na-lata" mandou intimá-lo dizendo que contava com ele.
Resumindo, depois de mil voltas na cidade (mulher é sempre um problema, sempre tem um milhão de coisas a resolver antes de ir diretamente ao assunto), chegamos à praia. Eu, claro, anta de plantão, levei a câmera para registrar o momento e esqueci as pilhas, então nada de fotos.
Foi tudo lindo e maravilhoso e nem vou dizer que quase éramos vítimas de um acidente terrível. Eu vi a morte na minha frente, e se não fossem nossos gritos que acordaram nossos anjinhos da guarda, que, por ser feriado, dormiam até mais tarde, hoje estaríamos todos com nossas fotos estampadas em alguma capa de jornal e nossos nomes escritos de forma errada (eu ia morrer duplamente por isso quando colocassem meu nome com acento e c). Mas, graças a Deus e ao quase, estamos vivos pra contar a história. Mas, ô susto!
Mais tarde, o filme Paixão de Cristo deixou um bando mulheres em comoção geral. E meu amigo, O BONZÃO, O CARINHOSO, teve o trabalho de tentar consolar todas elas, porque uma soluçava, a outra repetia "ninguém merece", a outra dizia que quase saía de lá convertida (o problema foi o quase) e eu, beata de plantão, tentava evangelizar: "Viu, ele sofreu por seus pecados!" - isso rendeu 15 minutos de silêncio em profunda meditação, até que Kedma, que não pôde nem nesse momento deixar sua "sirizisse" de lado, me fuzila: "Pelos meus só, não, pelos seus também. Ora!".
Só sei que foi emoção demais pra um dia só. Da próxima vez que a gente inventar de sair, por favor me perguntem, "Com emoção ou sem emoção?", como faz o cara da banana boat na praia. 

Falei e Disse.


ENCONTRO DAS ÁGUAS
Jorge Vercilo

Sem querer te perdi tentando te encontrar
por te amar demais sofri, amor
me senti traído e traidor
Fui cruel sem saber que entre o bem e o mal
Deus criou um laço forte, um nó
e quem viverá um lado só?

A paixão veio assim afluente sem fim
rio que não deságua
eu aprendi com a dor nada mais é o amor
que o encontro das águas

Esse amor
hoje vai pra nunca mais voltar
como faz o velho pescador
quando sabe que é a vez do mar
Qual de nós
foi buscar o que já viu partir,
quis gritar, mas segurou a voz,
quis chorar, mas conseguiu sorrir?

Quem eu sou
pra querer
entender
o amor?

quinta-feira, 8 de abril de 2004

Não adianta ter uma lua cheia, linda e amarela no céu.
Não adianta me convidar para vê-la sobre mar, numa noite de céu estrelado.
Não adianta ter uma brisa marinha que brinca com meu cabelo enquanto você tenta ajeitá-lo.
Não adianta nem mesmo os barquinhos de pesca, simples detalhe.
Não adianta palavras doces, sussurros.
Não adianta respeito e demonstrações de carinho.
Não adianta esperar, não adianta querer e tentar me convencer, tentar me conquistar.
Não adianta querer pintar o cenário mais bonito e encenar a peça mais perfeita.
Nada adianta... tranquei meu coração pra você... não somente pra você, posso dizer, mas digo só pra te consolar.
Não me pergunte o por quê, mas não quero teus beijos, não quero teus abraços, de você nada quero... não adianta.
Perco meu olhar nas luzes distantes da cidade. Não ouço tua voz. Minha alma voa... longe... longe.

(Para alguém que não se cansa de esperar)

quarta-feira, 7 de abril de 2004


Tantos planos para o feriadão.
Pensei que ia passar os quatro dias em alguma praia maravilhosa com alguma companhia agradável. Voltaria preta do sol e mil reais mais pobre, mas com a alma lavada em água e sal.
Agora com a proximidade do feriado vejo que os planos eram só sonhos. Mais um sonho, como o que tive esta noite em que ia pular de pára-quedas pela primeira vez em minha vida. Acabei acordando, ou o sonho mudou, sei lá, sei que eu não pulei. Fiquei só com a adrenalina da emoção contida... mais uma vez.
Pelo menos esse feriado estarei mais feliz e menos sozinha que ano passado, em que fiquei com o branco do teto de gesso cantando músicas de Guilherme Arantes e Djavan: "Tenha calma, não se vá, meu pop star, tenha fé... te prometo vir a ser do jeito que você quer..."
Talvez eu vá tirar o amarelo da minha pele em algum praia aqui da cidade mesmo. Talvez vá ao shopping gastar algum dinheiro (menos de mil, claro). Talvez vá pra Paulo Afonso olhar o teto branco e cantar:"É hora de partir o coração, sentir saudade de você...".
De certeza sei que vou assistir o Sermão do Monte com os amigos da igreja. Quem sabe meu amigo venha de Brasília pra cá e eu tenha alguém pra conversar de forma inteligente. Mas mesmo que ele apareça, depois que ele e minha prima não se entenderam, eu perdi muito, pois agora ele terá a companhia agradável de outras meninas pelas quais se interessa, e eu ficarei em segundo, talvez terceiro plano (só espero não ficar em último).
Seja como for, serão quatro dias como quaisquer outros, ou não.

A verdade é que eu queria estar queimando ao sol em algum praia maravilhosa, gastando mil reais ou pulando de pára-quedas... quem sabe no próximo feriadão, né? 


Falei e Disse.

P.S.: Estou também no Tops de Linha e continuem votando em mim. Aqui. Ou não. Acho que já perdi a vontade de ser miss.

terça-feira, 6 de abril de 2004

Ninguém votou mais em mim e estou perdendo o concurso de Miss Scone.
A minha concorrente tem namorado, então ela tem alguém pra votar por ela. E eu? Quem poderá me defender? Acho que nem o Chapolim Colorado. Mas não tem revolta não, já estou acostumada. No final do concurso, daqui uns cinco dias, eu acho, vou fazer que nem o Zulu do Big Brother quando saiu da casa, e gritar: "A mais odiada!"
Se alguém se compadecer, aí está pela dodecaésima vez o link.
Votem em mim! Aqui, meu amigo!

segunda-feira, 5 de abril de 2004

Como ainda estou de luto, não só pela morte do meu gato mas também pelo fim de alguns sonhos (pra dramatizar um pouco mais), nada vou escrever aqui pra não deixar meus amigos deprimidos. Afinal de contas, a dor alheia não é interessante a grande parte da humanidade. Então, leiam TOPS DE LINHA. Hoje com um texto de leitura fácil e descontraída da amida Jade.
Enjoy the Party e comentem!

domingo, 4 de abril de 2004

Estou arrasada! Meu filho morreu.



Sou agora uma mãe desfilhada. Fiquei sabendo hoje. Assim que acordei minha mãe veio me dar a notícia que uma coisa terrível tinha acontecido e que era com alguém que eu gostava muito. Quando ela me disse que alguém tinha morrido por atropelamento, já comecei a chorar, logo imaginei que tivesse sido meu bebê.
Aquele que eu tirei das ruas, que cuidei, aquele que eu amei, que se salvou de duas quedas do terceiro andar, aquele que era tão pequeno e chorava a noite toda, só se acalmando quando eu o colocava junto de mim na cama.
Fiquei triste o dia todo. Meu tigrinho... meu bebê-gato de olhos azuis... rebelde como qualquer filho adotivo, mas que eu amei como se fosse meu.
Chorei. Minha mãe disse pra eu não me preocupar porque ele não tinha alma, e eu chorei mais ainda, pois sei que a única forma dele subir ao céu será no bico de alguns urubus. Meu pai só soube da morte dele no dia seguinte, não o enterrou, deixou-o jogado mais adiante. Abandonado. Da mesma forma que o encontrei quando era um bebê...


P.S.: a história da adoção se encontra nesse post.

sexta-feira, 2 de abril de 2004

Eu ainda lembro de quando ele era um menino. Loirinho. Sapeca. Inquieto.
Lembro também, apesar de vagamente, de quando ele nasceu, a irmã o segurava no colo como quem segura uma lagartixa (não que ele fosse tão pequeno quanto).
Nunca gostou de estudar. E imagino hoje a cena dele correndo até o trabalho da mãe pra dizer que a professora brigou feio por ele não ter feito o dever. Nenhum dos deveres, melhor dizendo. Aliás, no caderno dele não tinha nada escrito, só o que fazia era desenhos animados nas folhas dos livros. O percurso era longo, e ele correu tanto que chegou vomitando tudo o que comeu. Em prantos. Professora má.
Lembro dele descendo a ladeira de bicicleta com mais de mil e a irmã, medrosa, gritando:"Menino, você vai cair!" - e depois ele chegando em casa todo ensanguentado da queda.
Lembro disso. Dele brigando com a irmã que tinha "boca de praga". Dele brigando com a mesma irmã boca de praga porque ela alertou que ele poderia quebrar o perfume francês e caro que a mãe guardava se ele subisse daquele jeito no guarda-roupa. Não restou nenhum gotinha do perfume, em compensação o quarto ficou uma delícia de cheiroso.
Lembro dele juntando com cola e sabão o vaso de decoração que a mãe tinha comprado há pouco tempo. É certo que a irmã era uma bruxinha e ficava só repetindo: "eu não disse, eu não disse!"
Lembro do menino loirinho, que se vingava juntando os coleguinhas no corredor da escola pra chamar a irmã boca de praga de bruxa, quatro-olhos e Olívia Palito.Hoje parece até engraçado.
O menino loirinho cresceu.Saiu de casa pra trabalhar depois de terminar o curso técnico mesmo sem gostar muito de estudar. Deixou de ser mais loiro, mas continuou inteligente e abençoado. As orações de uma mãe são verdadeiramente fortes.
Hoje ele tem um currículo de fazer inveja a qualquer profissional de nível superior. Tenta terminar a faculdade depois de mil mudanças de curso, porque continua sem gostar de estudar.
Hoje ele já não chama mais a irmã de quatro-olhos ou Olívia Palito. Talvez porque ela não use mais óculos ou tenha engordado. Outros xingamentos cabem melhor hoje pra ela, mas não são ditos com tanta frequência, só de vez em quando quando o menino não está de bom humor.
Fora isso, a irmã sabe, é só com ele que ela consegue morar sem ter tantas brigas. Só ele toca violão e canta o tempo todo pra ela ouvir. Só ele fica sem usar o computador pra emprestar o monitor pra ela digitar esse post. Ela sabe disso. Mas tem uma coisa que ele não sabe talvez porque nunca tenha sido dito...
Hoje é aniversário daquele menino que um dia foi loirinho e a irmã quer dizer... dizer que... Fê, eu amo você!

 Atualmente, na Petrobrás com colegas (primeiro da esquerda)
 Quando começou a trabalhar. Na Vale do Rio Doce.
 Completa hoje duas dúzias de anos... idade suspeita, mas ninguém duvida da sua masculinidade.