sexta-feira, 11 de dezembro de 2009



Bem eu mesmo.
Sonhei uma vez que o gerente de produção jogava terra em cima de mim, me enterrando dentro da vala.
Outra noite abri a janela do meu quarto achando que tava no canteiro de noite e tentava pular pra ir embora. Dei de cara com a grade.
Outra vez me vi na frente de trabalho, no final de um morro, próximo a um córrego, de noite, no escuro : tinham me esquecido lá! Gritei, gritei por socorro, em vão. Decidi ligar o celular pra enxergar alguma coisa e reconheci então meu quarto.
Outro dia o gerente chinês, no meu sonho, subia a escada arrastando um saco cheio de trabalho e me dava.
Com isso tudo falo horrores a noite toda e acorda morta de cansada. No meio do caminho do canteiro pras fases, durmo, e muito.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A solidão é um equívoco





A solidão é um equívoco, a vida não deveria permitir isso.
Foi a última a se casar. Um casamento arranjado com um rapaz que sofria do mal da timidez, que atrapalha a vida e com Gentil Tristão não era diferente. Sempre cabisbaixo. Nem o exército lhe dava forças para olhar para frente. Faustina nasceu em 1º de março de 1930, eleição de Júlio Prestes para presidência, mas seus pais não sabiam de quem se tratava. E depois, acabou por não tomar posse, mas isso é outra história. Faustina sofria de asma e mau humor crônico. Depois de dez anos casada e com duas filhas, enviuvou. Gentil faleceu em um bordel vítima de um mal entendido. Foi confundido com um caixeiro viajante que possuía três famílias. Faustina seguiu sua vida. Rabugenta que era, implicava com toda vizinhança: os gatos de Dona Maricota que derrubavam seu lixo, o cachorro de seu Augusto, a solteirona do final da rua. Organizava festas, convidava todo mundo e de repente sem mais nem porque expulsava os convidado a toque. Assim ficou conhecida, os anos passaram e as filhas mudaram-se, as visitas ficaram raras e só lhe restaram as plantas, com quem conversava, ligava o rádio para elas, que respondiam esplendorosas sempre floridas em abundância. No seu aniversário de oitenta anos acordou e pensou que merecia um presente. Arrumou-se toda e também uma pequena mala, mas deixou-a sobre o sofá levando apenas a bolsa de mão com seus pertences. Fechou a casa e saiu em direção à rodoviária. Destino: praia do Rio de Janeiro. Sua cidade ficava a mais de dez horas de viagem e tudo era novidade. Faustina nunca tinha ido tão longe, mas não sentiu medo, só curiosidade. Olhava tudo que passava rapidamente pela janela com muita atenção. Depois de algumas horas de viagem sentiu-se mal e foi Jorge, seu vizinho de poltrona, que a socorreu. Bebeu um pouco de água e virou-se para dormir. A praia estava vazia e o mar calmo. Tirou as sandálias e molhou os pés. Provou da água e viu o sol se pôr. Dormiu.
(Paulo Canarim)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Por que você...


Estou cada vez mais feliz por ser vegetariana.
Agradeço aos meus pais por terem me criado assim.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009





"Mas de uma coisa eu sabia: cada segundo que eu passava com ela só iria aumentar a dor que eu sentiria depois. Como um viciado com seu suprimento limitado, o dia de ajuste de contas estava chegando. Quanto mais doses eu tomasse agora, mais difícil seria quando meu estoque acabasse"...
 (Jacob Black)

Porque os meus post somem aqui? Eu, hein? Já é a segunda vez que escrevo isso aqui e de repente, simplesmente desaparece. Que coisa!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009



"Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar fosse fácil".


(Clarice Lispector)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009



"Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba, é aquele que fala.
E fala alto".
(Martha Medeiros)