Páginas

sexta-feira, 15 de abril de 2005

Paulo Afonso

Estou aqui em PA na casa de mamãe. Aqui é bom, vocês não têm nem idéia.

Ontem eu encontrei uma colega de loooooongas datas. Sabe aquelas amigas que de tanto você andar com ela passa a falar as mesmas coisas com a mesma entonação na voz e até as manias passam ser as mesma. Então, com Werllinha era assim. Ela tinha uma mania de pegar um mecha do cabelo lavado e ficar cheirando. Veja só, e eu ia na mesma onda, a gente conversava e de instante em instante cheirava o próprio cabelo. Fora isso, a gente tinha uma mania de quando queria mangar de alguma coisa em vez de falar: "Boniiiito!", exclamava: "Bíííuriful!" (Beautiful). Era disso pra pior.
Ontem eu a encontrei. Engordou um pouquinho, casou e tem um filhinho de nome bem diferente -Iasek (não sei a grafia correta). Ela ficou paralisada quando me viu, pensei que não estivesse me reconhecendo, mas na verdade tinha ficado surpresa.
Foi muito bom vê-la e lembrei logo de tudo que a gente aprontava no tempo de escola. Tempos bons!

Eu cheguei aqui em PA terça-feira, mas fiquei trancada em casa até ontem. Dá vontade de sair de casa não. Será a idade? Só ontem deu vontade de sair com minha prima Dandinha, fomos ver um cantor cantar (claro!) na igreja Adventista. Foi mais ou menos, o cantor era mais ou menos, mas arranjei até paquera. Um negão também cantor com CD gravado e cheio das brincadeiras, mas só serviu pra gente rir mesmo.

Amanhã meu amado chega aqui. Não consegue viver longe de mim, e me liga três vezes ao dia, todos os dias desde que cheguei. Ei, péra aí, hoje de manhã ele não ligou ainda. O que será que aconteceu? Será que ele está aprontando alguma?

E só pra deixar registrado, pra quem não sabe direito, nem todo crente é como a Creuza da novela América, ok?

Também pra deixar registrado, hoje tive um sonho saudosista e de certa forma bom. Saudade, saudade...

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Anta Nordestina

Eu sou uma anta mesmo. Consegui acidentar-me a mim mesma.
Minha mãe recentemente também conseguiu a mesma proeza, queimou-se a si própria com uma bolsa de água quente, receita de minha vó pra curar uma dor teimosa no braço. Diz mainha que não sentiu nada na hora, absolutamente nada, não sei como, só notou o estrago quando as bolhas começaram a aparecer. Ficou na carne viva, uma coisa horrível. Pra completar, ela feito criança, estorou as bolhas. Argh! Aí foi pior, um líquido amarelado ficou escorrendo e ... credo! Que nojento! Só de lembrar me dá uma agonia acrescida de uma fraqueza nas pernas e nos braços.

Já um tio meu quase perdeu sua própria unha orando. Sim, orando. Estavam todos de joelhos na hora do culto e após o amém ele foi levantar-se e para isso apoiou uma das mãos no joelho que já tinha sido erguido. Não sei se foi castigo pela semelhança com a coreografia do "bota a mão no joelho, dá uma abaixadinha", se foi, o castigo veio à galope, porque ele espremeu o dedo polegar entre o joelho e a cadeira da frente. Outra coisa horrível: a unha ficou roxa do sangue pisado, fofa, nojenta mesmo...

Comigo aconteceu quase o mesmo.
Outro dia, ou melhor, outra noite faltou luz e o ventilador parou de rodar. Pela manhã constatando o retorno da energia e querendo ficar um pouco mais na minha cama morninha, fui ligar o ventilador. Nada. Tentei novamente e descobri que o bicho tinha pifado. Acocorada, mexi na tomada e praguejei. Levantei rapidamente ainda meio cega de sono e mais ainda da miopia e bati com toda força do mundo uma lado da minha bunda no puxador da gaveta.
Foi uma dor tão grande que toda a minha perna esquerda ficou paralisada imediatamente. Passei mais ou menos 10 minutos deitada no chão gemendo: Uuuuuhhh!!!
Resultado: uma "ronxa" do tamanho de uma laranja no meu glúteo, uma dor miserável e no outro dia piscina com um biquini tão grande que parecia um short (eu ia dizer bermuda, mas achei muito exagero) pra esconder o hematoma.

Uma coisa é certa, sou mesmo uma anta, e pior, uma anta nordestina.