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quarta-feira, 24 de agosto de 2005

Vortei.

Também voltei aqui.

O template tá meio gay, mas tô num fase de amar coisas afetadas, então tá bom.

Dia 30 do mês passado meu amado completou ano: 23 anos e 12 meses. Eu inventei de fazer uma festinha surpresa digna da idade que ele estava completando, mas achei que causaria um incidente diplomático familiar, e já que eu não sou lá muito querida das minhas cunhadas, resolvi evitar fazendo uma festinha temática do ursinho Pooh, que é a cara de Fabinho, só faltando a mosquinha na bochecha direita.
Nunca fizeram uma festinha pra ele quando criança, e eu acho que ele tem um certo trauma, pois eu nunca vi pessoa que gostasse mais de bolo de aniversário, brigadeiro e cajuzinho. Então pensei: Por que não fazer? Por que não fazer? Fiz-ô-ô!

Usei e abusei dos dons da minha amiga Jamille que desenha bem e sabe enfeitar uma festa como profissional. Comprei chapeuzinho, copinho, pratinho, bolas, língua de sogra, apito, velinha, bolo, tudo que uma festa de criança precisa ter e combinei tudo com minha cunhada Sheila.
Quase que tudo ia por água abaixo porque no dia anterior rolou um estress com essa minha cunhada. Ela tem uma língua, Deus benza, e fala de mim pra Deus, o mundo, cachorro, papagaio, periquito, e eu sempre acabo descobrindo. Dessa vez ela falou de mim pra ex-namorada de Fábio, que comentou com Jamille, que falou pra mim, eu falei pra Fábio, que falou pra mãe dele, que falou pra Sheila, que imediatamente ligou pra mim pra tomar satisfação. Pense! Acha uma absurdo? Desde que comecei a namorar Fábio que é assim, um diz que me disse, um fulano falou, fulano disse, um afirma, outro nega e todo mundo se acha no direito de saber e se meter na minha vida. Ninguém merece!
Mas tudo ficou parcialmente resolvido até a festa (que foi na casa de Fábio), pois como minha sogra disse: "Não se preocupe, eu sei fingir muito bem!".
Oukêi.

No dia da festa, Fábio passou o dia todo comigo e não sei como ele não descobriu nada porque era tanta ligação pra lá e pra cá, gente que vinha na minha casa na surdina pegar alguma coisa e meu amor, bichinho, completamente alheio à movimentação, triste porque quase ninguém tinha ligado pra ele, numa deprê que fazia dó.
À noite já estava tudo combinado. Sheila ligaria pra ele avisando e alarmando que a mãe estava muito doente, que estava sozinha e blá-blá-blá. Atriz só tem até ali.
Quando ela ligou, Fábio pirou o cabeção. Deu vontade de rir da cara dele de preocupado e da carreira que ele foi do supermercado onde estávamos até a casa da mãe.
Chegando lá, Sheila já estava no portão, a casa toda fechada e escura e Fábio saiu avionado que até esqueceu de desligar e fechar o carro.
Cômico foi a hora em que ele entrou. Pensei eu que quando a porta fosse aberta, todos correriam gritando "Surpresa!", mas não, Fábio entrou, passou pela sala, chegou até a sala de jantar, viu a mesa toda enfeitada e eu pensando: "Cadê o povo?". De repente saiu uma velha alta com uma língua de sogra na mão e um apito na outra gritando: "Êêêêê!". Sozinha. Parecia uma garça enlouquecida. Ela abraçou Fábio que não estava entendendo nada e só depois a multidão apareceu da cozinha escura gritando: Surpresa!

Nunca ri tanto na minha vida. Depois Kedma me contou sobre os bastidores: a mãe de Fábio ficou arrebanhando o povo na cozinha, sabe Deus por quê, dizendo que ainda não era a hora de sair, e aquela garça assustada, foi a ovelha desgarrada, única com bom senso a entender o momento exato de fazer a surpresa.
O resto da noite foi pra comentar o epísódio e comer brigadeiro. Fábio feliz da vida, enfim, essa foi a sua primeira festinha de aniversário, e a primeira vez ninguém esquece.

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Em manutenção.

Estamos trabalhando para o seu conforto e comodidade.
Em breve voltaremos com novidades.

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

Tem gente reclamando que eu ando sumida.
Enjoei do msn, do blog e da internet, então sumi. Na verdade eu sou a única pessoa da face do planeta que ainda não tem internet banda larga, então entrar na internet pra mim é um saco, visto que tenho que ficar horas esperando uma página abrir.Na verdade são minutos, mas pra quem paga na moeda "impulso" viram horas de trabalho pra poder pagar.
Por essas e outras dei um tempo. Também pra ver se alguém sentia minha falta.
Depois de telefonemas, e-mails, cartas e telegramas de fãs ansiando o meu retorno triunfal, tentarei ser mais assídua (pelo menos durante essas duas semanas de curso em que tenho internet rapidez "di grátis")

Notícias de última hora:

Passei alguns dias na casa de mamãe e acabei descobrindo um lado meu que antes não conhecia: Sou materialista.
Fiquei arrasada com isso, logo eu que prego o desapego aos bens materiais!
Pois, passei 5 dias me Paulo Afonso e morri de saudades do meu carro cheirando a novo, da minha cama box king size-sabe-Deus-quando-vou-terminar-de-pagar, meu guarda-roupa novo, lindo e grandão, minha TV de 29 polegadas.... ah! Saudade...
Ah, sim, claro, saudade do meu amado de pernas grossas e boca fofinha, como não?

Ops,
Tocou a sirene, deixa eu voltar pra aula.

Falei e Disse.

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

Essa semana andei pelas ruas e achei todo mundo feio. A cidade em peso povoada por pessoas feias.
Um cara perto de mim com uma boca tão grande falando tantas besteiras que dava pra ouvir o barulho dos lábios batendo um no outro "plaft, plaft!". Fiquei enojada.
Um moleque estudante de Física que também falava alto sobre Eletromagnetismo, Física Quântica, Vetores, Geometria Analítica, Álgebra Linear, se gabava e eu me controlando pra não vomitar em cima dele.
Na aula de Matemática Financeira, aqueles estudantes caricatos que vão pra faculdade vestidos com o samba-canção que dormem de tarde, chinela e canelas magras e se acham amigão do professor, contam piadas que supõem engraçadas, ou soltam piadas com o professor em tom mais baixo, só pra os colegas ouvirem e pensarem que ele é o "corajosão", "o tira-onda"... bando de péla saco!
E pra completar um carinha atrás de mim corrigindo meu exercício: "Né isso não, mulher! É assim e assado!". Acabei acertando o "dever" e deu vontade de olhar pra ele e dizer: "Vem cá, te conheço? Eu, hein!"
Nesse dia só vi gente horrorosa e um maluco que pregava tapando a mão com a boca. Vai ver que era banguelo e me poupou de mais uma cena bizarra.
Pra não dizer que Aracaju toda tava enfeiada nesse dia, vi um cara que era a cara de Lineu, corôa até bonito, e um carinha que era a carinha de Marcus Paulo, mas quando ele andou percebi que tinha pernas de alicate.
Nada é perfeito.

Falei e Disse.