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quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

Eu (ontem) joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim

O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu
E lendo os teus bilhetes eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu...


(Tendo a lua -Tetê Tillett, Herbert Vianna)

Estavam num cantinho da minha gaveta de blusas. Cartas e cartões. Dois musicais (ainda existe isso?), mesma música, mesmas palavras. Te amo, te amo. Cartas de dois que me magoaram, um que eu magoei. Quanto papel, tinta e palavras jogados fora. Levaram-me a um tempo passado onde o amor foi demais. Tsc, tsc!

Hoje as fotos no mural são de outra pessoa. Será que papéis, tintas e palavras serão novamente desperdiçadas? Até quando?

Então é Natal. Natal de Papai Noel, porque o menino Jesus eu não vi em decoração nenhuma. Vi um Papai Noel Coisinha de Jesus dançando todo duro na porta de um armarinho, mas um Jesus mesmo, aquele na manjedoura, eu não vi em lugar nenhum. Mas ele não nasceu mesmo no dia 25 de dezembro... só instituíram essa data pra acabar com a festa pagã desse dia. Normal.

Então é Natal. E eu odeio a Simone cantando essa música: "Hi-ro-shi-ma, Na-ga-sa-ki... " - eu odilho, mas a música não sai da cabeça. Mas é Natal, e a gente sempre fica pensando na vida, na morte da bezerra, nas besteiras que fez o ano todo.

E esse ano vai ser bom (tomara!).
Não vou pra PA porque ninguém merece passar 5 horas dentro de um ônibus que pára em toda roça, toda cancela, numa estrada esburacada... não mereço esse presente de natal, não mesmo. Mas vou pra casa do meu amado e depois pra casa da tia da minha amiga, filando a ceia da família dos outros. Vou estar com as minhas primas e vai ter troca de presentes. A mesma coisa de sempre... mas esse ano eu estarei acompanhada... hehehe!

Então, se eu não aparecer até sexta-feira, Feliz Natal pra todos. Hohoho!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

Meus amigos são inteiramente bobeira - Parte II


Preservarei a identidade deste meu amigo. Contarei o milagre, mas o santo ficará anônimo.

Bom, às vezes no trabalho a gente tem que fazer hora extra, quando isso acontece é preferível ficar por lá mesmo, almoçar, e se der, tirar um cochilo também.
Gostaria de dizer que a hora extra não é remunerada, porque "urêa seca" só ganha salário seco (entenda-se: "orelhas secas" - terceirizados que prestam serviço. Peão de trecho, batedor de estaca, Zé-ninguém).
Tá, vergonha eu tenho de dizer que estou incluída nessa classe, mas pelo menos eu sou um "urêa seca" de nível superior.
Mas a história não aconteceu comigo, aconteceu com uma colega minha, que na hora da sesta ("urêa" também é cosmopolita) forrou o chão da salinha à parte do desenhista com projetos velhos e pegou no sono. Babou em cima dos projetos e acordou assustada achando que o chefe já tinha chegado. Levantou-se rapidamente tirando as remelas do olho, limpou o rosto babado, ajeitou a roupa e sentou em frente ao computador da sua sala, mas esqueceu dos cabelos.
Não se passaram 5 minutos e o chefe adentra ao recinto, e ela lá com os cabelos assanhados, um lado meio levantado e mastigado, fios em total desalinho, fuá. Só notou ao se olhar no espelho do banheiro, então passou um pouco d'água, ajeitou com as mãos e pensou: "Será que ele notou?"

Já ontem descubro um grande buraco na lateral esquerda da blusa dessa mesma colega. A costura se desfez e eu, com total discrição, tentei avisá-la.
Ela, sem nem pensar muito pegou um marcador de texto verde e pintou a parte do seu corpo que estava exposta. "É que eu só vou poder trocar essa blusa quando voltar da faculdade de noite. Veja se agora não ficou parecendo uma segunda pele?" (a blusa era de um verde mais escuro). Falou naturalmente. E assim ficou, com a blusa descosturada e ainda saiu pra dar aula e resolver coisas no banco e no centro.

Mas não pára por aí.
Outro dia eu e ela saindo do trabalho e conversando sobre paisagismo. Ela falava e eu só ouvia: "É que vou fazer um jardim na minha casa, colocar grama esmeralda, palmeiras, mini-exórias, uns anões e sapos e blá-blá-blá..." - e seguimos olhando os jardins da empresa e da vizinhança.
Ao passar por uma esquina, notamos um jardim que tinha tudo pra ser bonito, mas estava seco e mal-tratado, tinha até uma meia velha suja pendurada em uma das plantas. Minha colega observando, comentou: "E esse? Diz ele que fez um jardim" - Pooomm! - ouvi em seguida um barulho estranho e suspeito, será que era o que eu estava pensando?
Virei rapidamente pra minha colega que completou: "Eitcha! Fiquei tão emocionada que peidei!" Falou assim, com a mesma seriedade com que comentava sobre paisagismo.
Rapaz, eu fiquei muito sem graça. Tentei manter a postura, a seriedade, mas uma risada calada foi se formando dentro do âmago do meu ser, foi me dando uma fraqueza nos braços, depois nas pernas e então parei de andar. Joguei minha agenda na calçada, sentei e ri, ri tanto que a barriga ficou musculosa. Senti dores nas costas do esforço risístico (sic) e só então a minha colega sentou e riu junto comigo incontrolavelmente.

Agora digo: a gente ganha pouco mas se diverte.

Pê Esse: Ei, colega, vou sentir sua falta quando o fim dos tempos chegar.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

Tenho que parabenizar...

Manu pelo seu aniversário no dia 06;
Nel, minha colega de trabalho, pelo aniversário no dia 07;
E Fabinho por ter passado no vestibular de Administração.

Êêêêêêêêê!!!!!
Felicidades aos três, muitos anos de vida pras duas e que meu amor ganhe muito dinheirinho pra poder pagar a faculdade.
Êêêêêêêêê!!!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

Não é a dor que quero entender (essa dói e pronto),
mas esse mistério de duas almas
que não se tocam no físico
e têm quase uma unidade na imortalidade.
Mas é isso que quero!
Você me ama?
Você quer construir uma vida comigo?
Tem desejo e sabor?
Eu sinto que você me quer, precisa de mim,
mas será que eu estarei
ao nível de suas expectativas?
Eu queria uma certeza,
quantas vezes vislumbrei o que seria o derradeiro
e nem início era.
Quantas vezes esperei contar
e só senti se afastarem e eu ficar no chão...
Eu quero a certeza do absoluto.
A afirmação positiva.
Não quero os sonhos dos loucos,
nem a vontade dos sem-alma.
Eu quero a certeza da vida.
A afirmação do amor.
Não apenas um amor carnal e dirigido,
mas do sentimento verdadeiro
que se entranha na alma
e que não existam mágoas, que não dissolva.
Quero ter a certeza premonitória
que posso mergulhar, que não encontrarei uma pedra.
Quero a certeza da luz
que não se machuca nos espinhos,
penetra as sombras, não se inibe no mar...
Ou a certeza ou nada!
Duas almas que constróem uma estrada juntos,
não sabem como esse trajeto será,
mas apenas têm uma certeza quase sobre-humana
que têm que construir juntas.
São vidas independentes, mas harmônicas.
São autônomas, mas responsáveis.
Consistentes no que sentem
e têm a certeza do que realmente sentem.
Não é um "eu acho", "pode ser", "quem sabe",
"vamos tentar", "se der certo"...
É a certeza que só o verdadeiro amor tem.
Que não tem fronteiras, nem modos,
um amor que não espreita, não sucumbe,
nem apenas existe para satisfazer
nossos pequenos egoísmos.


(Carlos Eduardo Bronzoni©)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

Brincadeira de criança como é bom, como é bom!

O colega Art perguntou: O que é o Can Can?
E eu respondo: Can Can?


Can Can é um envolvente jogo de baralho que exige muita malícia e esperteza na hora de fazer os descartes. Quem descartar todas as suas cartas primeiro vence o jogo.
Idade: a partir de 10 anos .


Sim, é a partir dos 10 anos, e daí?

Por falar em brincadeira de criança...

Tinha uma amarelinha no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma amarelinha. Eu vinha de mãos dadas com meu amado e não consegui resistir, o saudosismo foi maior. Soltei a mão dele e saí pulando: um pé na casa 1, na casa 2, dois pés na casa 3 e 4, um pé na casa 5, casa 6... CÉU! Compenetrada, séria. Marcas de nostalgia em meu rosto.
Na hora de virar e voltar, ainda pulando, vejo Fabinho vindo na minha direção... também pulando e rindo... um pé na casa 1, casa 2 ...
Agora diga se a gente não dá certo!

E pra terminar:

- Amoooor... fala uma coisa bonita pra mim...
- Hum... você é... meu pedaço de pão Jacó.*
- Amor, logo pão Jacó!!!
- Mas é com manteiga (me enchendo de beijos).


* pão Jacó = pão francês = pão de sal = cacetinho (como queiram!)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004


"Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade".
(Marcos Lara Resende)

Final de semana é uma onda, vão pra minha casa e fazem a maior festa. Tá certo que deixam uma pilha de pratos sujos no domingo de noite pra que eu lave, mas pra minha sorte, sempre tenho meu fiel escudeiro ao meu lado pra me ajudar.

Primeira cena: Eu e Ellen almoçando. Abro o frasquinho de pimenta feita em casa e pingos voam por toda a mesa, atingindo um dos olhos de Ellen. Essa passa a coçar o olho calmamente e reclamando baixinho: "Vixe, meu olho ta ardendo... por que será?"
Demora alguns minutos pra que a minha unidade caia: "Eita, Ellen... (com toda paz)... será que foi a pimenta?"
Ellen se levanta: "Ai, meu Deus! Ai, meu Deus! Vou ficar cega!". Começa a pular no meio da cozinha, correndo em direção a lavanderia, dessa vez esfregando violentamente a mão no olho. Faz um escândalo, chama a atenção da vizinhança, passa meia hora com a cara debaixo da torneira lavando o olho vermelho fogo e depois senta no banco e se acaba de rir.

Segunda cena: Eu e Ellen assistindo o terceiro filme consecutivo. Madrugada. Eu com a cabeça apoiada na mão. Câimbra. Minha mão toda torta."Ellinha, Ellinha... socorro... ói a minha mão como tá". Ellen olha e grita, batendo na minha mão desesperadamente: "Sai, Sai! Ai que medo!

Terceira cena: Eu e Ellen conversando seriamente. Ela começa a fazer uma careta. Careta progressiva, até que pára e fica três minutos com a mesma careta olhando pra mim. Parada. Estática. Mêda. Parecia possessa. Depois do meu desespero, ri pra se acabar mangando da minha cara.

Quarta Cena: Eu, Kedma e Jamille jogando Can-can na madrugada do sábado. Das três a única sóbria era eu, apesar de bêbada de sono. Depois de 20 jogadas, Jamille, descabelada, toda torta sentada no chão, com as mãos cheias de cartas, pergunta:"Qual é mesmo a regra do jogo?"
Depois de ter bebido uma garrafa de vinho, bebe duas de água. A gente começa a tirar onda dizendo que o jogo só acaba quando a "bebinha" ganhar uma vez, e essa ao jogar uma carta azul repete:"Vou jogar a cor maaaais liiiinda do mundo. 70% do planeta tem essa cor". Ao jogar uma carta verde, diz:"A cooooor das matas" , fazendo um movimento semi-circular com a mão direita. E isso se repetiu pra cada carta azul e cada carta verde que ela jogasse a madrugada inteira.

Na verdade, meus amigos são inteiramente bobeira.

terça-feira, 30 de novembro de 2004

Hoje eu não tenho muito o que fazer. Aliás eu quase nunca tenho o que fazer.
Saudade da época em que eu não tinha tempo pra nada, nem pra pensar e dormia e nem sonhava. Era ruim, mas era bom, entendeu?
Agora eu fico inventando o que fazer. Tarde toda livre. Cursos, academia, saídas pra qualquer lugar. Ando por aí sem destino e minha prima diz que isso é coisa de doida. É... acho que tô ficando meio louca mesmo. Meio, não, toda.
Sábado bateu uma solidão. Chorei a tarde toda. E ainda está chegando o Natal e Ano Novo... épocazinha ruim.
Procuro o que fazer pra não ter que ficar ligando toda hora pra o meu amado. Ele disse que quer tomar conta de mim, cuidar de mim e não o contrário, mas é tão difícil não ter o controle, não saber por onde ele anda, se está trabalhando, dormindo...
Outro dia eu passava de ônibus no centro e o vi na rua andando. Eu pensei que ele estivesse no trabalho, nem imaginava que pudesse estar em outro lugar. Foi ruim saber disso.
Mas a gente conversou e ficou decidido: tento não ligar tanto pra ele. Ontem eu não liguei hora nenhuma. De vez em quando desapareço, finjo que não estou esperando o telefone tocar. Desligo o celular, desligo o telefone e finjo que durmo que é pra o tempo passar mais rápido.

quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Meu Mundo e Nada Mais

Acho que já coloquei essa música aqui, mas vale a pena repetir. Enquanto as coisas não melhoram, sigo cantando Guilherme Arantes, lembrando de uma grande amiga que é solidária e sabe exatamente como me sinto em algumas horas, apesar de toda a confusão de sentimentos que faço.

Guilherme Arantes
Meu Mundo e Nada Mais

Quando eu fui ferido vi tudo mudar
Das verdades que eu sabia
Só sobraram restos que eu não esqueci
Toda aquela paz que eu tinha
Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado
À meia-noite, à meia luz, pensando
Daria tudo por um modo de esquecer
Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo por meu mundo e nada mais

Não estou bem certo se ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura

Como ser mais livre, como ser capaz
de enxergar um novo dia...

sexta-feira, 19 de novembro de 2004



Dust in the wind
Poeira no vento

Eu fecho meus olhos
Só por um momento e esse momento se vai
Todos meus sonhos passam diante dos meus olhos curiosamente
Poeira no vento
Tudo que eles são é poeira no vento.

A mesma antiga canção
Só uma gota d'água no oceano infinito
Tudo que fazemos desaba por terra, embora nós recusamos ver.
Poeira no vento
Tudo que somos é poeira no vento.

Não agarre-se a isso
Nada dura para sempre, a não ser a terra e o céu.
Isso vai embora
E nosso dinheiro não vai comprar outro minuto
Poeira no vento
Tudo que somos é poeira no vento
Poeira no vento
Tudo é poeira no vento.

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

Estudos demonstram que um dos mais importantes fatores na saúde e longevidade não é exercício, alimentação ou estilo de vida, mas nossa resposta à pergunta: " Você tem alguém na sua vida que realmente o ame? E quem você realmente ame?"
Aqueles que respondem "não" têm risco até cinco vezes maior de morte prematura que os que respondem "sim". A mensagem dessas pesquisas: o amor realmente conta.

(Superinteressante - edição 206)

Por isso que de vez em quando eu sinto que "estou morrendo... morrendo por dentro..." (KLB)

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Tristeza não tem fim


Hoje, cantando:

"Tristeza não tem fim,
Felicidade, sim".


E embalada por Tom Jobim, vou contar mais uma da série:
Não me faça te pegar nojo!

Tem dias que é melhor você não acordar, não levantar da cama, e se der, não atender telefone.

Essa fase de má sorte começou na segunda de feriado.
Eu e meu amado no cinema, quando dei por conta que o celular estava vibrando. Quando olhei: três chamadas não atendidas da irmã dele e uma da prima. O celular de Fábio estava desligado e logo deduzi que queriam dar algum recado a ele.
Preferi ligar pra prima que tem o celular da mesma operadora que o meu. Mais barato, né? Tá, esse foi o meu grande erro. Recado recebido e transmitido, a irmã dele continuou dando toque no meu celular pra que eu retornasse a ligação. Toques e mais toques, eu já sabendo do que se tratava, sem querer gastar meu rico dinheirinho, mas diante de tamanha insistência, retornei a ligação.

- Alô.
- Oi, Fulana! (com minha bobalegrice nata)
- Passe pra Fabinho.


Assim, curta e grossa. Tá. Passei. Aí ela descarregou: reclamou que ele só ficava comigo, que esquecia da família, que não dava nenhum telefonema e que ela tinha que ligar incomodando os outros (os outros sou eu) pra poder dar um recado muito importante.
Se eu tivesse em outros dias que não fossem aqueles famosos tepeêmicos, deixaria passar, mas... retornei a ligação pra dizê-la: "Ei, um pouquinho de educação de vez em quando é bom. Oi e tudo bem ainda se usa, viu?"
Foi a gota d´água. O temporal desabou sobre a minha cabeça e eu só não fui chamada de bonita, discussão braba no telefone com direito a ela desligar na minha cara.

Até aí tudo mal. Mas hoje no trabalho, telefone tocando, resolvo atender. Logo de cara ouço:"Essa p%##@, esse c@&@lh%..." - alguém xingava alguém.

Eu: A-a-lô!
- Fulano ta aí?
- Não.
- E Sicrana?
- Está. Quem deseja?
- MINHA FILHA, VOCÊ NÃO PRECISA PERGUNTAR QUEM É. PASSE LOGO ESSA P%##@.
- Sim, senhor.

E saí, piscando o olhinho.

Hoje definitivamente quero distância de um telefone. Quem eu quero que me ligue, não ligou. Nem ontem, nem hoje. Raiva total de mim. E se ligar, com certeza será pra me dar um belo de um forão. Hoje não é meu dia.

Capítulo anterior: 30/06/04

terça-feira, 16 de novembro de 2004

Pra quê chorar o pote quebrado se todas as forças do universo fizeram ele cair das suas mãos?"

Sim, forças ocultas e maléficas do universo querendo afastar o meu amor de mim.
Sim, essas forças ocultas e maléficas são fortes.
Sou odiada gratuitamente.
Ciúmes, inveja, fofoca das pessoas que nos rodeiam.
Ninguém gosta de ver um casal feliz.
E pra completar me recriminam, porque sou crente tenho que agüentar tudo calada.
Sou crente, mas sou Pedro, louca pra cortar a orelha de um.

segunda-feira, 15 de novembro de 2004


"Eu amei e acho que algumas vezes ele também me amou
Só que o prazer é tão curto
Eu amei e acho que algumas vezes ele também me amou
Só que o esquecimento é tão longo"


(Nenhum de Nós - Extraño)

Sábado teve uma festinha familiar na casa das minhas primas e o namorado de Iris levou um amigo. Esse amigo logo se enturmou, e acabou dando em cima de uma amiga da gente.
Esse não tinha o que falar, tenta dar um beijo nela e pra se aproximar disse: "Me senti atraído pelo seu rosto, porque de corpo você não é essas coisas todas".
É mole? Tem homem que sei não, sabe. Fiquei até sem palavras. Se eu fosse ela tinha dado um golpe de tae kwon do (sei lá como se escreve) em certas partes dele pra largar a mão de ser idiota.

Fotos do final de semana no Vejafoto.

sexta-feira, 12 de novembro de 2004



E ficaram lá, sentados no sofá, aconchegados, insensíveis a tanto calor, a noite quase toda sonhando com os preparativos do casamento.
E já ouvi dizer que:

"Sonho que se sonha só
é só um sonho que se sonha só,
mas sonho que se sonha junto
é realidade
."

(Raul Seixas)

Será? 

quinta-feira, 11 de novembro de 2004

O que é o amor!

"AMOR: É um gostar que não diminui de um aniversário para o outro.
Não, amor é um exagero...
Também não, é um desaforo...
Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não fizesse sentido,
Talvez porque não houvesse explicação,
Esse negócio de amor
Ela não sabia explicar,
a menina".


(Mania de Explicação - Adriana Falcão)


Sempre achei que minha sogra não fosse muito com a minha cara.
Quando eu ligava sempre me respondia com monossílabos, enquanto eu, boba alegre, fazia alegria de cachorrinho abanando o rabo. Sempre tentava conversar com ela, mas ela nunca ficava no mesmo ambiente que eu estivesse dentro da sua casa.
Uma vez me deu o maior forão me criticando por certas atitudes minhas com o filho dela. De vez em quando uma piadinha em forma de brincadeira, ligava quando o filho demorava e ele sempre inventava de sair com ela quando eu queria estar com ele. Fora isso, a discriminação às avessas: me discriminava por eu ter nível superior e seu filho não, achando que um dia, mais cedo ou mais tarde eu o humilharia por isso.
Normal. Afinal, sogra é sogra. Sogra boa só mesmo a do meu namorado, e até essa de vez em quando dá umas tacadas pesadas em mim. Defende o genro que é uma beleza!
Mas..."não existem gatos na América" (*piada interna) e ontem quando liguei pra falar com Fábio minha sogra atendeu:

- Oi, Erika!!!!
- Oi.
- Tudo bem, gostosa? (ela também me chama de gostosa)
- Tudo. Fábio tá aí?
- Está sim. Mas você está bem mesmo?
- Estou... e a senhora?
- Eu estou Ó-TI-MA. Meu baby acabou de ligar.
- Ãnh?!
- É, estou NAMORANDO.
- É mesmo?! E apaixonada, pelo jeito.
- É!!!! (risos!) A gente saiu domingo, foi maravilhoso... blá-blá-blá...


E seguiu-se um diálogo festivo como se fôssemos duas grandes amigas confidentes.
Tenho que confessar que fiquei emocionada. Fiquei feliz por ela, que é viúva há algum tempo e teve um casamento bem atribulado, merece experimentar as coisas boas do amor, e por mim, que agora não vou ter ninguém ciumando e controlando totalmente meu amado.
E pra completar, Fábio ainda chega me contando que ela intimou: "Você tem que casar com Erika!"
Ah! O que é o amor! Transforma as pessoas, edifica e constrói. O amor é lindo!

quarta-feira, 10 de novembro de 2004

"Suga-me, suga-me mucho..."

O povo pensa só porque eu tenho uma profissão com título bonito eu ganho rios de dinheiro. Só porque eu trabalho numa empresa do estado (e nem sou funcionária) pensam que eu tenho um ótimo e fantástico salário e posso sair por aí distribuindo dinheiro.
É um que pede pra comprar no meu cartão, é outro que pede cheque emprestado, outro pede uma ajuda pra construção, pra creches e orfanatos e até pra comprar televisão.
Uma vez imploraram eu acabei comprando no meu cartão um celular pra filha de uma amiga. Tá, ela pagou direitinho, mas o dinheiro de uma parcela ela entregou na mão de outra pessoa pra que fosse entregue a mim e até hoje eu espero esse dinheiro. Uma diz que entregou, a outra também e eu fiquei de mãos vazias e com a dúvida: "Será que eu recebi e não lembro?"
Outra vez eu convidei uma amiga pra viajar comigo pra casa dos meus pais. Ela pediu pra comprar a passagem no meu cartão e eu comprei. Até hoje não vi a cor do dinheiro. Ah, os juros eu vi sim, vieram discriminados na minha fatura.
Ontem a mulher do celular implorou pra comprar uns livros no meu cheque ou cartão. Disse que precisava trabalhar, vender os livros e eu acabei dizendo sim: R$1050,00 e o marido dela ainda completou: "É você que vai me socorrer porque minha TV queimou e eu preciso comprar outra. Vou precisar dos seus cheques". Como dizem aqui em Aracaju: "Queixo duro!"
Tem neguinho me devendo há mais de ano. Na certa ele pensa que ele precisa mais do que eu. Tem outro que vive me pedindo dinheiro emprestado. E olha que não é dinheiro pouco não!
Isso cansa. Eu já cansei de inventar desculpas pra dizer não educadamente. Será que vou ter continuar cantando: "Sugame, sugame mucho, como se fuera esta noche la ultima vez... su-game, su-ga-me muuuuucho..."

Pê Esse: (aprendi com a menina De Perna Curta)
Por que beijos e abraços são produtos perecíveis? A gente podia guardar um pouquinho dentro de um saco pra ir usando quando a saudade fosse muito grande. Há 3 dias não vejo meu amado... saudade daquelas pernas grossas. Ui!

terça-feira, 9 de novembro de 2004

Pobre adora uma promoção

- Amor, tô indo pra o cinema com mainha e Vi, certo?
- Hoje qualquer sessão é 2 reais, né? Kkkkk! Pobre adora uma promoção!
- Meu bem, tá chamando minha mãe de pobre, é?


O Cinemark estava exibindo filmes nacionais nessa segunda-feira por 2 reais cada sessão. Barato é, mas minha amiga Nel queria que fossem 2 reais a entrada pra que se pudesse assistir todos os filmes. Injeção de graça na testa ela também está aceitando.
Eu, claro, também não podia deixar passar essa promoção. Chamei mainha e aproveitei que estava falando com minha cunhada no msn pra convidá-la também. Elas assistiriam Olga e eu assistiria A Dona da História. Mas, porém, contudo, entretanto, não sou pobre mas além de pegar promoção, fui obrigada a ir de busão, e por causa dele chegamos atrasadas e as sessões já estavam lotadas.
Acabamos entrando pra assistir Onde Anda Você, que a gente nem sabia do que se tratava, mas era a única sessão disponível naquele horário e Vi ainda completou: "Por 2 reais... vamos lá!"
Rapaz, o filme até que foi bonzinho. Deu pra dar umas risadas, tantas que eu me engasguei enquanto Vi repetia que não podia mais rir porque a bexiga estava cheia. Tinha gatinho, tinha casal apaixonado e tinha Regiane Alves que é linda demais. Tinha também ralé dentro do cinema. O que era aquilo?!
Logo no começo o povo que estava atrasado entrava correndo e falando alto e tagarelando e rindo. Sabe aquelas risadas nervosas de quem conseguiu comprar algo por uma bagatela? Então. E o povo correndo pra pegar lugar. E passando sem pedir licença entre os pés da gente.
Duas gurias do meu lado comiam salgadinho-comprado-no-supermercado-porque-o-lanche-do-cinema-é-caro e falavam milhões de besteiras com aquele sotaque carregado de sergipano de periferia. Depois, no meio do filme, uma delas deitou completamente no braço da minha poltrona e colocou as pernas praticamente em cima das minhas e dormiu. E pior: qualquer comentário que eu fizesse em voz baixa com minha mãe, elas também faziam em tom audível a toda a comunidade cinéfila.
Ninguém merece... mas por 2 reais... nem injeção na testa.

sexta-feira, 5 de novembro de 2004

Disseram que ultimamente eu estava escrevendo só merda. Isso me levou a pensar: fecho a privada e dou descarga?

Mas antes eu queria saber: quem de vocês está no Orkut?
E dêem sua opinião no Tops de Linha - Toda mulher gosta de um "cafa"?

terça-feira, 26 de outubro de 2004


Ir ou não ir, eis a questão.
Da última eu perdi, chorei e sofri, seria diferente agora?
Eu que nunca sei lhe dizer não, também nunca aprendi a dar uma segunda chance.
Nem a mim.
Nem a ninguém.

O CHAMADO
(Marina Lima/Giovanni Bizzoto)

Vou seguir o chamado
E onde vai dar, e onde vai dar
Não sei
Arriscar ser derrotado
Por mentiras que vão, mentiras que vêm

Punir um coração cansado de sofrer
E de amar até o fim...
Acho que vou desistir
Céu abriga o recado pra eu me guardar,
mudanças estão por vir
Esperar ser proclamado o grande final,
o grande final feliz
Que tal aquele brinde que faltou?
Será que teria sido assim...
Acho que vou resistir

domingo, 24 de outubro de 2004




"Ele me deu rosas no nosso primeiro mês de namoro. Pensei que elas durariam pra sempre, mas murcharam no dia seguinte".

sexta-feira, 22 de outubro de 2004




"Às vezes eu tento enganar a consciência e faço pose de menina independente, mas não adianta. Ela vai pesar".

quinta-feira, 21 de outubro de 2004

Babalu, game over!

Dia 07 desse mês meu blog completou um ano. Não fiz festa porque criança de 1 ano sempre chora nessas festinhas e depois nem se lembra de nada apesar de você ter gasto os tubos com a decoração.
Enfim, não fiz festa porque estava deprê, mas saí pra comemorar no dia seguinte. Tá, eu não saí pra comemorar o aniversário do blog, mas faz de conta que foi.
Saí com minha amiga Jamille porque precisava respirar novos ares e ver caras diferentes, então fui pra uma festinha na casa das minhas primas.

Festa estranha com gente esquisita... amigos da minha prima Íris. Eu não conhecia quase ninguém, mas e daí? Como sou boba alegre, depois de uns instantes já estava descalça sentada no tapete conversando com um cara super sério que mal abria a boca pra responder nada. E eu enchendo ele de perguntas!
O amigo dele parece que gostou de mim porque ficou me chamando o tempo todo de "Erika com K" e toda hora me perguntava alguma coisa, atrapalhando o meu interrogatório ao cabeludo calado que descobri ser Phd em Física e que tinha voltado recentemente da Europa onde morou 7 anos (ele respondeu isso depois de uma leve sessão de tortura).
O outro, o amigo dele que parece que gostou de mim, era advogado e fazia mestrado na Bahia. Pô, pensei: e eu aqui dando uma de boba alegre pra uns caras super cabeças.
Thuuudo bem!

3 horas da manhã, eu morrendo de sono, minha amiga já tinha tomado banho de vinho e Kedma estava com uma touca de meia na cabeça e agarrada ao travesseiro dizendo que queria dormir, mesmo assim aceitou mais uma taça de vinho porque os amigos de Iris insistiram. Taça? Não... ela pegou um copo de bichinhos com asinhas dos guris e ficou toda concha bebendo no sofá.
Outra simulou um strip-tease (sem tirar a roupa) e conseguiram colocar um passe escolar na lateral da calcinha dela. Que decadência! Um passe escolar! Nem vale transporte era. Enfim, 3 horas da manhã, imagine o nível etílico da galera.

O cara advogado que parece que gostou de mim, como morava perto da minha casa, disse que nos levaria. E lá fomos: Eu, minha amiga, o cabeludo Phd em Física e o cara advogado.
Thuuuudo bem!

Caminho longo, distância, conversa alto nível. Alto nível??? Só se foi. De repente, não mais que de repente, o álcool subiu pra cabeça e os dois começaram a trocar códigos que nem eu nem minha amiga entendia, mas a gente ria mesmo assim.
"Babaluuuuuuuu!!!!" - começaram.
"Babaluuuuuuuu!!!!!" - repetiram.
"Babaluuuuuuuu!!!!!" - mais uma vez.
De repente variaram: "Big Bem, Babalu! Babaluuuuuu, Big Bem!"
E assim foram repetindo até um dos dois dizer: "Babalu, game over!" - e o outro responder: "Game over, Babalu!" Tudo isso permeado por risadinhas hihihi-hihihi. O que cachaça não faz!

No início estava engraçado, mas como não entendíamos nada, fomos murchando o sorriso. Quando chegamos ao nosso destino nos despedimos dizendo: "Tchau, Babalus!" Não era onda, é que não lembrávamos os nomes deles.

Na sexta seguinte, Babulu cabeludo ligou pra minha amiga chamando a gente pra sair. Assim que ela atendeu e ele se indentificou, ela olhou pra mim, me deu um toque e a gente gritou: "Babaluuuuu, game over!".
Dessa vez foi ele que riu sem graça

quarta-feira, 20 de outubro de 2004

Ontem

(CPM 22)

Ontem eu percebi...
Ontem o que eu fiz?
Não sei por quê
Mas nada mudou
Nada mudou

Foi melhor assim

Eu só queria voltar no tempo
Pra corrigir todos meus erros

Só queria estar bem perto de mim mesmo
Eu só queria te dizer onde estive aqueles dias
Só queria te dizer mas não podia
Por quê?

terça-feira, 19 de outubro de 2004

A quem interessar possa, estou bem, obrigada.

Fora saber que meu contrato de trabalho não será renovado, e que eu não sei como é ficar desempregada, e que sou uma consumista e gasto todo o meu dinheiro, e que forças do universo querem me afastar do meu amado, e que eu não sei o que eu vou fazer da minha vida... está tudo bem.
A TPM foi embora, graças, o sol brilha radiante, os passarinhos cantam, o amor é praticamente um engenheiro, só edifica e constrói, e a vida é bela. Aleluia!

Agradeço a atenção e as palavras de carinho de todos. Vocês são lindos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2004

Momento deprê profunda



Momento deprê profunda.

"Como preencher as lacunas da alma?
Hoje tenho febre por causa desse vazio que me corrói. Um vazio que nada preenche, um vazio que talvez eu tenha buscado quando deixei pra trás as pessoas que amava. Tentei buscar inutilmente esse mesmo amor em outras pessoas. Em minha angústia fui pisada e fendas maiores foram abertas, como um grão de areia numa estrada asfaltada. Tão pequeno e causador de tantos danos.
Quase 10 anos e desde então desconheço o que é a paz, desconheço a felicidade eterna. Fui rejeitada, abandonada, desprezada, ignorada, injustiçada, hoje guardo as seqüelas. Já nem sonho mais, por isso nem durmo. Não tenho mais ilusões. Não acredito no amor. Quisera eu poder dormir e nunca mais acordar.
Sou uma mentira, minha vida é uma mentira. Pose altiva, independência, quase uma arrogância, tudo isso pra que ninguém perceba as lacunas, pra que ninguém perceba a fome e a sede que sinto de algo que não sei o que é, nem sei onde buscar. Só há escuridão. Só".

"Não me enveje, trabalhe"
(frase encontrada no pára-brisa traseiro de um carro)

Juro que eu tentei "envejar", me esforcei muito, mas resolvi continuar meu percurso até o trabalho lembrando do 10º mandamento: "Não cobiçarás a burrice do próximo".

quinta-feira, 14 de outubro de 2004

Previsão do tempo



"Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem.
Às vezes faço planos,
Às vezes quero ir
Para algum país distante e
Voltar a ser feliz.
"


(Maurício - Legião Urbana)

Previsão do tempo.

Ontem choveu torrencialmente na minha vida.
Hoje o dia amanheceu com um sol fraquinho e um arco-iris meio tímido.
Espero que as nuvens escuras se tornem esparsas e não haja tanta nebulosidade amanhã.
Pancadas de chuvas? Longe de mim. Assim espero.

quarta-feira, 13 de outubro de 2004



Eme

Tomara que passe logo porque já não me suporto mais. Ninguém me suporta.
Sexta-feira, na margem do rio de pedra eu sentei e chorei. Choreeeeeei sem saber por quê. Aí fiquei acomodando um monte de nóias na minha cabeça e enchi tanto a paciência do meu namorado, tadinho, sem ter culpa alguma.
Quando cansei de chorar resolvi sair com amigas. Passou... mais ou menos.
Sábado eu tava toda sem graça. Mas nada de choro.
Domingo fui pra uma festa e lá me senti uma estranha no ninho. Quando cheguei em casa choreeeeeeeei até dormir. Também não sei por quê.
E segunda... choreeeeeeei até não agüentar. A tarde toda.
Ontem eu acordei assim, ainda achando que não tinha chorado todas as lágrimas e resolvi sair pra não sofrer mais. Agora tô aqui, toda queimada do sol, lábios ardendo, rosto em brasa... e uma vontade enorme de chorar.
Li em algum lugar que a TPM acontece entre o 18º e o 25º dia do ciclo. Tenho certeza que minha TPM acontece durante todos esses dias.
E me tratem bem, por que se alguém me chamar de feia eu vou abrir o berreiro de novo.
Misericórdia!

sábado, 9 de outubro de 2004

Ela me perguntou se eu o amava mesmo.

Parei pra pensar, e incrível, descobri que não sei exatamente o que é amor.
Estou falando de amor de homem pra mulher e vice-versa. Cheguei a conclusão que amor de verdade só existe de mãe pra filho, porque o inverso também é duvidoso.
Mãe ama o filho porque é um pedaço dela, nasceu com dor e lágrimas, com muito sofrimento. Então é isso, amor está intimamente relacionado com dor. Amar dóóóói. Ui, como dói!

Acabei de ler "O amor nos tempos do Cólera" de Gabriel Garcia Marquez. Amei o livro que fala de amor, sim, amor como é na realidade, sem ilusões, talvez, em que se ama alguém porque esse alguém é bonito, tem um ótima profissão, um bom emprego, um bom carro, bons relacionamentos, boa imagem pública e outros tantos atributos.
E é assim mesmo. Pelo menos é o que vejo minhas amigas falando sempre que sabem que outra arranjou um namoradinho direito. Elas logo perguntam: "O cara tem carro?" - se a resposta for sim, logo querem saber o ano e o modelo. Se a resposta for não ou o modelo não for dos mais caros ou o carro for velho, então o cara é logo despachado para lista dos que não servem pra ser namorado de ninguém.
É, namorar hoje em dia tá muito mais difícil do que no tempo em que Carlos Drummond de Andrade escreveu aquela poesia.
O pré-requisito é ter "caráter" (faça movimentos circulares com a mãos fechadas com se estivesse manobrando um volante) e "personalidade" (faça um sinal característico de dinheiro com o dedo indicador e polegar).

Eu sempre quis ser a diferente... Meu primeiro grande amor foi alguém que só tinha estudado o ensino fundamental, tinha um subemprego e morava num dos bairros mais pobres da cidade. Alguém que já tinha sido casado e sustentava dois filhos.
Nossa! Nessa época o amor pra mim era romantizado, eu achava que tudo podia ser superado, que venceríamos qualquer coisa, bastava um amar de verdade o outro. Como eu tinha mais condições, fiz tudo por ele, os maiores sacrifícios, passei por cima de todo mundo da minha família, desafiei os amigos que tinham coragem pra me falar a verdade, briguei com Deus e o mundo. Ele chorava de amor, fazia mil declarações, até que um dia me falou, assim do nada, num rompante de sinceridade: "Não gosto mais de você, e estou indo embora porque essa é a única maneira de você me esquecer".
Uia! Pra onde foi todo o amor?

Aí eu mudei. Disse pra mim e pra quem mais queria ouvir que só ficaria com alguém que fosse do meu nível de escolaridade, nível social, econômico, político, religioso... o que fosse. Tinha que gostar das mesmas coisas que eu. Idealizei alguém que supunha não existir... e não é que encontrei? Alguém que procurava a mesma coisa que eu, que tinha os mesmos gostos, só que um simples detalhe atrapalhou tudo - eu gostava dele - ele não gostava de mim. Detalhe... simples detalhe.

Outra vez ouvi de um rapaz que gostou de mim, mas de quem não consegui gostar: "Eu demorei tanto tempo pra encontrar a mulher dos meus sonhos, e agora que encontrei... perdi". Doeu ouvir isso. Mas tinha que ser como foi. Mas por quê?

Agora eu gosto de alguém que suponho gostar de mim. Uma pessoa maravilhosa, um rapaz bonito, bom filho, trabalhador, de caráter e personalidade. Só que o carro dele é velho, bem velho, então minhas amigas acham que ele não serve pra mim.
Foi sobre ele que me perguntaram se eu o amava.

No livro que citei antes, Fermina Daza se apaixona por Florentino Ariza que era feio e pobre, mas casa com Juvenal Urbino que era bonito e rico. Vivem 50 anos de amor meio conturbado, até descobrir, depois da morte do marido e pondo um fim à espera constante de Florentino Ariza, que ela amava realmente esse outro.
Demorou muito tempo pra descobrir, e eu continuo teimosa ainda acreditando no amor dos livros de romance, que tudo suporta, tudo crê, tudo espera.

Falei e Disse.

quarta-feira, 6 de outubro de 2004

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."

(Shakespeare, Sonhos de Uma Noite de Verão)

terça-feira, 5 de outubro de 2004

Sabe quando você deseja ardentemente que o tempo volte atrás pra você fazer tudo diferente, e de repente o tempo não volta, mas a situação se repete e você descobre que vai fazer tudo igual?
Tá acontecendo algo assim comigo...
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Outro dia, eu e mainha assistindo televisão. Estava no intervalo e passava um pedaço de um clipe musical em que o rapaz negro e magro, tocando um violão, lentamente cantava:
"Se eu fosse algum rei, fosse o teu Senhor..."
Eu pergunto: Quem é esse, mainha?
Ela responde: Pela letra da música deve ser algum crente.
Mal ela calou a boca e o teor da letra mudou:
"Eu proclamava a tua boca, um reinado meu
O teu corpo nu, meu santuário... "

Mainha: Oxe! Que crente é esse?
Eu: Mainha! Não é música de crente não... é um tal de Max Viana, filho de Djavan, eu acho... Kkkkkkk!

Pra você ver hoje em dia a gente não consegue diferenciar o que é dito "santo" do profano. Tá mesmo uma bagunça.

Mas a música é até mais ou menos. Eis a letra.

Canções de Rei
(Max Viana)

Se eu fosse algum rei, fosse o teu Senhor
Eu proclamava a tua boca, um reinado meu
O teu corpo nu, meu santuário...

Se eu fosse algum rei, teu Imperador
Eu ordenava, teu coração a gostar do meu
Cada dia teu, meu calendário...

Inventava canções de rei,
Conquistava o teu amor,
Desobedeceria a lei,
Revelava quem eu sou
Te mostrava que só eu sei,
Onde tudo começou
Inventando canções de rei
Pra enfeitar o nosso amor...

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

Estava lá eu malhando com minha cinturinha de vespa, minhas perninhas duas minhocas, bunda tanajura, quando um cara moreno e forte se aproximou:
- E aí? Vai usar esse aparelho depois?
- Não. Não.
- Ah! Ok.

Depois outro branco, mais alto e tão forte quanto, também veio puxar assunto:
- É você que tem nome de japonês?
- Quê?
- Sim, é que eu fui pegar minha carteirinha e vi sua foto e seu nome: Eika, né?
- Não... é Erika.
- Ah, então li errado.

Minutos depois, o primeiro cara do meu lado direito tenta corrigir meus exercícios:
- É melhor você fazer assim.
Aí o outro mais branco, que descobri se chamar Fábio, do meu lado esquerdo, completa:
- É... faz assim que tá mais certo.
Nisso o instrutor me chama pra dizer, rindo, que os caras estavam só tentando chamar a minha atenção.

Ta vendo aí? Arranjei uma ruma de Personais Trainners. Óia, não sabia que eu estava podendo! Quer dizer, eu sei que sempre posso, mas é que às vezes eu duvido da minha capacidade (hehehe!)
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Merchandising

Ela falou o que queria. Eu fui lá e fiz o mesmo, uma vez que percebi que nossos desejos eram parecidos.
Mas sempre foi assim, desde que éramos bebês, desde que éramos fetos nas barrigas de nossas mamães.
Eu quis comer tripa assada uma vez quando ainda estava lá dentro, ela fez então sua mãe sentir o mesmo desejo... mas como? Sua mãe já era vegetariana!

Vá la, na Lata do Siri e confira!

quarta-feira, 29 de setembro de 2004


"Preciso de mudanças porque acredito que mudar é preciso"
(frase de impacto de uma eleitora de 20 anos da Barra dos Coqueiros, Grande Aracaju, no programa político hoje de manhã)

Acordar e já dar de ouvidos com frase tão inteligente e tão bem elaborada é no mínimo inspirador.
Não vejo a hora dessas eleições passarem, mas o carro de som continua cantando a musiquinha (não só aos domingos de manhã, mas agora o dia todo todos os dias): "Dia 03 de outubro... vai ter eleição... vote XX dois, dois, dô-ois, Fulano da Celt nunca deixa pra depois" - aí repete esse mesmo refrão, só essa partezinha, trocentas vezes. Tô a ponto de correr doida!
E tenho que contar... uma tal de Selma França, candidata a vereadora, loira, cara de fumante e parece que falta um dente na boca estava no centro da cidade comendo amendoim e jogando casca por casca no passeio, enquanto gritava para o motorista do ônibus em que eu estava, um conhecido dela: "Me ajude, viu?"
Se todo mundo odiasse esse tipo de atitude como eu, ela só teria o voto dela mesma. Não suporto quem suja lugares públicos. Casca de amendoim no piso do ônibus ou na rua, pra mim é o fim.
Rapaz, e um tal de Farlinho. Pronuncie esse nome com sotaque bem nordestino pra ficar mais bonito. Desculpa se alguém que lê esse blog for parente, amigo ou eleitor dele, mas o menino tem uma carinha de bobo... um sorriso meio panaca... será que ele sabe alguma coisa de política?

Nossa! Acordei revoltada. Mas é que a redundância da frase que ouvi e o programa-político-gratuito-de-grátis-que-passava-no-rádio-do-táxi-em-plena-manhã me deixaram irritada mesmo. Aposto que a menina da Barra do Coqueiros ainda saiu de gabando de que tinha falado e dito.

Falei e Disse.
Humpf!

terça-feira, 28 de setembro de 2004

Ansiedade


"Eu me esqueci no armário
Pensei estar vivendo,
Estudando, trabalhando, sendo!

Pensei ter amado e odiado,
Aprendido e ensinado,
Fugido e lutado,
Confundido e explicado.

Mas hoje, surpreso,
me vi no armário embutido
calado, sozinho, perdido, parado"


(Mário Quintana)

Ansiedade

Acordo querendo saber a que horas ele vai me ligar. Ele liga e eu tenho dor de barriga, desligo correndo pra poder ir ao banheiro e peço pra ele ligar depois. Fico balançando a perna sem parar, mordo os dentes, lembro dele. Credo! Que doença é essa?
Sexta-feira eu estava sem alma. Passei duas horas escolhendo uma roupa pra ir a casa dele. Acabei indo com a roupa que não queria. E ainda sem alma. Sei lá onde ela estava, só sei que eu não estava em mim.
Às vezes eu caminho e sinto um clima diferente. Uma leve brisa fria que balança as folhas das árvores, então penso que estou em outro lugar.
E se eu fosse outra pessoa? E se eu fosse mais bonita? A vida seria mais simples? Mais fácil? Que idéia é essa? Sei lá.
Fui pra o show de Voices e fiquei encantada com a pregação das mulheres. Assisti um show católico na Tv e fiquei encantada também com a pregação da cantora Ziza Fernandes. Queria ser missionária também e ter o dom da palavra.
Eu? Logo eu?

Tua Essência
Ziza Fernandes

Se eu pudesse eu tiraria
Essa dor sincera do teu olhar
Se eu pudesse apagaria
As cicatrizes desse teu amar

Se eu pudesse acordaria
O mundo inteiro só pra te escutar
Se eu pudesse despertaria
Tua essência só pra te ver voar

Se eu tivesse o poder
De curar teu coração
Com certeza te daria outro
Se eu tivesse o dom
De apagar os sons
Das pedras que você ouviu, eu faria!

Mas só Deus pode
Deus tudo pode
Não, não desista de acreditar
Só Deus pode, Deus tudo pode
Jamais desista de esperar
Deus tudo pode mudar!

segunda-feira, 27 de setembro de 2004


"Não, não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais,
mas dói demais sentir".

(Pessoa - Dalto/Cláudio Rabello)

Detesto barata. Detesto mesmo. Tenho horror, pavor, asco, nojo mesmo. E ela estava lá, olhando pra mim, ainda adolescente, mexendo suas repulsivas antenas freneticamente. Peguei a seringa de veneno comprada há algum tempo atrás e assim armada fui ao combate.
Delicadamente armei um campo minado na parede em torno da desgraçada. Assim, ao menor movimento ela pisaria em uma das bombas e cairia dura, mortinha da silva, pensava eu.
Esperei meia hora por alguma movimentação, apenas as antenas não paravam. Mais meia hora e vi que a barata tinha se movimentado e já estava em cima da pasta de veneno. Mas, constato com surpresa, que ela banqueteava-se com cada bolinha deixada por mim. Comia, agitando as antenas mais rapidamente, até quebrar o círculo, que supunha eu ser mortal.
Esperei mais meia hora para ver a sua morte... mais outra meia hora... o sono me chegou. O movimento das suas antenas dava-me sonolência.
Saí do banheiro, dei uma volta, lavei o rosto, voltei. Ela continuava a passear pela parede, e ria da minha cara. Ria, não, gargalhava com a barriga cheia de alimento.
Fui dormir frustrada. Como será que esse veneno funciona? Poxa, me custou R$10.00! Quando eu tinha gato em casa o efeito era mais rápido. Bom mesmo é o famoso Baygon, mas eu sou terrível tendo-o como arma em minhas mãos: aplico o spray em tamanha quantidade sobre as infelizes que elas chegam a murchar. Uma cena horrorosa!
Só sei que ainda não descobri como funciona o tal do Baratol. Queria ação imediata. Pela manhã a primeira coisa que lembrei foi dela, corri ao banheiro e encontrei o canto mais limpo, gritei:
"Mainha, você não viu um barata morta por aí?"
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"Ai, meu coração, que não entende o compasso do meu pensamento..."

Descobri que não sei namorar

Ontem chamei Fabinho pra assistir o pôr-do-sol na beira da praia. Oh! Brisa marinha, areia, mar azul, ondas brancas... e Fabinho nem prestou atenção a nada.
Mudei o clima romântico pra descontráido. Ri, pulei, contei histórias. Acho que fiz papel de palhaça. Aquietei-me. Contentei-me em ficar sentada num banco ao lado dele com mil pensamentos na cabeça. Será que ele não me ama mais? Será que ele já me amou um dia?
Não sei namorar porque sempre acho que todo amor é pra sempre.
Não sei namorar por que sempre me atormento com pensamentos aflitivos e muitas vezes infundados. Pior que se me atormentasse sozinha era bom, mas ainda atormento ele e outros, como vocês, que ainda têm saco pra ler o que escrevo. Ou não?

terça-feira, 21 de setembro de 2004

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Assunto de cantina


"Ah... sem inspiração? Eu também estou sem inspiração hoje! Para falar a verdade, quase nenhuma inspiração! Tá bom... só um tiquinho de nada! Coisa muito, mas muito pouca! Quase um átomo de inspiração. Não, um átomo tá grande! Um elétron de inspiração! Peralá... elétron fica rodando e rodando, e rodar acaba inspirando alguma coisa... estou tipo um próton de inspiração! Isso... próton fica parado, sem fazer bosta nenhuma... quase nem massa tem! Isso: hoje estou um próton de inspiração! Um próton de inspiração de um material bem, mas bem vagabundo mesmo! Daqueles que ficam escondidos na tabela periódica, de nome feio, nome que se dá à uma coisa sem graça, mas de nome engraçado! Um próton, quase sem massa, de nome estranho, sem inspiração!"

Denilson | Email | Homepage | 10-09-2004 10:40:15 

E assim estou. Sentindo-me a escória da humanidade. Alguém que está no mundo, mas não vive, "vevi". 

Então pra não dizer que não falei merda nenhuma, vou falar sobre isso. É, não faça cara de nojo, não me recrime nos comentários, mas vou falar de cocô mesmo. 

Estava na mesa da cantina com minhas amigas Nel e Gláucia e passei a indagar filosoficamente: "Por que quando uma pessoa está muito arrumada, outras sempre dizem: E aí? Vai fazer exame de fezes?"
Nel tentou dar sua explicação, dizendo que tudo é culpa do pessoal do interior que vem pra capital fazer exames e colocam sua melhor roupa. 

Também questionei o que muita gente diz quando outro vai embora de determinado lugar: "Tchau, amigo, vá pela sombra!"
Parece uma forma carinhosa de dizer a pessoa que você se preocupa com o bem estar dela durante o trajeto, mas veja, acabei descobrindo que para essa interjeição existe um complemento: "Vá pela sombra... porque bosta no sol seca!" Que horror, né? Nunca mais falo isso pra ninguém. 

Conversa vai, conversa vem, começamos a contar as peripécias de quem se aventura a fazer exame de fezes, constrangendo-se em levar as amostras e depositar no balcão. O pior momento é quando a atendente, sem nenhum pudor, desenrola vagarosamente o pacote que você tão cuidadosamente preparou para não levantar suspeitas sobre o conteúdo. 

Uma amiga de uma amiga minha, certo dia, passou por esse perrengue e pior, quando abriram o pacote, um cheiro forte de gases (de bufa mesmo) subiu por toda a clínica. Ela olhou pra um lado, olhou para o outro, querendo atribuir a culpa a outras amostras de outras pessoas. Mas ela era a única ali. 

Já a sogra da minha amiga colocou as amostras de fezes dos dois filhos dentro da bolsa. Mas acho que não estavam bem condicionadas, porque no momento crucial em que ela ia entregar as benditas, enfiou a mão na bolsa e descobriu que tudo estava derramado. Saiu de fininho, com a mão ainda na bolsa e foi até o banheiro. Depois disfarçou e foi embora. 

A pior história de todas foi o namorado da minha amiga que coletou a amostra no horário de funcionamento do seu intestino e guardou na geladeira, dentro de uma embalagem vazia de manteiga, de acordo com as informações obtidas, para entregar na manhã seguinte. A sua irmã procurando o que comer encontra o potinho bem escondido no fundo da geladeira. Põe na mesa e quando abre, dá de cara com uma "manteiga" com visual e aroma não característicos. 

Agora, antes que você me diga que isso não é assunto de blog, me diga... isso é assunto pra mesa de cantina? 

Falei e Disse. (Eca!)  P.S.: Um colega meu, engenheiro que trabalha na Estação de Tratamento de Esgoto, entra aqui agora na sala pra perguntar se eu recebo insalubridade. Eu, com minha grande boca, digo: "Não, eu trabalho é com água e não com cocô." E ele completa: "Pois, eu trabalho e ganho 40% em cima do meu salário. Sabe quanto eu recebi esse mês?".  Pôxa... e eu que estava precisando de um dinheirinho a mais... também quero trabalhar no cocô!

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Olhos Castanhos

(Alves Coelho)

Teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são pecados meus,
são estrelas fulgentes,
brilhantes, luzentes,
caídas dos céus,
Teus olhos risonhos
são mundos, são sonhos,
são a minha cruz,
teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são raios de luz.

Olhos azuis são ciúme
e nada valem para mim,
Olhos negros são queixume
de uma tristeza sem fim,
olhos verdes são traição
são cruéis como punhais,
olhos bons com coração
os teus, castanhos leais.


Meu amor tem olhos lindos. Olhos castanhos beeeeem claros. Tenho ciúmes de quem olha dentro dos olhos do meu amado.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

Baixou a Espalhafatosa em mim


"Eu não vou lhe dizer
Que não tenho defeitos
Mas com eles me arrumo
Me acerto, me ajeito
Meu problema é o segredo
Guardado no peito
Que se chama paixão


Meu vício é você
Meu cigarro é você
Eu te bebo, eu te fumo
Meu erro maior
Eu aceito, eu assumo
Por mais que eu não queira
Eu só quero você

Meu vício é você
Meu dadinho, meu jogo de cartas marcadas
Essa droga de sonho não vai dar em nada
Fui rolando na vida
E parei em você"

(Meu Vício é Você - Chico Roque e Carlos Colla)


Baixou a Espalhafatosa em mim.

Já falei que derramei café na camisa do chefe. Hoje eu derramei um copo de café nos pés dele. Agora ele me chama de Vira Copos. Vira Copos é um aeroporto de São Paulo. Será que ele quer dizer que sou um avião? Ainda bem que ele tem senso de humor, porque eu não tenho coordenação motora nenhuma. A Síndrome de Manu pega?
Já caí várias vezes da escada, já meti o pé em buraco cheio d´água ficando com lama até o joelho.
Outro dia, no aniversário de Fábio, eu, toda concha almoçando com meu amor no shopping pra comemorar, comemoro derramando um copão de refrigerante. Quase que era em cima dele. Ora! Nova forma de desejar boa sorte.
E nem vou falar dos tropeções que eu tomo. Normal, nem fico mais com vergonha. Viro as tamancas direto. Também no shopping, virei o pé e só não caí porque estava de mãos dadas com Fábio, mas fiquei pendurada num ângulo de 45º graus enquanto ele dizia: "Oxe, tá doida?". Achei pouco e mais adiante enganchei o salto nas aberturas do bueiro, sorte minha que não era dia da minha formatura.

Baixou o santo, ou melhor, a santa. Sai pra lá, te esconjuro!

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

Eu falo dormindo. Ora! Normal. Acho que metade da população do mundo fala dormindo. A outra metade, ronca. Prefiro estar na primeira metade.

Sábado à noite minha amiga Jamille dormiu na minha casa. No domingo pela manhã me contou que eu tinha a acordado no meio da noite, agarrando nos seus cabelos violentamente e dizendo: "Quem é você?"
Ela, tadinha, tentando fazer com que eu entendesse e soltasse suas madeixas, repetia: "Sou eu, amiga, Millinha!"

Outro dia, ou melhor, outra noite, ela conta que eu levantei da cama, fiquei sentada e bradei com todos os pulmões: "Ai, meu Deus!". Depois deitei e continuei a dormir calmamente.

Eu normalmente não lembro de nada, mas já acordei e me vi em pé na porta do quarto do meu irmão falando fantasmagoricamente: "Fe-liiiipe! Fe-liiiiipe!"

Também já acordei outra amiga minha pra falar alguma coisa. Diz ela que eu parecia estar acordada pois falava convincentemente: "Liliu, Liliu, acorde! Ói as parede! As parede, Liliu!". Pesadelo de engenheiro, na certa.

Já uma amiga de mainha, passando feriado na minha casa, me acorda no meio da noite. Na certa querendo começar um diálogo com outra sonâmbula, dizendo: "Santinho, ô, santinho!". Sua filha ouviu tudo, nos contou (mangando da nossa cara, obviamente) e até hoje a gente se chama de Santinho quando estamos acordadas.

Agora, triste é quando se tem algum sonho erótico ou proibido e acaba-se revelando tudo.
A mesma amiga Jamille confessou que teve um sonho erótico com um cara que trabalhava na mesma escola que ela. Ele era um gatinho, mas ela não suportava sua "gabolice" e "metideza". Mas durante o sonho em que ela se dava muito bem com ele, falou em voz alta e com um tom sensual: "Danieeel..."
Seu marido, ao lado, notando o tom "gemente" da esposa, aproveita pra saber mais alguma coisa e passa a perguntar: "Daniel? Quem é Daniel?"
Sorte da minha amiga que além de falar dormindo, também tem sono leve. Ao ser indagada, acordou, percebeu a situação e fingindo dormir continuou: "É um cara chato. Muito, muito chato!"

Seu irmão já não teve a mesma sorte quando sua esposa o ouviu falar entre gemidos: "Ai, tá gostoso! Tem muita mulher aqui!".
Vixe! Do jeito que a mulher dele é braba, ciumenta e possessiva, imagino a confusão que deve ter dado.

Falei e Disse
(meio acordada, meio dormindo)

sexta-feira, 10 de setembro de 2004

"Passou a sega, findou o verão..."


A prova do mestrado da Federal do Ceará é dia 27 de outubro. Daqui há pouco mais de um mês. Estudei muito pouco. A prova do Rio é em dezembro. Tive o ano inteiro pra resolver estudar agora no final do ano, sabendo que não vai dar tempo.
Fiz vários concursos este ano e quase passei em dois deles. Fiquei em quarto lugar quando só havia uma vaga disponível. Ah, o quase é que me mata! Quase passei por que quase estudei.

Estou triste. O ano está acabando e eu nada fiz. Passei meus dias e minhas noites a dormir. Sem motivação pra nada. Sem vontade. Sem desejo. Sem gana. (alguns diriam, sem tesão)
Observei o vento, olhei para as nuvens. Não lavrei, passou a sega, findou o verão, o outono, o inverno, agora é primavera e nada tenho para colher. Estou a mendigar. "Oh! Se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece em mim".

(Inspiração em Jeremias 8:18 e 20; Eclesiastes 11:4)

E Feliz Aniversário, Dona Isa!
O que seria de mim se você não existisse?
Obrigada por ser minha amiga.
Obrigada pelo colo, pelo consolo nas horas tristes, pela companhia nas viagens, pela comidinha quando está aqui (nunca mais você fez gagau pra mim, por quê?) e pelo dinheiro quando eu estou "precisada".
Desejo que você viva muitos e muitos anos pra poder ver a carinha do seu neto (ou neta), acompanhar seu crescimento e estragar o bichinho com tantos mimos. E bota muitos anos nisso, por que sabe Deus quando me casarei e quando serei mãe também.
Te amo muito, muito, muito.
Beijos!!!!!

terça-feira, 7 de setembro de 2004

Sem inspiração


Com assunto pra falar, mas sem inspiração.
Vai foto do Grupo Feminino da igreja. Dia 15 do mês passado a gente participou de uma audição musical. Foi legal, bem organizada, teve muito louvor e muita gente ficou emocionada com as mensagens.
Um irmão gravou tudo em uma fita e ontem, eu ouvindo, só faltei ter uma crise de riso.
Logo eu, que me achava a cantora (mentira!) descobri que tenho voz estridente e anasalada. Que decepção! Nunca mais vou cantar na minha vida. Nunca mais vou falar em público. Oh! Céus! E Lívia ainda manda um bilhete: "E aí? Vamos ensaiar sexta?"
E eu digo: Pra quê? Pra quê? Será que adianta alguma coisa?

É fato que a gente tentou encontrar um nome criativo para o grupo. Acabou ficando Grupo Feminino mesmo. Ellen detestou por parecer com Banheiro Feminino. Normal.
Já coloquei outra foto da gente aqui e o Leãozinho fez um comentário querendo confirmar por que a gente tem cara de novinha mas somos adultas.
Leãozinho, de "adulta" só tem eu (quem?Onde?). As outras meninas são adolescentes, solteiras e desimpedidas.
Da esquerda para a direita: Lívia (19 anos. Também conhecida como Amarela Regina), Suellen (18), Naiara (ou Jéssica. 16), Ellen White (a profetiza - 20), Susan Kelly (16) e Eu (A Soberana - idade não declarada).
Já viu, né? Sinto-me adolescente também no meio de tanta menina novinha. Coisa boa!

Falei e Disse.

Fotos do passeio na Fazenda Boa Luz aqui.

domingo, 5 de setembro de 2004

"Faço o que tenho que fazer e finjo que é aquilo que quero fazer"
(sei lá quem escreveu isso)

Hoje tô meio revoltada. Sem motivo, é que sou rebelde sem causa mesmo.

Hum... sobre o quê vou escrever hoje? Sobre nada, ninguém entra aqui nos finais de semana mesmo.

Amanhã (domingo) eu vou passar o dia na Fazenda Boa Luz. Eu, meu amado e meus pais. Passeio de família, mas sei que vai ser bom. Estar com Fábio, seja onde for, é sempre bom. (Uau!)

Hum... sobre o quê mais eu falo?

Ah! Lembram daquele meu vizinho que queria ficar comigo mas que tinha namorada e que a gente acabou brigando e decidindo que nunca mais ia se falar? Lembram. Não? Não importa, só queria dizer que o cara mantém a palavra. Mas outro dia eu recebi um e-mail de um cara que tem o nome e o sobrenome iguais ao dele. Coincidência? Sei lá. Só sei que eu fui rude, grossa e ignorante. Hehehe! Senti minha alma lavada com água mineral (nem tanto assim. É exagero mesmo!)

Hum... e lembrei agora que trouxe uma lembrança de Caldas Novas pra meu amigo Raul e nunca entreguei. Isso foi em novembro do ano passado e hoje encontrei o troço com a validade vencida dentro da minha gaveta. Agora... por que eu não entreguei???

E chega. Vou tirar essas lentes de contato que já estão me incomodando.
Desculpa a falta de assunto, mas...

quinta-feira, 2 de setembro de 2004

Coisa chata...


"Leva-se um minuto para encontrar uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas uma vida inteira para esquecê-la."

(frase piegas, mas deve ser por isso que ainda sonho com ele)

Coisa chata...

- Você chegar atrasada no trabalho, correndo pelos corredores e passa um colega dizendo: "Ta atrasada, né?" (variantes da frase irritam do mesmo jeito. Tipo: "Isso são horas?" Ou "Chegou cedo pra amanhã!")
- Você assinando documentos importantes e alguém do lado dizendo: "Não vai errar, hein?"
- Você pedindo desculpas ao chefe depois de pagar um mico esbarrando no copinho de café fazendo com que todo o líquido tinja a sua camisa azul, e ainda ter alguém do lado pra dizer: "Eita! Ficou sem graça, né? Agora saia à francesa!" Esse é de certa forma irritante como o infantil: "Óóói! Vou dizer a ti-a!"
- Você gastar o seu salário com o que quer e bem entende e encontrar alguém pra perguntar: "Por quê você não tem carro? Gasta o salário com o quê se é solteira?"
- Você não saber determinado assunto, ser tímida e quando cria coragem pra perguntar a alguém, outro alguém vem dizer: "Você não sabe isso???"
- Você ouvir alguém dizer: "Disseram que você é desproporcional. Sua cintura é fina e sua bunda é grande!"

Pô, eu peço a morte! (a morte da pessoa, obviamente)

quarta-feira, 1 de setembro de 2004

É Dééda!

Mais um Não me faça te pegar nojo com:

"É Dééda!"

Não, não estou fazendo propaganda política gratuita, mas é que essa musiquinha ficou grudada na minha memória.

Essa época de eleição é verdadeiramente um pé-no-saco e eu que não tenho saco (entenderam o trocadinho, né?) e nem estômago, pego nojo legal.
Tem político usando musiquinha de Ayrton Senna. Chega dá vontade de chorar. De raiva, obviamente.
Tem outro ou muitos outros que usam "Poeira, poeira" de Ivete Sangalo. Falta de criatividade.
Outros ligam aqueles carros de som em pleno domingo e ficam hooooras tocando a mesma música de campanha.
Lembrei de um candidato de Paulo Afonso conhecido como Campeão. O carro passava o dia todo tocando uma música de Xuxa: "Tem que ser campeão... parám-parám... com força no coração... parám- parám-parám...". Só tocava essa parte, aí voltava e tocava tudo de novo, milhões de vezes.
Esse ano, acho que a música que mais pegou foi a do prefeito e candidato a reeleição.
Eu nem tinha ouvido ainda o jingle na voz do cantor oficial, quando um doido no terminal do Centro só repetia se balançando: "É Dééda!" - demorava um pouco, se levantava do banco e: "É Dééda!". E assim ficou. Repetindo a mesma coisa.

Outro dia, acho que semana passada, eu, sonolenta, chegava apressada ao trabalho. Já estava no portão, quando de repente uma figura alta, imponente se aproxima de mim falando que queria apertar minha mão. Já imaginam quem foi, né? Quem? Quem? O próprio: Dééda! Pô, o cara é gato mesmo. Foi a primeira pessoa a me dar bom dia naquele dia.

Pois é, a única coisa boa das eleições é que do nada, a gente se torna importante, mesmo que nosso título seja de outro estado.

Mais outro dia, estava eu, Gláucia e Nel, na sala do chefe de Nel batendo papo. A sala é toda de vidro, isolada do restante e a gente estava lá trancada. Nel sentada na cadeira de presidente do lado de dentro da mesa.
De repente chega uma comitiva de outro candidato a prefeito. Falam primeiro com um colega que estava na sala maior e depois entram na sala em que estávamos. Tá! Propaganda vai, propaganda vem, pedem voto, prometem e blá-blá-blá. Depois que eles foram embora, nosso colega de trabalho comentou:
- Eles chegaram aqui perguntando como era mesmo o nome da DOUTORA que estava na outra sala, porque eles tinham esquecido.
Kkkkkk! Desde quando eles conhecem Nel? E desde quando ela é doutora?

É, pra conseguir voto fazem de tudo, depois de que estão lá no poder a coisa muda de figura. Mas todo mundo sabe disso, só que parece que nem todo mundo pegou nojo ainda.

Falei e Disse.

Medalha de ouro para os comentários:

Será que não poderíamos inventar uma POLÍCIA ORTOGRÁFICA? Já imaginou? Este segmento da policia irá cuidar exclusivamente da monitoração dos conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa (isso mesmo: aquela que ensina a grafia correta das palavras, o uso de sinais gráficos que destacam vogais tônicas, abertas ou fechadas, processos fonológicos como a crase, os sinais de pontuação esclarecedores de funções sintáticas da língua e motivados por tais funções) em diversos outdoors, placas, letreiros, ITINERÁRIO DE ÔNIBUS, blogs... ops! Eu falei blogs... ai ai ai... o que vai ter de neguinho multado... Um abraço, Soberana... até mais! Ah! Atualizei o Clementino!

Denilson | Email | Homepage | 31-08-2004 08:32:19


Kkkkkkk! É vero! É vero! Mas não dá idéia! Quer acabar com o mundo bloguístico, é?

Olá Erika... escrevo só pra lhe dar uma dica... estive estudando respeito a cultura Egipcia e da Greca, e li que "Soberana" era aplicado só a deusas pagâs e até hoje "Soberana", usa-se para denominar sacertizas de gerarquia nas religoes pagâs. Issto é só uma dica, pois nós como crentes reconhecemos como Soberano só a Deus que esta no céus. seu blogger é muito lindo ! parabens e vc tb é bonita..rss

Eduardo | Homepage | 31-08-2004 22:45:33


Obrigada pela dica, Eduardo. Mas não seria óbvio que os homens intitulassem as deusas, mesmo pagãs ou não, como soberanas? O nome já diz tudo. Não precisava nem estudar as culturas gregas, egípcias, escandinavas, seja lá qual for, pra saber disso.
Sempre soberana é só o significado do meu nome, assim como Rubia que é loira em espanhol. Claro que meu nome tem tudo a ver comigo, né? Por que sou mesmo uma deusa no sentido humano, e loira, obviamente. Nórdica, de pele clara, olhos claros. Nossa, meu nome é perfeito!

terça-feira, 31 de agosto de 2004

Pra não dizer que não falei das Olimpíadas.


Dormi na abertura. E na "fechadura" também. Quis dormir na final do vôlei masculino, mas Fabinho não deixou, toda hora alguém gritava, aí eu despertava pra gritar também: "Gooooool!!!!!"
Mas foi bom, só assim fiquei sabendo que as regras do vôlei mudaram. Ainda estava achando que existia aquele lance de "vantagem". Descobri também o que é "ace" (se é assim que se escreve), quando se faz ponto de saque. Isso pra mim já foi um grande progresso. 
Não vi Daiane dos Santos errar o salto. Mas vi aquele cara da natação se despedindo. Agora eu esqueci o nome dele. Vi aquele doido tirar o maratonista da pista, mas pensei que aquilo tinha acontecido em Olimpíadas passadas. 
Não me perguntem o nome dos atletas que ganharam medalha de ouro. Só soube do fracasso do vôlei feminino na final do vôlei masculino. 
E como é mesmo o nome do cara da natação... 

Quando eu era adolescente tentei ser atleta de alguma forma. Tentei salto em distância, mas não consegui muita coisa. Jogava handball, mas era um fiasco. Jogava vôlei, mas só fazia saque de copinho e até joguei futebol e quase fiz um gol uma vez. Eu acho que o que me atrapalhava eram os óculos. Ou não. 

Ah, e o nome do cara é Gustavo Borges, né isso? Ou será que estou errada? Vou perguntar a Mainha, ela sim, sabe tudo das Olimpíadas. 

Falei e Disse.

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

Nada como um revigorante fim de semana na casa de mamãe e papai.


Casinha confortável. Mesa posta para café da manhã reforçado, almoço gostosinho, sobremesa, lanches, jantar delicioso. 
Passeios de mãos dadas numa linda praça jogando pãozinho para os peixinhos no lago. 
Risadas com as primas. 
Banhos de rio. 
Internet com velox! Ô, maravilha! 
Rever velhos amigos que também vieram de outros lugares passar alguns dias na casa dos pais. 

Meu namorado é doidinho. Na sexta-feira, eu nem tinha chegado em casa ainda do trabalho, e ele me liga: "Vamos pra Paulo Afonso?"
Claaaaaro! Arrumei minha malinha básica e ainda tive tempo de também chamar minha amiga Jamille pra ir com a gente. Tadinha, está de coração partido, precisava de novos ares. E assim fomos. 

Foi tudo tão bom que nem eu, nem Fábio, nem Jamille queríamos voltar. Mas depois de dois dias, pelo menos eu me sentia cheia de energia pra enfrentar a semana de trabalho, só que a viagem de volta me levou toda essa energia. Humpf! 
Ônibus pinga-pinga lotado com itinerário escrito em letras garrafais e luminoso: PAULO AFONÇO/ ARACAJÚ. O acento no u de Aracaju ainda é passável, mas o cê cedilha de Afonso foi o fim. Mas pelo menos isso nos rendeu boas risadas e a revolta do motorista: "Vocês reclamem com a empresa, eu estou aqui pra dirigir". Vá, meu fio, dirija direitinho, já que o assassinato do Português não te abala. 
E a estrada estava péssima, poltronas desconfortáveis. Fedô de tudo quanto era coisa ruim. Cheguei morta de cansada. Fábio e Jamille ainda tinham forças pra brincar dizendo que o problema todo da viagem foi a escala do avião em Brasília. 
Mas da próxima vez, a gente jurou que vai mesmo de avião. Só se for... 

P.S.: Meu fotolog foi atualizado. Visitem.

sexta-feira, 27 de agosto de 2004

"Mas eu não quero me encontrar com gente louca", observou Alice.
"Você não pode evitar isso", replicou o Gato. "Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco. Você é louca."
"Como sabe que eu sou louca?", indagou Alice.
"Deve ser", disse o Gato, "ou não teria vindo aqui."


(Lewis Carroll. Alice no País das Maravilhas)

quinta-feira, 26 de agosto de 2004

Vaidade das vaidades...


"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu."


(Eclesiastes 1: 2-5)

Acordo às 6:30 da manhã morrendo de sono. Passo a manhã toda com sono, doida pra chegar em casa e dormir. Durmo a tarde quase toda, até mais de 5 horas e me levanto, morrendo de sono. Fico jiboiando em frente à TV até escurecer, protelando a hora de ir pra academia e acabo não indo porque estou com muito sono pra isso. Mato um pouco o tempo fazendo nada ou namorando até dar a hora de dormir e só então descubro, não estou com sono. Acabo dormindo pouco e acordo morrendo de sono e assim os dias passam e minha consciência pesa porque não fiz nada, não estudei nada, não li nada, não me exercitei.
Agora... esse sono todo é stress, estafa, cansaço, anemia, pressão baixa ou é porque eu sou baiana mesmo?

terça-feira, 24 de agosto de 2004

Pernóstica


Pernóstica = presumida, metida, pedante, antipática.


É disso que meu amigo Wagner me chama. Que baixaria! E eu gosto. O pior é isso. Ele também me chama de herege. Manda torpedos desejando: bom dia (boa noite, boa tarde, feliz sábado, feliz domingo) vírgula herege. 

Herege = pessoa que propala, segue, defende ou pratica doutrina religiosa contrária à considerada verdadeira; blasfemo; herético. Contrário à religião.  

E é porque gosta de mim. Imagine! É nessa hora que ele faz questão de dizer: "quem disse que eu gosto de você?" Mas eu sei que ele me ama. Por que ele me chama de pernóstica, eu até entendo. Posso até ser mesmo metida, pedante, antipática. A sua raiva toda é que não admitia que eu, uma engenheira, pudesse ter tantos conhecimentos literários e saber tantas poesias, poemas e ter lido tantos livros quanto ele, um professor de literatura, formando em Letras. É engraçado: ele começa as poesias, querendo mostrar todo seu conhecimento e eu completava, citava e recitava outras. Ai ele diz: "Pestinha inteligente" e eu concordo com toda minha petulância, "metideza", antipatia e "pernosticidade". Agora, quanto ao herege... detalhe: ele é protestante, eu, adventista. Quem não conhece diz que é tudo a mesma coisa que nem caminhão cheio de japonês. Que nada! Tantas coisas contrárias. Eu, dizendo que o sábado era sagrado, ele dizendo que podia ser o domingo. No fim, ele queria tirar a média e ficar com a sexta com dia sagrado. Nem eu, nem ele. Tive que discordar.  Assim é um dos meus amigos. Imagine os outros. Tudo doido.  Falei e Disse.

segunda-feira, 23 de agosto de 2004

Dona Encrenca e as conseqüências


Dona Encrenca e as conseqüências.

- Por que você mentiu, por quê? - praticamente gritava dentro do supermercado.
Tinha até se esquecido que deixara de ser Dona Encrenca, mas e daí? Na hora da raiva toda mulher é uma encrenca.
- Sabe de uma coisa, eu não quero mais namorar você. Vou embora agora.
- Não, não, não. Você não vai e nem quero ouvir falar sobre isso.
Segurou seu braço com vigor e ao mesmo tempo com carinho. Abraçou. Beijou. Enquanto ela tentava inutilmente se livrar dos seus braços. Coisa de cinema.
- Eu explico. É que se eu dissesse que ela vinha você ia ficar com ciúmes.
- Ciúmes dela? Dela? Tá louco? Eu já a conheço, sei quem é seu namorado, já saímos todos juntos. De onde tirou essa idéia?
- Você não tem ciúmes dela?
- NÃO!
Pausa.
- Não? Então de quem é mesmo que você tem ciúmes?
Outra pausa. Dessa vez pra em seguida rir. Os dois juntos. Até brigando eles tinham humor. Mas era nisso que dava ser Dona Encrenca, mesmo que fosse ex-Dona Encrenca (ela tinha se regenerado, esqueceu?). Confundiu a cabeça do amado, ele nem mais sabia de quem ela tinha ciúmes e de quem não tinha.
Chorou a noite toda. No outro dia perdoou. Odiava mentira, mas não agüentava ficar com raiva. Ainda foram para o aniversário da amiga, ex-ficante e suposto "primo" da outra amiga. E no final tudo acabou em pizza. Na verdade, em mousse de maracujá e depois pacotão de pipoca com beijos no cinema. O amor é lindo! Mas ela nunca esquecerá que ele contou a primeira (?) mentira.

Dos hóspedes

Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas.
Pois nunca as nossas malas estão prontas.
E a nossa conta nunca está em dia...

(Mário Quintana)
 Recebi num torpedo ontem à noite. Como é bom ter amigos cultos e letrados! Tsc, tsc! E ele ainda me chama de pernóstica.

sábado, 21 de agosto de 2004

Tem remédio pra paixão?



(...)
"E quase o ano inteiro os dias foram noites
Noites para mim
Meu sorriso se foi
Minha canção também
E eu jurei por Deus não morrer por amor
E continuar a viver

Como eu sou um girassol, você é meu sol

Eu tento me erguer às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou
Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança do seu sermão

Morro de amor e vivo por aí
Nenhum santo tem pena de mim
Sou agora um frágil cristal
Um pobre diabo que não sabe esquecer
Que não sabe esquecer

Como eu sou um girassol, você é meu sol"


(Girassol - Ira)

Sábado. Noite chegando. Ele liga pra dizer que não podia me ver porque ia levar a amiga e um primo da amiga pra o shopping. "É que ela está com a habilitação vencida, pediu pra eu levá-la então".
Como sempre, tentei me controlar, mas não consegui. Por que eu não poderia ir também? Ouvi a amiga dizer: "Chame ela também". E acabei indo junto.
Pra começar, não tinha primo de amiga nenhuma, era a outra amiga, uma ex-ficante. Normal, eu já conheço a menina, ela também tem namorado, por que a mentira? Não entendi nada. Mais uma vez tentei ficar calada, mas não consegui. Que diabos! Por que sou tão explosiva?
Fui o passeio todo com o coraçãozinho apertado. No final ele me deixou na igreja e foi pra casa das amigas conversar. Sentei no banco com um monte de amigos e me senti terrivelmente só. Solidão acompanhada - o pior.
E dizem que sou paranóica, que preciso me tratar, que preciso consultar um psicólogo, que preciso de Diazepan.

Tem remédio pra paixão?

quinta-feira, 19 de agosto de 2004



"Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As águas que me querem levar tão longe
Tão longe que me façam esquecer de ti"


(Ana Carolina - Uma Louca Tempestade)

Sweet Memories

Piso de madeira. Você deitado no meu colo. Noite. Cabelos lisos. Nada mais.

quarta-feira, 18 de agosto de 2004

Dona Encrenca se despede



Dona Encrenca se despede

Digeria as palavras da sua sogra enquanto lavava algumas peças íntimas. Já passava das onze da noite e vigorosamente torcia e espremia a cada lembrança.
Era sempre Dona Encrenca a ciumenta, a insegura, a paranóica. Ele nunca tem ciúmes, ele nunca implica com nada, ele sempre entende e aceita tudo. A sogra reclamou disso.
Não acreditando que ela pudesse ter aconselhado-a a consultar um psicólogo ou a tomar calmantes, resolver mudar de vez sua conduta. Não, não se transformaria numa gueixa submissa, nem sabia ainda em quem se transformar, só sabia que alguma coisa deveria ser feita. Tirou a roupa molhada na barriga, vestiu uma camisola de algodão rosa de bichinhos e foi dormir, articulando que aquela seria a última vez em que colocaria uma camisa de político para lavar roupa ou fazer qualquer outra coisa.

Na manhã do dia seguinte, demorou um pouco mais que o costume para se arrumar. Maquiagem, salto, uma roupa mais arrumadinha. Para tanto se atrasou. Pegou um táxi.
Celular toca e era ele:
- Liguei pra o seu trabalho, você ainda está a caminho?
- Bom dia.
- ... que voz estranha... o que foi? Está num táxi?
- Sim.
- ... Tem certeza? Num táxi? Com quem? Quem é o motorista?
- tenta brincar, parodiando Dona Encrenca.
- Você não está de carona com algum homem, está?
Ela entra na brincadeira:
- Talvez.
- Ei, eu confiava tanto em você
- ainda brinca.
- Se eu fosse você não confiava tanto. Nem eu confio em mim mesma... Olha, eu tô chegando. Depois você me liga.

Alguns minutos depois, telefone do escritório toca. Ele novamente:
- Por que se atrasou?
- Acordei tarde.
- Onde dormiu?
- dessa vez não parecia tão brincalhão.
- Em casa, ora!
- Mesmo? E estava com quem mesmo no carro?
- sem nenhum indício de senso de humor.
- Olha, meu bem, agora preciso desligar, tenho que trabalhar, depois a gente se fala.

Nasce o Senhor Encrenca.

terça-feira, 17 de agosto de 2004

Eu sou chata?

Nada com um passeio no shopping com o amado pra curar TPM. Ou não. Mas a torta de morango me fez muito bem. Os beijinhos também. Os carinhos ídem.
Obrigada pela paciência de vocês. Fico até emocionada... snif! Snif! Obrigada pelos conselhos também. Chá de camomila, Manu? Será que funciona mesmo? Nem tentei.

Minha mãe costuma dizer: "Quem quiser casar com você vai ter que ter muita paciência, porque você é uma chata!"
Se minha mãe diz isso normalmente, imagine eu na TPM. Deve ser por isso que eu não casei ainda. Mas quem disse que eu tenho pressa? Aliás, eu nem me vejo casada. Vejo-me morando na Europa. Alone. Sola.
Mas...
Ontem, conversando com Fábio, tento perguntar:
- Fabinho... (com uma voz tão doce de dengo que a torta pareceu salgada)
Eu sou chata?
Pausa.
- Não... mas é que de vez em quando você fica repetindo, repetindo o mesmo assunto, a mesma conversa... o tempo todo.
- E isso não é ser chata?
Pausa.
- Huuum...
Outra pausa pra completar.
- Mas eu te compreendo.

Oh, thi lindo! Agora diga se não é pra ficar apaixonada?

E enquanto eu não arranjo tempo pra contar sobre Minha Noite de Celebridade, leiam Tops de Linha. Como eu sei que ninguém vai lá mesmo, me vali disso pra escrever um post doido sobre uma besteira qualquer. Não comente, por favor.

segunda-feira, 16 de agosto de 2004

sábado, 14 de agosto de 2004

"Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.


Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender..."


(Trecho de O Amor Bate na Aorta de Carlos Drummond de Andrade)


Insônia. Sentimento de perda. Melancolia. Nervosismo. Medo. Decepção. Desilusão. Solidão. Ansiedade. Saudade.
Saudade...

sexta-feira, 13 de agosto de 2004

Dona Encrenca e as paranóias



Dona Encrenca e as paranóias

O alarme tocava, tocava e ela não sabia o que havia disparado nem como desligava. Só sabia que doía. Doía nos ouvidos, na cabeça, no coração, na alma.
Dona Encrenca é gato escaldado. Gata, melhor dizendo, que morre de medo de água gelada, e nada, nem ninguém conseguia convence-la de que o alarme era falso. Ela só sabia do sexto sentido. Quase como naquele filme, ela também via "Dead People". Pessoas enforcadas, esquartejadas, carbonizadas. Estava atormentada com as visões. Via, lembrava, sentia.
O alarme tocava. Disparado por quem? Por quê? O barulho fazia com que ela lembrasse que já tinha sido trocada, abandonada, rejeitada, enganada. Nunca mais.
Submeteu-o a um teste, e ele foi reprovado. Terminou tudo. Num acesso mais forte de loucura. Ele apenas disse: "Você é quem sabe" e ela não se arrependeu do que fez.
Não havia motivos, mas ela só sabia do que sentia e isso bastava.
Mas como num filme de amor, ele a fez entender que ela continuava sendo única, mesmo que ela duvidasse. Mestre da paciência, desligou o alarme dando-lhe um abraço e juntos ficaram olhando as estrelas do céu.
Noite fria. Calor.

quinta-feira, 12 de agosto de 2004

Tudo que compro não presta


Alguém me explique: por que tudo eu compro não presta? 
Com exceção de sapatos, que sou viciada e nem olho preço, todas as outras coisas que adquiro quebram ou param de funcionar em poucos meses. 
Ano passado comprei uma câmera digital. Que maravilha! Eu, que adoro fotos, passei a fotografar até formigas se estivessem numa pose legal que valorizasse suas bundonas. Fiquei fascinada pelo mundo dos paparazzis, me sentia uma verdadeira fotógrafa... por 3 meses... até que a câmera quebrasse. 
Mandei pra Assistência, me enviaram outra câmera que não era a minha com outros defeitos acoplados pra dar uma incrementada. Mandei de volta, mandaram uma nova... essa agora dá o maior trabalho pra ligar. 
Thuuuudo bem! 

Comprei um telefone sem fio com identificador de chamadas. Mês passado. Já não funciona mais. 
Toda hora a gente tem que se levantar pra atender o telefone que fica do lado do computador. Como lá em casa é a sucursal da Telemar, toda hora tem alguém ligando, a gente está quase montando um Call Center na sala, ali, do ladinho do monitor. 
Thuuuudo bem! 

Dei um relógio digital a Fábio, cheio de funções, cheio "das coisa" no dia do seu aniversário. Não sei o quê ele fez ou o que o relógio "se fez" porque agora os números estão todos quebrados e não dá mais pra ver a hora. 
Thuuuuudo bem! 

Reforma na casa de uma engenheira. Pense se esses pedreiros não vão ter o juízo comigo daqui pra o final? Diz Mainha que toda hora eles chamam por ela pra perguntar se está bom. Mainha é a fiscal da obra. Não quis me envolver tanto porque ela diz que sou chata, basta o recado implícito que mandei logo no começo: "não fez do jeito que eu quero, mando embora sem conversar". 
Ontem, fiscalizando intuitivamente a obra, percebo algo gravemente errado. Tão grave que pra consertar é preciso desmanchar e fazer tudo de novo. 
Senti então um fogo subindo dos pés a cabeça. Ô, ódio! Até nisso as coisas dão erradas. Raiva, raiva, raiva!  
Pedreiros e operários da construção civil em geral costumam dizer que sabem mais do que os engenheiros porque a prática eles têm, que fazem isso há anos e blá-blá-blá. E por que diabos ainda fazem errado? E por que diabos só os engenheiros percebem? 
Thuuuudo bem! 

Thudo bem??? Thudo bem o caramba! Quero ver como é que eles vão consertar isso. Dá vontade de derrubar tudo. Mas como a obra é de Mainha, ela que resolva porque quando reclamo sou chamada de chata, ignorante, bruta, barraqueira, briguenta... mas não tenho culpa, fiz uma disciplina na faculdade de Engenharia Civil: "Como ser ignorante" e passei com louvor.

quarta-feira, 11 de agosto de 2004



Noturno
(Fagner).

O aço dos meus olhos
E o fel das minhas palavras,
Acalmaram meu silêncio,
Mas deixaram suas marcas.

Se hoje sou deserto,
É que eu não sabia,
Que as flores com o tempo
Perdem a força
E a ventania vem mais forte.

Hoje só acredito
No pulsar das minhas veias,
E aquela luz que havia
Em cada ponto de partida
Há muito me deixou...
Há muito me deixou!

Ai, Coração alado,
Desfolharei meus olhos
Nesse escuro véu,

Não acredito mais
no fogo ingênuo da paixão
,
São tantas ilusões
Perdidas na lembrança...

Nessa estrada
Só quem pode me seguir sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu.

Sabe quando você sente que tem algo errado e não sabe o que é?
Tô sentindo isso. Tanto que nem consigo me concentrar no trabalho. Tem algo errado, tem algo errado... mas o que será? E o pressentimento fica soando como um alarme que eu não sei onde desliga.

E queria destacar alguns comentários interessantes dos últimos posts:

"Rapaz... enterrar vivo deve ser estranho né???? O cara lá tentando gritar e a areia entrando pela boca como se fosse farofa... hehehehe... ou então a pessoa com os "zoião" olhando pelo vidrindo do caixão e gritando pra tirarem ele de lá... me enterre vivo não amiguinha... eu vou praí qualquer dia desses e a gente mata a saudade. Um xerão do migo."

gil | Email | 09-08-2004 09:07:54


Só de imaginar me acabei de rir. Coisa horrível, mas até nisso Gil faz graça. Aí é que está a minha saudade. Saudade de imaginar a partir da imaginação do meu amigo. Era tão bom...

"Quer saber? Viva a solteirice!!! Essa coisa de compatibilidade de gênios é muito complicado. Vou cortar o cabelo, pintar de uma cor bem louca (talvez vermelho), mudar mesmo o visual. Viajar para Maceió, pro paraíso chamado Pontal do Peba, nadar peladona no mar de Jacarecica e curtir a minha solteirice numa boa sem nenhum chato Por perto, enchendo a minha paciência. (quem sabe lá não conheça nenhum gatinho!!?). Praias de Malibu, aí vou eu! Bora? Beijinho!"

Dréca | 03-08-2004 17:24:43


Só podia ser da doida da Andrea esse comentário. Peladona??? Legal. Malibu? Uau! Tô dentro.

"Amiga, vou te falar, e olhe é a voz da experiência, fique ligada. Eu também pensei que era a única. Mas pelo visto fui a única mesmo, a única que não sabia. Um abraço".

Glaucia | Email | 04-08-2004 21:46:25


Cara, D. Encrenca gostou disso não. Mas pelo menos agora ela sabe que quando ele diz que ela é única não está mentindo. Ela é única... única brôca da história.

E pra Júlia, que fez um comentário há algum tempo atrás, quero dizer que que além deste vínculo, também há um quadro na parede. Entendeu?

Beijos a todos.

Falei e Disse.