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sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Não me faça te pegar nojo


Pela quantidade de comentários, dá pra se ver que ninguém entra mais aqui.
É... pelo menos agora eu posso falar a besteira que eu quiser, contar "causos" sem graça, porque não vou ter ninguém pra me criticar.
Mas dói lembrar o que era esse blog. Tsc, tsc, até indicação no BON já recebi. Meus 15 minutos de fama duraram apenas 15 segundos, mas é assim mesmo, pelo menos uma amiga fiel me escreve ainda. A única que comentou. A única que ainda lembra de mim. (e olha o drama!)
Mas é disso mesmo que quero falar. Falar pra quem? Falar pra mim mesma, falar por falar... ressuscitar mais uma da série:


Não me faça te pegar nojo

A revolta com a escassez de amigos de verdade.

Passei um bom tempo ligando pra uma amiga e convidando pra malhar na mesma academia. Fui até a sua casa, dei carona a ela, fomos analisar uma academia aqui perto e ainda fizemos um passeio antes de deixá-la em casa. Fiquei resolvida de entrar, assim que ela resolvesse, porque malhar acompanhada de uma amiga é bem mais estimulante, e ela concordou.
Resultado: ela entrou em outra academia e não me comunicou nada. Só fui saber por outra amiga em comum com quem ela tinha ido lá. Sobrei.

Outro dia essa mesma amiga me dá um toque (ela nunca tem crédito). Eu, besta, logo penso - ¿Que bom, lembrou de mim!¿ - e ligo de volta. Ela fala que o namorado vai completar ano, que talvez tenha uma festinha... (Oba! Vou sair no final de semana)... mas ainda não sabe direito o que vai ser... mas... "Será que eu posso comprar o presente dele no seu cartão de crédito?"
Thudo bem. Eu pago a ligação. Eu pago o presente (porque fama de não pagante só ela e outra pessoa), mas será que vai sobrar pelo menos um brigadeiro pra mim? Isso se eu tivesse sido convidada pra alguma coisa, né? Você foi? Nem eu.

Outro dia combinamos jamais nos separar no final de semana, que se não tivéssemos dinheiro pra sair, íamos pra casa de uma de nós e ficaríamos juntas como esses filmes americanos de amigas para sempre que passam na Sessão da Tarde.
Legal! O primeiro final de semana foi na minha casa. Comemos, bebemos, conversamos, rimos, brincamos... minhas compras da semana foram embora em dois dias e no bucho de 6 pessoas.
Resultado: Ninguém nunca mais falou em festinha na casa de ninguém. E eu fico só nos finais de semana.

Sábado eu fui à igreja com Fabinho. Depois do culto minha amiga se convida pra almoçar lá em casa e ainda leva o namorado e a mãe. Eu, como sempre, pensei: Oba! Pelo menos terei companhia na tarde desse maravilhooooso sábado!
Acorda, Alice! A amiga comeu. A mãe almoçou bem. O namorado idem. E 10 minutos depois à última garfada, foram embora com a barriguinha cheia que nem muriçoca, deixando pratos e panelas sujos na pia.

Por hoje chega tanta "latomia". Mas a culpada disso tudo só pode ser eu mesma. Devo ser tremendamente chata, ou minha companhia é insuportável. Se assim for, que puedo hacer yo?

Capítulo Anterior: 17/11/04

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

I don´t wanna see dead people.

Eu morro de medo de fantasmas.
Nunca vi "dead people", não quero ver e tenho medo de quem viu. Fico arrepiada com histórias de "cancarma", de "esprito", alma penada. Gosto de história de "labisone" e bicho-papão, mas morto que volta, isso eu não gosto não.
Com o conhecimento religioso que tenho, sei que essas armadas são coisas do maligno, então quero distância de mim certas qualidades de assombração.
Também morro de medo do fantasma do desemprego, mas isso é post pra outra hora, hoje eu vou-lhes contar sobre o homem que entrou no meu quarto. Vixe, só de lembrar fico arrepiada, e tô sozinha aqui... tomara que Felipe chegue logo...
Mas...
Outro dia, ou melhor, outra noite, estava eu contente da vida, quase cochilando deitada na minha cama box king-size-ô-bicha-grande-que-ainda-pago-e-sabe-Deus-até-quando, quando de repente, não mais que de repente, e sabe-se lá por quê, abri os olhos e dei de cara com uma figura horripilante:
Um homem alto, magro, esguio, em pé em cima de mim. Não pude ver seu rosto direito, porque além de estar escuro, eu sou míope, mas só sei soltei um berro mais horripilante que a cara do sujeito, e com a coragem que ainda me restava, levantei minhas duas pernas e com toda a força que pude dei um coice no dito cujo, que caiu de costas em cima do ventilador.
Fechei os olhos, fiquei encolhida na cama e então a luz se acendeu. Tudo clareou no quarto e uma mão me sacudiu: "Kinha, Kinha, o que foi? Você deu três gritos horríveis, pensei que alguém estivesse lhe matando!"
Minha mãe me acordou, tremendo mais que vara verde com meu grito. Meu coração aos pulos. Tivemos que tomar água com açúcar, contei o que aconteceu e ela perguntou se eu não tinha orado. Ela teve que dormir na minha cama e de vez em quando eu a acordava sobresaltada com qualquer barulho.
Foi um pesadelo. Só não entendi como o ventilador foi parar de verdade no chão, já que ele fica aos pés da minha cama box king-grande-como-num-sei-o-quê. Queria saber como minhas perninhas conseguiram chegar ao final dos 2 metros de comprimento da cama e ainda chutar o ventilador. . .
Mistérios da meia noite...

segunda-feira, 5 de setembro de 2005