Acho que nem sempre colhemos o que plantamos. Eu por exemplo, sou mestre na arte de colher o que não plantei. Essa minha mania de acreditar nas pessoas, na vida e em suas providências, me deixa vulnerável demais. Planto amizade, colho ingratidão. Planto sorriso, colho indiferença. Planto saudade, colho orgulho. Olha, por mais bola pra frente que sejamos, tem hora que cansa. Aquela vontade de jogar pro alto o que não acrescenta. Aquela saudade de nada, sede de estrada sem rumo. Ando preferindo desconversar, ser indiferente com o descaso. Não saboreio mais desamor. Se a gente colhe mesmo o que planta, eu não sei, mas de uma coisa não abro mão: eu me recuso a amargar ingratidão, metades e incertezas.

(Autor Desconhecido)

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