Penso, logo não durmo.

Penso, logo não durmo.

Quando trabalhava, não dormia preocupada com o dia de amanhã (até pecado isso) e no pouco que dormia, tinha pesadelos com o gerente de produção mandando fazer a cobertura da vala comigo dentro! Desesperador.

Se antes se eu sonhava, agora já não durmo. Penso o tempo todo no que tenho que resolver do casamento e como vou pagar tanta coisa. Lembro que preciso voltar a trabalhar pra ter mais dinheiro pra pagar o casamento. Mas como trabalhar pra ter mais dinheiro pra pagar o casamento se não tenho tempo pra isso? Os preparativos do casamento consomem todo o meu tempo! E nesse dilema sigo noite afora (ou a dentro?) até dormir de cansaço, mas isso só bem depois de ouvir o galo cantar.

Sair um pouco do trecho e voltar pra Aracaju tem seu lado bom (acho que muito mais o bom do que o ruim). Só sei que é bom poder estar com minhas primas. Ontem fomos assistir Sexy and the City 2 no cinema. Nossa, como amo minhas primas! Somos tão parecidas, mas ao mesmo tempo diferentes, e nessas diferenças somos completas.

Durante o filme brincamos de associar cada personagem com nós mesmas e a Carrie Bradshaw me fez lembrar o quanto sempre quis ser escritora (me tornei engenheira porque era o que tava pagando melhor).

Já é tarde e como sempre não consigo dormir. Toda noites é assim e, enquanto não durmo, escrevo mentalmente mil textos que nunca serão postados nesse blog.

Desde os meus sete anos que escrevo em diários. Ou “faço agenda” como se dizia na minha adolescência. Ler esses diários hoje é muito engraçado, ler e relembrar, por exemplo, o dia em que um colega passou a mão na minha bunda, e eu achei aquilo a coisa mais obscena do mundo a ponto de escrever em códigos pra que ninguém mais pudesse saber.

Tantas histórias engraçadas tenho pra contar, tanto a relembrar, tanto a dizer nas entrelinhas, bem queria voltar a escrever como antes, mas ainda não consigo me sentir confortável aqui. Queria também escrever, mas sabendo que alguém me lê. Não só por curiosidade para saber da minha vida, mas por gostar do que escrevo, por se identificar com o que escrevo, como acontecia antes.

Pode ser que eu volte, agora que estou desobrigada a dormir cedo por ter que acordar cedo, e em vez de rolar na cama venho escrever os pensamentos desencontrados que me trazem a insônia. Mas... será que alguém aqui vai ler?

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