sábado, 8 de junho de 2024

Isso se chama amor

 




"Há um poema que diz que para entender, perdoar e amar as pessoas, é preciso observá-las de longe por um tempo. Quando fazemos isso, não precisamos tentar entender, perdoar ou amá-las. Ao nos deparar com a solidão delas, sentiremos empatia sem nem perceber. Eu concordo, é quando entendemos a solidão do outro que o amor começa". 

(k-drama Isso se Chama Amor/ Call It Love. ep. 1)

A solidão eu conheci aos 17 anos. Ter muitos amigos na escola e viver grudada neles o dia todo me trouxe coragem pra sair da minha cidade natal e fazer vestibular em uma capital. Eu não sabia pegar um coletivo, não sabia comprar um pão, mas vim. Vim porque eu tinha como certa a companhia das minhas primas, já que ia morar com um tio, uma delas estava na mesma casa e a outra  no mesmo condomínio. Minhas primas-irmãs e amigas. Antes distante, trocávamos cartas cotidianamente. Nas férias era certo estávamos juntas por um mês ou mais. Vim, corajosa, destemida e certa que ia ser divertido. Cheia de ilusões. 

Logo na minha chegada uma das minhas primas anuncia uma gravi. dez na adolescência. 15 anos. Já uma lacuna entre nós duas iniciada. Ela precisou se casar e o novo marido veio morar na mesma casa que eu estava. O clima pesado da situação era palpável. Meu tio, rígido, obreiro de igreja, parecia estar sempre triste. A memória que tenho dessa época é somente ele sentado no sofá da sala, calado, pensativo. A gestação da minha prima-irmã-amiga foi a primeira ruptura. Um afastamento. Sussurros que percebia em todos os lugares da casa. Todos calados. Eu isolada. 


terça-feira, 4 de junho de 2024

Deseje coisas novas e ame novamente.

 "Mas de repente o vento volta a soprar. O som da tempestade de areia atinge os ramos mais altos. E então meu coração dispara. Isso significa que sinto falta de alguém que deixei para trás. O desejo de amar novamente faz meu coração disparar. Sonhe. E deseje. Ame profunda e longamente. Nós dormimos, descansamos e vivemos a alegria momentânea para que possamos nos recarregar e retornar ao mundo cheio de dores e ter novos sonhos. Deseje coisas novas e ame novamente, profunda e logamente. Mas, ainda amo você. Adorei cada momento. Terminamos. Fiquei grato. O fato de ter me deixado fez com que eu me amasse mais".  

Trecho de um dos livros lidos no k-drama "Romance is a Bonus Book". Se é de um livro real, não sei. Só me lembrou dos inúmeros trechos que 


terça-feira, 14 de maio de 2024

Mudanças

 “Eu mudo ao longo do dia. Acordo e sou uma pessoa, e quando vou dormir eu sei, com certeza, que sou alguém diferente.” (Bob Dylan)


quarta-feira, 1 de maio de 2024

A Boneca de Sal e o Mar

 "Era uma vez uma boneca de sal. Após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar e não conseguiu compreendê-lo. Perguntou ao mar: 'Quem é você'?

O mar respondeu: 'Sou o mar'. 

'Mas, o que é o mar'?

E o mar respondeu: 'o mar sou eu'!

'Não entendo', disse a boneca de sal, 'mas gostaria muito de entender, como faço'?

 O mar respondeu: 'Se quer me conhecer, mergulhe seus pés em mim'.

Então a boneca timidamente encostou no mar com as pontas dos dedos dos pés. Sentiu que começava a entender, mas também sentiu por perder o pé, dissolvido na água. 

'Mar, o que você você fez'?!

E o mar respondeu: 'Eu te dei um pouco de entendimento, e você me deu um pouco de você. Para entender tudo é necessário dar tudo'. 

Ansiosa por saber, mas também com medo, a boneca de sal começou a entrar no mar. Quanto mais entrava, mais se dissolvia, mais compreendia a enormidade do mar. Sedenta por mais, exclamou: 

'Mas, afinal, o que é o mar'?

Então, foi coberta por uma onda. Em seu último momento de consciência individual, antes de diluir-se completamente na água, a boneca ainda conseguiu dizer:

'Eu sou o mar... eu sou você'!" 


(trecho adaptado das versões do Frei Leonardo Boff e padre jesuíta Anthony de Melo. 

Conheci através do k-drama Casos de Amor à Tarde: :))







segunda-feira, 15 de abril de 2024

Dimash - SOS | 2021


Não só o alcance vocal e interpretação perfeitos do Dimash, "prestenção" na letra dessa música. É maravilhosa!

Mais uma série (tem alguma dúvida ainda de que amo séries?): 
Vídeos (não tão) aleatórios que encontro no Youtube. 


S.O.S. De um Terráqueo Em Angústia
S.O.S. D'un Terrien En Détresse

Por que eu vivo?
Pourquoi je vis?
Por que eu morro?
Pourquoi je meurs?
Por que eu rio?
Pourquoi je ris?
Por que eu choro?
Pourquoi je pleure?

Aqui está o SOS
Voici le SOS
De um terráqueo em angústia!
D'un terrien en détresse

Eu jamais tive os pés fincados na terra
J'ai jamais eu les pieds sur terre
Eu preferiria muito mais ser um pássaro
J'aimerais mieux être un oiseau
Eu me sinto mal na minha própria pele!
Je suis mal dans ma peau

Eu gostaria de ver o mundo de cabeça para baixo
Je voudrais voir le monde à l'envers
Se, porventura, fosse mais belo
Si jamais c'était plus beau
Mais belo contemplar do alto
Plus beau vu d'en haut
Do alto!
D'en haut!

Eu sempre confundi a vida
J'ai toujours confondu la vie
Com as histórias em quadrinhos
Avec les bandes dessinées
Eu sinto um desejo de metamorfose!
J'ai comme des envies de metamorphose
Eu sinto alguma coisa
Je sens quelque chose

Que me atrai
Qui m'attire
Que me atrai
Qui m'attire
Que me atrai em direção ao alto!
Qui m'attire vers le haut!

Na grande loteria do Universo
Au grand loto de l'univers
Se, porventura, fosse mais belo
Si jamais c'était plus beau
Mais belo contemplar do alto
Plus beau vu d'en haut
Do alto!
D'en haut!

Por que eu vivo?
Pourquoi je vis?
Por que eu morro?
Pourquoi je meurs?
Por que eu rio?
Pourquoi je ris?
Por que eu choro?
Pourquoi je pleure?

Eu acho que estou captando ondas
Je crois capter des ondes
Vindas de um outro mundo
Venues d'un autre monde

Eu jamais tive os pés fincados na terra
J'ai jamais eu les pieds sur terre
Se, porventura, fosse mais belo
Si jamais c'était plus beau
Mais belo contemplar do alto!
Plus beau vu d'en haut
Se, porventura, fosse mais belo
Si jamais c'était plus beau
Durma, criança, durma
Dodo I'enfant do


Sobre Dimash QudaibergenA melhor voz do mundo

A fama conquistada pelo cantor cazaque, que já recebeu elogios de estrelas como Andrea Bocelli e Celine Dion, se deve principalmente à impressionante extensão vocal: seis oitavas e quatro semitons. Vai do grave ao agudo, consegue sustentar uma nota por mais de 20 segundos e alcança a raríssima D8, nota conhecida como registro de apito ou assovio. Um dos cantores preferidos dos coachs vocais em canais de reação no Youtube, é frequentemente apresentado como a melhor voz do mundo.

Bacharel em música com especialização em canto e mestrando em composição, Dimash começou a estudar música aos 5 anos e se dedicou para potencializar o talento herdado dos pais, ambos cantores. Canta em 12 idiomas e toca sete instrumentos. Seus shows incluem performances no piano, bateria e dombra, instrumento de corda tradicional do Cazaquistão.



sábado, 13 de abril de 2024

 "Ser casado não significa que um é dono do coração do outro ... 

Há muitas coisas que eu não sei, mas de uma coisa eu tenho certeza, um coração nem se prende, nem se agarra, ele vem até você". 

(K-drama Por que Esta é a Minha Primeira Vida)

domingo, 7 de abril de 2024

Como os doramas explodiram minha mente - Capítulo 1

 "Cada um de nós é uma estrela viajando pelo universo. Estrelas que se perderam e vieram parar aqui depois de vagar pelo vasto universo. Não é verdade. Somos estrelas que cruzaram seus caminhos bem aqui neste momento porque passamos muito tempo sentindo falta um do outro. Isso nos torna estrelas milagrosas. As estrelas que viajam pelo céu apenas brilham, elas nunca ficam tristes ou solitárias. Entretanto, nós somos estrelas que às vezes ficam tristes e sós, estrelas com arrependimentos. É isso que nos torna estrelas tão encantadoras". 

(Romance is a Bonus Book)

Sempre gostei de ler. Sempre li todos os livros sugeridos na escola. Nunca fui a que pegava resenha pronta dos colegas pra prova, eu fazia minha própria resenha. Eu lia um livro capa a capa, sem pular uma página. Eu lia um livro atrás do outro. Eu virava noite e dia até acabar um bom livro. Eu lia livros com minha prima em voz alta, cada uma lendo um capítulo por vez, escondidas na sauna da clínica da mãe dela. Eu já li livros mais de uma vez. Li Meu Pé de Laranja Lima mais de quatro vezes e chorei copiosamente em todas as vezes, é o livro mais triste que já li. 

Sempre gostei de escrever. Copiava poemas e trechos de músicas nos meus diários. Decorava Augusto dos Anjos, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Florbela Espanca. Separava trechos de Chico Buarque, Guilherme Arantes, Cazuza. Não só esses, mas também Vinícius de Moraes e Caio Fernando Abreu. Escrevia histórias inventadas quando adolescente, páginas e páginas dramáticas e dolorosas datilografadas.

Quando adulta participei de um grupo de amigas também apaixonadas por literatura. Nos encontrávamos uma vez por mês pra ler, comentar e debater determinados autores. Que sorte tê-las encontrado, que azar ter um temperamento tão terrível como o meu e ter encontrado outras com um temperamento tão similar. O grupo pra mim acabou. Sinto falta às vezes, mas mesmo tendo sido convidada a voltar já não fazia mais sentido pra mim no momento. Ou foi só meu orgulho mesmo. 

Até hoje não sei porque resolvi fazer um curso de Exatas. Nunca fui excelente em Física e Matemática, em compensação era ótima em Português. Aliás, eu sei porque escolhi Engenharia, mas não cabe aqui falar.  Era desesperador muitas vezes deduzir fórmulas com tantas letras que não formavam frases. Era deprimente o desperdício a meu ver de tantas letras que não formavam palavras. Era sofrido estudar assuntos tão difíceis, tão abstratos e nada prazerosos. Se me arrependo? Não, de forma alguma. Mas muitas vezes, quase sempre e agora mais, depois de terminar de assistir esse K-drama, me pego pensando se poderia ter sido diferente se eu tivesse escolhido cursar Letras ou algum outro curso da área de Humanas. 

Ainda tenho latente em mim, e de forma dolorosa, uma vontade de ser bem sucedida em algo que eu goste muito de fazer. Sim, eu sei que ser admirado é algo inerente ao ser humano, mas o que quero é admirar a mim mesma, é olhar pra o meu sucesso e me orgulhar, é colher os louros, é sorrir de orelha a orelha. Mesmo já tendo feito uma transição de carreira por me reconhecer como artista, esse desejo ainda não foi saciado. Dá tempo ainda, será, estudar outra área, me dedicar, me esforçar, deixar o medo pra trás, ou ir com medo mesmo?  


 

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Criar

“Como em tudo, no escrever também tenho uma espécie de receio de ir longe demais. Que será isso? Por quê? Retenho-me como se retivesse as rédeas de um cavalo que poderia galopar e me levar Deus sabe onde. Eu me guardo. Por que e para quê? para o que estou eu me poupando? Eu já tive clara consciência disso quando uma vez escrevi: ‘é preciso não ter medo de criar’. Por que o medo? Medo de conhecer os limites de minha capacidade? Ou medo do aprendiz de feiticeira que não sabia como parar?”.

(Clarice Lispector - Não Soltar os Cavalos)

quinta-feira, 28 de março de 2024

Niall Horan - This Town (Official Lyric Video)


Acordo para te beijar e não tem ninguém

O cheiro do seu perfume ainda está no ar

É difícil


Ontem, eu achei que tinha visto

A sua sombra por aí

É engraçado como as coisas nunca mudam

Nesta velha cidade

Tão longe das estrelas


E eu quero te falar tudo

As palavras que nunca consegui dizer

Da primeira vez

E eu lembro de tudo

De quando éramos crianças

Brincando neste parque de diversões

Gostaria de estar lá com você agora


Se o mundo todo estivesse assistindo

Eu ainda dançaria com você

Dirigiria por estradas e vias só para estar lá com você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


Vi que você seguiu em frente com outra pessoa

No pub em que nos conhecemos

Ele está com o braço nos seus ombros

É tão difícil

Tão difícil


E eu quero te falar tudo

As palavras que nunca consegui dizer

Da primeira vez

E eu lembro de tudo

De quando éramos crianças

Brincando neste parque de diversões

Gostaria de estar lá com você agora


Pois se o mundo todo estivesse assistindo

Eu ainda dançaria com você

Dirigiria por estradas e vias só para estar lá com você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


Você ainda me deixa nervoso

Quando entra na sala

As borboletas, elas ganham vida

Quando estou perto de você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


E eu sei que é errado

Que não consigo te superar,|

Mas tem algo sobre você


Se o mundo todo estivesse assistindo

Eu ainda dançaria com você

Dirigiria por estradas e vias só para estar lá com você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


Você ainda me deixa nervoso

Quando entra na sala

As borboletas, elas ganham vida

Quando estou perto de você

De novo e de novo, a única verdade

Tudo volta para você


terça-feira, 26 de março de 2024

Como os doramas explodiram a minha mente - Prefácio

Eu me recusava a entrar nessa modinha. Amigas comentavam e eu bem por fora, desinteressada. A netflix sugeria e eu pulava para os documentários de true crimes. Mas, porém, contudo, entretanto, certo dia estava eu no médico esperando uma consulta e rolando o feed do instagram num puro tédio, quando caí num vídeo de um pastor condenando quem assistia doramas por ser um "culto a androginia". Acendeu-se uma luzinha de curiosidade, como assim dorama = androginia, ninguém nunca me falou isso! Curiosidade, aquela que matou o gato, foi o grande mal. Fui fuçar os comentários da postagem e muitos falavam sobre o k-drama Pousando no Amor e criticando o "nada a ver" do pastor. Corri, então, para o app da netflix no celular, busquei Pousando no Amor, e foi assim que tudo começou. Um caminho sem volta. Todos avisaram. Foi como se eu estivesse cega e de repente começasse a enxergar. A ME enxergar. 

Isso foi no finalzinho de janeiro e no início de fevereiro é o meu aniversário, sempre junto com ele vem  muitas reflexões e crise existencial, lascou que com os doramas formou-se um pacotão que me fez girar num looping de recordações de tantas coisas da minha vida que eu nem lembrava mais. Ou achava que não lembrava. Lembrei de quando trabalhava na engenharia e do quanto eu era determinada com o meu sucesso profissional, do quanto já me iludi em relacionamentos, do quanto já escrevi aqui sobre, lembrei de mim, focada em ter "um corpão e um cabelão" e, sendo rata de academia com uma amiga muito querida, me diverti horrores inventando várias histórias com os personagens que lá apareciam. Lembrei do quando eu era espirituosa e divertida, lembrei dos frios na barriga, das borboletas no estômago, de como eu era vaidosa, sempre no salto e descendo dele no trabalho (literalmente porque usava somente bota de segurança e também de forma figurada por ser muito briguenta). Sim, senti saudades. Saudade de mim. 

Pra quem tá caindo aqui de paraquedas, não estou me propondo a ser mais um blog de resenha sobre doramas, longe disso, pode até ter alguns spoilers aleatórios, mas o que quero mesmo é voltar a fazer o que mais gostava que é escrever, ressuscitando este "querido diário", que já teve no seu layout tantas capas de anime (uma forma de mídia originária de um país também asiático). Sempre gostei. Sempre gostei de conhecer outras pessoas, outras culturas, e lembrei de quando eu dizia que era uma pessoa cosmopolita. Quando todos os meus colegas estavam estudando pra concurso, eu me recusava porque sabia que "tinha muito mundo no mundo e eu não queria ficar aqui". Eu queria viajar o mundo e aprender várias línguas. Estudei inglês até ser fluente (acho que nem sou mais), fiz todo o curso de espanhol (mas até hoje acho super difícil falar) e até estudei alemão. Viajei pra Grécia, Espanha e Portugal. E foi tão bom. Mas foi só. Hoje não consigo ir na minha cidade natal, não consigo viajar nem mesmo dentro do nordeste para os encontros de família. Como cheguei nesse ponto?

Sim, eu sei que quando se decide ter filho, ainda mais um filho atrás do outro, por um bom tempo fica difícil ter dinheiro, viajar, de se cuidar e mais um tanto de outras coisas mais, mas o que não entendo é: como eu me esqueci de mim? Como esqueci dos meus sonhos, como fiquei uma pessoa tão medrosa, quase uma covarde, que evita conflitos, quem tem medo até de sair de casa sozinha? Eu não era assim! O dorama foi o gatilho talvez por eu ter trabalhado em empresas asiáticas, mas sabe que quando uma caixinha é aberta várias outras também são? Um dorama me abriu a caixa de Pandora e vi o meu passado passar por mim. Vi também uma parte do meu futuro que não alcancei e que não me conformo em não alcançar, porque também sinto "saudade" dele. Traumas, sonhos desfeitos, sentimentos bons e outros nem tanto também vieram junto. Veio tudo num furação e numa onda de ansiedade sem fim que não me permite mais ficar calada. Eu preciso falar=escrever antes que o Alzheimer chegue (doença hereditária da minha família materna) e eu me esqueça completamente. 

Sei que não tenho mais leitores, então talvez seja mais fácil escrever. Porque eu comecei a ser dorameira no início de fevereiro, estamos no final de março e acho que já assisti mais de 20 doramas (k-dramas, j-dramas, c-dramas e afins), preciso relacionar todos e contar o que cada um me trouxe de lembrança, de mais um cadinho de ilusão e algumas reflexões. Desocupada eu? Não, sedenta do que fui e do que eu possa ainda vir a ser. Mais uma iludida? Ora, já dizia o sábio Salomão "tudo é ilusão"! Mas tá sendo bom lembrar que eu supostamente devo ter nascido na época do Romantismo. Então, vai, me segue, que no caminho eu te conto. 






quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Apaixonando Lentamente


 



Não te conheço
Mas eu te quero
Ainda mais, por isso
As palavras me escapam
E sempre me enganam
E fico sem reação

E jogos que nunca levam
A nada mais do que seu propósito
Irão se encerrar sozinhos

Suba neste barco naufragante e guie-o pra casa
Nós ainda temos tempo
Eleve sua voz esperançosa, você tem escolha
Você fez a sua agora

Se apaixonando aos poucos, olhos que me conhecem
E eu não posso voltar atrás
Estados de espírito que me pegam e me destroem
E me deixam deprimido

Você já sofreu bastante
E guerreou consigo mesmo
Está na hora da sua vitória

Suba neste barco naufragante e guie-o pra casa
Ainda temos tempo
Eleve sua voz esperançosa, você tem escolha
Você fez a sua agora

Suba neste barco naufragante e guie-o pra casa
Ainda temos tempo
Eleve sua voz esperançosa, você tem escolha
Você fez a sua agora
Se apaixonando aos poucos, cante sua canção
Que te acompanharei

Se apaixonando aos poucos
Cante sua canção
Que a cantarei agora

domingo, 28 de novembro de 2021

Ser mãe

 

Algumas mulheres são mães por conveniência da sociedade. 
Tá namorando. Casa quando?
Casou. Tem filho quando?
Tem um filho. É bom ter outro. 
Dois filhos. Ah, seria bom se fosse um casalzinho. 
E se comemora se consegue ter esse casalzinho. Para-se por ali. Três é demais. 
Maternidade contada como se fosse um exercício de lógica matemática. 
Não pela milagre de gerar, de receber um novo ser, presente de Deus. Mas pela obrigatoriedade de ser ter uma família para ser considerado uma pessoa de sucesso. 
E filhos não gerados, aqueles que recebemos já prontos por uma escolha do coração?
Ah, esses continuam sendo considerados de segunda categoria, um ato de caridade, alguém que se pegou pra criar, "mas não é dela, a mãe de verdade deu".
Mãe de verdade, quem é este ser? 
Aquela que gera ou aquela que ama tanto a ponto de dar sua alma, sua vida, seu tempo, seu suor, suas noites mal dormidas, toda sua preocupação, todos seus pensamentos?

Algumas mulheres não nasceram pra ser mães, mas são. 
Mesmo que tenham abandonados seus filhos, os gerados no ventre. Mesmo que tenham preferência mais por um do que por outro. 
Uma mãe que tem 10 filhos, será que cataloga, "esses amo mais, esses amo menos"?
Uma mãe que adota um filho, ama mais os "de sangue" do que os "de criação"?
Uma mãe de verdade faz tanta distinção? Ou simplesmente ama incondicionalmente, indistintamente, indefinidamente?

Algumas mulheres são mães, mas nem deveriam ter sido. 

Peço a Deus para que meus filhos nunca se sintam preteridos, nem a filha biológica, nem o filho por adoção, nem aquele que haverá de vir pela via que tiver que ser.

Ser mãe sempre foi meu sonho, sempre foi meu desejo, por anos vivi com esse objetivo, hoje vivo por eles. Vivo o maior milagre, o maior amor que uma mulher pode ter. Vivo a benção. Obrigada, Senhor!