Diazinho estranho

Pela manhã estava completamente eufórica, rindo por tudo, feliz da vida, à toa e sem motivo. De tarde, caí numa revolta só. Doses cavalares de realidade para arruinar meu bom humor. É como eu sempre digo, tudo pra mim sempre foi mais difícil, acho isso massa.  Sete dias para o plano de saúde me retornar sobre a liberação ou não do medicamento que tomo no hospital e eles me negam. Massa. Vou até um hospital aqui em Aracaju tentar o atendimento por lá, e a atendente, mais por fora que bunda de índio, me diz que tal medicamento eu posso encontrar no “postinho de saúde”. Querida, o medicamento custa 38 mil reais e preciso tomá-lo em um ambiente hospitalar, não será o posto Sinhazinha, onde mal tem vacina que terá esse remédio. Pensei, mas não falei. Forcei um sorriso e agradeci, enfim.  No outro hospital, um dos maiores da cidade, a enfermeira me informa que a farmácia do hospital não tem, nem sabe quanto tempo para solicitar tal medicamento “não padronizado”... sorri, agradeci, dei meia volta e fui embora.

Muita gente pensa que problemas e dificuldades com tratamento médico só acontecem com quem necessita da saúde pública. Né não, fia. Eu sou dependente de dois planos de saúde (do meu pai e do meu marido) e estou nessa luta para ter um tratamento, que é essencial para que eu não entre em uma outra grande crise. Resumindo: preciso desse medicamento pra não morrer de hemorragia e desnutrição. Aí você pode pensar: “pior quem depende do SUS”, e eu lhe digo que tá tudo a mesma coisa. Meus medicamentos de manutenção, que me custariam em torno de 500 reais por mês, eu recebo gratuitamente todo mês pelo governo. Sem falta. Não tenho o que reclamar. SUS ou plano de saúde, não importa, a luta para vencer uma doença é a mesma. É como digo: se é pra matar um leão por dia para me manter viva, bora lá, sou brasileira, nordestina, sertaneja e antes de tudo forte.

Mas voltei para casa meio triste, não posso negar. Queria resolver essa pendenga do tratamento antes de maio. Coração doendo, casa vazia, marido lá, eu cá... o que fazer? Passar roupa era só o que me restava. Marido meu morre de rir – quando estou triste ou com raiva é quando fico mais trabalhadeira. Passei uma pilha... eu falei UMA pilha? Eram no mínimo TRÊS. Tinha de um tudo. Mas consegui vencer as danadas. Não teve novela das 6, das 7 ou das 9 que me demovesse daquela empreitada.  Ainda coloquei mais roupa pra lavar e estendi. Para arrematar limpei a cozinha, a sala, a copa e arrumei cada roupinha, lençol de cama e toalha em seu devido lugar. Estou aqui acabada com uma dor na coluna, mas sabe o que é melhor? Estou feliz. Sensação de dever cumprido é a melhor coisa que existe.

:) mas sobrinha Aiesha me ajuda muito também.

Comentários

  1. Rosi Lima10:40 AM

    Difícil heim Erika......mas estou aqui para te ajudar no que posso viu! Sempre com vibrações positivas p vc, na torcida p tudo dar certo.

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  2. Erika Rubia, vc pode fazer uma visitinha à vizinha quando estiver assim.Ainda te espero lá em casa.
    Beijo.

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  3. Filhota, trabalhar é a melhor das terapias. Eu quando estou assim meio deprê também procuro fazer muitas coisas dentro de casa: mudo as coisas de decoração de lugar, arrumo gavetas, rasgo papéis e depois tomo um bom banho, vou dar uma voltinha para ver ver coisas nas lojar e esqueço os problemas. Lembre-se: problemas todo mundo tem. É a vida. Temos que sair driblando. bjs

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