First day no canteiro de obras

Achei que usar o banheiro químico fosse a pior parte, mas deu pra sobreviver a aquele buraco profundo cheio de líquido azul. Juro que sonhei que aquele troço respingava na minha bunda. Mas a pior parte mesmo foi a falta de energia. Tudo na base dos geradores mal dimensionados e a escolha: ou usa o ar ou usa a rede de computadores. Escolheram a rede, né, afinal de contas, estamos ali para trabalhar. Mas minha "auxiliares" apostou um esmalte comigo que até amanhã tudo se resolve. Eu apostei que chega quarta mas não chega ar refrigerado. Os celulares a gente coloca na janela do container porque dentro mesmo, não tem sinal. Aí quanto toca o telefone de alguém é um tal de correr pela porta de trás pra atender lá fora encostado na cerca. Por falar em porta de trás, fomos privilegiados com um container com duas portas, olha só, temos ventilação! Privilégio de poucos, pelo menos isso, já que somos 7 pessoas com 7 mesas, 7 cadeiras, onde só cabem 5 de cada. Calor humano aproxima as pessoas. A cidade, General Maynard (nome chique pra pouca coisa), é um ovinho, menor que Carmópolis e não tem um pé de gente na rua às 7 da manhã, só pé de vaca, boi, cavalo, galinha, mas o bom é que a gente toma café e almoça ao lado da casa do Legal. (postarei fotos depois).

Casa do Legal

Café da manhã e almoço na Lanchonete e Sorveteria Anjos
Enfim, resumo do primeiro ato dessa ópera: calor, poeira, falta de energia, sem internet, sem rede, sem sinal de celular, container desnivelado (história à parte), banheiro químico... e mesmo sendo tudo desconfortável, amo trabalhar em obra! Só entende quem conhece de perto essa vida. :)

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