Mulheres na Construção Civil

"É nóis"! 

Às vezes penso que talvez eu tivesse sido uma boa advogada ou uma ótima juíza, se tivesse feito Direito. Ou uma escritora best-seller, se tivesse feito Letras, ou até mesmo uma jornalista de destaque, já que adoro contar histórias, mas escolhi a engenharia e engenheira sou há 10 anos.

Costumo dizer que vivo uma relação não correspondida com a Engenharia, eu a amo, mas a recíproca não me parece ser verdadeira. rs! Talvez eu esteja sendo injusta, porque mesmo com alguns perrengues, alguns problemas de saúde e vários "gritos" no trabalho, eu consegui alcançar muitos objetivos trabalhando nessa área.

Algumas pessoas se admiram, acham muito "chique" a profissão de engenheiro. Eu acho graça porque, particularmente, não vejo glamour nenhum. É uma profissão sofrida, onde muitas vezes o piso salarial estipulado não é obedecido pelas empresas e onde se trabalha muito, de domingo a domingo, na maioria das vezes, onde tudo é muito corrido, os prazos precisam ser cumpridos, o Planejamento, Custo, Orçamento obedecidos e controlados. Não é nada fácil, mas o mais difícil para mim como engenheira num ambiente predominantemente masculino, é esquecer um pouco meu lado doce e mostrar pulso firme, agir mais com o intelecto do que com o coração.

Vivi, recentemente, um período estressante e marcado por uma crise de identidade profissional (ser ou não ser, eis a questão), mas hoje posso dizer com propriedade: sou engenheira civil e tenho muito orgulho da minha profissão. 

E, numa versão Trecho reformulada, sigo cantando Cidadão de Zé Ramalho: "Tá vendo aquele gasoduto, moço, ajudei a enterrar"... Eu posso morrer sem nunca ter plantado uma árvore, mas posso dizer que colaborei para o progresso do Brasil e vou poder contar isso para os meus filhos. 

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